Shell Hudson

5 Pego Carona com as copias do cavalo do Hércules.


Notas iniciais
Hello pessoas !!! Voltei com o capitulo 5 :) Shell vai para o Acampamento Meio-sangue! YAY (*-*)/ Ela vai encontrar a... , o ... e ... Bem, vocês vão ver ;) Ah! Uma mensagem para os que estão lendo a historia (Dãh, burra!Só quem está lendo a historia pode ver a mensagem :P) EU ADORO VOCÊS! Mesmo, mesmo! #Le pessoa sentimental< [Acho que eu ando meio carente :/ ] Então tá, vou deixar vocês lerem... (*-*) ~(*-*)~ (*-*)/ ~(*-*)~ (*/-*)/ #Dancinha animada Aproveitem o capitulo ----->

NA COZINHA, nós encontramos Grover, se enchendo de guardanapos e do que sobrava de uma latinha de refrigerante. Isso aí, guardanapos e lata de alumínio. Eu ia perguntar porque ele estava comendo aquilo, se tinha comida de verdade na geladeira, mas me ocorreu que talvez fosse uma coisa de sátiros e deixei quieto. De qualquer jeito, eu já tinha muita coisa na cabeça. E põe muita nisso!

– Até que enfim! Eu já estava indo lá chamar vocês. — Grover exclamou com a boca cheia, se levantando.

– Foi mal, garoto bode. — Me desculpei, tentando esconder um sorriso. Coisa que Leo nem se deu o trabalho de fazer, ele estava rindo na cara dura mesmo.

– Acho que sua mãe vai precisar comprar mais guardanapo, Shell. — Ele disse, segurando a bariga de tanto rir.

Grover fez uma careta.

– Isso cara, muito engraçado! — Ele falou com sarcasmo. — Agora, se o seu humor deixar, precisamos ir embora.

– Calma! Antes eu tenho que te contar o que a Shell me disse.

Leo fez Grover se sentar na cadeira e sentou-se ao seu lado, me indicando para fazer o mesmo.

Assim que eu me sentei, ele começou a explicar, o fato de eu ter morado na Inglaterra e só ter voltado agora e o fato de eu ter quinze anos e não ter sido reconhecida. As vezes, eu o interrompia para adicionar algumas coisas que ele esquecia, e eu percebi, que na realidade, ele tinha aprendido muito mais coisas sobre mim do que eu tinha contado.

Depois, ele disse ao Grover sobre sua teoria das "Terras Antigas" serem a razão pela qual eu não tinha sido achada. Nessa hora eu falei que só os sátiros e semideuses não tinham me achado, porque os monstros não tinham a menor dificuldade com isso.

A palavra "monstros" fez Grover saltar.

– Precisamos ir andando! — Ele se exaltou.

– Certo, eu só posso escrever um bilhete para a minha mãe antes? Não quero que ela se preocupe.

– Vai em frente. — Disse Grover.

Eu peguei um bloco de post-its rosas em cima da bancada da cozinha e a caneta que sempre fica junto. Queria poder falar com minha mãe, mas nós ainda não tínhamos telefone em casa e o único celular era o da minha mãe, que estava com ela. Rabisquei rapidamente uma mensagem para ela. Ficou mais ou menos assim:

Quando terminei de escrever, grudei o bilhete na porta da geladeira, onde nós costumávamos deixar mensagens. Me virei e descobri que estava sozinha na cozinha, mesmo assim, conseguia ouvir as vozes dos meus dois acompanhantes vindo da sala, fui até lá.

Ao entrar na sala, vi que a porta de vidro que dava na sacada estava aberta. Grover estava lá, olhando para o céu. Leo estava sentado no sofá pensando. Logo que me viu ele abriu um sorriso.

– Terminou de escrever seu livro? — Ele perguntou.

– Livro ? — Repeti, confusa.

– É, você ficou uns dez minutos lá.

– Isso tudo! — Exclamei.

– Foi. Aposto que você nem percebeu o tempo passar. — Ele se levantou.

– Não. Como você sabe?

– Porque eu também sou assim. Deixe-me adivinhar: o médico da escola disse que você tinha TDA e Dislexia?

