Notas iniciais
Aqui é o Gom, leia esse capítulo comendo alguma coisa. É UMA ORDEM! Ò3Ó
Capítulo feito com a ajuda da Miki ( Miiii-chan! Nossa xodó *-*)

Gom foi dividir o quarto com Sawada, o jovem garoto não queria dormir sozinho. Em um colchão ao lado da cama de Gom, Sawada estava desmaiado ao lado de seus dois porquinhos.

Parecia ser o único a dormir tranquilamente. Gom encarou o garoto dormindo e sorriu ao ve-lo dormir todo esticado. Estava com sono e queria dormir, dois motivos o incomodavam a ponto de não conseguir nem ao menos cochilar.

1° O dia seguinte seria o dia do eclipse e Gom estava nervoso

2° Sawada e seus porcos roncavam alto.

– Esse garoto não vai parar de roncar.- Sussurrou Gom levantando-se da cama.

Gom tirou a camisa de seu pijama revelando seu corpo um pouco definido. Não se preocupou em trocar a calça de seu pijama com Sawada no quarto, ele não iria acordar. Vestiu rapidamente seu calção que usava para treinar e ainda descalço caminhou em direção a cômoda e pegou sua bolsa com material de treino e depois foi até a porta.

Abriu a porta de seu quarto e caminhou devagar pelo corredor que levava a escada que levava ao andar debaixo.

Gom caminhou até a porta dos fundos e a abriu e foi em direção ao dôjo. A noite estava fria e como havia caído uma chuva muito forte, a grama ainda estava molhada causando calafrios ao pisar nela com os pés descalços.

Os short de Gom era preto azulado. O garoto caminhou até a entrada do dôjo e abriu a porta de correr.

Entrou e suspirando disse :

– Quem sabe treinar um pouco não me acalme.

Foi até uma parede do dôjo e apertou uns botões que ali haviam junto de um sistema de controle do local. O chão se tornou um grande tatame e equipamentos de treino surgiram junto dele.

Gom sentou-se no tatame e começou a colocar suas ataduras brancas em seu braço esquerdo. As colocou bem apertadas, terminando com o braço esquerdo passou para o direito. Suas ataduras iam quase que até o cotovelo e deixavam seus dedos amostra,porém, cobrindo algumas falanges.

Gom se levantou e foi até um saco de areia que tinha no meio do dôjo. Deu alguns socos no ar antes de acertar o saco de areia.

Os socos que Gom davam no ar, soltavam pequenas fagulhas de seus punhos. Talvez pelo atrito com o ar e a força que ele socava.

Ficou rindo sozinho enquanto socava o ar. Até que ouviu a porta de correr do dôjo fazer barulho.

A porta se abriu revelando uma sorridente e ao mesmo tempo sonolenta Soya.

– GOM!- Gritou ela correndo em direção a ele.

Gom que estava destraído virou-se para ver quem chamava seu nome, em um pequeno discuido acabou acertando o saco de areia que por sua vez foi jogado em alta velocidade contra a parede se espatifando.

– NHAAAA! VOCÊ AQUI?- Gritou Gom corando, enquanto corria para trás de um outro saco de areia para esconder seu corpo.

– O que foi Gom-san?- Disse Soya caminhando só de pijama em direção a ele com um sorriso bobo no rosto.

– NADA! — Gritou Gom corado.- Não quero que você veja o me-me-meu corpo sem camisa. Eu fico com vergonha.- Disse Gom corando ainda mais.

– Para de ser bobo.- Disse Soya rindo enquanto caminhava na direção de Gom.

Soya o pegou pela mão e o puxou para o meio do tatame. Soya era realmente forte, talvez tão forte quanto Ursula. Soya olhou nos olhos de Gom e continuou sorrindo. Os olhos de Soya desviaram por um momento para observar o corpo de Gom, a menina ficou com suas bochechas coradas.

– Gom...- Sussurrou Soya que agora segurava as mãos de Gom que suava feito um homem gordo correndo na esteira. — VOCÊ TEM UM PIERCING NO MAMILO!?- Gritou Soya olhando o mamilo de Gom mais de perto.

– AAAAAAAAAAAAAAAAH! — Gritou Gom correndo para trás do saco de areia.

