Notas iniciais
Bom, após receber apenas UM comentário, decidi continuar a atualizar as fanfics aqui por possuir alguns leitores fantasmas. Espero que gostem!

Lauren Jauregui

Uma semana depois do meu último encontro com Lucy, meu pai decidiu viajar para Orlando. Sem me falar o porquê da viagem, ele simplesmente disse para eu ficar de olho em Taylor e Chris enquanto estivesse fora. Com “ficar de olho”, ele quis dizer para eu não deixar nenhum deles ser preso. Mike saiu de casa pela manhã da sexta feira com uma pequena mala e seu melhor sapato. Ele estava estranhamente arrumado para alguém que viajaria por 4 horas até Orlando.

Meu dia no trabalho foi cansativo, como não poderia deixar de ser. Ao todo, seis prisões por assalto, perseguimos um carro roubado em Downtown Miami e atendemos um chamado por agressão. Jesse havia mostrado suas garras ao longo da semana, ele não era diferente de muitos policiais. Sempre que estávamos nas ruas, ele fazia questão de investigar pessoas de cor – não importando o que estivesse fazendo, se ele não fosse com a cara, ele abordaria e o faria mostrar os documentos. A sorte de Jesse era que aqueles pobres cidadãos não conheciam seus direitos, e eu fazia questão de lembrá-lo que suas atitudes poderiam ser questionadas pelos superiores. Irwinton, apesar de estar claramente sem paciência comigo, tentava manter uma postura sarcástica e calma a fim de me desmoralizar. Eu detestava quando ele agia daquela forma, queria poder fazer algo, mas, não importa quantas vezes eu vá até o xerife ou ao chefe do departamento, eles sempre adiavam os processos de mudança de parceiro.

Ao chegar em casa, encontrei todas as luzes acesas. Respirei fundo, tentando me manter calma depois de um dia como aquele. Desliguei as luzes da sala, onde encontrei também a televisão ligada. Eu quis me deitar no sofá e ficar lá até que tudo se resolvesse por si só, mas não pude. Procurei o controle da televisão e a desliguei também. Fui para a cozinha pegar um copo d'água e não encontrei ninguém. A pia estava cheia de louça, provavelmente desde a noite anterior, mesmo eu tendo pedido aos meninos para lavar tudo que usassem. Comprimi os lábios. Por que eles precisavam ser tão irresponsáveis?

Bebi quatro copos de água, bem cheios, e mesmo assim continuava com sede e calor. Dei mais uma olhada para a pia bagunçada e bufei. Já chega. Subi para o quarto de Chris e encontrei a porta fechada. Bati várias vezes, chamando seu nome. Do outro lado, ouvi um estampido, como se alguém tivesse caído da cama. Franzi o cenho, confusa. Aproximei a orelha da porta para tentar ouvir o que estava acontecendo, pude distinguir sons de passos apressados e um papelote sendo amassado. Então um pigarro e aí chave girando na maçaneta. Afastei-me e Chris abriu a porta.

Cabelos sebosos e despenteados, olhos injetados, quarto fedendo a maconha. Quando meu irmão viu que eu estava analisando sua aparência, ele se afastou da porta e foi para o computador.

— Oi Lauren – disse, tentando manter a voz mais sóbria que conseguia. — Pensei que chegaria mais tarde.

— Sabe que horas são? – perguntei, estudando o quarto de Chris. — Dez da noite.

— Uau – exclamou, arregalando os olhos e então virou-se para mim. — Pensava que ainda era mais cedo.

— Está há quanto tempo sem sair do quarto? Parece a porra de uma estufa aqui, Chris. Quantas vezes eu já disse para não ficar fumando o dia inteiro?

