Sherlock - Finding The True Love
25 이십오 장 - Não chore mais, então.
Notas iniciais
então eu tô adiantando o cap 25 aqui pra vcs já que ta todo mundo curioso pra saber qual o barraco que o Key vai fazer... e o barraco que o Tae vai fazer...
Boa Leitura!
Suas mãos vacilaram, seu corpo gelou e seus olhos nervosos tinham dificuldade em focalizar algo. Suas pernas enfraqueceram e o garoto deslizou as costas pela parede até se sentar no chão.
– Choi… Choi Minho?
– Sim. Preciso conversar com você.
– Me desculpe mas eu acho que não temos nada pra ser conversado.
– Me encontre no porto ainda hoje. – Disse o mais velho, ignorando completamente a frase dita pelo outro anteriormente. – Não posso falar agora, tenho que ir.
Embora nenhum som saísse do celular agora além do de chamada encerrada, Taemin ainda o mantinha no ouvido, sentado num corredor, olhando para um nada branco.
– Oi amor! – Selou os lábios aos do menor. – Com quem estava falando?
– Nossa… que curioso! – Minho retrucou, tentando esconder a tensão no seu rosto.
– Ah, pensei que fosse algo importante…você parecia tão preocupado… – Retirou a camisa – Não era o seu chefe… era?
– N-não… não, mas é que surgiu um problema e eu vou ter que dar uma saidinha. – Levantou e foi para o banheiro.
– Tuuudo bem… – Murmurou arrastado, fechando a porta do quarto.
Os dois se encaravam sem expressão.
O vento era essencial naquele momento. Entrava calmo no quarto, resfriando o sangue daqueles dois corpos envoltos por um momento intenso.
Uma explosão de emoções acontecia dentro daquele quarto, sentimentos tão intensos compartilhados apenas pelo olhar.
– Por… que… fez isso? – Key arriscou em dizer, hesitante.
O outro demorou a responder, processando a frase e formulando uma resposta, deixando o mais novo gradativamente ansioso.
– Bem, eu… fiquei sabendo de toda a história e-
– Não, Jonghyun. – Pausou por um momento, pois sentira uma pontada no coração ao pronunciar aquele nome.
– Não se preocupe, você vai ficar bem. – Levantou com dificuldade e tentou se encaminhar à porta.
– Por que não me contou?
– Isso não importa, eu só quero que você esteja sempre bem e saudável, e tudo o que eu fiz era o que eu podia fazer no mínimo, por ter te prejudicado desta maneira. – Sorriu de leve.
Key quis sorrir, mas seu orgulho não lhe permitiu.
– Kibum, você pode me dizer não, eu entendo… – Virou-se. – Mas eu quero lhe pedir desculpas. Eu baguncei tudo na sua vida… eu estraguei tudo. Eu entendo que você não queira mais olhar na minha cara e eu respeito isso. Mas eu te peço… com todas as forças que ainda me restam… nunca fique triste, nunca chore. Você não sabe como me dói o coração te ver chorando, e se for o necessário pra que isso não aconteça de novo, eu sumo do seu caminho. – Curvou-se formalmente. – Adeus, Kibum. – Virou-se e abriu a porta.
– Não percebe que eu vou chorar para sempre…? – Pausou a fala, pondo-se de pé. – Não percebe que eu vou continuar chorando todas as noites antes de dormir… sabendo que você não vai estar ao meu lado quando eu acordar? – Deixou escapar uma lágrima. – Eu não consigo mais dar um passo… se você não estiver segurando a minha mão.
O rapaz parou seus passos. Virou-se vagarosamente e fitou o outro, que lutava contra o seu choro.
Não respondeu nada, o que deixou Kibum aflito.
Voltou a caminhar, mas agora sua direção era para dentro do quarto. Seus passos eram rápidos e precisos. Quase correu até o outro homem, parando à sua frente. Os rostos à centímetros de distância. As respirações se chocavam, assim como sentimentos nos olhares.
Jonghyun procurou o fundo dos olhos do menor. Procurou dentro daqueles olhos negros e chorosos o perdão. Era difícil, mas o homem procurou.
Encontrou somente quando o outro, num movimento rápido, beijou-o. E percebeu que o perdão não estava nos olhos daquele loiro, mas sim no seu beijo.
As línguas eram tímidas, e se tocavam com hesitação. Nenhum dos dois sabia ao certo o que fazer no momento, mais deixaram que as línguas os conduzissem na dança da qual estavam fazendo.
Quando se separaram, Key permaneceu com os olhos fechados, enquanto Jonghyun limpava com o polegar as poucas lágrimas que teimaram em cair.
– Não chore mais, então. – Abraçou-o. – Pois eu vou estar sempre do seu lado, segurando sua mão.
Seus passos foram lentos, pois quanto mais ele demorasse para chegar ao local “desejado”, era melhor para os dois.
Quando avistou o moreno no cais, seu coração falou uma batida.
Os passos foram gradativamente lentos, e os mesmos cessaram de imediato quando o outro se virou para encará-lo.
Sentiam a dificuldade para se manterem eretos, pois o vento que soprava no cais era violento e sacudia as roupas e cabelos dos dois homens com voracidade, chegando a machucar os rostos e corpos.
– O que você quer? – Disse Taemin, frio.
– Tem tanta coisa… que eu nem sei por onde começar…
– Olha, não basta você ter feito aquilo comigo? Você tem que tentar destruir a vida do Key também, não é? Minho… porquê você não esquece que agente existe, hein? Por favor… não faz agente sofrer mais… – Desviou o olhar e suspirou. – Não me faça sofrer mais… – Virou-se e foi caminhando.
– Taemin! Não entende que eu sempre amei você?
O garoto parou. Não virou, mas esperou para ouvir o que o outro tinha a dizer.
– Sabe… eu não podia namorar você porquê eu tinha um contrato com aquela droga de lugar… mas eu sempre amei você. Aquele beijo… foi verdadeiro, e saiba que eu depositei todo o amor que eu sentia por você nele… todo o amor que eu ainda sinto.
O garoto se virou e o fitou incrédulo.
– Amor? O que você sabe sobre isso? Minho, você realmente já amou alguém nessa sua vidinha miserável? – Andou em passos rápidos até ficar cara à cara com o outro. – Você me beijou na frente de todo mundo, Minho. Você me beijou na frente dos meus pais. Eles me colocaram para fora de casa por conta disto e eu não me importei. – Prendia o choro com todas as forças que possuía. – Eu não me importei porquê eu tinha você. Ou melhor, eu achava que tinha. – Desviou o olhar. – Bati na sua porta pensando que você fosse me acolher, mas você já tava acolhendo outra pessoa por uma hora, né? Desgraçado. – Fitou-o novamente. – Olha, ainda bem que eu tinha o Key, viu? Se não fosse por ele eu tava na rua. Daí agora, depois que eu consigo construir o meu castelo, você vem pra acabar com tudo de novo? E AINDA QUER SE DESCULPAR?
Taemin tinha a completa e absoluta razão e Minho sabia disto. Sabia e aceitava.
– Tae… procure entender o meu lado… eu não tive escolha. Eu precisava disto pra me manter…
– Que seja. Ficasse com o seu emprego. Mas não me iludisse daquela maneira… – Saiu, deixando o outro sem resposta, muito menos expressão.
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