Sherlock - Found The True Love

3 - Mas o que isso significou pra você?


Notas iniciais
êa leitores! 8D
esse cap eu não escrevi rápido não... eu escrevi na velocidade da luz! heuehue'
mas eu agaranthu que vcs vão gostar õ/
Boa Leitura!

O despertador do celular tocou, inútil, pois seu dono já havia acordado há muito.

Minho permanecera na cama, assistindo a luz do sol que entrava preguiçosa no local. O dia estava quase chegando ao fim, e os indícios de uma tarde quente eram trazidos pela brisa que entrava no quarto. Aquele era finalmente, o primeiro dia em que a primavera fazia juiz ao nome. Nunca um inverno havia demorado tanto para transigir a primavera, mas Minho não se importou muito com isso.

Sentou na cama e imaginou por onde começaria. Antes de sair em círculos pela cidade, ele procuraria as melhores opções na coluna de empregos disponíveis no jornal. Seria o mais fácil e inteligente a se fazer.

Forçou seus pés preguiçosos à levarem-no para o banheiro, onde fez sua higiene matinal antes de sair de casa.

Seus passos eram lentos e Minho distraía-se a cada passo. A transição do dia para a tarde estava se tornando quente, mas os resquícios de um final de inverno ainda eram perceptíveis.

Foi até uma banca de revista onde comprou o jornal. Separou a coluna de empregos e jogou todo o resto no lixo, pois somente esta parte o interessava.

Sentou num banco da praça e começou a ler os anúncios, e a cada palavra filtrada pelo seu cérebro fazia com que crescesse a preocupação em seu coração. A palavra que o mais trazia desilusão era experiência. Em todos os anúncios de empregos disponíveis eram necessários ao menos seis meses de experiência.

Deixou seu pescoço cair para trás, fechou os olhos e puxou todo o ar que seus pulmões pudessem suportar, soltando-o lentamente.

– Dificuldade de achar algo que te sirva? – O moreno foi surpreendido pela voz próxima ao seu ouvido. Abriu os olhos e procurou o dono daquela voz doce e encontrou, sentado ao seu lado, uma garota delicada, com roupas casuais e uma Canon EOS 7D pendurada em seu pescoço.

– Hm... é. Tudo precisa de experiência... eu não tenho isso.

A garota analisou os papéis nas mãos de Minho.

– Você é fotógrafa, né? – Perguntou, curioso.

– Hm?... Ah, sim. Eu sou.

– Precisa de experiência pra isso? – Minho parecia uma criança curiosa de 6 anos.

A garota riu. – Precisa, sim. Mas, sabe? Eu conheço uma empresa de moda que está a procura de modelos, não é necessário experiência.

– Modelo? Eu? Tsc, Tsc.

– Você tem porte pra modelo, sim.

– Jura?... Será que eu tento? – Desviou o olhar, pensativo.

– Você só precisa de um book, e isto eu mesmo posso providenciar pra você.

– Nossa, sério? Mas quanto isso vai custar?

– Em torno de 100 wons, a depender da quantidade de fotos.

Minho que tinha uma expressão sonhadora e altamente concentrada nas palavras do rapaz agora tinha sua face triste e desesperançosa.

– Que foi? Está muito caro? Eu posso abaixar o preço se quiser e...

– Não, não é isso. – Forçou um sorriso, que se desmanchou com a mesma rapidez que fora feito. – É só que... esqueça. Eu topo fazê-lo.

A garota sorrindo, olhou seu relógio, pegou um cartão no bolso e entregou a Minho.

– Meu cartão se precisar de algo. Tenho que ir agora, até outro dia. – Reverenciou-o formalmente.

O jovem analisou o cartão em suas mãos, e direcionou o olhar à garota que se distanciava.

ParkSun Young

10 3756 9875


Pegou o restante do jornal e jogou-o no lixo. Já não havia mas nada ali que o interessasse. Voltou pra casa feliz e radiante, pois sabia que o que fazia teria um fim.


X

Sulli estava radiante. Onew a convidara para almoçar naquele primeiro dia da primavera, no restaurante do qual a garota adorava.

Ela tinha vontade de saber se aquilo que havia acontecido ontem não era um sonho, mas o que ele mais queria perguntar era em que estágio eles estavam no sentido de um relacionamento. Estavam namorando ou aquilo foi apenas um erro cometido por ambas as partes? A donsaeng tinha medo dessa última opção.