— Lauren, eu estou de férias, ok? Isso aqui não é nada, sabe que não exagero. Hoje eu só…

Ele parou de falar e deu de ombros. Mordi o canto do lábio, pensando no que fazer com meu irmão. Respirei fundo e andei pelo quarto, olhando a estante com troféus dourados e prateados de olimpíadas de matemática e jovem cientista. Chris sempre me deixou orgulhosa por suas conquistas, exceto quando começou a fumar. Ao ver que ele não largaria a maconha (não por falta de tentativas minhas), decidi estudar sobre o assunto para desconstruir o preconceito com aquela erva. Muitas dúvidas foram sanadas, diminuindo minha preocupação com a substância – e eu permiti que ele fumasse, se me prometesse manter as boas notas e o bom comportamento. O único prejuízo que ele tem dado até então, era esvaziar os armários quando ficava com fome.

— Não tem fumado na rua, tem?

— Claro que não – respondeu prontamente. — você disse para eu não fazer isso em nenhum outro lugar que não fosse em casa.

— É bom que seja assim – passei a mão na testa, preocupada. — Você tem sorte de ter a irmã que tem. Eu ainda deixo você ficar com essas coisas, por mais que…

— Eu sei, eu sei. Mas você não tem mais as ideias erradas sobre isso, tem?

— Não, mas ainda assim. Preferia que não ficasse usando isso. Eu sou policial, Chris, eu prendo quem usa essas porcarias. Aliás, eu devia prender seu traficante.

— Boa sorte – disse ele, sorrindo cinicamente – em prender um menor.

Fuzilei-o com o olhar e ele encolheu os ombros, voltando-se para o computador. Fui para a porta, mas, antes de sair, olhei para trás.

— Onde está sua irmã? – perguntei. — Não a vi em lugar algum e as luzes da casa estavam todas acesas.

— Ah, Taylor estava aí com uns amigos, acho que ela saiu.

— Saiu? Saiu pra onde? – indaguei, temerosa. — Que amigos?

— Não sei, Lauren, eu não sou a babá dela. Deve ter saído com o Sharman.

— Sharman?! – gritei, assustando Chris.

— Não ficou sabendo? Eles voltaram…

Saí do quarto apressadamente. Peguei o celular do bolso e disquei o número de Taylor. Chamava e chamava, mas ninguém atendia. Eu estava irritada, não, eu estava muito mais que irritada. Eu não conseguia nem ao menos pensar em uma palavra para exprimir o que eu sentia.

A pior parte de uma rebelde sem causa como irmã mais nova, é vê-la namora os caras errados e não poder fazer absolutamente nada sobre isso sem que ela me odeie. Taylor e eu tínhamos problemas sérios, mas em grande parte por conta do comportamento irresponsável dela. Eu fazia o papel de mãe “megera” e Taylor fazia questão de jogar na minha cara que eu não era nada para ela a não ser um estorvo.

No último verão ela conheceu Daniel, que já não era mais um colegial, tampouco universitário. Ganhava a vida com o dinheiro da família e queimava centenas de dólares em curtição por toda Miami. Eu o vi três vezes em situações muito desagradáveis e em uma delas eu o levei preso. Não ficou lá por mais que uma noite, mas ameaçou me colocar na justiça. Ele só não conseguiu talvez por intermédio de Taylor que, em algum lugar no fundo de sua alma, ainda tinha algum respeito por mim. Ele dizia que podia acabar comigo se quisesse, por conta de seu dinheiro e influência. E eu dizia a ele que não dava a mínima para suas ameaças de moleque mimado.

O problema agora era que ele estava saindo novamente com Taylor. Ela não havia falado nada para mim, pois sabia que eu questionaria sua decisão. Meu pai não dava a mínima para essas coisas, ele dizia que os assuntos de minha irmã só cabiam a ela, pois com quase 16 anos ela já sabia discernir o certo do errado. Um pensamento totalmente irresponsável da parte dele.

Fui para o meu quarto, ainda tentando ligar para Taylor. Sem resposta, fui tomar um banho gelado. Deixei o celular na pia, com a tela virada para caso recebesse alguma ligação e entrei no chuveiro. Com a testa encostada na parede, fechei os olhos e deixei a água fazer seu trabalho em meu corpo. A medida que eu me refrescava, os pensamentos em minha cabeça iam se atenuando e sendo levados para outras áreas da minha vida.

