Notas iniciais
Oi oi, sim eu estou postando uma nova Fic, não não vou excluir dessa vez, bom pessoal, deu muito trabalho essa fic, tive que ficar muito tempo falando com a minha querida co-autora, para podermos chegarmos a uma conclusão, espero que gostem do resultado, aproveitem a leitura.

Kyuki se encontrava numa pequena sala escura, com apenas algumas iluminações fracas, amarrado a uma cadeira com correntes muito fortes, sentiu o metal moldado forçar seu corpo para trás, esmagando seus pulmões e dificultando sua respiração. Tudo parecia preencher-se com água jorrando de pequenos furos na parede.

Usava suas vestes comuns: Botas militares, calça jeans e uma blusa preta, junto a seu casaco vermelho. Sentia a respiração falhar com as correntes cada vez mais apertando seu corpo. Começou a se debater desesperadamente procurando se livrar das correntes que esmagavam seus pulmões dificultando sua respiração ofegante. Atrapalhou-se ao tentar escapar e caiu contra o solo batendo sua cabeça com força, tossindo secamente ao atingir o chão encharcado. Observando a água ir aumentando cada vez mais cobrindo com velocidade toda a sala, o peso das correntes somado ao de seu corpo e da cadeira o impediu de flutuar. O jovem de cabelos brancos cedia aos poucos à falta de ar, até que...

Com um berro, Kyuki acordava, o despertador estava tocando e seus batimentos cardíacos estavam acelerados. Piscou, e entendeu que aquilo era um dos seus pesadelos agonizantes. Convenceu-se em murmúrios que aquilo não passada de uma peça que sua mente planejava em sua cabeça, um mero truque que ele tornava a cair.

Ainda desestabilizado, pôs seus pés sobre o chão e coçou os cabelos emaranhados. Sentiu a visão tontear brevemente até recompor-se completamente e estar completamente acordado.

-Emi? – Falou suficientemente alto para sua voz ser ouvida do lado de fora do quarto. Lembrava-se aos poucos dos seus compromissos diários enquanto enrolava uma das suas mechas de cabelo com o indicador esquerdo.

-Posso? – Respondeu-lhe a mulher de voz para ele familiar. Emi, uma pessoa em que ele realmente podia confiar. Confiou-lhe humildemente a tarefa de ser sua conselheira, o que ela executava com uma precisão inigualável.

-Um instante, por favor – Kyuki levantou-se lentamente, indo até o guarda-roupa e selecionando uma das várias camisetas básicas tingida em preto que vestia constantemente. Quando a vestiu, encaminhou-se até a porta e a abriu. A imagem da mulher parecia um ponto brilhante em meio à escuridão de seus pesadelos.

-Vossa graça – ela começou, limpando a garganta, inflando os pulmões de ar e erguendo o painel de anotações, uma forma eletrônica e mais sofisticada de uma simples prancheta – Pediu-me anteriormente que seria necessário marcar o horário e data da reunião do parlamento, sim?

-Certo. Tem tudo para a viagem? – Kyuki coçou a cabeça, encarando Emi que organizava alguns dados relacionados a compromissos no painel. – Partiremos em exatos 15 minutos.

Em resposta, a conselheira assentiu positivamente com a cabeça. Deu as costas e fez os últimos preparativos, levando as malas para o térreo da casa, mais precisamente o hall de entrada. Checou variadas vezes até se convencer que tudo estava ali em perfeita ordem, como sempre havia planejado. Trocou suas roupas e se arrumou como sempre fazia em viagens de importâncias políticas.

Quando desceu até o hall, Kyuki deparou-se com Emi e as malas que ele insistiu em carregar para ela. Mesmo que a conselheira não aprovasse esses atos de “cavalheirismo”, ela não protestava.

-Estamos prontos, sim?

-Sim, Vossa Graça.

Emi abriu a porta e esperou que Kyuki passasse. Depois que trancou a porta frontal, a mulher simplesmente tomou uma das malas do rei de Shin, o que fez com que ele soltasse um riso quase silencioso e também, fez com que Emi expressasse feições de impaciência. Prosseguiram em uma caminhada curta até o aeroporto, cujo a distância não era muita. No caminho, Kyuki ressaltou:

-Emi, vamos revisar mais uma vez os termos que vamos exigir.

Ela concordou.

-Para começar vamos logo exigir o cessar fogo entre Shin e Khona. Isso tem que acabar de uma vez por todas. Depois, deixaremos bem claro que vamos prosseguir nossas negociações habituais apenas quando outros termos forem debatidos e concordados. Estou correto?

-Sim, Vossa graça.

