Notas iniciais
não se esqueçam de comentar heim, boa leitura á todos!

– Você já veio aqui antes? – apontava na direção de uma cantina italiana, que era muito bonita tinha mesas de madeira com toalhas quadriculadas.

–Não, eu nunca tinha vindo aqui antes parece ser muito boa á comida daqui.

– Não parece ser muito boa é uma maravilha é o meu restaurante preferido quando venho para o sul. – disse enquanto se sentava, vindo assim o garçom com os cardápios.

– Boa Noite, o que vão pedir?

– Eu vou querer um capelete e você Can o que vai querer?

– Eu quero o mesmo. – entreguei o cardápio ao garçom e Anthony fez o mesmo depois se virando pra mim, ficou me encarando como fez da última vez parece que ele tem o dom de tentar me decifrar ou coisa do tipo. Eu estava distraída por isso nem liguei muito, mas depois sentir meu rosto queimar e vi que ele tentava procurar meus olhos mas eu olhava em outra direção.

– Um dólar pelos seus pensamentos. — ele riu, e depois segurou em minha mão posta em cima da mesa.

–Que isso não to pensando nada demais, só tava distraída. – sorri e tirei a minha mão que estava embaixo da sua pra arrumar o cabelo, vi que sua feição mudou quando eu fiz esse gesto ele ficou confuso, creio que ele achou que eu não queria esse tipo de contato com ele, mas poxa eu já tinha beijado ele é claro que eu queria isso, queria mais muito mais.

Nossos pedidos chegaram e eu estava morta de fome, eu comi com tamanha voracidade que Anthony chegou a me olhar assustado, mas eu nem liguei. Acabamos de comer, pagamos a conta e fomos dar um voltar pela cidade, sentamos em uma banco de praça e começamos a conversar sobre nossas vidas, ele me contou da banda que já estava no seu sexto álbum e que faziam muito sucesso em Los Angeles.

– Então Can gente tá aqui falando sobre tudo, mas até agora não falou do que aconteceu ontem. -isso me pegou de surpresa eu não sabia o que dizer foi um beijo oras e nesse beijo eu senti o mais pleno sentimento de minha parte eu queria dizer isso com todas as letras mas tinha medo de ser má interpretada.

– Verdade, sinceramente eu não sei o que dizer você me pegou desprevenida e eu quis muito aquilo. – ele estava de cabeça baixa e levantou quando eu disse que eu quis muito o beijo.

– Candice, eu não sei ao certo os meus sentimentos é tudo muito recente, mas eu sei de uma coisa eu não paro de pensar em você, o jeito que você me olha, esse seu sorriso e aquele dia você dançando comigo no palco e depois na festa é uma coisa incontrolável... – eu não deixei que ele terminasse de falar e já o surpreendi com um beijo e ele retribuiu foi um beijo lento e eu sentia suas mãos em torno da minha nuca fazendo mais uma vez eu me arrepiar eu acariciava seu cabelo até que nossas bocas se afastaram, ele queria me dizer uma coisa mais eu não deixava porque eu o impedia dando-lhes beijos rápidos até que ele conseguiu me segurar e enfim dizer o que tentava há mais de 20 minutos eu ria daquela situação ele me segurando para eu não beija-lo.

– Candice, eu vou embora amanhã. – parei de sorrir e baixei meu olhar eu estava triste pois o conto de fadas acabava hoje. – Eu sinto em ir, mas eu tenho que voltar a Los Angeles se eu pudesse levava você junto, mas você tem uma vida aqui e eu não quero destruir a sua vida com um simples beijo.

– Eu sei Anthony, foi bom em quanto durou. – sai de lá correndo em direção a minha casa, ele gritava meu nome, mas eu não olhei pra trás, meus olhos agora jorravam lágrimas, entrei em casa correndo e fui direto pro meu quarto eu sei que eu tava sendo infantil, me comportando como uma adolescente idiota, mas eu tinha ficado triste com isso eu tava gostando mesmo daquele cara, e agora do nada ele me dava a noticia de que tinha que voltar pra mim isso foi meio que o fim, parei de chorar e ouvi uma gritaria vindo lá de baixo eu tinha certeza de que era minha mãe e George brigando, enxuguei as lágrimas e desci.

– Mary, me deixe em paz você parece a minha mãe, eu não lhe devo satisfações da minha vida se eu deixo ou não de ficar com alguém o problema é meu.

– Como é? Você é meu marido me deve satisfações sim, acha que só porque eu sustento essa casa, você acha que vai deitar e rolar e trazer vagabundas pra cá pra se divertir você está completamente enganado seu filho da puta. – quando minha mãe terminou de dizer essa frase ele de imediato acertou minha mãe em cheio com um soco que a fez cair no chão com a boca sangrando, eu corro na direção dele impedindo que continue as agressões, eu sabia que ele batia em minha mãe, mas nunca bateu nela na minha frente e quando vi aquela cena quis matá-lo. Minha mãe se levantou e me segurou para que eu não batesse nele.

– Mãe o que você tá fazendo? Ele te bateu não me impeça de acabar com esse infeliz- dizia enquanto eu tentava me soltar.

– CANDICE NÃO ENCONSTE NELE. –ela gritava e eu conseguir me soltar e olhei pra ela confusa e com raiva.

–Como é que é você prefere que ele te bata até você morrer?

– Olha como fala comigo, você mora debaixo do meu teto não aceito que você me desrespeite.

– É, mas você aceita que esse bêbado te bata, te traia e faça mais um monte de coisa com você?! E quando eu vou tentar te ajudar é assim que você me agradeci. Tudo bem então fique com ele, que vocês sejam muito felizes.

Subi para o meu quarto e lá enchi uma mochila com roupas, peguei o dinheiro que tinha guardado há anos enfiei na bolsa e passei correndo pela sala em direção porta era a hora de eu me mandar dessa casa eu não aguentava mais a minha mãe protegendo esse cara como se eu fosse á vilã da história e ele o mocinho. Eu não sabia pra onde ir era tarde da noite e ás ruas frias e vazias da cidade me fizeram chorar e pensar na minha mãe e em Anthony. Andei, andei e sem me dar conta fui parar na frente do hotel onde a banda estava hospeda, entrei e pedi pra ver Anthony subi bati na porta e quando ele abriu a porta me joguei aos prantos em seus braços.

– Candice o que aconteceu?

– Eu sai de casa, George bateu em minha mãe e ela ficou do lado dele quando eu tentei acabar com ele. – disse enquanto enxugava minhas lágrimas na camisa de Anthony que estava jogada na cama.

– Ai aquele filha da puta, e agora Can o que vai fazer? Pra onde vai? Não, não precisa me responder venha conosco pra Los Angeles. – apesar do momento inoportuno eu fiquei feliz pelo convite. – E ai aceita vir conosco?

– Seu não for dar trabalho, eu aceito sim obrigada pelo apoio Anth. –ele abriu um lindo sorriso me deu um abraço e sussurrou no meu ouvido:

– A minha namorada nunca incomoda.