Notas iniciais
Capítulo feito pelo Butaro. Maior parte feita por ele!

Gom estava deitado, não conseguia dormir, não ouvia Sawada roncar, então deduziu que o mesmo estava acordado.

- Hey, Salada, está acordado? — Perguntou sem esperar muito uma resposta.

- Não... — Respondeu Sawada ainda deitado e agora olhando para o teto. Uma veia saltou na testa de Gom, que se controlou para não gritar e acordar todo mundo, se é que estão dormindo.

- Obrigado Gom. — Disse Sawada calmamente.

- Pelo que? — Perguntou Gom realmente confuso.

- Por ser meu primeiro amigo.

- Baka, e isso é coisa pela qual você precisa agradecer? — Perguntou dando um breve sorriso.

– Merda! — Disse Sawada se lembrando de algo.

– O que foi? — Perguntou Gom, agora encarando o moleque deitado.

– Eu esqueci do meu terno, tenho que buscá-lo no meu clã. — Disse o garoto corando um pouco.

– Terno? — Perguntou Gom começando a dar risadas baixas. — Pra que você quer um terno baka?

– Ele é a prova de magia... Foi inventado pelo meu clã... Ele protege um pouco o usuário e é dificil de se estragar. — Disse olhando agora nos olhos de Gom.

– Ahh, quero um também nesse caso! — Disse Gom com os olhos brilhando.

– Baka! É só para o meu clã. — Disse o garoto dando a língua para o maior, recebendo logo em seguida um cascudo.

– Não me dê a língua maldito! — Disse justificando o cascudo

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Os garotos conversaram até pegarem no sono. Nesse momento Shiro acordava calmamente e olhava para o relógio, eram 7:30 da manhã ainda. Suspirou e foi até o banheiro fazer sua higiene matinal, depois foi até a cozinha encontrando com Floquinho.

– Já está acordado? — Perguntou calmamente Floquinho.

– Sim...

– Espere um pouco que já estou preparando o café da manhã.

– Obrigado.

O café da manhã foi servido. Tinha um cheiro muito bom. Floquinho tinha feito algumas panquecas, alguns omeletes, fritou bastante bacon, fritou ovos também, preparou uma calda para as panquecas... Fez um suco... Estava realmente muito bom, desde o cheiro, e até o gosto, na opinião de Shiro, que começara a comer. Rapidamente, com o cheiro, as pessoas começaram a acordar, o primeiro foi Gom, que acordou rapidamente depois de sentir o cheiro, quando apareceu na cozinha, viu na mesa tudo aquilo, seus olhos brilharam, tinha muita comida. Um atrás do outro as pessoas foram acordando. Enquanto isso no quarto do Gom. O jovem Sawada começava a acordar lerdamente, sentiu o cheiro de coisas boas, mas depois sentiu um cheiro que lhe deu enjôo.

– MAS QUE PORRA DE CHEIRO É ESSE? — Gritou indo ao banheiro fazer sua higiene matinal e correndo para a cozinha. Olhou para mesa com os olhos brilhando até que parou no bacon.

– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!!! — Gritou ele ajoelhando-se. Todos olhavam para ele sem entender nada.

Logo o jovem encara Floquinho e grita choroso

- SEU MALDITO! POR QUE VOCÊ FEZ BACOOOON?

– Se não quer, não coma. — Disse Floquinho com uma cara assustadora.

– S-sim... — Concordou indo até a mesa e se sentando calado. Todos já estavam acordados. Então comiam e conversavam muito para espantar a ansiosidade, estavam todos ansiosos de mais, em poucas horas seria o eclipse. Depois do café da manhã, eles estavam conversando distraídamente quando Floquinho os avisa que o conselho tinha chamado todos os Shinigamis para dar instruções sobre o eclipse.

- Eu preciso fazer algo antes... — Disse Sawada correndo para o quarto de onde veio, o quarto de Gom, logo chamou Butaro.

– Oink! O que foi Sawada-san? — Perguntou. — Pode se transformar "naquilo"? Logo é o eclipse, eu preciso fazer isso... — Disse ele corando um pouco.

– Oink! — Disse simplesmente em concordância, logo se transformando em um violão. Sawada segurou o violão calmamente, suspirou pensando em alguma música, escolheu rapidamente, mesmo não se encaixando direito na situação, era a sua favorita e então começou a tocar, sem perceber que pessoas ouviam do outro lado da porta encostada. Tocava calmamente e em um ritmo, e então começou a cantar.

Sentir cada batida do seu coração Sentir você nessas noites vazias

Acalme a dor, pare a agitação

Você limpa minha mente Você é meu escape desse lugar desordenado

Porque você deixa me esquecer

Você paralisa minha dor Como eu posso dizer, você é simplesmente tudo o que você é

O que você fez por mim Você é melhor que drogas Seu amor é como vinho Sentir você vindo tão rápido Sentir você vindo me levar para o alto

Você é melhor que drogas

Viciado por vida Sentir você vindo tão rápido

Sentir você vindo me levar para o alto


Cantava e as vezes suspirava, do lado de fora da porta, tinha Alessa, Nami e Gom. Ouvindo atentamente aquilo, sem querer interromper. Eles tinham os olhos arregalados, nunca pensaram que o garoto soubesse tocar algo.


