Shinigami
6 Capítulo 4: A viajem e um quase-beijo
Notas iniciais
~ le enjoy
– Ryuzaki nos chamou para passar uma semana em sua casa nas montanhas. — Foi a resposta para minha pergunta.
– Ahn? — Foi o que retardadamente saiu de minha garganta.
– É... bem, foi isso. — Disse Matt, dando um sorriso.
Minha cara expressava minha reação naquele momento: "WTF!? Era ISSO!?". Devia estar bem engraçado, pois Matt e Mello caíram na gargalhada. Dei um tapa na cabeça de cada um para fazê-los parar.
– Era ISSO que vocês não queriam contar? — Perguntei, um pouco desconfiada.
– Sim, é que... — Começou o ruivo, coçando a cabeça.
– ...Ryuzaki disse que podíamos chamar você. — Completou Mello.
Érr... não me chame de fraca ou molenga depois dessa mais, assim que ouvi a última palavra, eu desmaiei. Ah, qual é? Eu tinha uma quedinha (S//A: realmente um ENORME tombo) pelo L/Ryuzaki e agora me dizem que estou convidada para passar uma semana com ele em uma casa nas montanhas? (S: esquecendo totalmente dos amigos "¬¬) Ainda bem que desmaiei, ou ia acabar gritando e nos ferrando. Quando acordei, corei violentamente. Por que? Porque quando abri os olhos o rosto de Matt estava a apenas alguns centímetros do meu, me encarando preocupado. Quando me viu acordada, suspirou de alívio.
– Ei, está tudo bem? — Perguntou, saindo de cima de mim e me permitindo levantar de seu colo (S: é, eu estava com a cabeça no colo do meu melhor amigo, problem?).
– S-sim... — Falei.
– Ótimo, porque você desacordou o algodãozinho. — Reclamou Mello e quando virei para olhá-lo, vi que tinha Near nos braços e uma expressão de raiva no rosto, olhando para o albino. — Não parece, mas ele é pesado.
– O que... ? — Disse confusa.
– Você acabou caindo em cima dele quando desmaiou e ele caiu junto e bateu com a cabeça. — Explicou Matt.
– Ai, Deus! — Exclamei, me aproximando de Mello e Near, dando um leve beijo na testa do albino. — Desculpe, ovelhinha.
Olhei para Mello e o viu corado, olhando para o lado, constrangido. Ele provavelmente estava se roendo de ciúmes...
– ... de quem? Esses ciúmes são de mim ou do Near? — Provoquei, dando um grande sorriso maroto.
Ouviu o riso abafado de Matt vindo atrás de mim e Mello ficou ainda mais vermelho, provavelmente de raiva. Praticamente jogou a ovelha no chão, que estremeceu com a queda mas não acordou, e se virou.
– Estou indo, se vire com a nuvem. — Chamou, indo em direção á porta. — Vamos Matt.
Matt parou de rir e olhou para Melo com a expressão de dúvida, então olhou para mim, depois de novo para o Mello e finalmente para mim novamente. Ele pareceu sem graça ao tentar explicar:
– Hum... B-bem, Mello... acho que como o cara legal que eu sou deveria ajudar a Shay a carregar o Near, não? — Perguntou temeroso, recebendo um olhar de reprovação do loiro e depois sorriu. — Sabia que ia entender!
Mello bufou e saiu da sala, irritado. — Faça o que quiser. — Resmungou, indo em direção aos quartos dos meninos.
– Valeu Matt! — Falei, abraçando-o. — Vai me ajudar a carregar a ovelhinha?
– Parece que sim, ne? — Ele sorriu, sem graça. — O Mello vai me matar, mas tudo por uma amiga!
Energético como sempre, se abaixou e pegou o pequeno albino nos braços tal como Mello agora a pouco, e arfou.
– Puxa... pode não parecer mas ele é... puf... realmente pesado! — Reclamou.
– Então vamos logo! — Falei, enquanto corria em direção á porta. — Quanto mais rápido, mais cedo deixarmos ele no quarto dele, mais rápido vamos os dois dormir.
Isso pareceu motivá-lo novamente, pois ele ergueu mais Near em seus braços e me seguiu silenciosamente para fora da sala, indo na mesma direção em que o Mells fora. Se eu estava com ciúmes da ovelha ser carregada por Matt? Não. Por que? Porque Matt nunca teve tendências homossexuais... pelo menos não que eu saiba...