Eu encolhi os ombros.

– Ele disse isso, sim. Quando eu tinha nove anos. — Lembrei. — É normal?

Leo assentiu em resposta:

– Quase todos os semideuses tem isso. — Ele me falou. — O TDA existe porque seus reflexos são mais avançados. E a dislexia porque seu cérebro tem como base o grego antigo, e não o inglês.

– Por isso eu sou boa em esgrima. — Compreendi.

– Tudo pronto? A carona chegou. — Grover avisou entrando na sala.

– Carona? — Perguntei.

– Sim, uns bichinhos que o Leo construiu. — Ele deu de ombros. — Não tem mais ninguém que você queira avisar? Um amigo ou algo assim?

Eu fiz uma careta.

– Não tenho amigos em Nova York. — Disse. — Nem em Londres. — Murmurei.

– Ah... Bem, não se preocupe, amanhã você vai conhecer meu melhor amigo: Percy Jackson, filho de Poseidon e sua namorada, Annabeth Chase, filha de Atena. Eles moram em Nova York.

Não respondi, mas arrumei as alças da mochila nervosamente em meus ombros. Uma sensação estranha, um calor no peito, tinha me atingido quando Grover mencionou o nome de seu Amigo: Percy Jackson. Eu tinha a impressão de que este nome era importante.

Coisa estranha: normalmente, minhas impressões e sensações eram seguidas por ataques de monstros ou idas à direção da escola, mas nesse caso, pela primeira vez, era algo bom.

De qualquer jeito, não disse nada aos garotos, não queria que eles achassem que estavam lidando com uma maluca — o que era totalmente o caso -, e, mesmo que eu fosse dizer, não conseguiria. Por que?

Simplesmente porque ali, na minha sacada, estava a nossa “carona”. E você não não iria acreditar se eu dissesse o que eles eram.

Você já viu o filme “Hércules”, da Disney? Se sim, você deve se lembrar do cavalo alado que Hércules recebia de Zeus, o Pégasos. Bem, acredite ou não, as nossas caronas eram reproduções de bronze, perfeitamente detalhadas do cavalo de Hércules.

Leo e Grover saíram para a sacada e me fizeram sinal para segui-los. Eu não me mexi. Quando percebeu que eu não estava indo, Grover voltou para dentro e parou na minha frente.

– O que houve? — Ele quis saber.

– Hum... É que eu não gosto muito de ir aí fora, é meio alto. — Expliquei e infelizmente senti minhas bochechas se aquecendo, sinal de que eu estava corando, ninguém sabia do meu medo de altura, à não ser minha mãe... E John.

– Droga! — Grover reclamou. — Eu me senti mal por estragar todo o plano deles.

– Sinto muito. — Me desculpei.

A expressão de Grover se suavizou.

– Não, eu não falava de você. Eu deveria ter pensado nisso antes. Alguns semideuses tem fobias por causa de coisas que aconteceram com seus pais divinos. — Ele me acalmou.

– É, os filhos de Atena, por exemplo, não podem chegar perto de uma aranha sem ter ataques cardíacos! — Leo gritou do lado de fora.

– Por causa daquela historia com a… hum... — Tentei me lembrar.

– Aracne. — Grover ofereceu.

– Isso Aracne.

– De qualquer maneira, não se preocupe com a altura, os pégasos voam muito bem e, além disso, só tem dois deles, você vai ter que vir com um de nós. — Ele disse, apertando meu braço para me dar segurança enquanto me acompanhava até a varanda.

– Eu sugiro que venha comigo! — Exclamou Leo, com um sorriso insolente, ao qual respondi por uma careta e olhei esperançosa para Grover.

Se querem saber porque eu preferia dividir um cavalo alado com um sátiro, ao invés de com um garoto razoavelmente fofo, que era mais velho do que eu, e tinha me dado uma mochila magica, uma adaga e concertado minha caixinha de joias, eu explico: Leo era mesmo muito agitado, e tendo em mente que era a primeira vez que eu voava em um pégaso e que eu estava consideravelmente nervosa, não ajudaria muito o meu estomago se, uma vez no ar, o Leo resolvesse fazer algumas manobras “radicais”.

