Shinigami War - O eclipse
4 Capítulo 3
O dia nasceu, um belo sol brilhava timidamente por trás das nuvens branquinhas no céu. Alessa, Nami e Gom foram acordados por seus despertadores e levantaram-se imediatamente, sua mãe era exageradamente rigorosa com horários e não tolerava atrasos.
Os três caminharam para o banheiro de seus quartos e foram tomar seus banhos, a apresentação dos times seria naquela mesma manhã.
Assim como existiam clãns que tentavam banir os demônios para o Necro Mundo, existiam também dark clãns que queriam absorver as almas para uso próprio.
– Andem logo com o banho. — A voz de Ursula sôou por toda a grande casa. — Vocês ainda tem que tomar o café da manhã. — Disse a mulher que parecia irritada.
As crianças apressaram-se e logo todos estavam sentados na mesa da cozinha tomando seu café da manhã.
– Alessa sua praga! Você comeu todo sucrilho! — Gritou Gom explodindo em raiva como todas as manhãs. — O que eu vou comer agora!? — Perguntou Gom ainda irritado.
– Cala sua boca,moleque. Levante e procure uma fruta ou algo assim. — Disse Ursula lançando sobre ele um olhar penetrante que parecia atravessar seu corpo e alcançar sua alma.
Gom sem questionar levanta-se e vai até a geladeira. Nami segurava o choro, não gostava de ver brigas entre seus irmãos. Alessa tampava sua boca tentando esconder o imenso sorriso que tinha em seus lábios, adorava ver seu irmão mais velho se dar mal.
Gom encostou-se na janela da cozinha e começou a comer uma maçã. Nami tomava seu leite quente, a cada gole suas bochechas ficavam coradas deixando-a mais fofa do que antes.
– Escovem os dentes, tenho que resolver uma coisa e quando eu voltar partiremos para o prédio do conselho. — Disse Ursula deixando os três na cozinha dirigindo-se a um dos vários corredores da imensa casa.
Clã Pig Pig...
– Sawada, está tudo pronto para partirmos? — Perguntou o mordomo.
– Sim Yukio, estou pronto. — Respondeu Sawada enquanto se dirigia para a porta de saída.
O mordomo abriu a porta e os dois caminharam por um jardim tão grande quanto o do clã Euro Kuma. No portão de entrada do jardim uma limosine preta os esperava. Os dois entraram no grande carro que partiu depressa.
Clã Makaou...
– Então filha, está pronta? -Perguntou Math sorrindo.
– Sim papai! — Gritou Lucy sorridente.
– Muito bem minha querida filha, Chilli e Isis vão chegar logo.-Disse Math. O sorriso se apagou e uma expressão séria surgiu em seu lugar. — Não é importante que nosso clã vença esta competição, é importante que todos os demônios sejam mandados devolta para o Necro Mundo. Entendeu? — Disse Math derramando algumas lágrimas.
– Papai... Por que está chorando? — Perguntou a pequena Lucy.
– Não fique triste ou até mesmo chore minha pequena...- Disse Math agora não contendo mais seu choro deixando com que suas lágrimas caíssem no chão. — Quando o eclipse acontecer, eu vou morrer. — Disse Maht secamente.
As palavras de Math atingiram Lucy como uma bala, a pequena menina caiu de joelhos no chão. Lágrimas rolaram pela sua delicada face e cairam no chão.
– Por que papai?Snif snif. — Disse Lucy chorando.
– Eu fui o eleito a cem anos no passado, ganhei a competição. Por isso eu ganhei o direito de ficar vivo até o próximo eclipse. — Respondeu Math ajoelhando-se ficando na altura de sua filha.
– Papai... Eu não quero que você morra. Snif! Snif! — Gritou Lucy.
– Minha pequena, eu não almejo nada mais do que a morte. Eu sou imortal até o eclipse, quando o portal se abrir minha alma será sugada para o Necro Mundo. — Disse Math enquanto exugava as lágrimas de sua filha.
– Mas papai... Quando você morrer, quem cuidará de mim? — Perguntou Lucy.
– A Biscuiti(Gom : lê-se Bisqui tá xDD), ela vai cuidar de você. Sua mãe como você sabe, está doente. — Respondeu Math.
A porta do quarto onde estavam se abriu, uma mulher de pele parda e de longos cabelos negros entrou. Vestia uma calça branca que era justa nas coxas e ia ficando mais folgada na altura da canela, uma camiseta de um amarelo bem fraquinho. Logo após ela entrar um garoto de cabelos vermelhos entrou, usava um terno sem o blazer. Seus olhos castanhos claros eram quase vermelhos. As duas misteriosas pessoas sorriram com doçura ao ver Lucy. A menina correu até eles e os abraçou. Lucy olhou fundo nos olhos de seu pai e o beijou na bochecha.
Lucy deu a mão para os dois e foram caminhando porta fora.
Continua...
Fale com o autor