Shikai

5 O influenciador de destinos


Notas iniciais
Oi, leitores quero me desculpar pela falta de tempo para postar a fic. Trabalho. Escola... A Vida não tá facil. Bem fiquem com a primeira batalha e com os acréscimos do misterios que vão deixá-los roendo as unhas!!

Minha mãe tinha a péssima mania de mudar de casa e cidade toda vez. Isso era horrível por que para socializar era algo meio que impossível. Da última vez moramos no litoral de São Paulo em Praia Grande. Lá eu morei por seis anos. E nunca pensei que fosse mudar de cidade novamente. Minha mãe está neste ramo há muito tempo e essa obsessão por mudança só teve início depois da morte do meu pai. Ela nunca aceitou isso.

Nessa cidade eu tinha vários colegas, mas em especial só um eu considerava amigo. Seu nome Nilson Fagundes. Ele adorava anime, filmes de fantasia e também adorava Tolkien. E RPG, principalmente RPG.

Quando eu recebi a notícia da mudança foi triste, cheguei até a discutir com minha mãe, mas, eu a entendia. E entendia o seu trabalho. Nilson aceitou com dificuldade. Mas ele sempre viveu aqui dentro. Perdemos contato. Naquela época era só Orkut. E bem ele não gostava muito. E nem eu.

...

– Influenza?! – Meu tom de voz mudou de susto para raiva. – O que você fez com ele?

O espírito não disse nada. Nilson também não. Mas me olhava como se toda a culpa do mundo fosse minha. E talvez fosse eu deveria ter insistido mais... Talvez ela cedesse...

– Não pense muito, Tori. – Disse o pequeno Guiu.

‘’Hã?’’ Ele está lendo meu pensamento?

– Hã?

– É isso o que ele quer, influenciar você.

– Me influenciar? – Virei para dar atenção ao Guiu.

– Se lembra da frase do Buda? ‘’ O que você sente, você atrai’’. Guarde isso. E tente não sentir nada negativo. Não se deixe influenciar facilmente. Ele não é mais seu amigo. Olhe a expressão dele. Agora ele é... Influenza.

Nilson. Quero dizer... O Influenza começou a rir histericamente e começou a chacoalhar as mãos e jogou os dados no chão. Os dados rolaram. Um de cor verde com números dourados e outro de cor roxo de números prateados.

– Escolha o seu destino, Tori. – Disse o espírito Influenza. – Influenza escolha o seu destino. – Disse o espírito ao Nilson.

Meu corpo começou a se mover sozinho. O que estava acontecendo? Aquilo era alguma espécie do poder dele?

– O que você está fazendo? – Perguntou para mim.

– Não sei. Meu corpo não me obedece.

– Escolha o seu destino! – Disse Nilson Influenza. Ficou bom assim.

Meu corpo se agachou para pegar um dos dados peguei o verde de números dourados e voltei para trás de costas para eles, dessa vez pelo meu próprio controle.

– Trouxa. – Sibilei virei no primeiro passo e corri em direção a eles. Com o punho armado. O olhar dele foi de surpresa quando me viu correr. Mas algo me fez parar. Por um momento o tempo parou e eu não senti mais o dado em minha mão. Parei no mesmo instante e olhei para cima e havia números rodando em cima da minha cabeça. Olhei para trás para ver onde Guiu estava e ele apareceu de repente ao meu lado.

– Tori, cuidado. Você está influenciado. – Disse Guiu. Os números pararam de trocar e saiu 05.

Assim que pisquei o tempo voltou e lá estava eu parado de frente para o Influenza. Que um dia se chamou Nilson. E que um dia eu chamei de Nil.

– Experimente da Influenza. – Disse Nil rindo friamente, quando tocou no meu peito senti o medo me tocar. Os números giraram novamente dessa vez o resultado foi um : 02.

Fui para longe no mesmo instante que vi o número. Mas, me mantive em pé em desequilíbrio para não cair do prédio. Ele estava lutando a sério. E sabia usar seus poderes de Shikai. Mas, eu também não iria demorar a aprender. Fui até a minha espada que estava no meio do chão e tentei pegar, mais uma travada os números giravam e: 15. Peguei a espada.

– Primeira regra, nunca olhe para baixo ou para trás quando estiver lutando com um Shikai. – Disse Nilson Influenza. Quando olhei para ele, o trava da arma foi liberada, a mesma. A mesma daquele dia. A arma negra, do brilho obscuro e da bala escura. Os dados rolaram: 15. Para ele. 18 para mim.

Ele atirou puxei Kazedin da bainha e o vento cortou a bala, e quando a bala se dividiu do seu meio se rompeu uma corrente de vento ainda maior que fez as duas partes seguirem em direções opostas.

– Boa! – Comemorou Guiu.

– Legal. Acho que estou pegando o jeito. Os dados rolaram: 19. Para mim.

Estendi a mão de palma aberta e uma ventania surgiu forte, tão forte que Nil não estava conseguindo se segurar.

– Eu também tenho os meus truques! – Gritou ele. – Destino superior!

Os números rolaram e ficou assim : 10 para ele. 9 para mim. Droga por um. O vento parou no mesmo instante. Ele atirou e dessa vez a bala fazia um zunido irritante.

– Essa é mais especial... – Riu ele.

Coloquei a Kazedin na minha frente e o vento começou a tomar impulso formando uma parede de ar muito forte. Tão forte que as pedrinhas em volta começavam a se quebrar em vários outros pedaços. Tão forte que o vento fazia minha pele arder. Era um ar quente. Puxei a espada em direção à cintura ainda sim ereta. Deitei sua ponta para baixo e a coloquei na bainha.

– Kazedin! – O vento formou uma cúpula que se expandia e estava jogando tudo para os ares. A bala se repeliu e mudou de direção.

Os dados rolaram novamente: 15 para ele. 01 para mim. O vento sumiu.

– Não vai ser tão fácil Tori.

Perfeito.

– Hirashin! – Gritei apontando minha palma esquerda para o Nil, seu corpo tremeu e saiu do chão e voou em minha direção sem controle do próprio corpo. Perfeito. Com o pé direito dei uma patada que com a ajuda da pressão do vento o fez ir voar longe. Ele rolou, rolou e rolou pelo chão do prédio e então ele ficou agonizando sem ar.

Corri para ajudar, mas ele se jogou do prédio. Preparei-me para pular, mas... Ele havia sumido.

– Funcionou... – Disse Guiu.

– Sim... Mas, ele sumiu.

– Ele vai voltar...

– Eu sei. – Olhei para minhas mãos e em Kanji estava escrito vento na palma direita e na esquerda estava escrito trovão.

– Mas, agora eu estou mais preparado.

E realmente estava. Finalmente eu tinha aprendido algo. E perdido algo também. Agora mais do que nunca eu precisava entender o que estava acontecendo. Influenza... Nilson... O que está acontecendo?

Notas finais
Infelizmente eu só vou soltar o capítulo 6 semana que vem. HA MAIS POR QUE? Por que eu sempre escrevo capítulos para me adiantar e eu parei no seis. haha. Desculpem. Bom fim de semana. E ai o que acharam?