Sentir você quando eu estou nervoso

Sentir você quando eu não posso enfrentar

Você é meu vício, minha prescrição, meu antídoto

Você matou o veneno

Alivia meu sofrimento

Acalma a raiva quando eu estou amendrontado

Para sentir de novo

Como eu posso dizer, você é simplesmente tudo o que você é

O que você fez por mim

Os três encostaram o ouvido na porta para ouvir melhor.

Sentir cada batida do seu coração

Sentir você nessas noites vazias

Você é a força da minha vida

Antes da música terminar os três caíram dentro do quarto. Assustando o garoto que tocava.

– D-d-desde q-quando v-vocês e-estavam a-ai? — Perguntou corado, mas ao mesmo tempo decidido.

– *gota* Desde o início. — Respondeu Gom sem graça colocando a mão atrás da cabeça.

Os três se levantaram e encaravam o garoto corado de vergonha se aproximando, chegando até onde a Nami estava, sussurando para que somente ela ouvisse

"Eu lembro do que eu te disse antes de desmaiar, e isso não mudou, assim como também não foi mentira.".

A garota corou se lembrando das palavras dele.

– Eu não sei se agente vai sobreviver no eclipse, então eu tomei uma decisão. — Disse o Sawada corado dos pés a cabeça.

– Que é... ? — Perguntou Alessa calmamente e suspeitando do que seria, novamente o Sawada sussura algo no ouvido de Nami, mas agora os outros também ouviram.

"Desculpe." O garoto suspira, e quando Nami ia se pronunciar para perguntar algo como o motivo dele pedir desculpas, ele simplesmente acabou com a distância entre eles e encostou seus lábios nos dela.

Mais corado do que já estava, se possível, Alessa e Gom arregalaram seus olhos, Gom iria matar o Sawada se Alessa não tivesse segurado ele, apesar de Alessa estar com um pouco de raiva também, mas se controlou, diferente de Gom que queria matar o Sawada de qualquer maneira.

Nami estava muito corada e com os olhos arregalados, mas acabou fechando os olhos e correspondendo, o garoto receoso e sem experiência nenhuma, começou a colocar a língua dentro da boca dela, que não tardou a corresponder, eles estavam ali, se beijando, Nami sem perceber colocou as mãos ao redor do pescoço do garoto, e ele na cintura dela, Gom gritava e gritava como ia matá-lo, tentando se soltar, os gritos atraíram as outras pessoas da casa, indo ver o que estava acontecendo, uma por uma, assim que olhava para dentro do quarto, arrelagavam os olhos, Soya vendo o que estava acontecendo dá um risinho e se aproxima de Gom, dando um beijo na bochecha dele que rapidamente se vira e cora mais calmo.

– Me solta Alessa! — Disse ele agora um pouquinho mais calmo para Alessa, que logo o soltou. Nami e Sawada ainda se beijavam calmamente. Todo mundo olhava aquilo calmo, até o Floquinho aparecer, seus óculo brilharam e se aproximou dos dois, junto de Gom que agora estava solto, os dois juntos deram um cascudo em Sawada que abriu os olhos e colocou as mãos na cabeça super corado.

– Ai! Isso dói!! Por que fizeram isso? — Disse ele esfregando onde tinha levado o cascudo.

Só agora percebera que todo mundo estava lá observando ele, corou mais ainda, assim como Nami quando viu o que tinha acontecido e que todo mundo observava. Mas não deixou de dar uma risadinha ao se lembrar das palavras de Sawada no dojô.

"Eu te amo e eu vou protegê-la, custe o que custar." Fora isso que ele disse antes de desmaiar.

– Muito bem! Não tem nada acontecendo aqui, vão todo para o prédio do conselho logo! — Disse Floquinho, indo até onde Sam estava. — Eu vou ficar aqui com a pequena Sam.

– Hai! — Disseram todos descendo rapidamente. Ao chegar lá embaixo o Sawada se lembra de algo.

– Que drooooooga! — Disse ele com os olhos chorosos.

– O que foi? — Perguntou Gom que estava perto dele.

– Eu esqueci de ir buscar o meu terno. — Disse ainda com os olhos chorosos, antes de ter uma idéia e seus olhos brilharem.

– GOM! Vamos buscar? Se você ir comigo, eu peço um pra você também

. — SÉRIO??!! VAMOS AGORA!!! — Gritou Gom.

– Não se esqueçam de aparecer no prédio do conselho antes de 10:30. — Avisou Floquinho calmamente.

– OK! — Gritaram os dois, Gom foi pegar o carro e foram rapidamente até a casa do Sawada.

– Eles são muito apressados. — Disse Alessa sentada ao lado de Shiro.