Minha mente me transportou para a fazenda de minha avó no condado de Palm Beach, especificamente em Boynton Beach. Lá eles cultivavam muitas coisas, mas sua maior plantação era de morangos. Não eram os melhores morangos que eu havia provado. No entanto, só eles tinham o gosto da saudade. Numa dessas viagens, eu conheci Lucy Vives. Ela era filha do gerente do clube de arco e flecha em Delray Park e vivia em uma fazenda mais ao sul. Quando minha avó ficou doente e não pôde nos receber, meu pai declarou que não tínhamos viajado até Palm Beach para nada, então encontrou esse clube no caminho para o centro. Mike ficou realmente feliz por ter achado algo para fazer naquela região, mas ele ficou ainda mais contente por ter conseguido nos deixar satisfeitos com a nova programação.

Eu não estava nem um pouco familiarizada com um arco, então o instrutor, Carlos, veio em meu socorro. Porém, meus pais, que pareciam mais animados que eu para praticar, estavam precisando de mais atenção. Então ele chamou sua filha, Lucy, para me ajudar. Foi a primeira vez que me senti impressionada apenas com a aparência de alguém. Digo, ela era normal, mas, a forma como me recebeu, com aquele sorriso largo e os olhos doces, fez meu pequeno coração palpitar.

Lucy me ensinou tudo que sabia sobre arcos e mostrou o que eu devia fazer para acertar o alvo – e assim tivemos nosso primeiro contato físico: ela ficou atrás de mim, com uma das mãos endireitando meu ombro, sua boca perto da orelha, explicando diversas coisas sobre a importância da postura. Sua mão ficou sobre a minha quando segurei o grip, parte do arco que devemos empunhar. Lembro de ter ficado nervosa, como quando o garoto que eu era apaixonada na escola elogiou meu cabelo.

Depois disso, meus pais ficaram amigos da família Vives e a partir daí nós começamos a frequentar bastante o clube. Eu via Lucy apenas nas férias, mas mantínhamos contato por telefone. Quando ela se mudou para Miami, foi uma festa só. Ela mergulhou fundo no novo mundo e me levou com ela também, mas sempre me limitei bastante às coisas que nos eram apresentadas. Porém, minha amiga sempre me passou uma confiança enorme. Eu sabia que, por mais perigosa que a ideia parecesse, Lucy sabia o que estava fazendo.

Minha mente então levou-me mais adiante nas memórias.

No meu aniversário de quinze anos, dispensei a festa e optei por ir a um show da turnê mundial do Muse, The Resistance Tour em Tampa, Flórida. Fomos juntas com mais três amigos (Dinah, Josh e Tyler) no carro de um deles, sem adultos supervisionando a viagem. Ainda tenho muitas recordações desse dia em uma caixa no meu guarda-roupa, entre elas a foto do meu primeiro beijo.

Era uma foto instantânea da câmera de Dinah, um pouco borrada e com uma iluminação horrível que deixou Lucy e eu parecendo fantasmas. Lembrar que a primeira pessoa que beijou meus lábios foi minha melhor amiga me causava uma sensação estranha, mas não desagradável.

Naquela época eu era apaixonada por ela e ela sabia disso.

Aproveitando a ocasião do meu aniversário e o calor do momento ao ouvir Bellamy cantar o refrão de “Time is Running”, Lucy se inclinou e tomou meus lábios. Fechei os olhos por reflexo, ora, pois, ela veio de repente na minha direção, eu não tive outra reação. E mesmo com olhos fechados, soube que o flash havia sido acionado naquele instante. Em seguida, a risada de Dinah ecoou do nosso lado e ela retirou a fotografia da câmera, balançou no ar e mostrou para mim.

Tudo foi tão rápido que eu não tive tempo na hora de pensar que eu havia beijado alguém pela primeira vez. Eu basicamente soube pela foto como foi. Dava para ver que fechei meus olhos com força, minhas mãos estavam no peitoral de Lucy, como que para afastá-la, e ela tinha as mãos em minha cintura. Só depois de estudar a foto que resolvi olhar para Lucy: ela estava com aquele sorriso atrevido que costumava me causar arrepios.

