Shikashi, Watashi Wa...
16 Capítulo final: A última luta
Notas iniciais
Demorei mas aqui está. Depois eu conserto os erros, ok?
Espero que gostem...
Boa leitura ^^
E no capítulo anterior...
Aquela noite com certeza vai ficar para sempre em minhas memórias.
— Boa noite, Ichigo. Logo logo nos veremos novamente e poderemos continuar de onde meu sonho parou. Eu te amo muito.
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Uma semana após a volta de Rukia...
Na faculdade...
— Ulquiorra-kun... por favor... não me torture desse jeito... – disse Orihime quase sem voz.
— E o que quer que eu faça? – disse ele ao se aproximar de seu ouvido.
— V-você sabe o que eu qu-quero.
Como a primeira vez não havia sido bem sucedida, um tempo depois, eles tiveram a chance de tentar novamente e... bom, parece que deu tudo certo, já que eles estão trancados na sala de aula, fazendo coisas indevidas.
O professor resolveu atender ao pedido da ruiva, mas antes, sugou aquela carne que faz toda mulher ir ao céu em segundos.
— AAAh...! – gemeu ela um pouco alto demais, o que a fez cobrir a boca de vergonha – G-gomen!
Ao ouvir a voz dela, Ulquiorra sentiu uma corrente elétrica passar pelo seu corpo, ela estava mesmo pedindo desculpas por ter gemido de prazer? Ele mal podia acreditar nisso, na inocência dela e isso o deixou ainda mais excitado.
— Vem cá, já que é isso o que você quer – disse ele, chamando-a para sentar em seu colo.
Orihime se levantou da mesa, onde estava deitada e andou em direção ao moreno. Antes de ele sentar, ela puxou sua última peça, mostrando o falo ereto. Inoue lambeu os lábios, se levantou e se sentou sobre seu colo, sentindo sua intimidade ser invadida pelo sexo dele.
— Ah... Ul-Ulquiorra-kun! – sussurrou ela em seu ouvido.
Ela o abraçou e começou a beijá-lo.
A vida é repleta de ironias...
Quem diria que aquela garota inocente e bobinha se transformaria, em questão de segundos, em uma garota mais solta, mais determinada e ainda mais apaixonada por ele.
Assim que o desconforto passou, Inoue começou a se movimentar, usando os pés como impulso para fazer os movimentos de sobe e desce.
— Ah... humm... uhn... – os gemidos descontrolados de ambos preenchiam a sala.
Aquela sequência estavam-nos deixando quase sem fôlego, mas mesmo assim, ele ainda tentou aumentar a velocidade, fazendo com que ela praticamente quicasse em seu colo.
Ulquiorra puxou os lábios de Orihime para um beijo explosivo e nem precisou de muito esforço para penetrar com sua língua e massagear a dela. A ruiva retribuiu o toque avassalador e brincou com alguns fios de sua nuca quente. De repente, ela sentiu uma sensação muito intensa, tomar conta de si, uma sensação que a fez arquear o corpo para frente, arranhar os ombros nus do professor e soltar suspiros e gemidos do mais puro prazer.
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Assim que separaram, ambos ainda estavam bastante ofegantes. Mas agora, como Ulquiorrra daria aulas para os seus alunos, que chegarão dentro de... *olhando o relógio*, dentro de meia hora?
Rukia’s POV:
— Ah, Rukia... – a voz dele saiu falhada e senti aquele líquido quente preencher minha boca. Retirei seu membro e sorri ao vê-lo respirando de forma descompassada e com o rosto rubro. Aquilo o deixou muito sexy e eu fiquei mais desejosa.
Sentei no canto da cama, ficando de costas para Ichigo, fui beijando dos seus ombros até a nuca, onde dei uma mordidinha que o fez tremer. Passei minhas mãos em seu peito, percorrendo de cima a baixo, sentindo seu abdome esculpido e durinho. Ele tocou em minhas mãos e afastou-as, se levantou da cama e virou para me olhar.