Leo pareceu meio ofendido quando me viu olhando para Grover e eu imediatamente me arrependi do que tinha feito. Mas Grover arranjou as coisas dizendo:

– Eu vou ter que concordar com o Leo. Meus cascos não se seguram muito bem em cavalos, você se sentiria mais segura com ele.

Eu acenei com a cabeça e me virei para Leo.

– Prometa que não vai fazer nada louco. — Insisti.

– Prometido! — Ele falou, acreditei nele.

Ele montou no cavalo de ferro e estendeu a mão para me ajudar a fazer o mesmo. Assim que terminei de me acomodar, percebi como nós estávamos altos, minha cabeça começou a rodar e manchas pretas apareceram na minha visão. Eu agarrei a cintura de Leo, escondi meu rosto em suas costas e fechei meus olhos. Fiquei assim por um tempo, até que Grover me chamou.

– Já chegamos? — Abri os olhos.

Grover soltou uma risadinha.

– Não, nós nem saímos ainda. Mas eu acho que o Leo não está conseguindo respirar.

Ele tinha razão. Acho que eu estava com tanto medo, que nem me dei conta do quão forte estava apertando. O pobre garoto estava ficando roxo. Eu rapidamente o soltei, me desculpando umas vinte vezes.

– Você é forte. — Ele me disse, sorrindo para mostrar que estava tudo bem.

Então, sem me avisar, ele levantou voo. Eu gritei. Grover teve que berrar para se fazer ouvir:

– FIQUE CALMA! RESPIRA!

Fiz o que ele disse, fechei os olhos, respirei fundo e senti o vento batendo no meu rosto, fazendo meu cabelo voar atrás de mim.

Como toda criança, eu sempre tinha sonhado em voar, e nem mesmo o meu medo de altura me impediria de aproveitar o que estava acontecendo. Era só eu não olhar para baixo.

Imagine-se cavalgando muito rápido. Agora imagine isso dez vezes melhor, isso era como estar em um pégaso.

Leo guiava com a maior facilidade do mundo. Em um momento, passamos pelo Empire State Building e Leo demorou, dando varias voltas em torno do pico do prédio. Ele sorriu e gritou:

– Você está olhando para o Monte Olimpo!

Eu o encarei como se ele estivesse doido.

– O que? — Perguntei, talvez eu tivesse entendido errado.

– Olimpo!... seiscentésimo andar! — Ele repetiu, achei melhor aceitar.

O resto da viagem foi mas calmo, eu observava a paisagem, me esforçando em não pensar na distancia que me separava do chão. Alguns minutos depois, estávamos seguindo pela costa de Long Island. Uma colina se ergueu na nossa frente e Leo começou a diminuir de altitude.

– Já chegamos?

Só tínhamos voado por uns vinte minutos.

– Está vendo aquela arvore? É a fronteira do acampamento. — Ele confirmou.

– Aquela que brilha, com um montinho em volta? — Perguntei.

– Não é um montinho, é Peleu. Ele cuida do Velocino de Ouro que protege o acampamento, ele é um dragão muito bonzinho. — Leo me corrigiu.

– Velocino de Ouro!... Dragão?!

Ele deu de ombros, como se fosse só um detalhe.

Tínhamos acabado de cruzar a fronteira quando Leo aproximou-se de Grover.

– Garoto bode, avisa ao Quíron que chegamos, eu vou fazer um tour com a novata. — Ele disse me indicando com o cotovelo.

Grover já estava se afastando, e pude ouvi-lo gritar:

– Não enrolem muito!

Mas eu não consegui responder, porque o Leo já tinha começado a falar sobre os prédios do acampamento.

***

Vou lhe dar uma aula sobre o Acampamento Meio-sangue, vão ver como eu aprendi direitinho.

O prédio principal é uma grande casa azul, bem parecida com aquelas casas de fazenda. Leo disse que é lá que ficam o diretor do acampamento, Dionísio, o Deus do vinho — pelo que eu entendi, ele é uma divindade bem desagradável -, o diretor de atividades — que é o cara que Leo tinha mencionado mais cedo, Quíron -, o segurança do acampamento — um tal de Argus-, a enfermaria – quando eu perguntei se ela era muito utilizada, Leo riu, acho que era um sim — e um sótão, onde os semideuses guardam todo tipo de souvenir das batalhas.

