Shinigami War - O eclipse
36 Capítulo 29
Notas iniciais
O corpo da Nami falsa caiu no chão e logo dissolveu-se em uma gosma escura. A substância negra que a falsa Nami havia se tornado foi levada para chuva e indo parar dentro de um boeiro.
Alessa estava no chão com a cabeça de Gom apoiada em suas pernas. Lágrimas rolavam pelo rosto delicado da pobre menina, havia perdido seu pai, sua mãe. Não iria suportar a perda de seu irmão, Nami correu ao encontro de Sawada que começava a voltar ao normal.
Os dois correram para perto de Gom que estava inconciente.
- Será que meu maninho vai ficar bem? — Perguntou Nami com os olhos já cheios de lágrimas.
- Ele vai ficar bem.- Respondeu o porquinho Lawliet, que estava na cabeça do Sawada.
- Veja só quem tá se importando...- Sussurrou Gom com um pequeno sorriso nos lábios.
- BAKA VOCÊ ME DEU UM PUTA SUSTO! — Gritou Alessa dando um cascudo em Gom.
- AI! SUA MAL AGRADECIDA! ACABEI DE SALVAR ESSE TEU RABO! É ASSIM QUE VOCÊ ME AGRADEÇE VADIA?- Gritou Gom explodindo em raiva.
- PARECE QUE PRA ME XINGAR VOCÊ TÁ BEM NÉ SEU PESTE! — Gritou Alessa.
-*gota* Viu só, eu disse que ele ficaria bem. Já está até discutindo com a Alessa. — Sussurrou Sawada.
- *gota* Concordo com isso...- Sussurrou Nami enquanto encarava seus irmãos gritarem um com o outro.
- Esperem um momento...- Disse Gom enquanto se levantava.- O que aconteceu com as almas? — Perguntou ele confuso.
- Eu não vi nenhuma...- Disse Sawada olhando para os lados.
- Essa não...- Sussurrou Alessa enquanto encarava uma gosma negra que saía de dentro do boeiro. — OLHEM AQUILO! — Gritou apontando para o boeiro.
A gosma começava a aglomerar-se, tomaram forma de uma grande bolha e dividiram-se em quatro.
- Mais que nojo! — Gritou Nami abraçando Sawada.
As bolhas começaram a tomar formas humanas. Logo ali parados estavam novamente uma falsa Nami, uma falsa Alessa, um falso Sawada e um falso Gom.
- QUE LEGAL! É A MINHA VERSÃO DO MAL NÉ? — Gritou Gom animado e sorridente.
-*gota* Baka, você não estava esgotado?- Perguntou Alessa.
- Sim eu estava, mais como eu tenho dois Yokais no meu corpo...- Disse Gom vangloriando-se.- Eu tenho duas vezes mais recuperação Há!- Completou Gom.
- SE VOCÊS NÃO REPARARAM TEM NOSSOS CLONES ALI! E ELES SÃO DEMÔNIOS!- Gritou Sawada agitado.
- Foda-se.- Disse Gom indiferente para Sawada.
- EU VOU ARRANCAR SEU CÉREBRO PELO NARIZ! — Gritou o porquinho Lawliet.
- *gota* Calma Lawliet, ele não tem cérebro. Lembra?- Sussurrou Sawada.
- CHEGA DE CONVERSA! EU QUERO ESMAGAR AQUELES DEMÔNIOS COM OS MEUS PUNHOS! — Disse Gom correndo em direção ao seu clone.
Gom tenta acertar um soco na cara de seu clone, que segura sua mão calmamente.
- Seu idiota. Eu sei tudo sobre você.- Disse o falso Gom.
- Então já que você me conhece tão bem...- Sussurrou Gom com seu punho ainda sendo segurado pela mão de seu clone. — Deixe me apresentar meus melhores amigos! — Gritou Gom sorrindo.
Atrás dele surge Aishiteru e Kenji. Ambos estavam sorrindo, nas mãos de Aishiteru a mesma arma de dois canos que ela se transformava. Nas mãos de Kenji uma imensa katana.
- *gota* O clone do Gom consegue ser ainda mais feio do que o verdadeiro...- Sussurrou Kenji encarando.
- Tudo que você faz, eu também faço.- Sussurrou o falso Gom.
Atrás do clone surge uma versão sombria de Aishiteru e uma versão de Kenji. Ambos eram idênticos na aparência, a única coisa que ajudava a diferencia-los era a cor dos olhos. Um vermelho vivo residia nos olhos deles.
- Então vai ser assim né? — Disse Sawada encarando seu clone.
- É acho que vai. — Sussurrou o falso Sawada.
- Eu acho que não tenho escolha a não ser matar você...- Disse a falsa Alessa. — Embora eu queria muito, matar seu irmãozinho. Sabe como é chato ter que ficar se regenerando?
- Não me enche...- Sussurrou Alessa.
Nas mãos de Alessa surge sua grande marreta.
- Então, vamos começar a festa?- Perguntou a falsa Nami encarando a pequena Nami que estava sem saber o que fazer.
"Se eles sabem tudo o que nós sabemos...Ela deve saber as técnicas secretas do meu yokai." — Pensou Alessa.
- Droga, isso complica tudo.- Resmungou Alessa.