Virei meu rosto para o outro lado e mordi o lábio inferior de nervosismo. Toda vez que ele faz isso, fico morrendo de vergonha porque eu sei que não tenho corpo bonito ou desejável, mas mesmo assim ele me diz que eu não preciso me preocupar com isso porque eu tenho um corpo perfeito e que é apenas dele, principalmente os meus seios.
Ichigo apoiou as mãos na cama e pôs o rosto bem próximo do meu. Me virei para fitá-lo e, do nada, ele me abraçou, me pegando no colo. Entrelacei minhas pernas em seu quadril para me apoiar melhor e abracei seus ombros.
— Agora é minha vez de retribuir – sussurrou ele em meu ouvido, senti um arrepio e meus pelos se eriçaram.
Rukia’s POV off.
O ruivo andou pelo quarto em direção ao guarda-roupa, que já estava com a porta aberta. Ele deu um sorriso malicioso ao pensar no que faria com ela lá dentro, já que era uma de suas vontades mais antigas.
Rukia foi posta cuidadosamente no espaço e Ichigo começou a beijá-la com vontade, explorando todos os cantinhos com a língua. Quando se separaram, um filete de saliva escorreu de suas bocas, mostrando a voracidade do contato.
Ele continuou a beijá-la, mas agora em seu pescoço, deixando o local avermelhado e marcado de chupões. Continuou a descer e chegou aos seios da garota, que passou a lamber e mordiscar o mamilo rosado e já durinho de êxtase.
— Ahn... uh...Ichii... – a morena soltava gemidos involuntários enquanto acariciava os cabelos alaranjados, puxando-os algumas vezes.
A língua parou de brincar e continuou em seu percurso, deixando um rastro de saliva pela barriga. Nessa hora, Rukia jogou a cabeça para trás, porque sentiu as mãos dele abrir e segurar suas coxas, e em seguida, o toque quente em sua intimidade.
Ichigo se ajoelhou para ter uma visão melhor daquele lugar e notou que ela estava excitada. Não pode evitar um sorriso ao pensar que era ele quem estava proporcionando isso a ela.
Ele passou a língua devagar, fazendo Rukia resmungar coisas que nem Deus conseguiria adivinhar (N/A: sem ofensas, Kami-sama.)
Aos poucos, ele começou a lamber com mais velocidade, pressionando ainda mais sua língua contra a intimidade dela. A essa hora, Rukia já estava nuvens e gemia mais que uma porta enferrujada.
— Ah... Ichi... AAH! – um gemido mais alto e saiu por último, e nessa hora, ela chegou ao seu limite.
Ichigo engoliu parte do líquido e depois a puxou num beijo, deixando-a provar de seu próprio gosto.
Enquanto se beijavam lascivamente, o ruivo a puxou mais para beirada, se encaixando melhor no espaço entre suas pernas. Seu membro já estava pulsando, rijo e mais que ereto, pedindo para se aliviar, mas ele ficou roçando na intimidade dela, provocando-a e provocando a si mesmo.
Entre beijos e toques sensuais, a morena se perdeu quando sentiu aquela coisa grossa e grande a penetrar lentamente. Ela gemeu mais um pouco, só que dessa vez foi de desconforto.
Ichigo esperou Rukia dar o sinal para poder se mexer, pois não queria machucá-la de jeito nenhum.
Assim que foi feito, ele começou a se movimentar bem devagar, como se qualquer movimento mais brusco fosse feri-la. Só que ela não estava a fim de gentilezas... não nessa noite.
— Ichi... – chamou – mais rápido... – a voz dela saiu toda manhosa.
— Ruki... – Ele fez o que ela pediu, ainda temeroso.
— Mais rápido... Ichii... eu sei que você pode... – sussurrou no ouvido dele, fazendo-o estremecer e ficar ainda mais perdido em seus pensamentos.
De repente, o ritmo ficou diferente, ele aumentou a velocidade e a intensidade das estocadas, fazendo-a perder o controle de sua voz.
Ela o abraçou com mais força, arranhando toda a extensão das costas, marcando a pele clara; isso iria demorar um bom tempo para sumir.
Para que o pai ou as irmãs dele não acordassem com o barulho no quarto, Ichigo puxou os lábios dela num beijos escandaloso e repleto de sentimentos.
