Notas iniciais
Miiki aqui!! Nhaaa eu nunca postei um cap. (desculpem por isso Ç_Ç) por isso vim postar este filler que fiz do Floquinho *O*... Ele é o meu personagem favorito então... Espero que gostem! *w*/
É um capítulo extra, então não tem a ver com a história principal.
Aproveitem onegai! >-

Mais um dia como qualquer outro.

Naquele quarto frio e pequeno, onde havia apenas uma cama, um armário e uma mesinha ao lado da cama, raios de sol entravam entre as frestas da janela. Os raios atingiram diretamente o rosto de quem dormia ali sozinho, sem dó. A pessoa se revirou um pouco na cama incomodada, já que aquilo estava irritando seus olhos forçadamente fechados. E como num passe de mágica, ele voltou a se deitar normalmente, sem tentar fechar os olhos com força. Foi aí que o homem abriu os olhos vermelhos lentamente para encarar o teto.

– Mais um dia como qualquer outro. – ele disse sério.

Então ele se sentou na cama, pegou seus óculos na mesa ao lado, e o colocou com perfeição na sua face. Sem se espreguiçar, Floquinho se levantou da cama, indo em direção ao pequeno banheiro que ali tinha. O pijama que ele vestia era um azul com finas listras brancas... Aquilo lhe dava um ar mais humano se tirasse as orelhas de coelho brancas que tinha no topo da cabeça.

Floquinho se lavou e logo abriu o armário. Lógico que lá só tinha um tipo de roupa... Umas dez do mesmo tipo que sempre usará, assim descartando a dúvida de todos na casa que pensavam se ele só tinha uma roupa... Ou de que ele nunca a trocava.

Ao sair do quarto, o silêncio dominava. Claro... Era sempre o primeiro a acordar, com algumas exceções de quando as pessoas da casa NÃO DORMIAM para treinar. Algo que muitas vezes o irritava.

Então, logo se dirigiu para a cozinha. Floquinho não tirava seu rosto sério, e parecia mais acostumado com aquilo do que qualquer um... Como se houvesse passado séculos fazendo aquilo.

Floquinho logo retirou os ingredientes para o café-da-manhã e começou a fazer panquecas com muita praticidade. Ao invés do que todos estão acostumados a ver, Floquinho não lançava as panquecas como muitos faziam, com uma frigideira. Ele lançava duas de uma vez, cada uma em uma frigideira, assim parecendo mais habilidoso do que qualquer um... E se acham pouco, imaginem um balé entre duas panquecas no ar. Era algo assim, difícil de se imaginar.

Então, As orelhas dele, logo começaram a se mexer, como se ouvisse alguma coisa por ali. Um barulho de passos rápidos em direção a cozinha se aproximava... E não era apenas uma pessoa que corria para a cozinha... Pareciam muitas.

– Alessa sua vadiazinha! – ouviu-se a voz de Gom, que logo entrou na cozinha perseguindo Alessa que ria satisfeita com um saco de doces na mão. – Esse é o meu estoque especial caramba!!

Floquinho ignorou, terminou de fazer as panquecas, arrumou o fogão. Ia ficar quieto, se Alessa não passasse atrás de Floquinho, quase o desequilibrando, e piorando a situação, com Gom logo em seguida.

Floquinho jogou o pano que segurava em cima do fogão com raiva e logo se virou para os dois, com sua expressão séria novamente, enquanto arrumava seus óculos que brilhava.

– Parem já com isso. – ele disse em um tom calmo, que foi capaz de congelar os dois ao olhar para ele. Logo ele apontou para Gom – Eu já disse que é proibido guardar doces para comer de madrugada – agora apontou para Alessa – Pare de arrumar confusão enquanto eu faço o café-da-manhã!