Depois do show, Dinah e os outros foram para o hotel. Lucy e eu decidimos ir ao La Teresita, um restaurante próximo dali e o único que servia o tipo de comida que queríamos aquela noite. Resolvemos ir andando para economizar dinheiro e lembro que durante todo o trajeto, eu olhava de soslaio para ela com medo (ou na expectativa) que ela me beijasse de novo. Não aconteceu e eu me senti idiota por isso. Recordo de ter ficado furiosa também. Quando penso nisso, me sinto tão estúpida! Mas, na minha mente adolescente ficar puta por não ter respostas para perguntas como “por que eu não continuei o beijo? Por que ela não tenta me beijar de novo? Por que eu estou tão nervosa?” fazia todo sentido.

Aproveitando-se da minha inocência e da minha paixão por ela, Lucy, apenas um ano e meio mais velha que eu, conseguiu foder minha mente por um bom tempo. Só depois de nove meses é que eu consegui reunir coragem para perguntar tudo que eu queria em uma viagem que fizemos a uma pequena cidade próxima a Orlando para comemorar o 4 de julho com os mesmos amigos do show.

Após o espetáculo dos fogos e de apresentações maravilhosas no Crane's Roost Park em Altamonte Springs, dirigimos por quase vinte minutos até pararmos no Pat O'brien's, um bar diferenciado que funcionava como um albergue. Eles queriam beber, mas avisei a eles que não daria certo.

— Tenta pensar positivo – disse Tyler, tentando acender um beck grosso. — A gente só vai nesse bar pra falar que fomos em um bar. Consegue acompanhar meu pensamento? É só para mostrarmos que podemos – ele semicerrou os olhos enquanto puxava a fumaça para dentro, então estendeu para mim. Neguei e ele deu de ombros. Josh pegou o beck de sua mão e tragou. Dinah estava do meu lado, olhando para o bar.

— Gente – Dinah abriu a janela do carro, estudando o movimento lá fora. — Temos que entrar todos juntos?

— Acho que só precisamos de uma pessoa para comprar as cervejas. – disse Lucy, colocando o braço no meu ombro.

— Vai lá, Tyler.

Tyler não estava nesse mundo. Os olhos injetados e profundos denunciariam o quão chapado estava. Eu só conseguia rir de suas caras e bocas enquanto ele tentava justificar por que não iria até lá para comprar as bebidas. Enquanto me entretinha com Josh, Dinah e Tyler discutindo, ouvimos a porta do carro bater. Pela janela vimos Lucy entrar no bar e falar com a garçonete. Quando eu comecei a achar que tudo ia dar certo, um homem muito alto saiu do bar com cara de poucos amigos. Ele conversou com Lucy por poucos minutos. Os braços cruzados, a expressão amarrada deixaram claro que não podíamos ficar ali.

— Tentei né. – minha amiga disse ao abrir a porta do carro. — Ele disse que chamaria a polícia se não formos embora.

— Vamos dar o fora daqui – Josh deu partida e Dinah colocou “DONTTRUSTME” de 3OH!3 para tocar quase no último volume. Tyler começou a batucar o porta-malas em um ritmo estranho, mas Jane o acompanhou, cantando.

Dirigimos sem rumo por alguns minutos até pararmos em um bar meia boca. Dinah ficou responsável de conseguir as bebidas. Não precisou fazer muito, logo convenceu o velho barrigudo a vender grades de cerveja para um bando de adolescentes inconsequentes.

— Da próxima a gente vem já com a bebida. – disse Tyler — De quem foi a ideia de não trazermos tudo de uma vez?

— Sua! – dissemos em uníssono.

— E por quê?

— Porque esqueceu de comprar as coisas em Miami, seu idiota. – falou Josh, dando um soco no braço do amigo.

— Ei, está tudo certo agora. – Dinah deu uns tapinhas no ombro de Josh. — Vamos, já estamos ok de bebida. Meninas, precisam de algo?