A falsa Nami corre em direção a pequena Nami que esta sem ação.
- Kenji PROTEJA A NAMI! — Gritou Gom.
O garoto com a Katana na mão corre para proteger a pequena menina, porém, é parado por seu clone. As espadas se encontram, faíscas saem delas que são apagadas pela forte chuva que caía.
- Olá, versão fraca de mim.- Sussurrou a Nami falsa com uma katana igual a que Nami usou na batalha contra Candy.
- Não sou sua versão! Você é apenas uma copia barata! — Gritou Nami.
Logo o corpo da pequena menina foi tomado por chamas. Em seus olhos estava o mesmo brilho de quando lutou contra Alessa.
- NAMI NÃO! — Gritou Sawada, enquanto desviava de um soco de seu clone.
A falsa Nami como um espelho, copia cada movimento de Nami. As duas lutam em um combate corpo a corpo.
- Eu não sabia que a Nami sabia corpo a corpo.- Disse Gom enquanto desviava de um tiro da falsa Aishiteru.
- Isso porque não é a Nami que tá controlando o corpo dela.- Disse Alessa enquanto lançava espinhos de gelo contra seu clone.
Os espinhos de gelo de Alessa se chocam contra os espinhos lançados por seus clones.
- Acho que tá na hora de trocar de parceiros de dança. Não acha Gom? — Disse Kenji sorrindo.
- Vamos dançar então! — Gritou Gom sorrindo.
Uma cortina de fumaça branca cobre Gom e Kenji.
- PEGUEI VOCÊ! — Grita Gom acertando um soco no meio da cara de seu clone, que é jogado contra um prédio.
- Tudo começa a fazer sentido agora...- Sussurra Sawada sorrindo.
Enquanto isso na mansão Euro Kuma...
- Floquinho, você poderia vir aqui por favor? — Soou a voz Sam vindo da sala.
- Posso sim, Senhorita Sam.- Respondeu o mordomo sorrindo.
Floquinho chegou na sala e deparou-se com a cena mais bizarra que já havia visto em sua vida, muito mais bizarra do que a louça do jantar ou do que a bagunça do quarto do Gom.
Sam estava com seu corpo arranhado, seu rosto tinha duas imensas marcas de arranhões sobre cada bochecha. Uma subistância negra escorria pela boca da menina.
Sam sorriu, deixando a gosma negra cair sobre seu vestidinho branco que agora, estava cheio de marcas de sangue.
- S-s-sam? — Disse Floquinho assustado.
- Sam? Sam não habita mais este corpo.- Disse a garotinha se levantando enquanto seus dedos das mãos mexiam-se frenéticamente como antenas de insetos.
- Identifique-se demônio.- Disse Floquinho ajeitando seus óculos que brilhavam.
- Se você quer tanto saber o meu nome, eu vou lhe dizer.- Sussurrou Sam com voz dupla.
Os braços e pernas de Floquinho colaram-se junto ao corpo. Estava paralisado, Sam caminhavam calmamente em direção a ele. Subiu pelo corpo do mordomo e chegando até as orelhas sussurrou :
- Eu sou...- Sussurrava Sam com sua voz dupla que dava arrepios até mesmo em Floquinho.- Eu sou o Rei Akuma.
O coração de Floquinho batia acelerado, suas mãos soavam por debaixo daquelas luvas com três riscos ( Gom : Tipo a luva do Mickey.), as orelhas de Floquinho não acreditavam no que haviam acabado de ouvir. Seu corpo tremia como gelatina em terremoto. (Gom : Eu e minhas metáforas x3)
- Agora meu amiguinho. Você tem uma única escolha.- Sussurrou Sam agora com uma voz grossa.- Você pode me matar, ou pode me deixar viva para destruir todo o mundo. Mas, lembre-se. Se você o fizer, a querida amiga da sua protegida Nami. Vai morrer, e você sabe que a Nami não encara muito bem a morte. Não é? — Sussurrou Sam encarando Floquinho.
Seus olhos estavam completamente negros, mais negros do que a própria noite, mais negros do que a alma de Shiro.
- Faça sua escolha.- Sussurrou Sam com seu sorriso largo e monstruoso nos lábios.
O sangue de Floquinho gelou, não podia matar Sam. Não podia matar ninguém, ia contra todos os seus principios.
- Eu não posso te matar.- Sussurrou Floquinho, se perdendo naqueles olhos negros assustadores.
- Eu sabia que você não ia me matar. Seu coelho inútil.- Sussurrou Sam soltando-se do corpo de Floquinho.
Sam dava as costas para Floquinho, carregava consigo um sorriso malígno.
- Posso impedir que você saia daqui.- Disse Floquinho enquanto levava suas mãos para dentro de seu terno.
- Como pretende fazer isso? — Perguntou Floquinho virando-se para o mordomo.
- Simples, assim ó.- Disse Floquinho calmamente, enquanto lançava contra Sam várias facas.
As facas cravaram-se pelo corpo de Sam, fazendo com que ela caísse de joelhos no chão. Manchando todo o tapete da sala.
- Então, você tomou sua decisão não é? — Sussurrou Sam, dessa vez com uma voz rouca e grossa saindo de sua boca. — Parece que você não é tão inútil como parece.
Continua...
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