E logo, algo o desequilibrou de novo. Parecia alguém que ia cair e se segurou no fofo rabo de coelho, que Floquinho tinha. Ele se virou assustado e irritado, mas ao ver Nami, se segurando para não cair com lágrimas nos olhos e encarando Floquinho, ele desfez sua cara de bravo. O resto da turma entrou na cozinha gritando e conversando animadamente sobre o café-da-manhã que teriam, sobre a fome, sobre a bagunça de Gom e Alessa e essas coisas. Mas ao ver Floquinho encarando-os pela bagunça que faziam, todo se calaram, congelando. Floquinho logo olhou em direção a Gom e Alessa novamente. Os óculos de Floquinho novamente brilharam e logo ele disse pros dois irmãos:

– Vocês fizeram a MINHA NAMI CHORAR?! – ele gritou, fazendo a turma que entrou a poucos segundos na cozinha sair rapidamente assustados, e fazendo Gom e Alessa novamente congelarem.

O dia se seguiu... O café-da-manhã como sempre foi agitado. Logo todos estavam no jardim, no dojô, ou por aí pela casa, provavelmente treinando. Enquanto isso, Floquinho varria a casa em paz, enquanto ouvia em um fone de ouvido música clássica.

Varria seriamente, sem um sorriso no rosto, calmo como sempre e ágil como sempre. Foi aí que novamente sentiu algo segurar seu rabinho de coelho. Ao olhar para trás, logo viu Nami encarando aquilo com curiosidade. Então logo sentiu algo na sua orelha também. Foi aí que viu Gom segurando-as com uma expressão torta.

– O que está fazendo? – Floquinho encarou Gom seriamente.

– ... Floquinho... Sério... Como você limpa essas orelhas? – Gom perguntou coçando o queixo.

Floquinho fez silêncio. Foi após alguns segundos que ele suspirou e abriu a boca para dizer algo.

– ... Você tem muita coragem sabia? – e logo os óculos de Floquinho brilharam, fazendo Gom engolir em seco.

– ... Eu acho que é hora de ir... – Gom sorriu falsamente, sentindo um frio medonho sendo emanado de Floquinho.

– Eu acho que o Senhor está certo. – Floquinho respondeu sério.

Gom se retirou. Logo Floquinho foi obrigado a olhar Nami. Nami ao notar que Floquinho a olhava, se encolheu começando a encher os olhos de lágrimas.

– D-D-Desculpe! – ela disse assustada.

Floquinho a pegou no colo e logo a pôs sentada na mesa.

– Você pode. – e logo continuou a varrer, enquanto os olhos de Nami brilhavam e enquanto os dois começavam a mesma velha conversa de quando Floquinho ainda era um pequeno chaveiro de coelho.

O dia continuou, o almoço logo chegou. Floquinho fez uma deliciosa lasanha de quatro-queijos, e todos estavam sentados na mesa, conversando sobre coisas aleatórias.

Logo, Alessa começou uma guerra de comida. Nami, claro começou a chorar. Sam a acompanhou. Logo a guerra começou a aumentar, e quando Floquinho entrou no recinto para trazer a sobremesa, os óculos dele logo começaram a brilhar. Foi aí que um enorme pedaço de lasanha caiu bem no rosto de Floquinho. Quando notaram o “acidente” todos se calaram e congelaram com suas posições de “vou tacar comida em você”.

Floquinho limpou seu rosto e logo suspirou.

– ... Vocês... FORA DA MESA TODOS VOCÊS!! – e logo após berrar isso todos se levantaram da mesa. – NÃO VÃO COMER MAIS NADA HOJE SEUS PORCOS!!

Nami chorava com Sam ao seu lado, o que obrigou Floquinho arrumar seu óculos e sorrir gentilmente.

– Tudo bem... Vocês não precisam passar fome por causa desses porcos... Aproveitem a sobremesas minhas pequenas. – e logo Floquinho colocou a enorme torta de chocolate na mesa, enquanto ajudava as duas a se limparem da guerra.

Todos ainda olhavam a mesa com aquela maravilhosa torta, com a barriga roncando. Alessa encarava Floquinho com nojo.

– Você é um papa-anjo? – Alessa perguntou sem medo, fazendo Gom se arrepiar e tampar a boca de Alessa rapidamente, enquanto a arrastava correndo dali, junto com o resto da turma.