– Aqui estamos nós! — Mumurrei, ao chegarmos na frente do quarto que pertencia a Near.
Abri a porta e deixei que Matt entrasse com o albino e o colocasse em sua cama, para eu cobri-lo logo em seguida. Sussurrei um boa noite para Near e me virei para encarar Matt, que massageava a têmpora.
– Ovelha pesada. — Resmungou.
Aproximei-me um pouco mais dele.
– Ei, obrigada pela ajuda. Quando é seu enterro? — Agradeci, logo em seguida fazendo uma brincadeira para descontrair.
– O Mello que vai escolher, ne? — Nós dois rimos. — Bem, é melhor você ir logo, tem que arrumar suas malas.
– Ah, é mesmo... quando vamos? — Perguntei-lhe.
– Amanhã pela manhã, as sete em ponto. — respondeu, sorrindo e apontando para a mala branca encostada na parede do quarto de Near.
Tive que morder minha própria mão pra conter um grito de: "FILHOS DA MÃE, DESGRAÇADOS DOS INFERNOS".
– Ai! -Resmunguei, pois havia mordido com tanta força que minha mão começara a sangrar.
– Baka. — Suspirou Matt, eu bufei. — Uma baka de dentes afiados, hein.
Ele enfaixou minha mão com uma fita que tirara sei-lá-de-onde e apertou apenas o suficiente para parar o sangramento.
– Obrigada. — Resmunguei, de má vontade e Matt sorriu. — Mas porque me contaram só tão em cima da hora?
– Porque sabíamos que você ia ficar toda animada e encher a gente a semana toda. — Respondeu, sacana, fazendo minha carranca voltar.- Ei, não fique com essa cara, você sabe que é verdade!
Bufei novamente. Ele até tinha razão, e aquele meu desmaio era a prova concreta disso.
– Bom, de qualquer forma, boa noite. — Falou, beijando-me a bochecha, me deixando corada. — Nos encontre no quarto meu e do Mells, isto é, se eu ainda estiver vivo.
Ele riu novamente e saiu do quarto, indo para o seu próprio, me deixando parada ali, sem ação. Depois que pus a cabeça pra funcionar normalmente, dei mais um beijo na testa do albino e sussurrei-lhe um "boa noite, ovelha" e saí indo em direção ao meu quarto.
– Aqueles retardados... – Resmunguei para mim mesma, enquanto caminhava em direção ao corredor onde ficavam os quartos das meninas.
E então aconteceu pela segunda vez só naquele dia, eu vi outra vez. Eu estava passando pela janela do corredor a quatro portas de meu quarto e olhei casualmente para fora, para observar a lua. Então vi aquela silhueta estranha novamente, voando na frente da lua cheia e dando a noite um ar meio assustador. Me afastei rapidamente da janela e praticamente corri para meu quarto, ligando luz e fechando a janela e a cortina. Me deixei cair, exausta, na poltrona preta de leitura que eu tinha ao lado da cama e suspirei.
–“Coisa esquisita.” – Foi o que pensei, depois de levantar mecanicamente e puxar a mala preta com estampa de morangos de dentro do armário e começar a colocar algumas roupas folgadas dentro desta, pois eu gostava de conforto.
Na verdade, neste momento eu usava uma blusa vermelha larga de mangas curtas e uma calca Jeans escura, também larga. Era assim, Mello quase sempre usava roupas largas pretas, Near brancas e os dois pareciam estar de pijamas, como Ryuzaki que usava sempre uma blusa branca e uma calca jeans que ficava um pouco grande nele. Essa era uma das coisas que nos, os membros da Wammy’s , temos em comum. A maioria dos alunos usava roupas mais largas, sentavam-se um pouco curvados e sempre tinham algum tipo de vicio. Os meus eu já disse, morangos e pelúcias, mas meus amigos também tinham suas manias. Melo era um chocólatra compulsivo, Matt adorava jogos eletrônicos e recentemente começara a fumar escondido, e Near adorava jogos e brinquedos, como lego, cartas, bonecos, robozinhos, quebra-cabeças e frequentemente era visto por ai construindo uma torre de dadinhos, que Mello adorava derrubar para, sem sucesso, tentar irritar a nuvenzinha. Bem, eu poderia falar sobre todo o resto do orfanato, mas seria chato e entediante sendo que já falei sobre os mais importantes, então voltando a historia. Arrumei a mala depressa, colocando alguns dos potes de geléia extras que eu guardava no fundo de meu armário para o caso de alguma emergência, dentro desta e a fechei, colocando-a ao lado de minha cama e ajustado o despertador para tocar as seis e meia. Ao contrario de minhas expectativas, assim que me joguei na cama apaguei.