Espalhados pelo acampamento, tem vários outros prédios e centros de atividades: as forjas, os estábulos, a sala de armas, o prédio de artes e esculturas, a arena, o anfiteatro, a quadra de vôlei, a parede de escalada, o lago de canoagem, o pavilhão onde todos faziam as refeições, as plantações de morango – aparentemente é daí que vem o dinheiro do acampamento -, e então, tem a floresta:

– É aqui que nós jogamos captura da bandeira. — Disse Leo.

– Vocês estão em um acampamento para heróis e jogam captura da bandeira? — Zombei.

– Você vai ver, é muito mais legal do que parece. — Ele respondeu. — Além disso, a floresta também tem o Bunker 9, onde eu trabalho nas minhas invenções. Costumava existir uma entrada para o labirinto de Dédalo aí, até ela ser destruída em um batalha.

– O labirinto do minotauro, ele foi destruído? Isso quer dizer que o Minotauro morreu? — Perguntei me animando.

– Não, o labirinto foi destruído, mas o Minotauro continua solto por aí.

– Ah... — Eu disse desapontada.

– O que?

– Mais um monstro para a minha lista... — Expliquei.

– Se eu fosse você, eu esqueceria essa lista agora mesmo, antes de ficar totalmente deprimida.

– Hum... Acho que você tem razão. — Concordei.

– Eu sempre tenho razão. — Ele estufou o peito.

– Convencido! — Exclamei, mas não pude deixar de rir junto com ele.

– Sim... E nunca entre sozinha na floresta, eles mantem monstros aí, para treinarmos. — Eu assenti e ele riu. — Mas, por outro lado, se você quiser entrar ai sozinha COMIGO, não tem problema nenhum.

Desta vez eu não aguentei, esqueci todo o nervoso de estar voando e caí na gargalhada.

– Sinto muito. — Eu disse entre risos. — Mas eu preferiria entrar com o Grover na floresta, à ter que aguentar VOCÊ o caminho todo até lá.

– Má sorte sua que o Grover está namorando a ninfa mais gata da floresta. — Leo riu, o que só me fez gargalhar mais.

– Então, e aquela praia que você mencionou...

– Primeiro eu tenho que te apresentar à Quíron. — Leo interrompeu.

– Dionísio vai estar lá? — Me preocupei.

– Para a sua sorte, ele não está no acampamento. Mas ele não é grande coisa.

Assim que ele disse isso, senti seu corpo se retesar, nervoso.

– Eu achei que ele era meio desag...

– Shhh! — Leo me disse apontando para baixo.

Eu olhei. Do meio das arvores da floresta, uma parreira muito grossa tinha crescido e estava se enroscando na perna de Leo.

– O que...?

– Os Deuses entendem tudo e veem tudo. — Ele sussurrou.

– É mesmo é... — Murmurei, uma ideia vindo em mente. — Eu achei que ele andava meio desaparecido. — Disse em voz alta, felizmente, Leo entendeu.

– É uma pena, ele é bem divertido e simpático. E faz umas festas de arrasar. — Lentamente, a planta soltou seu pé e voltou a se esconder nas arvores. Valeu.

– Vamos logo, filho de Hefesto. Eu quero ter tempo de ir à praia. — Falei, piscando para ele.

– Já que nós estamos voltando, eu posso fazer uma manobra? Umazinha? — Ele pediu fazendo cara de coitado.

Meu coração derreteu, como resistir a essa carinha? E mesmo assim, meu cérebro estava em estado de alerta. Seus lábios podiam estar fazendo biquinho, mas seus olhos brilhavam de um jeito muito desconfiável. Eu estreitei os olhos.

– Uma pequena?

– Uma pequena. — Ele aceitou.

– Promete? — Perguntei surpresa de ter ganho assim, tão fácil.

– Sim, prometo.

Eu observei, seu rosto em busca de uma falha, nada.

– Certo, ande logo com isso.