– É COMO UM BASTÃOZINHO!- Disse Soya correndo até onde Gom se escondia.- Deixa eu cutucar?- Disse ela inocente.

– N-n-não!- Disse Gom corando ainda mais.- Se não se importa eu vou treinar. — Disse Gom dando os ombros para Soya.

– Então se não se importa. Eu vou sentar e assistir.- Disse Soya sentando-se ao lado de Gom, que socava o saco de areia.

Gom estava corado e sentia-se ridículo na frente de Soya, ela era tão linda com seu jeito alegre e fofo de ser. Ele agia como um idiota toda vez que ela estava por perto ou que ela se aproximava.

Gom suava enquanto socava o saco de areia, seu coração estava acelerado e suas bochechas coradas. Não era pra menos, estava nervoso por Soya estar ali.

Soya se levantou e tocou seu ombro com suas mãos macias.

– Chega de treinar. Para um pouco, porque não se senta e admira um pouco as estrelas?- Disse Soya encarando-o no fundo de seus olhos.

Gom não podia contra aquele sorriso e aquele olhar. Derreteu-se sobre o olhar de Soya.

Sentou-se no tatame e logo ela sentou-se ao lado dele. Os dois olharam para o céu embusca de estrelas.

– Não tem nenhuma estrela para se olhar.- Disse Soya em tom triste.

– Quem precisa de estrelas, quando se tem o seu sorriso?- Disse Gom corando totalmente.

Soya parou por um instante e corou. Ela esboçou um pequeno sorriso e abraçou seus joelhos apoiando sua cabeça nos mesmos. Sua calça do pijama era repleta por coelinhos brancos e a calça era cinza, sua camisa era branca o que criava contraste com seus cabelos negros que agora caíam sobre seus ombros.

– Obrigado pelo elogio...- Disse a morena corando ainda mais.

Gom não respondeu, estava estático olhando para um ponto fixo no chão. Suas bochechas estavam vermelhas como todo o resto de seu rosto. Seu coração batia o mais rápido do que nunca. As mãos de Soya seguraram o rosto suado de Gom e o o guiou para cima. Quando Gom levantou seu olhar, havia dado de cara com os lindos olhos de Soya, você pode até julgar olhos negros sendo sem graça, mas para Gom aqueles olhos eram perfeitos.

Gom colocou suas mãos tremulas sobre o rosto também corado de Soya e colou seus lábios aos dela.

A porta do dôjo se abriu e um grito quebrou o silêncio que envolvia Gom e Soya. Gom conhecia muito bem aquela voz, aquela voz que lhe dava nos nervos.

O grito atingiu o fundo da alma de Gom. O grito dizia :

– YEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! FINALMENTE ELE BEIJOU A SOYA!

O grito vinha de um ser que Gom conhecia muito bem, um ser que ele já havia lutado duas vezes. Sawada havia gritado, Sawada havia enterrompido o SEU momento. O garoto que estava vestindo uma camisa roxa e um calção azul. Atrás do mesmo estava um montinho de gente, no meio daquele montinho reconheçeu um brilho. O brilho dos óculos de Floquinho. Seu sangue gelou. Seu coração bateu mais devagar,até que Gom caiu duro pra trás.

Pouco antes de apagar Gom ouvirá aplausos e assobios.

*

– Gom? Tá tudo bem?- Soou a voz que Gom conhecia muito bem.

Abriu os olhos e viu-se deitado no tatame com Soya sobre seu peito. A principio corou e esboçou um sorriso malicioso.

– Si-si-sim...Estou bem.- Respondeu Gom corando.- Mas,cadê o povo?- Perguntou Gom estranhando.

– Foram embora...- Respondeu ela sorrindo como sempre.


Soya saiu de cima de seu peito e Gom sentou-se ao seu lado. Olhou para Soya sorrindo e disse apontando para a calça dela :


– Olha, um monte de Floquinhos.

– Hihi, é verdade.- Riu Soya tímida.

– Não achei graça nenhuma....- Disse a voz de Floquinho vindo de trás deles. Floquinho ajeitou seus óculos e completando disse :- Eu pensei ter mandado vocês irem dormir.