Nami encarou Floquinho confusa e Floquinho apenas ficou depressivo com sua pergunta.

O tempo passou, todos agora treinavam juntos no dojô. Enquanto isso, Floquinho ficou no jardim, estendendo as roupas no varal, olhando o céu limpo e o ar fresco.

– ... Que paz... – Floquinho suspirou, logo tendo sua paz estragada por mais uma perseguição de Gom e Alessa.

– VOLTA AQUI SUA MALDITA!! – Gom gritava, enquanto Alessa parecia novamente se divertir com tudo aquilo.

Após os dois desequilibrarem Floquinho novamente e correrem para o outro lado, apenas ouviu-se uma explosão para onde os dois estavam. Floquinho continuou normalmente estendendo os lençóis como se nada tivesse acontecido. Nisso, o resto do pessoal chegou e encarou Floquinho assustados com a explosão.

– ... O que você fez? – Sawada perguntou receoso.

Floquinho parou de estender e logo encarou novamente o pessoal friamente.

– Quer mesmo saber? – Floquinho perguntou sério.

Todos correram para longe com medo, deixando Floquinho novamente estender a roupa lavada em paz.

O jantar chegou, mas Floquinho castigando novamente a todos por causa da guerra de comida, fez com que apenas Nami e Sam jantassem. Enquanto isso todos escondidos na porta, encaravam Floquinho com receio.

– Esse Floquinho... É muito estranho gente... – Gom sussurrou crente de que Floquinho não estivesse ouvindo – Como ele pode ser...

Mas logo Floquinho encarou todos na porta com seus óculos brilhando, fazendo todos gritarem de medo e correrem dali.

Floquinho continuou ali assistindo as duas garotas a comerem sua janta com gosto, quando ouviu barulhos e mais barulhos, gritarias e mais gritarias na sala. Floquinho imediatamente correu para a sala e logo viu todos brigando fazendo guerras, quebrando tudo. Nami agarrou na ponta da blusa de Floquinho, chorosa.

– CULPA SUA SEU GOM IDIOTA!!! – Alessa berrava tacando o mais precioso vaso da família no chão.

– CULPA MINHA?! EU NÃO FIZ NADA!!! A CULPA FOI SUAA!! – Gom gritava logo pegando o espelho caríssimo para jogar em Alessa.

Ao ver o rosto de Nami, Floquinho ajeitou os óculos e novamente gritou:

– PAREM COM ESSA BAGUNÇA, SEUS VANDÂLOS!! — e logo todos pararam assustados.

Floquinho logo estendeu as duas mãos, e fez surgir várias vassouras, baldes e essas coisas.

– LIMPEM TUDO AGORA. – Floquinho deu sua palavra final, fazendo todos começarem a limpar.

Floquinho deu as costas a todos e saiu da sala, irritado.

– E-Eu vou ajuda-los! – Nami disse em voz baixa quando viu Floquinho sair.

O silêncio pairava na casa. Será que a paz finalmente tinha chegado naquela casa?

Após horas, Floquinho resolveu ir ver como as coisas andavam na sala. Foi aí que ele encontrou nem tudo arrumado, mas todos dormindo no chão como bebês. Ao passar os olhos pelo rosto dos três irmãos deitados exaustos no chão, dormindo um ao lado do outro, cada um com uma vassoura, Floquinho não pode deixar de sorrir.

– Apesar de tudo... Eu não consigo ficar sem vocês, seus bagunceiros... – Floquinho logo estralou os dedos, assim arrumando tudo o que ainda estava bagunçado, consertando tudo o que havia sido quebrado. E assim a mágica terminada, Floquinho levou cada um para seu quarto.

Era mais um dia como qualquer um. Mas para Floquinho... Era mais um dia da sua vida agitada, irritante e ao mesmo tempo... Especial.


Notas finais
Nhaaa terminou... Me diverti muito escrevendo o cap. ... *-*
Espero que tenham gostado!
Reviews? *3*