Notas iniciais
Oláááá, mais uma vez jujubinhas! desculpem por demorar a postar, é que eu tava meio sem criatividade esses dias. Bom mais um 'oi' especial hoje! Dessa vez para a Gabi q foi a primeira a favoritar, dedicarei esse capítulo à vc. E espero que vc me ajude a fazer os próximos capítulos ao invés de só cobrar, sua chata ù.ú Bom, já que tá um pouco difícil de gravar os personagens, decidi fazer uma listinha que facilitará suas identificações =D Nami Malkovich: protagonista, cadeirante e cega Lucca M.: irmão mais velho de Nami e dono dos olhos avelãs Lucy M.: Mãe de Nami e Lucca Tony M.: Pai Josh Miller: vizinho da família Malkovich, loiro e tem olhos verdes Anna (Nana): empregada de Josh Emma : estudante responsável que sempre se preocupa com a mãe Sophia: amiga de Emma, é muito rica e tem cabelos castanhos. Ah também tem o estudante rebelde: Hooper, que é loiro, alto, de cabelos compridos e tem cada olho de uma cor diferente. Mas esse é só o sobrenome dele. Ainda não citei seu primeiro nome na fic, até o capitulo de hoje :p



Gelado...

Depois de ter passado, praticamente, o verão todo confinado na mansão que ele chamava de casa, Josh finalmente podia ter um pouco de liberdade adentrando seus pulmões. Podia sentir a água fria tocar sua pele e inundar seus finos fios de cabelos loiros.

Um belo sorriso se instalava no inocente rosto do jovem, que corria na tempestade, mesmo estando com um guarda-chuva à mão. há quanto tempo não fazia algo parecido?!

A música que tocava freneticamente em seus fones aumentava a adrenalina que percorria seu corpo inteiro. E entre os riscos que as gotas daquele temporal formavam no ar, o garoto pôde reconhecer o antigo, porém bem cuidado, prédio da escola.

O sorriso deu lugar à um olhar cansado.

– Veja só, mais um – disse o estudante de cabelos compridos.

Sua mão esquerda sobre a testa impedia que os cabelos, também loiros e molhados, se espalhassem pela face. Ele observava o mais baixo com um sorriso impudico.

Josh, que tinha as mãos apoiadas nos joelhos, respirava ofegante. Ele levantou o rosto para encarar o outro que o olhava de cima, e apertou os olhos enleado.

– Você está bem? – disse Lucca, o surpreendendo, e se virando deparou-se com o jovem encostado na parede atrás dele.

– É... sim, só estou um pouco cansado da corrida – respondeu se alongando.

– Sinto lhe dizer que seus esforços foram em vão. Pela hora, não podemos mais entrar em sala – afirmou o mais alto, que agora se sentava em um banco no canto de uma das paredes daqueles corredores.

– Vamos ter que esperar aqui até a próxima aula – suspirou Lucca.

Josh olhou para o teto cansado. Ainda bufava.

– Eu não saí da minha casa nessa chuva pra ficar esperando no corredor – ele se levantou e seguiu em direção a sala.

– O que ele vai fazer? – Lucca perguntou mais à si do que ao outro.

– Eu não sei, mas gostei da expressão dele – disse o rebelde estudante se levantando para seguir o pequeno.

– Espera Hooper...

– Não me chame por esse nome idiota!

– O que? – perguntou Lucca confuso. Ele havia ouvido perfeitamente a coordenadora o chamar assim.

– Eu sou Adam – disse o jovem que agora já dobrava o corredor atrás de josh.

Se vendo sem escolha, Lucca correu para segui-los.

Vagarosamente, o pequeno dono de olhos verdes cintilantes, abre a porta. Dá uma espiadinha e entra acompanhado por Lucca e Adam. Imediatamente, todos os olhares se focam neles, e começa uma pequena agitação na sala. Mais burburinhos sobre o garoto novo e agora, também, sobre seus “companheiros”.

O educador observa a algazarra que os alunos iniciam e só então percebe a presença das três figuras completamente ensopadas, que estão de pé juntos à porta.

– Mas o que é isso?

– Ah, desculpe professor, nós pegamos uma chuva muito forte na vinda pra cá e... – começou josh, mas foi interrompido bruscamente.

– Vão tirar imediatamente essas roupas molhadas antes que peguem um resfriado – disse o professor.

– O que? – Adam pareceu confuso.

– Professor, alguém tem que levá-los à enfermaria, eles guardam uniformes lá. Eu posso ir! Tenho certeza que se alguém for pedir, eles irão emprestar – disse uma garota tentando se aproveitar da situação.

– Vocês escutaram ela, vão para a enfermaria! – ordenou o professor.