– Acho que devemos nos apressar e ir pra lá logo. — Disse Soya sorrindo.

– Ok. — Responderam simplesmente.

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Sawada e Gom finalmente chegaram na casa do herdeiro do clã Pig Pig. Era uma mansão enorme, parecida com a casa de Gom, Alessa e Nami. Gom estacionou em frente a casa e ambos saíram do carro, andando em direção a porta, antes de chegarem a encostar na porta, ela foi aberta pelo mordomo de Sawada.

– Olá Sawada-sama e... — Disse o mordomo entrando na casa, acompanhado pelos dois.

– Gom. — Disse Sawada.

– Gom-sama. — Disse o mordomo.

– Yukio-san, poderia arranjar um daqueles ternos de combate para mim e meu amigo? – Perguntou o jovem Sawada sorrindo.

– Claro, Sawada-sama. — Falou o mordomo indo para um outro canto da casa, voltando poucos minutos depois com 2 ternos.

– Aqui está, Sawada-sama, Gom-sama. — Falou Yukio entregando os ternos em um cabide.

– Obrigado Yukio, eu vou para o meu quarto me vestir, por favor leve o Gom para algum quarto para ele poder experimentar o terno. – Disse Sawada levando o terno menor para o seu quarto.

- Por favor, me acompanhe. – Disse o mordomo, sendo seguido por Gom. Eles andaram até um corredor com algumas portas e Yukio abriu uma delas para Gom entrar e se trocar. Em pouco tempo eles estavam novamente na sala principal da mansão, indo para a porta de onde vieram.

– Até mais Yukio, preciso ir ao prédio do conselho.

- Boa sorte Sawada-sama, e tome cuidado com "ele".

– Sim, obrigado. — Disse Sawada agora sério saindo do lugar, sendo seguido de Gom, vestindo seus ternos, Sawada vestia um terno simples e preto justo sem gravata, e uma camisa roxa ao invés de branca por dentro. E Gom usava um terno preto com uma camisa branca meio aberta e uma gravata mal colocada, sem falar das suas ataduras que sempre usava.

– Hum, acho que um novo terno seria legal com uma nova arma. Apareça velho amigo. — Disse Gom fazendo aparecer uma pistola preta em sua mão.

– Uma pistola ? — Pergunta Sawada.

– Sim. — Disse Gom logo antes da pistola virar um corvo e voar até seu ombro.

– Merda, agente vai se atrasar, vamos logo! — Disse Sawada agitado, foram rapidamente até o carro, e foram direto para o prédio do conselho.

Eram 9 da manhã e o prédio do conselho ficava longe da casa do herdeiro do clã Pig Pig.

– MAIS QUE MERDAAAA! — Gritou Gom pisando fundo no acelerador.- VAI DEMORAR MUITO PARA CHEGARMOS! — Gritou Gom enfurecido acelerando ao máximo.

– Eu posso ajudar.- Disse uma voz acompanhada de uma pequena curtina de fumaça branca sobre a cabeça de Sawada.

– AH! ÓTIMO TUDO QUE PRECISAVAMOS ERA DE UM PRESUNTO FALANTE ALADO! — Gritou Gom fulo de raiva.

– Cala boca idiota! — Gritou o Porquinho com asas.

– Qual seu nome? — Perguntou Sawada inocente.

– Não é importante agora. — Disse o porquinho fazendo enormes asas surgir no carro.

– QUE FODA! MEU CARRO VOA! — Gritou Gom sorridente.

– É e ninguém vai ver um carro voando né... — Disse Sawada.

– Meu carro tem um botão de disfarce. — Disse Gom sorrindo. — Como você acha que eu nunca ganho multas? — Disse Gom com um sorriso maroto nos lábios.

Apertou um botão no painel do carro que se tornou invisível.

O carro alado acelerou no ar e foram em direção ao prédio do conselho.

E assim eles foram, o carro a toda velocidade que seu motor permitia e com as asas ajudando-o.

Em uma hora o carro de Gom bateu contra o prédio do conselho causando um tremendo estrago na parede do auditório.

– GOM DO CLÃ EURO KUMA! — Gritou um dos conselheiros levantando-se de sua cadeira.- O QUE É ISSO!?- Gritou ele novamente.

– Isso meu Senhor? — Disse Gom encarando-o com um sorriso maroto nos lábios. — Diga a eles Sawada...

– Isso é entrar com estilo.- Disse Sawada sorrindo.

– OS DOIS! SENTEM-SE JÁ! — Gritou o conselheiro.

Os dois foram se sentar na mesma fileira que seus amigos estavam sentados. Todos estavam nervosos, menos Soya que ainda sorria.

– O-oi. — Disse Gom corando.

– Oi! — Disse Soya sorrindo.

Gom inclinou-se para beija-la mais um garotinho um tanto parecido com ela surgiu na sua frente e o encarou com cara feia.

– Ah desculpe... Esse é o meu irmãozinho... — Disse Soya corando.

Notas finais
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