Shell Hudson
14 Começamos a busca.
Notas iniciais
Então, eu estou tentando postar dês de ontem, mas a sorte não está ao meu lado... :/
Toda vez que eu estou terminando de digitar, algo acontece e apaga tudo :P
Por isso só postei hoje...
Outra coisa, CADÊ OS MEUS LEITORES LINDOS E MARAVILHOSOS????
Gente, vocês foram tão perfeitos no capitulo 12, mandando reviews daquele jeito... Continuem assim!!!!!!!!!!!
No ultimo capitulo eu deixo passar (porque só 2 pessoas comentaram) mas nesse eu quero MUUUUUUUUUUUITOS comentários, okay???
Mudando de assunto, só a LANDA, MARAVILHOSA, E GOSTOSA da Gabiz que curtiu a pagina da historia no face.... Então vamos lá, mexam-se!!!
https://www.facebook.com/pages/Shell-Hudson-%CF%88/510709709008799?ref=hl
AH! E esse capitulo é para a Gabiz que RECOMENDOU e FAVORITOU a história (*-*) Obrigada LINDA!!!
Certo, leiam com muito carinho e atenção (*-*) --------------------->
Dormir era bom.
Principalmente depois de duas noites sem conseguir fazer isso direito por causa dos sonhos.
Essa noite nada me atrapalhou, parecia até que meu subconsciente tinha adivinhado que eu precisava estar descansada para a missão.
Rolei na cama quando o sol começou a clarear o quarto e bater na minha cara.
Erro meu: Apolo queria me atrapalhar.
Cobri meu rosto com as cobertas e continuei a dormir. Infelizmente, já não me adiantava mais tentar fazer isso, além de me acordar, o sol também tinha despertado a minha fome.
Com preguiça de levantar, eu me arrastei e rolei debaixo do cobertor até minha cabeça estar virada para o pé da cama, junto ao baú.
Apenas com a cabeça e os braços de fora, puxei a tampa e tateei lá dentro até achar o que eu queria, depois voltei para debaixo do edredon e me troquei ali mesmo.
Quando finalmente criei coragem para sair da cama, fui arrastando os pés para o banheiro. Escovei os dentes e tentei fazer com que minha cara parecesse o menos possível com a de um zumbi.
Não deu muito certo...
Saí do chalé e fui — lerdamente — até o pavilhão.
Bem, era de se esperar que eu estivesse com fome, já estava na hora do almoço, todos os campistas estavam lá — por isso o acampamento parecia tão vazio -.
Percy e Tyson estavam muito entretidos devorando o churrasco deles, então não me viram chegar — só foram me var quando eu me larguei no banco ao lado de Percy -.
– Bom dia! Os dois disseram em uníssono. Como está minha campeã dorminhoca? Percy continuou.
– Com sono. Resmunguei.
Meu estomago roncou.
– E com fome! Tyson riu.
Eu respondi algo ininteligível — era mais um grunhido, na verdade -, enquanto fazia aparecer uma montanha de panquecas com Nutella em meu prato e suco de laranja no copo.
– Isso é café da manhã! Nós estamos no almoço. Tyson exclamou.
– Café da manhã é bom à qualquer hora do dia. Disse eu e, para a minha surpresa, Percy falou a mesma coisa.
Nós nos olhamos e sorrimos. Tínhamos muito mais do que só a aparência em comum.
Forcei-me a levantar e levei o prato até a fogueira. No caminho todo até lá, pessoas me cumprimentavam e parabenizavam por ter ganho na noite anterior.
Leo me encontrou no meio do caminho. Ele parecia ter acabado de sair da cama, até sua roupa lembrava um pijama.
– Você está parecendo uma morta-viva. Ele sorriu.
– Você também. Respondi mostrando a língua.
– Mas eu, com toda certeza, sou um morto vivo muito mais bonito que você, Shellve. Ele deu uma piscadinha.
– Nisso você está certo. Sua beleza é tanta, ó meu caro Leo, que ela ofusca minha humilde visão. Falei, exagerando na antiga formalidade inglesa.
Nós dois rimos.
– Você está sendo boazinha...
– Claro! Eu já te humilhei o suficiente por um ano ontem a noite.
– Lógico, com você dando uma de mulher invisível! Como eu ia adivinhar? E eu nunca mais faço equipe com o chalé de Ares. Clarisse quase me estrangulou. Leo disse, massageando o pescoço e fazendo careta. Já conseguiu arrumar sua mochila?