– Sozinhos não. Não podem entrar desse jeito lá. Eu vou com eles! – uma outra garota tentou também.

De repente todas as meninas da sala estavam discutindo para decidir quem iria. O educador se irritou com aquilo e gritou:

– Não, nada de garota. Vamos lá, eu quero um menino que se voluntarie a ir.

Ninguém se pronunciou.

As mãos do professor foram até as têmporas do rosto. Aquele dia estava sendo cansativo para ele.

– Por favor, algum rapaz? – perguntou mais uma vez, mas o resultado foi o mesmo – tudo bem, eu vou aumentar a nota de quem acompanhá-los – tomou uma medida desesperada, porém até esta falhou.

Os três garotos não puderam não rir.

O professor já não sabia o que fazer, foi quando avistou uma estudante que parecia indiferente à situação. Ele conhecia a menina e soube que podia confiar nela.

– Já que nenhum rapaz quer ir, será que você poderia levá-los, senhorita Dasovic?

– Eu professor? – perguntou Emma perplexa.

As outras garotas começaram a protestar, mas o docente preferiu ignorá-las.

– Sim, você não quer ganhar uns pontos fáceis não?

A garota pensou em sua bolsa de estudos e então todo o seu exitamento foi por água abaixo.

– Tudo bem professor, eu farei!

–x-x-x-

Deitada na cama, a garota de belos cabelos ruivos e levemente ondulados, sofria calada. Ela já tinha chorado tudo que tinha pra chorar. Agora estava apenas quieta, transtornada. E as lágrimas que antes caiam, agora só se alojavam calmas, em seus olhos vazios.

Ela estava sozinha, assim como ficava a maior parte do tempo. Seu pequeno coraçãozinho se apertava.

Tudo que ela queria era interagir com outras pessoas de sua idade, mas até disso sua mãe lhe privava. Será que já não era o bastante ela não poder enxergar e nem andar, não podia ter amigos também?!

Toda essa superproteção de Lucy, entristecia Nami. A garota se sentia uma inútil, uma incapaz presa naquela casa como um animal.

Tudo que ela podia fazer durante o dia todo, era praticar piano ou ler livros em braille. E isso já não satisfazia mais a menina. Ela queria viver mais, aprender outras coisas, testar novas experiências...

Novas experiências... Sempre que pensava nisso, Josh lhe vinha à mente. E o balanço, o vento, as mãos quentes dele tocando suas costas. Algo tão simples, mas que alcançou a menina de tal forma que ela não resistia ao desejo de querer mais.

Ela queria ter a sensação de poder voar outra vez. Voar pra longe de seus problemas e limitações, talvez alcançar um lugar mais confortável, mais aquecido.

As lagrimas voltaram a rolar e ela percebeu que estava enganada, ainda tinha muito para chorar. Muitas coisas estavam presas dentro dela, e de alguma forma tinham que sair.

–x-x-x-

– Você acha certo o que disse à Nami? – o homem observava a esposa pensativa apoiada na sacada da janela, fitando o vazio com a expressão mais vaga possível – Lucy, você tem certeza que é melhor pra ela ficar aprisionada aqui? – ainda sem resposta, Tony se aproximou da companheira – Lucy, por favor me responda... Lucy!

A mulher elevou o olhar ao esposo lentamente, e ficou o encarando com um semblante indecifrável. Ele cerrou os olhos e entreabriu os lábios.

– O que está acontecendo? Se você não me disser eu não poderei ajudar – insistia ele.

– Eu só quero ficar sozinha – respondeu desviando o olhar.

O carinhoso marido abraçou a esposa e deu um beijo em sua testa.

– Tudo bem, meu amor! Mas pense melhor sobre a escola. Talvez faça bem à nossa Nami – disse ele, se afastando de Lucy, que agora derrubava lágrimas solitárias, que desciam uma de cada lado do gracioso rosto da mãe desolada.

A mulher sofria pensando na filha. Por que aquilo aconteceu com ela?

Nami era a preferida de Lucy. Desde que estava ainda na barriga, a menina era amanda e desejada pela mãe.

Quando soube do problema de visão de sua cria, ela chorou por dias, chegou até a pensar em por para adoção a menina “defeituosa”. Mas quando viu que a criança era tão parecida com seu amado, portando aqueles cabelos ruivos e olhos escuros do pai, não teve coragem de abandoná-la. Pelo contrário, a amou muito mais do que a si mesma, e quis protegê-la de todo e qualquer perigo que pudesse atingi-la.

E ela achava que estava conseguindo, até aquele dia. O dia que Lucy amaldiçoava com todas as suas forças. Ela não queria lembrar daquilo.

