Sherlock - Finding The True Love
23 이십삼 장 - Droga de corredores iguais.
Notas iniciais
Acontece que a miséria do meu irmão não veio pra casa no domingo como ele disse... então eu pedi pra ele me passar a pasta por e-mail.................cês não sabem o quanto eu to rezando pra que ele não fuce o q q tem na pasta uhaeuheuaueuh'
okay...
finalmente posso dizer... Boa Leitura! *-*
Seus olhos corriam rápidos e confusos pelo lugar, tentando processar aqueles rostos e associá-los à nomes conhecidos.
O primeiro que seu cérebro foi capaz de reconhecer era Taemin, que sentando ao seu lado segurava sua mão, visivelmente preocupado.
Ao entender que estava em um hospital, Kibum somente se fez mergulhar em mais dúvidas, e ao mesmo tempo em que seu cérebro tentava encontrar os pontos para ligar o quebra-cabeça, seus olhos nervosos procuravam encontrar uma figura de um homem do qual não estava ali.
Ao percorrer os olhos pelas pessoas que ali se encontravam, Key achou uma pessoa da qual não gostaria de ver tão cedo.
– O que ela está fazendo aqui? – Kibum direcionou sua pergunta à Taemin, mas não tirou os olhos de Krystal nem que por um segundo.
– Ela veio fazer companhia à Sulli quando eu não pude estar no hospital.
– E o que essa vadia está fazendo aqui também? – Key olhou para Sulli e em seguida fechou os olhos. – Aish...! E pensar que eu gostava tanto de você, garota... – Permaneceu com os olhos fechados, mas agora sem saber à quem se referia.
Kibum já sabia de tudo, pois como dito antes, Taemin não lhe poupava de nada.
As garotas se entreolharam e abaixaram suas cabeças.
Taemin não defendeu Sulli quando seu hyung a insultou pois sabia que era a verdade. Sempre soube que ela só queria a sua amizade para transformá-la num possível namoro. E soube disto quando ela o beijou contra a sua vontade naquela balada no domingo. E se sentiu a pessoa mais idiota do mundo por não ter dado ouvidos a Onew, que teve o seu ciúme como um alerta, um presságio. E tal presságio se concretizou naquela noite.
Ninguém que tenha passado pela situação que aquele homem passou sabe a dor que machucava seu coração ao assistir aquela cena cujo seus olhos não queriam poupá-lo, obrigando-o a assistir a sua dolorosa derrota no campo de batalha.
A garota mantinha os olhos abertos, focados em Onew, e ria em meio ao beijo. Mas Jinki foi forte, segurou as lágrimas que tanto ansiavam cair para não demonstrar a sua fraqueza.
Fraqueza esta que também não queria ser demonstrada por Kibum, que continuava mantendo os olhos fechados, impedindo-os de marejarem. Controlando sua raiva em meio aos punhos fechados com tamanha força ao ponto dos nós de seus dedos clarearem, deixando o restante dos dedos em um tom avermelhado.
– E onde está o... esquece. – O garoto falou com a voz falha.
Key era muito orgulhoso, e depois do que Jonghyun havia feito com ele, as chances de um perdão eram remotas.
Mas o seu orgulho não evitou fazer com que sentisse a tristeza pesar em seu coração por ver que a pessoa que ele mais precisava naquele momento não estava ali.
– Nós... não o vimos dês de a sua entrada no hospital. – Taemin por fim disse, sabendo à quem o mais velho se referia. – Não atende as ligações do celular, também não encontrei no iate nem no apartamento dele. Nem no seu.
Key conseguiu sorrir. Taemin era realmente um fofo, e conhecia o loiro muito bem. Até mais do que o próprio imaginava. Sabia que quando acordasse, a presença do seu amado seria fundamental para que a Omma adquirisse forças.
– Mas afinal... que diabos eu estou fazendo aqui?