Um tempo depois, os dois já estavam suados e ofegantes demais para continuar.
— Rukia... ah... – ele não conseguiu terminar o que queria dizer.
— E-eu sei... ah... uhn – disse ela em resposta.
Depois disso, Rukia sentiu um líquido quente e denso dentro de si. Ele havia chegado ao máximo e alguns segundos mais tarde, uma última contração violenta a possuiu e ela pôde sentir seu corpo se relaxar, satisfeita.
Ambos ficaram exaustos demais depois dessa. Ichigo saiu de dentro dela e desabou no chão, sem se importar com o qual gelado ele estava. O melhor de tudo era saber que estava saciado e que ela também se sentia assim.
Uma pena que dentro de algumas horas eles terão que levantar e ir para o colégio.
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Parte 2: S/ hentai
— O negócio é o seguinte. – disse o professor de biologia – Como estamos estudando tipagem sanguínea, vamos fazer um trabalho, onde vocês perguntarão aos seus pais e irmãos quais são os seus tipos de sangue e, também tentem convencê-los, caso estejam de acordo com este panfleto, a doarem sangue. Será daqui a um mês e todos devem participar se quiserem nota na minha matéria e na de filosofia. Bom, é isso.
Assim que ele terminou de falar, o sinal para o intervalo tocou e todos foram para fora da sala.
Inoue, como sempre, ficou bastante animada com o trabalho.
— Kuchiki-san, qual é o seu tipo sanguíneo? – perguntou a ruiva assim que limpou a boca.
— Acho que é A. E o seu qual é?
— Etto... B, meu sangue é B. Eu não posso doar para você e nem você pode doar para mim. Tatsuki-chan, o seu também é A, né?
— É. Descobri isso por causa da última competição que precisei de transfusão de sangue.
— Você que precisou? Não foi a outra garota?
— Não, ela só ficou com a perna quebrada. Odeio maus perdedores.
— Mas o que aconteceu? – perguntou Rukia.
— Ah, as lutadoras da outra escola não conseguiram ganhar, então como não souberam perder, é claro, elas contrataram uns caras para vir atrás da minha equipe e bater na gente. Os caras eram bem fracos, mas um deles veio por trás e me acertou na cabeça com bastão de beisebol. Na hora, eu desmaiei e, quando acordei, estava em um leito de hospital. Me falaram que eu fiquei assim por dois dias. O médico me explicou que por causa da pancada, eu perdi muito sangue e tiveram que transferir para mim. Ainda bem que hoje eu estou tão forte e valente quanto um touro. Mas se eu encontrar aquele cara de novo... ah, mas eu acabo com ele – disse ela cerrando os punhos.
— Calma, Tatsuki-chan. N-não precisa tanto. Ele até foi preso – disse Inoue tentando acalmá-la.
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— III...CHIII...GOO!! – Gritou Keigo, chamando atenção do corredor inteiro.
— Que foi? – respondeu o ruivo, acertando os livros na cara dele ao se virar.
— Itai! Por que você não me esperou? E toma cuidado com esses livros da próxima vez! – disse ele enquanto esfregava o nariz avermelhado.
— Me desculpe. Você demora demais no banheiro. O sinal também já tinha tocado e se eu chegasse atrasado de novo, a professora iria me bater.
Keigo ficou espantado. Como assim Ichigo estava de bom humor e lhe dando explicações?
— Ichigo? Você está bem?
— É claro. Por que eu não estaria?
— Não é que... nada não – “melhor nem dizer nada...” pensou Keigo.
Eles entraram na sala de aula para assistir a pior de todas as aulas: Geografia.
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Um mês depois, com a escola organizada para o grande “Dia da Doação” chegou.
O dia estava ensolarado e perfeito. Os alunos tiveram aula normal até às onze horas e foram liberados para almoçar, acertar os últimos detalhes da apresentação, encontrar os parentes e amigos que iriam participar da doação ou simplesmente, aproveitar um dia sem aula.
Tudo estava muito animado. Um grupo de alunos ficou encarregado de anotar os tipos de sangue, enquanto os enfermeiros retiravam uma amostra e faziam os testes de aglutinação.