Onew tinha prometido ir busca-la em seu prédio, e por isso ela estava na varanda, procurando algum sinal daquele Mazda Shinari.

Recebeu um SMS que pensou ser de Onew, mas ao olhar a tela, descobriu que tratava-se de Krystal.

Preciso conversar com você, me liga assim que puder, ok?
Kisseu. Krystal Unnie ^o^

Sorriu levemente. Eram amigas desde a infância, e dependiam muito uma da outra.

Ligou para ela assim que terminou de ler a mensagem, saindo do apartamento, pois Onew já havia chegado e a esperava encostado no carro.

– Unnie? Queria falar comigo, né?

Sim.. mas não por celular, se possível.

– Tem que ser agora?

Não, não... não precisa ser agora se estiver ocupada, mas me ligue assim que puder me encontrar, ta bem?

– Ta bem. Até mais Unnie.

Até mais donsaeng.

Desligou o celular e levantou a cabeça, procurando os olhos de Onew. O mais velho sorria calorosamente, esperando pela garota.

– Oi oppa! – Sulli tentou depositar toda a sua atenção no mais velho, mas a garota é bastante curiosa e não iria parar de pensar e tentar deduzir qual assunto Krystal queria conversar com ela.

– Oi minha pequena. – Onew depositou um beijo na testa da donsaeng.

Evitaram se abraçar ou qualquer outro ato de afeto em que o tato estivesse presente para que não chamassem a atenção dos olhares sobre eles. Adentraram no carro e seguiram para o restaurante, enquanto Sulli ainda lutava com seus neurônios tentando esquecer a mensagem de texto e tentando se concentrar em começar algum assunto que durasse, para quebrar o silêncio incômodo que pairava no interior do carro.

– Onew... – Pronunciou, apreensiva.

– Sim, Sulli? – O mais velho continuou mantendo seu olhar focado na pista.

– O que... – Respirou fundo e fechou os olhos, abaixando a cabeça. – O que exatamente aconteceu ontem? – Se manteve desta forma até receber uma resposta. Mas ao invés da resposta, recebeu o silêncio. Um silêncio muito mais desconfortante que antes da pergunta ser efetuada.

– Nós nos beijamos, Sulli. Foi isso. – Respondeu em longos 10 segundos. Os 10 mais longos da vida da menina.

– Mas o que isso significou pra você? Oppa, você realmente quis fazer aquilo? Eu quero dizer... bem, poderia ter sido um impulso e...

– Sulli, calma. Uma pergunta de cada vez, minha pequena. – Onew procurou os olhos da garota, que imploravam há muito por um contato visual. – Significou muito pra mim, ta? Espero que tenha pra sido você também. – Voltou a dar atenção a rua. – Há muito tempo eu venho querendo fazer aquilo, mas eu sempre me preocupei que você pudesse não gostar e consequentemente não quisesse mais a minha amizade. – Finalmente chegaram ao estacionamento do restaurante. – Foi a maior alegria que já havia me acontecido quando você aceitou aquele beijo. Ah, Sulli... se você soubesse o quanto eu quero ter você pra sempre... – Parou de falar somente por ter sido pego de surpresa em um abraço, efetuado pela donsaeng.

– Oppa, você não sabe o quanto eu esperei pra ouvir isso sair da sua boca... – Sentiu seus olhos esquentarem e fechou-os, numa tentativa de bloquear um futuro choro descontrolado. Mas não pôde evitar que umas poucas lágrimas rolassem pelo seu rosto.

Desvencilharam o abraço e saíram do carro. Sulli passava as mãos pelas bochechas inúmeras vezes, limpando as lágrimas. Mas seu rosto já estava vermelho e um tanto inchado, então era inútil limpá-las pois qualquer um que a visse diria que havia chorado há alguns minutos atrás.

Entraram no restaurante e almoçaram tranquilamente, conversaram, riram, enfim. Depois do que Onew havia dito, Sulli tivera certeza de que seu coração não errara em ter escolhido esse homem pra se apaixonar pela primeira vez, Mas uma dúvida ainda a atormentava. O que ela era de Onew? E o que Onew era dela?


Continua...

Notas finais
e ai... foi o esperado? gostaram? ta xoxo não né? *0*