– ~ — ~ — ~ -
06:45
PORRA! O desgraçado do despertador não me acordou e vou chegar atrasada. Ótimo. Simplesmente ótimo. (S: sim, sou super desagradável de manha) Tomei uma ducha mega-rapida e me vesti, com roupas idênticas as que eu usara ontem, na velocidade da luz enquanto catava a mala e disparava porta a fora, faltando apenas tres minutos para a as sete. E a desgraça ataca novamente, o corredor do quarto dos meninos, esqueci de mencionar, e no andar de cima. Voei escada acima, CARREGANDO A MERDA DA MALA nos ombros (S: Sou foda! >u<) e corri novamente ate o quarto de Matt e Mello, parando na frente desta para recuperar o fôlego e ver a hora. Cacetada! 7:00 (S: Eu disse que sou foda!) em ponto, direitinho. Huhuhuhu. Eta, risadinha estranha... deu medo agora, ate em mim. Okay, voltando ao assunto, eu estava me aproximando para bater na porta quando quase morri. Calma, okay? Foi de susto, de susto. Mas vocês também iriam se sem nem avisar ou fazer barulho, uma mao pegasse no seu ombro de repente. Senti um arrepio da cabeça aos dedos dos pés e dei um chute no que quer que fosse, e depois me arrependi pra caramba. Era o Ryuzaki ali, que segurou meu pe (S: vocês já sabem que ele e mais forte do que parece) e o jogou para o lado, me fazendo quase cair.
– Ai... d-desculpa, Ryuzaki. – Mumurrei, levantando e esfregando o cotovelo que eu usara para aparar a queda.
– Não, me desculpe voce. – Disse, talvez um pouco arrependido. – Quem se machucou foi voce, não eu.
– Hehe, não foi nada. – Falei, sorrindo sem graça.
O detetive bateu uma vez na porta. Nada. Mais uma vez. Nada. Então eu me irritei.
– Afaste-se um pouco, sim? – Pedi, e Ryuzaki deu alguns passos para trás.
Tomei o cuidado de evitar ficar na frente do olho mágico e coloquei o ouvido cuidadosamente na porta, ouvindo alguns ruídos e sussurros. Sorri. Virei-me para L e fiz um sinal para que se afastasse mais para o lado e fiz sinal de silencio.
– Vamos Ryuzaki, vamos chamar o Near e deixar esses preguiçosos aqui na Wammy’s, será mais divertido sem eles. – Falei, bem alto, para que os dois ouvissem.
Os barulhos estavam mais próximos da porta agora, provavelmente tentando olhar pelo olho mágico. Dei um soco na porta, bem ao lado do buraco e ouvi um grito e um estrondo. Segurei o riso.
– Vamos logo, não temos o dia todo. – Falei para a porta.
Ouvi um gemido de dor e mais alguns resmungos antes de a porta se abrir e revelar um Mello irritado e um Matt morrendo de rir, mesmo que cocando a própria cabeça dolorida.
– Voce... — Começou Mello, mas logo viu L. – Ah, b-bom dia Ryuzaki.
– Ola Mello, ola Matt. – Falou o detetive.
– E ai. – Sorriu o ruivo, alegre. – Vamos, então?
Bufei, pegando minha mala e vendo os dois fazerem o mesmo, então eu lembrei.
– Er... Ryuzaki... não deveríamos chamar o Near? – Perguntei, vendo que estávamos já descendo as escadas.
– Near já esta nos esperando la embaixo. – Explicou o detetive, fazendo Mello bufar.