— Viram como esse aqui reage quando eu pingo duas gotinhas de anti-A? Isso significa que...
— Esse sangue é do tipo A.
— Isso mesmo.
Não muito longe dali, os estudantes que tem mais fluência, fizeram uma apresentação para todos assistirem, e é claro, Ishida estava no meio, todo orgulhoso de si mesmo por ter preparado o que cada um deveria falar e fazer.
— Todos sabem que o sangue O é o doador universal, mas sabem por quê? – um garoto perguntou, incorporando seu papel.
— Esse tipo é assim chamado porque ele não possui aglutinogênios, que é uma espécie de antígeno, e isso quer dizer que ele não produz a proteína A e nem a proteína B. Então se uma pessoa do tipo A, B ou AB receber uma transfusão assim, não vai ter perigo do seu sangue coagular e a possibilidade de ela morrer. – respondeu uma garota, toda animada por falar na frente de sua mãe.
Inoue quis ficar encarregada da comida, mas no último instante, impediram-na de continuar porque descobriram que ela prepara coisas muito estranhas e que provavelmente daria dor de barriga em todos.
— Não fique triste, Inoue. Tenho certeza que você será mais útil ajudando a servir – falou Ulquiorra, que estava ajudando com a limpeza – sobra mais tempo para a gente.
— Ah, mas eu queria tanto cozinhar... – disse ela fazendo biquinho – Agora não, estamos ocupados; mais tarde Ulqui-kun, mais tarde... Mudando de assunto, Tatsuki-chan, onde está a Kuchiki-san?
— Ela? Ali olha... ahn? Mas ela estava ali da última vez que vi – Tatsuki coçou a cabeça sem entender como a baixinha havia sumido.
— Oe, Inoue, Arisawa! Vocês viram o Ichigo? – perguntou-lhes Keigo.
— Não, mas acho que já faço ideia de onde ele possa estar... não é mesmo, Orihime? – disse ela dando uma cotovelada na amiga.
— So ne! – concordou a ruiva.
— Hum? O que foi que eu perdi nessa conversa não verbal? – quis saber Keigo.
— Nada de importante! Já que não está fazendo nada, vem me ajudar a lavar os pratos – pediu a morena.
— Bem, acho que já vou indo; parece que eu ouvi o Mizuiro me chamando. Já vai Mizuiro! – gritou o garoto para o além, sem nem perceber o mais baixo do seu lado.
— Não me lembro de ter te chamado – disse ele guardando o celular.
— AH! Você me assustou! Droga, Mizuiro! Você podia ter me livrado dessa.
— Toma, Keigo! Para de inventar desculpas senão eu vou acertar as contas com você depois – disse ela jogando uma toalha e estralando os dedos em seguida.
— Shikatanai... – balançou a cabeça negativamente, tirando o pano do rosto e entrando por debaixo da tábua de madeira – Espero receber uma nota extra por isso.
Em algum lugar longe da escola...
— Ichigo, mais rápido! – gritou Rukia.
— Espera um pouco! Tem certeza? – perguntou o ruivo meio sem ar.
— Agora deu para duvidar de mim? O que deu em você hoje hein? – respondeu a baixinha fazendo bico.
— É que hoje eu não estava a fim de fazer isso. Afinal das contas, a gente também deveria ajudar os outros com aquela coisa de doação de sangue e...
— Do que você está falando? Aquilo não é diferente do que estamos fazendo agora. Os dever do shinigami é esse: salvar a alma e não deixar seu coração se perder. Não se esqueça disso! – a baixinha parou de correr e o pegou pelo pescoço, ao mesmo tempo em que soltou as palavras seriamente – Entendeu?
— H-hai...
— Agora vamos logo, o meu aparelho me diz que não estamos tão lo... o sinal... sumiu...? Hã?
— É isso o que nós ganhamos ao testar esse aparelho novo que o Urahara-san entregou para você. Não é a primeira vez que ele falha e olha só onde a gente está! – gritou e ergueu os braços para o ar.