– Estamos sem sono.- Respondeu Gom secamente.

Ninguém até aquele momento havia ousado desobedecer Floquinho.

– Se é assim que o mestre deseja...- Sussurrou Floquinho levantando-se e indo embora.

– Então Soya...- Disse Gom corando.- Tudo bem? — Disse ele sorrindo sem graça.

–*gota* Sério que isso é tudo que você conseguiu falar pra mim?- Disse Soya arqueando uma de suas sobrancelhas e voltando a beijar Gom.

Gom corou ainda mais enquanto beijava Soya. Separaram-se e Soya corou, ela sabia o quanto desejava o beijo de Gom, talvez estivesse apaixonada.

– Então Soya... Conte-me mais sobre você.- Disse Gom deitando-se no tatame.

– Bom...- O sorriso no rosto dela se apagou por um momento,isso indicava que nem sempre ela fora feliz.- Não acho que seria legal... — Soya abriu um sorriso triste, olhando para o lado com o olhar mais vazio que pôde dar.

– Mas eu quero saber mais de você. — Gom a olhou preocupado.

– Gom... Eu nem sempre fui alegre assim... — Soya se levantou com seu sorriso triste e começou a caminhar pelo tatame. Gom se sentou novamente no tatame, e começou a segui-la com os olhos. — ... Sabe,eu fui criada pela minha avó. Por eu ser de uma ramificação do clã que era mais forte, eu fui treinada para ser a arma que defenderia o clã a qualquer custo. — Disse Soya encarando o chão por alguns poucos segundos, que para Gom pareciam ser eternos.

– Minha avó, me fazia ter um treinamento árduo. Por eu ser a filha mais velha, eu assumiria o clã quando meus pais morressem, então eu teria que ser forte. Ela me humilhava constantemente, me machucava. Mas, eu nunca guardei ódio dela... O que mais me machucava, era ver meu irmão aos cuidados dos meus queridos pais... Eles são boas pessoas. Eu fui escolhida para entrar na competição junto dele, meu irmão tem apenas 8 anos e é muito chatinho. Ele é meio mimado... Por isso eu vou ter que cuidar dele durante o eclipse.- Disse a morena voltando aos poucos ter seu sorriso alegre.

– Sabe Gom...- Sussurrou a mesma.

– Diga...- Disse o menino de cabelos pretos sentado com os olhos brilhando com lágrimas, encarando Soya.

– Ela me ensinou que por mais que você sofra... Você pode encontrar a felicidade. Se você se esforçar muito, você a alcança. E... Em meio a tudo que eu passei... Eu posso dizer que sou mais feliz desde que te conheci.- Disse a menina agora parada em frente a Gom.

A menina agachou-se ficando na altura de Gom que estava sentado e voltando a juntar seus lábios rosados aos lábios do moreno.

Soya sorriu e disse enquanto espreguiçava-se :

– Acho que vou dormir... Boa noite Gom.

A menina caminhou em direção a porta de correr do dôjo, sentiu uma mão quente segurar seu braço. Foi puxada ap encontro do corpo de Gom, que estava corado e quente.

Gom a olhou nos olhos e com um sorriso um tanto tímido nos lábios a beijou e logo em seguida sussurrou calmamente ao pé do ouvido de Soya :

– É-é-é... Um beijo de boa noite...

Soya corou e foi caminhando sorrindo em direção a porta dos fundos da mansão, deixando para trás um Gom sorridente e corado.

– Você devia tomar um banho...- Soou a voz de Floquinho vinda de trás de Gom. Floquinho tinha a lente de seus óculos brilhando em branco.

– FLO-FLO-FLOQUINHO!? A QUANTO TEMPO VOCÊ ESTÁ AI RAPAZ!? — Gritou Gom corando e rindo sem graça.

– Tempo suficiente.- Disse Floquinho secamente.

O mordomo tocou a testa de Gom que foi tomado por um clarão branco e surgiu de pijama listrado de sempre, caindo desmaiado nos braços de Floquinho.

– Parece que você vai me dar tanto trabalho quanto seu pai...- Disse Floquinho enquanto carregava Gom em seu ombro e com uma mão ajeitava seus óculos.


Notas finais
Reviews seriam uma boa pedida :3