Depois daquela breve recapitulação, ambos se calaram, deixando os sons das ruas movimentadas de Shin falarem por si só. Habitantes cumprimentavam Kyuki, o grande rei de Shin, os carros passavam, o movimento fluía. Tudo se organizava de uma maneira impecável. Foram vinte minutos de caminhada até a entrada do aeroporto que a arquitetura frontal chamava demasiada atenção, com arcos de concreto e metal cuidadosamente postos sobre uma base polida de mármore. Mas eles não tinham tempo necessário para ver aquelas regalias da arquitetura contemporânea.

-São 10:20. O encontro no parlamento inicia-se às 13:30 –Emi dizia, trocando rápidos olhares com o rei de Shin – Vamos nos apressar.

Kyuki teve quando mais jovem um treinamento militar rígido, por isso costumava sempre respeitar e seguir horários impostos para reuniões e encontros à risca.

Apressadamente, caminhavam para os interiores do aeroporto até serem autorizados quase que automaticamente a prosseguir para um dos hangares em que o avião estava. Guardas impostos em volta de todo o hangar aguardavam a presença de Kyuki e sua fiel conselheira. Subiram no avião e se aconchegaram nas poltronas demarcadas. Como seu compromisso exigia antecedência, era necessário chegar muito antes de todos os demais passageiros do vôo.

Quando se sentaram, o piloto veio próximo das duas célebres figuras e cumprimentaram-nos antes de sussurrar algo no ouvido de Emi, que fez seu rosto enrubescer de fúria. Quando sua boca abriu-se para gritar, Kyuki pousou sua mão em seu ombro e perguntou-lhe suavemente:

-O que houve?

-Vossa Graça, ele disse que o vôo será atrasado – Ela soltou um longo suspiro — Um grupo de radicais foi avistado armados vindo até aqui, o vôo deverá ser prorrogado mais uma hora – Ela voltou seu olhar ao piloto, agora cortante como uma espada.

Kyuki se levantou e a conselheira entendeu bem que era um momento do rei. Olhou o piloto com uma expressão duvidosa. Pousou os olhos no crachá dele, depois encarou-o brevemente.

-Escute-me bem Yan – disse, mantendo um timbre de voz tenebroso — a minha conselheira, Emi, fez um pedido direto para seu superior, no intuito de garantir que nenhum tipo de imprevisto acontecesse. E você é o responsável pelo avião que leva o Rei, eu, também presumo que tenha uma família para sustentar. E se você for demitido não irá por comida na mesa, estou correto?

O piloto engoliu seco as palavras. Apressou-se para sair do avião e enviar o comunicado à segurança do aeroporto que sem dúvida iria obedecer as ordens do rei da gloriosa Shin. Emi deu um leve sorriso. A conselheira não era muito expressiva, mas parecia que o modo em que seu rei resolvia contratempos era no mínimo irônico. Depois do leve sorriso que Kyuki não notara, ela retornou a sua feição fechada e disse:

-Mesmo Vossa graça ter ordenado a guarda do aeroporto, não sabemos quem é quem em meio à multidão. Será difícil identificar os rebeldes que o piloto mencionou.

-Nem sabemos ao certo o líder dos rebeldes, nem o que fazem aqui. Mas se a segurança dessa nação estiver falhando o suficiente para não identificar esses homens e mulheres, meu governo é fraco para invasões – Ele fez uma longa pausa, suspirando antes de continuar – Vá sozinha ao parlamento nesse vôo.

Emi de início tentou protestar, mas ele ergueu o braço em sinal de negação.

-Vá sozinha. Chegarei ao parlamento depois, quando eu finalmente resolver tudo isso – ele pousou suas mãos frias no ombro de Emi, que segurou a mesma expressão, encarando duramente Kyuki. O rei retirou do bolso de sua calça um colar azul produzido manualmente, com uma incrível precisão. Colocou no pescoço da conselheira, que suspirou, aliviada. Parecia que todo o fardo carregado em seus ombros havia surpreendentemente desaparecido – Confie em si, minha cara.

Ela assentiu e permaneceu na poltrona, enquanto via pela janela Kyuki descendo do avião e andando de modo impaciente para os interiores do aeroporto, acompanhado de incontáveis seguranças. Eram raros os momentos em que os dois se afastavam, o que a fez pensar o quanto tempo eles passavam juntos, discutindo apenas política e horários. Ela pensou que ele merecia mais além de uma vida repleta de deveras a cumprir.

Emi afastou aqueles pensamentos e ordenou para que o piloto se apressasse. Deu uma última olhada para Kyuki em uma distancia relativamente segura do avião. Estendendo seu braço gritou algo com total firmeza e Vex, apelidava assim sua espada, encaixou-se perfeitamente em sua mão, vinda do desconhecido rasgando as nuvens do céu. Estava pronto para a batalha.

Notas finais
Então, espero que todos tenham gostado da leitura, deixem um review isso ajuda de mais que eu continue escrevendo! Se gostou bastante recomende, favorite e coloque em seus acompanhamentos, se acha que algo deve ser melhorado coloque na review, muito obrigado por terem lido!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.