— Ichigo, fica quieto – disse ela de modo sério e parando de correr – sentiu isso?
— Era para ter sentido?
— Baka! Você é um shinigami ou o quê? Tem que treinar suas percepções de reiatsu.
— Blá, blá, blá! Você quer o que de mim? – cruza os braços – Nós já estamos no meio do nada, praticamente perdidos, seu rastreador sei lá o que perdeu sinal de novo e você ainda quer que eu sinta alguma mudança de reiatsu? Já tá abusando da minha boa vontade...
Ele continuou a falar sem encarar a baixinha, e quando se virou para vê-la, a surpresa...
— ... Rukia? O-omae?!
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Rukia abriu os olhos e se encontrou em um lugar muito escuro e meio úmido; lembrava até uma caverna. “Que lugar é esse?” Ela tentou se levantar, mas foi em vão porque havia algo prendendo seus pulsos e pernas. “Kidou? Não, já senti essa reiatsu antes... Será que... não, não pode ser...”
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— Sentiu minha falta moranguinho? – perguntou-lhe o “Arrankar” com a mesma ironia de quando era um Hollow.
— Teme... O que você fez com a Rukia? – gritou Ichigo, visivelmente alterado.
— Ora, ora, ruivinho... Para que se preocupar com ela? Não prefere saber como eu estou? O quão forte eu fiquei? Aposto que nunca ouviu falar em Arrankar.
— Aran...caru? O que é isso? Nunca ouvi falar mesmo – disse ele com desdém, e isso irritou o Root-sucking Life.
— Teme! Essa sua ignorância vai te custar caro – gritou o ser estranho marcado por uma cicatriz em sua máscara.
— Eu apenas respondi a sua pergunta – disse o outro se divertindo com a irritação do Arrankar.
— Tudo bem... o que vem de baixo não me atinge mesmo – disse ele empinando o nariz.
— Tem certeza? Então por que você não se senta em um formigueiro? – a língua do ruivo estava bem afiada hoje.
— Baka! Aizien-sama não vai perdoá-lo por isso! Onde já se viu, ficar zombando de mim? Que foi? Pra que essa cara? É isso mesmo o que ouviu. Aizen-sama me deu poderes novos e, em troca – ele sumiu da visão de Ichigo – eu devo testar minha força em você – e apareceu atrás dele, fincando a espada na perna do shinigami.
— Droga! – urrou de dor, ao sentir a lâmina perfurar a perna e ser retirada da mesma forma rude.
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— Essa não... Ichigo... Baka! Eu preciso me soltar, mas parece que essa coisa... está de alguma forma... sugando minha reiatsu... Ichi... – e aos poucos, ela foi sendo levada pela sensação de dor e cansaço...
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— Ah, parece que ela desistiu, sentiu a reiatsu dela falhar? Hahaha! Agora só falta você, moranguinho – disse o Arrankar demonstrando alegria em acabar com a esperança do outro.
“Rukia... não...”
“É assim mesmo que você quer que termine. Ichigo?” falou uma voz grave em sua mente.
A essa altura, o ruivo ficara paralisado, não só de dor, mas também de incredulidade. Afinal, o que ele faria agora que a pessoa mais importante de sua vida havia desistido? A reiatsu da baixinha estava tão fraca, tão frágil que, às vezes, nem era possível senti-la.
“Ichigo... é isso mesmo?” ele olhou a sua volta e viu que estava em um lugar diferente, porém conhecido. Ele estava em um lugar cheio de prédios desmoronando; o seu mundo interior estava em caos, desabando. “Vai desistir no primeiro momento de dificuldade? Foi para isso que eu te emprestei os meus poderes? Só para ver você desistir de tudo na primeira causa perdida e ficar igual a um garotinho que descobriu que neve não é feita de sorvete? Porque se foi para isso, sinceramente, não sei para que você disse que queria minha ajuda para proteger a todos, sem se importar se estaria arriscando sua vida.” As palavras tocaram o seu coração, mas mesmo assim, o Arrankar era bem mais forte que ele (ou era o que ele achava) e como poderia detê-lo, já que estava com, mais que tudo, o orgulho ferido?