Debruçou sobre o móvel da sala e deixou as lágrimas caírem.

Ao levantar o rosto devagar, encontrou a foto de Lucca, a pegou. Seu olhar se tornou vago de novo e as forças a abandonaram. O braço escorregou lentamente e a fotografia foi de encontro ao chão, espatifando-se completamente.

–x-x-x-

– Com licença, tem alguém aí? – disse a menina encostada na madeira – Ei, estou entrando – entreabriu a porta impaciente. Deu uma boa olhada no local. Estava vazio – Oh, que pena, não tem ninguém – disse a jovem, sarcasticamente – Vamos embora.

– Opa, espera aí nerdzinha – retrucou Adam, pondo a mão na cabeça de uma Emma que tentava voltar pra sala apresada – Se pensa que vai nos abandonar assim, está muito enganada.

– Desculpe pelo incomodo, mas nós precisamos de sua ajuda, por favor – Implorou Josh, arregalando seus lindos olhos e fazendo biquinho.

– Ah... Bem...

– Apenas entre e nos traga uniformes secos – Lucca a encarou.

– Mas e se alguém...

– Atchim – espirrou o pequeno.

– Tá vendo, você está demorando tanto que o pobre Josh não consegue mais aguentar. E se ele pegar um sério resfriado, não vê que ele é delicado? Você irá se culpar por toda a eternidade – Adam fez drama.

– Ok, você está exagerando – respondeu o mais baixo – delicado?!

– Só estou dizendo a verdade. Olha só pra você, se fosse mais fofo seria uma menina.

– Mas o que? Eu não pareço uma menina.

– Diz ai, nerdzinha, ele não é um garoto delicado? – Disse Adam, não se aguentando de rir.

– Hã... Bem, ele é fofo. E para de me chamar de nerdzinha!

– Eu não sou fofo.

– Já se olhou no espelho?

– Chega, estou cansado de vocês – disse Lucca entrando na enfermaria. Ele nunca teve muita paciência, e ficar vendo aquela discussão idiota já estava o deixando louco.

Assim que ele pôs os pés no lugar, todos o seguiram sem exitar. Exceto Emma, que estava desesperada olhando de um lado para o outro, com um enorme medo de que alguém os visse.

– Espera gente... – todos haviam a deixado para trás – Droga, droga, droga – repetia enquanto ia atrás dos despreocupados rapazes.

Assim que abriu a porta, a jovem deu de cara com um Josh e um Lucca que procuravam uniformes pelos armários, e um Adam sem camisa que a encarou com aquele sorriso que só ele sabia dar.

– Ué, resolveu entrar, menina certinha?

A garota corou automaticamente e cobriu o rosto no impulso.

– Ah, m-me desculpe, eu...

O rapaz de cabelos compridos não pôde segurar o riso ao ver a menina completamente constrangida por ele apenas ter retirado a camiseta.

– Achei! – disse Josh alegremente.

O menino puxou rapidamente as roupas do pequeno armário de canto. Deixando muitas coisas que estavam lá caírem, o que fez um barulho um tanto quanto alto.

Emma se assustou com o som e abriu os olhos para checar o que estava acontecendo. Quando viu tudo espalhado pelo chão, quase entrou em choque.

– O que vocês estão fazendo? – correu para ajudar Josh que catava as coisas atrapalhadamente.

– Foi mal – se desculpou ele.

– Me dê logo os uniformes – disse Lucca em seu tom calmo, enquanto se abaixava ao lado de Emma. Sua camiseta estava totalmente desabotoada. E os cabelos, agora secos, muito bagunçados – É melhor nos apresarmos – Seus olhares se encontraram e a menina congelou.

Os olhos do misterioso garoto eram realmente arrebatadores. E o rosto da menina ficou muito quente. Sua coloração era, no mínimo, um vermelho sangue.

– Você está se sentindo bem? – Lucca estranhou a vermelhidão de Emma, e ali mesmo naquela postura, levantou a mão para tocá-la.

Ela estava tão nervosa que já não controlava mais seus atos, e quando a mão de Lucca se aproximou de seu rosto, espontaneamente ela o empurrou. Causando um desequilíbrio no rapaz, que caiu sobre a mesma. Mais uma vez estava encarando aquelas avelãs que a olhavam confusas, porém agora, bem mais perto do que nunca.

A porta foi aberta, e o presidente do conselho estudantil não gostou nem um pouco da cena que presenciou.

– Mas o que é que está acontecendo aqui...?

Notas finais
Gostaram? Não? Sim? talvez!? Se acharem algum erro, por favor me avisem! Não deixem de comentar!!! E se tiveram alguma ideia, eu aceito sugestões ashuashuashua