– Não. Suspirei. Acabei de acordar...
– Tudo bem. Eu... Eu vou pedir para a Piper te ajudar com isso.
– Certo. Eu aceitei e ele se virou para partir. Leo! Chamei.
– Sim?
– Como nós vamos sair? Perguntei.
– Acho que Annabeth já decidiu isso.
– Onde ela está? Olhei para a mesa de Atena esperando achá-la.
– Está se preparando.
***
Tinha acabado de fechar o zíper da mochila quando bateram na porta do chalé.
– Entra Piper! Falei.
Ela abriu a porta e entrou, olhando em volta — devia ser a primeira vez que ela entrava aqui -.
– Como sabia que era eu? Ela quis saber, sentando-se em minha cama.
– Vi pela janela. Indiquei para a parede ao lado da porta e para a janela que a atravessava.
Ela aceitou a resposta com um aceno de cabeça.
– Conseguiu arrumar tudo?
– Só falta a comida. Concordei.
– Aqui. Ela me deu um saco cheio de coisas comestíveis. Achei que você precisaria.
– Obrigada. Agradeci guardando na mochila.
– Você deveria tomar um banho, não terá muito tempo para fazer isso durante a missão.
– Tudo bem. Separa uma roupa adequada para eu usas enquanto isso.
Ela fez uma careta:
– Não sou muito boa com roupas.
Isso me fez rir.
– Você é filha de Afrodite, Piper. Além disso, não estou pedindo para você criar uma nova tendencia, apenas que ache algo que eu possa usar em uma missão.
***
Aproveitei bem o banho.
Confiava em Piper e sabia que ela era mais experiente que eu, ela provavelmente tinha razão quanto ao banho.
Quando saí do banheiro, enrolada na toalha, ela estava examinando as fotos atrás da minha cama.
– Essa é sua mãe? Ela perguntou apontando para uma das fotos.
– É sim... Suspirei, lembrando da conversa que eu e Percy tínhamos tido com ela ontem a noite, depois do jogo...
Percy me ensinou a enviar mensagens de Iris e minha mãe estava na cozinha quando recebeu:
– Mãe! Chamei.
– Shell! Querida, como estão as coisa aí? Eu vi seu bilhete, mas não tive como te contatar... Me desculpe, eu devia ter contado mais cedo, só que você já estava tão preocupada com o John. Filha, deu pai é...
– Poseidon. Completei. Mãe, esse é o Percy...
– Ah! Perseus, o seu irmão! Como vai querido? O pai de vocês sempre comentou muito sobre você... Ela terminou, para a minha surpresa.
– Por que você nunca me disse? Perguntei, minha voz se alterando por causa da raiva. Poxa, Dona Victory, eu tinha o direito de saber!
Sabe quando seu pai está com raiva e te chama pelo nome todo? Bem no meu caso, sempre que minha mãe fazia algo que me deixava com raiva — como esconder quem eu realmente sou, por exemplo — eu a chamava de Dona Victory. Ela odiava, porque minha mãe podia ser tudo, menos uma "Dona" e de maneira alguma ela era velha. Por isso eu usava.
Percy me cutucou com o cotovelo e me olhou como quem dissesse "Agora não!".
– Shell, eu estava te protegendo...
– Certo! Adiantou muita coisa, né? Falei sarcástica. Eu queria só ver...
– Oi, Sra. Hudson! Então, a Sra. já sabia sobre mim? Percy me interrompeu, lançando mais um olhar.
Minha mãe pareceu aliviada:
– Ora, Percy! Sem o Senhora, por favor. Sou mãe, mas não sou velha. E é claro que sabia sobre você, Poseidon me contou quando pediu que eu voltasse para Nova York.
– Foi ele quem pediu para que nós voltássemos? Questionei, tão surpresa que esqueci que ainda estaca brava com ela...
– Foi... Quando Gaia foi derrotada e tudo ficou bem...
– Só que tudo não ficou bem... Percy suspirou.
Olhei feio para ele, eu sabia o que víria agora:
– Por que? O que está acontecendo?
Suspirei, nem adiantava eu mentir, minha mãe me conhecia melhor que qualquer um, mesmo que Percy tivesse ficado quieto, ela descobriria cedo ou tarde.
