Shin Senshi
5 Capítulo um, parte cinco. Última parte - Mistune -
A vida de Mizuhira Mitsune era horrível. Porém, quem disse que ela se importava? Na sala, ela não tinha amigos, por causa de sua personalidade, e era sempre zoada, mas, repetindo, quem disse que ela se importava? Ela era uma garota “difícil de domar”, e por nada nesse mundo ela mudaria sua personalidade só porque as pessoas zoam dela por isso. Rapidamente ela acorda, e viu que o que a fez acordar era o seu “robô de estimação” chamado Zen. Ela dá um sorriso e diz:
-Ohayo, meu “Zenzinho”! – o robô era pequeno e preto azulado, com os “olhos” brilhando em um neon amarelo e uns traços brancos em volta do seu corpo. E ele tem quatro patas, duas em cada lado. Zen fala com sua voz robótica e metálica:
-Ohayo, Mitsu-chan.
Ela então se levanta num grande salto, e olha em volta do seu quarto altamente colado com pôsteres de bandas, filmes e seriados, olha para seu computador na escrivaninha ao lado direito da sua cama, um sofá – sim, um sofá – no extremo direito do quarto, e em frente a ele uma televisão. E no meio da parede esquerda tem uma porta para o banheiro, e tanto do lado direito como o esquerdo tem o guarda roupa. E em frente à cama, tem a porta de saída.
Ela se espreguiça, e então pega uma toalha e o uniforme da sua escola, Howaitoraion, e então vai ao banheiro. Ela tira seu pijama rapidamente, e então liga o chuveiro, deixando a água escorrer pelo seu corpo e a fazendo despertar.
Quando ela finalmente termina, Mitsune se veste com a farda da escola, e então sai do banheiro, indo até a sala de estar descendo as escadas. Sua mãe está na cozinha, preparando o café, e seu pai não estava ali. A única coisa que a preocupava era se seu pai estava de ressaca, já que há um tempo, ele havia sido despedido do trabalho, e só arranjou solução com bebidas, e não tem mais sido o mesmo. Quando finalmente nota uma garrafa de cerveja caída ao lado do sofá, ela definitivamente teve certeza de que seu pai voltou de ressaca. Resolveu não falar nada para não incomodar a mãe, em vez disso, ela disse:
-Ohayo, mãe.
-Ohayo, Mitsune-sama. O café está quase pronto.
Ao cheiro, ela percebeu que sua mãe preparava um ramen com carne, frango, legumes e camarão. E ao lado estava uma jarra de suco de abacaxi com hortelã com várias pedras de gelo. Finalmente, quando o barulho da cozinha cessa, sua mãe mistura o macarrão com os outros ingredientes, enche dois copos com o suco e entrega um prato e um copo para Mitsune, e outro a sua mãe fica para ela.
-Itadakimasu. – As duas falam juntas, e começam a refeição, que por acaso estava ótima.
Quando as duas terminaram, ambas foram para seus quartos escovar os dentes, e quando voltaram, rapidamente saíram, mas sua mãe, antes, colocou um copo de suco e um prato com ramen na geladeira, e um bilhete, que Mitsune deduziu que era para seu pai, e então finalmente saíram.
Sua mãe sempre levava Mitsune, e esta já não tinha frescura de ter vergonha de andar com a mãe, já que ela é sua melhor – e única – amiga. A escola não era tão longe, já que elas moravam no mesmo bairro, então Mitsune sempre acordava um pouco mais tarde que os outros, pois o caminho era perto. Quando finalmente chegaram, Mitsune abraça a mãe, e a mesma retribui.
-Até mais – a garota fala.
-Até – sua mãe responde.
Mitsune mal entrou na escola, e já começou a escutar: “Olha a garota aventureira!” “Como foi sua aventura com o Indiana Jones ontem?!” “Cadê, você não ia para uma turnê com o The Gazette?”
Como sempre, Mitsune nem se importa, mesmo sabendo que no fundo, bem no fundo, aquilo à atormentava demais. Mas ela sempre não ligava, como já dito, ela não mudaria de personalidade só porque as pessoas tiravam sarro. Ela foi pulando, e viu um pé a barrando, mas ela era ágil e simplesmente conseguiu desviar como se fosse só mais um pulo normal, e então foi até seu armário, onde pegou rapidamente seu livro e seu caderno e foi para a sua aula, para ouvir só sarro dos outros alunos.
Fale com o autor