– Digamos que você tenha entrado em um coma relativamente rápido por uns dias, por isso você não sabe, mas você foi internado por precisar de uma cirurgia no fígado.
– C-cirurgia?
– Sim.
Key levantou os lençóis e olhou os curativos com tristeza. – Tae... – Voltou a olhar para o maknae. – Essas cirurgias não se fazem nesse curto período de tempo. E também , mesmo que achem um doador, existem milhares pessoas à minha frente numa fila de espera... então como... como isso foi possível?
– Uma pessoa se fez de doador anônimo e disponibilizou a cirurgia. Também pagou todas as despesas. – Disse Krystal, analisando a paisagem da janela.
Key fitou a garota e sorriu sarcasticamente, expirando o ar abruptamente de suas narinas, desviando o olhar em seguida.
– Hm... eu estou com fome. – Taemin falou, coçando a cabeça, olhando para Sulli. – Jinri... você pode me acompanhar? É que eu não me recordo muito bem do caminho...
– Hã?... A-ah! C-claro... – Um tanto atordoada, ela virou para um lado e deu um passo, depois virou para o outro e pegou a sua bolsa em cima do sofá antes de quase correr ao encontro de Taemin, que a esperava parado na porta.
– Poderia me dizer quem foi que te chamou aqui? – Key direcionou a palavra a única que restara no quarto em um tom um tanto arrogante, ainda analisando a bancada ao seu lado esquerdo.
– Bem... eu... – Desencostou-se da janela e caminhou aleatoriamente pelo quaro, de braços cruzados. – Ah Key... já chega. Vamos parar com isto, está bem? Não é só... – Respirou fundo e fitou-o. – Não é só porquê agente terminou que você tem que ficar me tratando desse jeito.
– Mas... Krystal. Por que? Por que você fez isso?
– Key... é complicado.
– Bem, eu acho que eu tenho tempo suficiente para ouvir suas explicações.
– Hm.. como é que eu vou explicar isso... – Se sentou ao lado de Kibum. – Bem, antes de debutar... eu precisava pagar as minhas contas, já que o meu pai nunca se importou comigo. A parte que você não sabe da minha história é que... há um tempo atrás o meu pai me colocou pra fora de casa e... eu não tinha onde ficar. – Uma lágrima desceu pelo seu rosto. – Eu tentei por alguns dias arrumar um emprego mas eu não consegui nada... então... – Ela levantou e voltou para a janela, olhando a paisagem somente para não manter o contato visual com o rapaz que ouvia tudo atenciosamente. – Eu descobri um prostíbulo e como não me havia mais nenhuma alternativa eu... – Um pranto silencioso se iniciou ao reproduzir as últimas palavras, o que a obrigou a interromper e com isto dar a chance de Kibum dizer o que pensava no momento.
– Krystal... por que nunca me disse sobre isto?
– Eu tenho ordens do meu produtor para não contar. Imagina, quem iria querer ser fã de uma... uma ex-prostituta? – As palavras eram um tanto confusas, mas ainda sim algumas podiam ser compreendidas.
O garoto permaneceu em silêncio. Não podia se levantar para consolar a garota e tentar controlar o seu pranto pois os curativos não lhe permitiam, mas achou que seria inconveniente dar continuidade à aquela conversa vendo o quão abalada a garota ficou ao revela-la.
– Eu assinei um contrato... – Ela continuou espontaneamente. – que quase não me permitia ter uma vida pessoal... e dentre essas coisas das quais eu não poderia ter era um namorado. – Ela fitou-o. – Agora você entende o porquê de não ter lhe dado satisfações? Kibum... eu o conheço. Você iria querer me obrigar a lhe explicar tudo se eu terminasse o relacionamento de uma maneira pacífica, por isto eu... eu fiz aquela grosseria com você.
O garoto somente dedicava toda a sua atenção nas palavras daquela menina.