— Ah! Compramos uns salgadinhos, não foi? Está tudo aí?

— Você só pensa na comida, Lauren, é por isso que-

Lucy interrompeu Tyler com um tapa em sua cabeça. Ele virou-se para ela indignado.

— Eu ia dizer “é por isso que eu gosto dela”, sua mula.

Não conseguir segurar o riso ao ver Tyler tão comicamente revoltado. Lucy abriu a boca para discutir com ele, mas ao me ver rir, ela simplesmente manteve o olhar em mim. Mordi o lábio, nervosa.

Dirigimos até Clearwater, uma das praias mais próximas de Orlando. Lá nos instalamos e fizemos uma fogueira agradável. Lucy e eu ficamos um pouco afastadas de Tyler, Josh e Dinah que já haviam começado a beber. Sentei na toalha de praia, abraçando os joelhos, para olhar o mar escuro mais adiante. Haviam apenas alguns pontos luminosos no horizonte que julguei serem pequenas navegações ou olhos de monstros marinhos. Ri sozinha daquela ideia. Baixei a cabeça para desenhar algo na areia, rezando para que Lucy não tivesse notado.

Como eu podia começar a conversa sobre o que aconteceu no show? Eu já havia dito a ela que precisávamos conversar, mas, novamente, eu não conseguia tomar iniciativa para sequer encará-la. Eu era mesmo uma covarde. Uma burra, medrosa, eu não conseguiria jamais fazer as coisas que eu queria porque eu era uma…

Ouvi Lucy rir baixo.

Virei o rosto apenas para vê-la dar aquele sorriso desconcertante e inclinar seu corpo sobre o meu.

Prendi a respiração.

Meu celular começou a tocar e vibrar na pia, trazendo-me de volta para o presente. Ainda dentro do box, tentei identificar quem me ligava pela tela. Não tinha nome nem número.

— Chamada desconhecida? – disse a mim mesma. Saí do box, enxuguei as mãos e me enrolei na toalha, então atendi. — Alô?

— Lauren— disse a voz do outro lado do telefone, a ligação estava horrível, mas pude ver que era uma voz feminina. — Me ajude, por favor, venha me buscar!— uma onda de horror me atingiu quando identifiquei a voz embargada de minha irmã.

— Taylor?! Você está bem? – perguntei, saindo do banheiro e indo para o notebook, automaticamente.

Minha mente de súbito apagou toda as emoções que eu poderia sentir ao ouvir minha irmã naquele estado. Se eu surtasse agora, não conseguiria achá-la. Conectei o celular ao notebook e abri o programa de rastreamento de chamada.

Fique calma, Lauren.

— Continue comigo – pedi. — Onde você está?

— Cocon-

— Taylor?!

A ligação foi cortada antes que eu pudesse localizar as coordenadas exatas de onde ela estava, mas comparei a intensidade do sinal de Taylor em várias torres de celular e por meio da triangulação pude diminuir a área de busca.

Opa-locka. Não teria problema algum caso não fosse o lugar com maior incidência de tráfico de drogas de toda a Miami, o que complicava a situação para mim. Ir para lá sem reforços seria suicídio, mas eu precisava buscar minha irmã.

Vesti as roupas que havia pegado enquanto falava com Taylor ao telefone, botei a pistola no cós da calça. Peguei a jaqueta preta pendurada na porta e a vesti para esconder a arma. Desci as escadas apressadamente, nem mesmo avisei Chris, apenas corri até a Harley-Davidson que roncou forte ao ser ligada.

Acelerei a moto de maneira tão brusca que a roda dianteira derrapou em meia-lua, mas consegui reaver o equilíbrio e segui em direção a Opa-locka.

Pedi aos céus para que aquela noite não terminasse em tragédia, mas, se Taylor estivesse machucada… Eu não sei o que eu faria. Fechei o visor do capacete e segui noite adentro, rasgando as ruas luminosas de Miami.

Notas finais
Então, o que acham? sigam no twitter @fightforcamila
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.