Ouvi-o mumurrar alguma coisa para Matt e parei um instante. COMOACIM!? Mello, ta ficando doido meu filho?! Com o Ryuzaki e eu por perto, nem sonhe com isso, Madonna! Sabe o que ele disse? “Ele que fique sendo o numero 1 ate que eu o empurre da montanha.” Ah, mas nem mortinho da Silva, lindo.
Agarrei o braço e apertei-o com forca. Com MUITA forca, se e que me entendem. Ele soltou uma exclamação.
– Vou ficar colada a voce para que isso não aconteça,loira. – Sibilei, provocando-o.
O chocólatra grunhiu em desaprovação mas não fez nada, nunca faria com Ryuzaki logo ao lado. Enfim, descemos ate o térreo onde havia uma limusine preta esperando por nos. E o Near já estava la. PQP, ferrou! A culpa por ele ter desmaiado era completa e inegavelmente minha. Ai, cacete...
– E-ei, Near... – Comecei, chegando perto da ovelha. – Desculpa por ontem viu?
– ... – Ele pareceu pensar um pouco. – ...tudo bem.
– Ontem... ? – Indagou L, pensativo.
– Longa historia, Ryuzaki, deixa pra la. – Apresei-me a dizer, antes que o loiro chocólatra fizesse merda.
– Humm... esta bem, então. – Falou para meu alivio.
Olhei para o loiro, que estava com cara de quem perdeu a diversão e tive a sensação de ter uma gota na minha cabeça. Entramos no carro e me sentei no banco atrás do motorista ao lado de Near, Matt e Mello sentaram-se (S: o loiro emburrado por ficar atrás da ovelha, de novo) logo atrás e L se sentou ao lado do motorista, que pelo visto era o Watari-san. A viajem foi longa e meio tensa, pois Mello vez ou outra chutava “sem querer” o assento de Near, ate que eu pedi para ele parar com um tom.... digamos, assustador. Juro que ate o Matt se assustou, kukuku. (S: odeio rir assim, mas fazer o que nee?) Risada estranha de novo, puts! Quando paramos, vi que teríamos que ir em helicópteros, dois em um e três em outro. Puxei logo Matt e Mello comigo ate o helicóptero mais próximo e lancei um olhar de desculpas a Near e Ryuzaki, que pareciam ligeiramente intrigados. Fiquei no meio dos dois garotos, pois por mais que eu gostasse dos dois, Mello ainda planejava fazer algo contra Near e provavelmente pediria ajuda ao ruivo. A viajem foi curta, mas divertida, pois conversamos sobre as expectativa de como seria a viajem e Matt e eu ate apostamos quanto tempo levaria ate Ryuzaki ter que separar Mello e Near. Mello ficou emburrado com isso ate que Matt me deu um empurrão e eu QUASE beijei o loiro. E agora que eu mato esse viciado! Quando eu ia tirar o cinto do ruivo e empurrá-lo para fora, o motorista avisou que iríamos pousar. Encarei-o com olhar de ódio ate que começamos a descer, daí eu puxei os dois em um tipo de abraço com medo de cair. (S: sim, eu tenho medo de alturas) Quando pousamos e eu os larguei, os dois estavam azuis e ficando quase roxos. Pedi desculpas ao loiro e joguei o gamer /maconheiro antes de ele ter a chance de descer e pulei a poucos centímetros de seu rosto, com meu tênis preto quase em cima de seu nariz. Ryuzaki e Near ficaram nos olhando enquanto Mello puxava Matt para cima e eu mostrava a língua ao ruivo. Então L assoviou e nos chamou para irmos para dentro da grande casa, que eu não tinha percebido antes, e nos entramos. A casa por fora já era linda, mas por dentro era melhor ainda! Essa vai ser a melhor semana da minha vida! E então Ryuzaki se virou para um corredor e ficou prestando atenção alguns minutos, ate que finalmente dise:
– Sei que esta ai. – Disse o detetive, num tom calmo. – Apareça logo e se apresente ao menos.
E então a criatura saiu de seu esconderijo, e devo admitir que fiquei com medo.
~Uma imagem muito cutie do Ryuk pq sei que vocês amam ele U3U~
Notas finais
Link here o/: http://fc07.deviantart.net/fs13/f/2007/105/6/7/Riuku_Shinigami_DeathNote_by_FernandoCordeiro.jpg
Fale com o autor