Sherlock - Finding The True Love
24 이십사 장 - Você... sabe quem sou eu.
Notas iniciais
aqui mais um cap com um pouquinho mais de drama procês. -n.
a história já ta se ajeitando, e isso significa uma coisa ruim D:
maaaaaas como eu não quero que acabe tão rápido assim, lá vai mais uma bomba! Huehuehuas
Boa Leitura!
Os olhos abriram vagarosamente e de início não conseguiram enxergar muita coisa naquele universo branco.
Fechou os olhos novamente, desta vez com força, tentando amenizar o desconforto que sentia na visão desacostumada à tanta luz.
– Eu o avisei. – O médico anotava algo na prancheta, com a atenção dos olhos presos nesta.
– Foi só um fraquejo. – Foi levantando.
– Onde pensa que vai? – Voltou a atenção ao soro do rapaz.
– Vou sair daqui, ué.
– Não mesmo. Você teve uma recaída, Sr. Kim. Não pode ficar andando por aí sem rumo. Vai ter que ficar ao menos um dia em repouso no hospital. – Voltou a anotar na prancheta. – Veja pelo lado bom! Você tem um colega de quarto. – Riu. – E o seu colega… é justamente o problema do qual você esteve tentando fugir. – Guardou a caneta no bolso do jaleco e se retirou.
Repentinamente suas mãos começaram a suar. Seu corpo novamente perdera o controle de temperatura juntamente com a força. Mas Jonghyun não estava tendo outra recaída. O que estava descompassando seu sistema corporal nada mais era do que medo.
Medo de algo do qual Jonghyun ainda não sabia ao certo.
Seus olhos hesitaram em olhar para a cama ao seu lado direito, avistando uma bela silhueta.
Apesar do medo e insegurança tomarem cada parte do seu ser, seus olhos agradeceram e se sentiram honrados, lisonjeados por ter a oportunidade de contemplar aquele homem que dormia sereno.
O vento calmo e fresco que adentrava pela janela brincava com os cabelos do rapaz, fazendo-os dançarem. A claridade dava um toque especial àquela imagem, que era rebatida com suavidade pela pele alva do homem, dando a impressão de estar emanando luz.
A visão só não era mais perfeita porquê Jjong não conseguia ver o rosto daquele ser, pois estava virado para o outro lado, para o sentido da janela.
Um aperto cruel se fez em seu coração. Como havia sido capaz de trazer a tristeza para a vida de um ser tão perfeito como aquele? Destruiu a vida de um garoto e consequentemente destruiu a sua própria vida. Estava ciente disto.
Taemin adentrou no quarto, e embora já soubesse que encontraria Jonghyun ali, não pareceu muito contente em vê-lo.
Não disseram uma palavra, muito menos comprimentaram-se. Não queriam e nem mesmo tinham a obrigação de fazê-lo, por isso decidiram ultrapassar a etapa de saudações dos dois moços educados.
– Eu sei que foi você. – Disse o menor, depois de se certificar de que Kibum estivesse realmente dormindo.
– Q-que fui eu o que? – Hesitou em perguntar.
– Que foi você o doador.
– Eu… não sei do que está falando.
– Ah, você sabe… – Encaminhou-se para o lado do homem, puxando o lençol num movimento rápido, expondo o curativo abaixo das costelas, que logo foi coberto novamente por Jonghyun.
– Vai me dizer que ganhou isto se barbeando?
– Não foi me- caralho! Quem é o ser humano que tem barba nas costelas?
– Não fuja do assunto.
– Tudo bem, eu… tá, eu confesso. Mas por favor, não conte nada para o Key!
– Por quê?
– Eu quero manter isso em segredo.
– Mas… Jjong, isso é uma coisa muito importante! Não só para você como para o Key também, como para mim também. Você deu a oportunidade do único cara que eu tenho nesse mundo de ficar bom. O único que eu considero como família…
– Taemin… pode não parecer, mas eu conheço o Kibum. Claro que não como você o conhece mas… eu sei que se ele ficasse sabendo desta história, interpretaria que eu tomaria isso como uma oportunidade de pedido de desculpas ao que fiz com ele, assim eu iria aproveitar para que ele achasse tudo muito fofo e o conseguiria de volta, o que o deixaria ainda mais irritado se ele ficasse sabendo. – Suspirou e desviou o olhar. – Eu entendo se o Key não me quiser de volta, porquê o que eu fiz não tem como perdoar.
– É verdade.
– Então me prometa que não vai contar!
– Não será necessário. – Disse a terceira voz. – O Kibum já ouviu tudo o que precisava. – Disse Key, abrindo os olhos e fitando Jonghyun sem expressão.
Siwon mais uma vez havia saído à tarde. Tinha uma sessão de fotos para fazer e avisou à Minho que teria que ir, pois não podia perder a oportunidade. Era a empresa para qual Minho estava tentando ingressar , e que infelizmente ainda não havia mandado respostas.
As tardes de Minho ultimamente não tinham sido diferentes. Sozinho em casa, ficava entediado, e para piorar, as lembranças daquela noite proibida lhe vinham à cabeça constantemente.
Dês daquela noite, Minho nunca mais o encontrara, e deduziu que isso seria uma boa coisa. Mal sabia o rapaz que do outro lado da cidade, durante todos estes dias em que passou solitário, trancado em casa, haviam pessoas que choravam todas as noites antes de dormir, deitando a cabeça em um travesseiro e implorando aos céus para que lhe dessem algumas horas de paz por meio do sono do qual traria descanso aos seus conscientes e corações aflitos.
O toque de um celular interrompeu suas distrações. Siwon esquecera o celular em cima da bancada principal
Naessho Naessho opera, norae haneun opera ~
Sem se mover, Minho continuou sentado no sofá, encolhido, abraçando suas próprias pernas, assistindo o celular deslizar com o vibrar no vidro.
Assim que o mesmo se silenciou, uma ideia se fez presente em sua cabeça.
Pegou um bloquinho com uma caneta ao lado do celular e também pegou o mesmo, procurando na lista de contatos um número de alguém conhecido. Alguém familiar do seu passado.
– Lee… Tae… Min… 9125… – Pronunciava enquanto escrevia rápido no bloquinho.
Arrancou a folha e analisou por um tempo o que havia escrito.
Levantou e foi para o quarto, sentou na cama, pegou o telefone e digitou os mesmos números escritos no pedaço de folha. Pensou duas vezes antes de digitar o último… mas antes que a chamada cancelasse por si só, digitou-o.
Taemin percebeu que o clima ficaria pesado naquele quarto, e que aquele era um lugar em que ele não deveria estar no momento.
Agradeceu ao destino por ouvir aquele toque de celular, e aproveitou-o para sair do quarto e atendê-lo.
– Alô? – Encostou-se na parede do corredor. Incomodou-se um pouco ao não receber uma resposta, e ouvir somente a respiração pesada da pessoa do outro lado da linha. Impaciente, pronunciou num tom rude. – Vai me dizer quem é ou vai ficar respirando no celular? – Esperou com o resto de paciência que lhe restara. – Olha, se não disser quem é, eu vou desligar.
– N-não desligue! – O outro reproduziu a fala com desespero.
Taemin reconhecera aquela voz, mas se recusou a associá-la ao dono. Ele não imaginava que Minho pudesse ser tão descarado e cretino ao ponto de lhe procurar depois do que havia feito, então, para se certificar, ele perguntou somente mais uma vez. – Vai dizer o seu nome ou não?
– Você… sabe quem eu sou. – Hesitou em responder.
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