– Se você soubesse o quanto eu estou arrependida... – Voltou a se sentar ao lado do rapaz, tomando-lhe a mão. – Eu não estou lhe pedindo para voltar a ser meu. Seria ótimo, se você quisesse mas... Kibum, eu sei que é demais... mas eu queria lhe pedir o seu perdão.
– Doutor... em quanto tempo eu poderei sair daqui?
– Olha... o certo seria esperar em torno de duas semanas até não tivesse uma porcentagem tão alta de adquirir uma infecção no local da cirurgia, mas...-
– Em quanto tempo, doutor?
– Não é o aconselhado... mas você pode sair até mesmo agora se quiser... só não lhe garanto total saúde.
Antes de sair do quarto, o médico parou na porta, segurando sua prancheta. – Sr. Kim... – Virou-se. – Se me permite a intromissão...-
– Não. Não lhe permito a intromissão. – Sorriu de leve.
O médico sorriu de volta, dando segmento aos seus passos para fora do quarto.
– Mas se quer saber... – Jonghyun continuou.
Novamente o homem parou para ouvir as palavras do paciente.
– Eu quero sair daqui o mais rápido possível porquê tem uma pessoa neste hospital que não vai gostar muito de me ver. – Abotoou os últimos botões da camisa e saiu porta afora, tomando a frente do médico no caminho pelos corredores.
– É o senhor Kim Kibum do qual recebeu a parte do seu órgão que você não quer ver, não é isto? – O homem falou relativamente alto, para se certificar de que o rapaz há alguns passos à sua frente pudesse ouvir.
Jjong parou seus passos e focou o olhar no chão. Ambos naquele corredor sabiam a resposta, mas ao contrário do que pensa, os dois também precisavam se certificar da resposta.
Deu continuidade ao seu caminhar, deixando com o médico e as paredes daquele corredor o ar da dúvida, mas também levando a incerteza significativa em seu coração.
Jonghyun sabia que assim como ele não podia evitar que o impacto dos seus sapatos naquele chão alvo e frio ecoasse pelas paredes igualmente alvas dos corredores vazios, ele também não podia evitar que aquela conversa chegasse um dia.
Mas suas mãos suavam e sua pele gelava só de pensar que isto pudesse ocorrer um dia, mas embora cada célula do seu corpo desejasse aquele Kim Kibum ao seu lado, ele procuraria adiar esta conversa.
Sua visão embaçava e seus passos se tornaram gradativamente lentos, ao ponto de sentir suas pernas fraquejarem. Jonghyun agora andava apoiado pelas paredes do hospital, estava fraco e não havia se recuperado totalmente da cirurgia executada recentemente.
– Droga de corredores iguais. – Murmurou.
Andava aleatoriamente pelo labirinto branco, e deu graças aos céus quando avistou o que seria um vislumbre de um espaço grande, diferente dos corredores em que esteve nos últimos cinco minutos.
Chegou ao refeitório na esperança de que alguém lhe mostrasse o caminho para sair dali. Porém aquele local com uma quantidade grande de pessoas só fez com que o cérebro já atordoado ficasse ainda mais confuso com o barulho.
– Jonghyun?
Seus olhos imediatamente traçaram o caminho até o outro lado do refeitório, tentando focalizar em sua visão aquele ser de cabelos longos castanhos avermelhados que vinha acompanhado de um outro alguém, outro alguém que seus olhos não tiveram tempo suficiente para compreender, pois suas pálpebras foram fortes e pesaram, pesaram assim como seu corpo sobre as pernas, que não suportaram e o deixaram cair no chão gélido. O mesmo chão antes responsável pelos ecos que o perseguiam minutos antes.
Notas finais
gente me desculpem mais uma vez por ter parado duas vezes num espaço de tempo tão curto... mas agora eu quero avisar pra vcs que o espaço de tempo em que eu vou postar os capítulos serão de 3 em 3 dias... pq eu estou ficando sem idéias pro final da fiction... confesso.
então é isso.
chu ~
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