“Você vai se entregar sem lutar?”
Enquanto isso, no mundo Real...
— Hadou nº 33, Soukatsui! – Rukia tentou atirar um kidou, mas o ataque foi tão inofensivo quanto uma pena.
— Yapari ne?! Fiquei impressionado, por você ter conseguido se livrar da minha armadilha... Congratulations! Mas parece que você ficou bem debilitada... Bom, como eu estou me sentindo generoso, posso acabar com o sofrimento de vocês dois em um piscar de olhos, se assim desejarem – disse o Arrankar ironicamente e sorrindo de forma sádica. – Me ouviu bem, ruivinho?
A criatura continuava a falar asneiras, porém era ignorado, pois Ichigo ainda estava travando uma batalha mais importante: o que ele faria a seguir, já que Zangetsu não estava nem um pouco contente com o seu mestre.
“Vai deixar mesmo?” Perguntou o homem de sobretudo negro.
“Eu... eu não posso; eu não devo, Zangetsu ojii-san. Eu fiz a promessa e quero cumpri-la até o final. Não quero me lamentar depois por não ter tentado.”
“Você faria isso, mesmo sem os meus poderes? Você seria capaz de enfrentá-lo, mesmo se eu me negasse a te emprestar a minha força? E antes de tudo, por qual motivo eu seria a sua força?”
“Ojii-san... eu daria o meu melhor, mesmo se eu fosse apenas um humano normal. Então sim, eu faria de tudo para enfrentar a todos sem os seus poderes, porém eu escolhi isso, eu preciso da sua ajuda mais que tudo; com a sua força, eu poderia fazer muito mais coisas para proteger aqueles que são importantes para mim. Você me ajudou em tantos momentos... não queria que dessa vez fosse diferente. Eu quero cumprir minha palavra e parar de hesitar nesses momentos de dificuldade. Essa é a minha decisão; espero que a minha vontade seja suficiente para que o senhor me ajude.”
O homem de óculos escuros ficou um tempo imóvel, refletindo o que acabara de ouvir. O ruivo não estava mentindo, mas todas essas palavras bonitas faria Zangetsu confiar novamente no morango? Porque duvidar de sua força uma vez é passível de perdão, mas ultimamente, Ichigo estava hesitante, não sabia se deveria ou não usar seus poderes, e sua zanpakutou não estava gostando nada disso...
“Espero que essa seja a última vez que eu precise fazer essa pergunta”
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— Hum? Parece que tem alguém decidido por aqui. Vamos ver até onde essa determinação vai, há, há, há!
— Ichigo – chamou ela – tome cuidado, bakamono – mesmo Rukia estando quase sem forças, ela conseguiu compelir as palavras para fora e mandar um sorriso de confiança e perseverança.
A reiatsu que ela teve que usar para “quebrar” aquela redoma densa, escura, fria, que irradiava apenas tristeza e desespero foi imensa.
Rukia se desgastou demais, mas ao menos conseguiu voltar à verdadeira realidade. Até que ela não estava tão distante da batalha principal quanto pensava; o poder do Arrankar estava apenas escondendo a reiatsu autêntica da shinigami e transparecendo uma outra, bem mais fraca, praticamente sem vida, apenas para deixar o outro em desespero, já que, “Rukia” era o nome de sua maior fraqueza.
— Ah, pode deixar – a troca de olhares foi o suficiente para dizer tudo e mais um pouco. Preocupação, medo, receio, alívio, confiança, carinho... a intensidade daquela conexão foi muito possante, tudo fora transmitido naquele encontro do castanho com o violáceo; do negro com o mais puro dos brancos, mas ao mesmo tempo, tão doce, recheada com o mais puro sentimento de todos: o amor.
Dessa vez, ele seria o ativo; a dor dos ferimentos não teriam a menor importância, desde que ele fosse capaz de protegê-la.
Dessa vez, Ichigo seria o seu salvador.
Fim...
Notas finais
Vocês não tem noção do quanto fiquei emocionada e do quanto me serviu de apoio para continuar.
Bom, espero seus reviews e os vejo no extra.
Beijos a todos.
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