Desembuchei logo de uma vez. Contei tudinho. Ela não pareceu surpresa quando eu disse que John era filho de Hecate, mas ficou indignada quando ouviu o que Afrodite tinha feito. Depois de desabafar toda a sua raiva, ela respirou fundo e falou:
– Não sei porque ainda me surpreendo, afinal, são os Deuses.
Aí eu pude continuar.
– Quando vocês saem? Ela perguntou em um certo momento.
Arregalei meus olhos, surpresa. Não tinha lhe dito que eu iria na missão.
– Como sabe que eu...
– Shell, a esse ponto você já deveria ter entendido que eu sei muito mais do que você pensa. E eu sou sua mãe. Sei que a minha filha Shell não deixaria isso tudo acontecer sem interferir. Eu te criei assim.
E ali, sem motivo algum, eu senti as lagrimas subirem e a minha garganta se apertar.
– Partimos amanhã ao por do sol. Avisei, com a voz esganiçada.
– Você vai junto, Percy?
Ele fez que não com a cabeça:
– Eu não posso...
Minha mãe respirou fundo e disse:
– Bem, querida eu sei que esse Leo e a Annabeth vão te ajudar. E sei que você sabe cuidar de si mesma. Você nunca precisou de ninguém lá em Londres.
– Eu tinha o John... Comecei, e isso bastou parra fazer as lagrimas transbordassem.
Percy pareceu sem jeito, mas veio e me abraçou.
– Filha, você é uma menina corajosa. Mas se precisar de qualquer coisa, saiba que eu estou aqui.
Percy esticou a mão para acabar com a mensagem. Eu o impedi.
– Mãe! Chorei. E se eu falhar?
– Você não vai, querida. Eu tenho certeza.
Mas ela não tinha, e eu sei disso porque sua voz falhou no final e ela abanou rapidamente a mão, fazendo a imagem sumir.
– Shell! Piper chamou. Tudo bem?
Eu assenti, dizendo que sim.
– Você estava dizendo o que?
Ela estreitou os olhos, mas respondeu mesmo assim:
– Estava perguntando se esse é o John. Ela mostrou a outra foto.
A foto onde nós dois estávamos no Hyde Park, junto à estatua do Peter Pan. Foi apenas uma semana antes dele ir para Roma.
– Sim. Eu falei baixinho.
Me encontrei examinando cada milimetro do John da foto, tentando encontrar algo diferente.
Não tinha nada.
Seus cabelos encaracolados e cor de areia estavam bagunçados pelo vento. Seus olhos multicor brilhavam, felizes. Sua pele branca se misturava com a minha em todos os lugares onde estávamos nos tocando: bochecha, braços, mãos... Nós estávamos abraçados.
Eu lembro que depois que a foto foi tirada, não queríamos nos soltar mais. Que teriam que me levar para Roma junto, ou ficar.
Eu lembro que nós não tivemos escolha.
Uma lagrima solitária desceu pelo meu olho. Eu a limpei rapidamente com a mão e me virei para Piper:
– O que eu vou vestir?
Minha voz ainda estava um pouco embargada, mas ela ignorou isso e apontou para o conjunto de roupas que havia separado:
– Peguei uma calça, porque vocês vão sair de noite.
– Ok. Concordei e fui me trocar.
Assim que terminei, ela fez com que eu me sentasse e começou a pentear meu cabelo, e depois a trança-lo.
Piper passou muito tempo fazendo aquilo, mas de um certo modo fez com que eu me acalmasse.
Nós não conversamos, apenas ficamos lá, em silencio. Isso também foi bom.
Quando acabou, ela me levou até o banheiro, onde pude ver o que ela havia feito no espelho.
Piper tinha trançado meu cabelo junto com uma fita azul, contrastando a cor escura do meu cabelo com a cor brilhante da fita. Ficou muito bonito.
– Obrigada. Eu disse.
Ela sorriu gentilmente:
– Vem, minhas irmãs querem te agradecer.
Eu peguei a mochila e a segui para fora do chalé.
– Agradecer pelo que?
– Por estar indo ajudar nossa mãe.
Nós entramos no chalé de Afrodite, onde as meninas me obrigaram a me acomodar em uma cadeira estilo essas de cabeleireiro e perguntaram:
– Como você quer sua maquiagem?
– Mas eu estou indo em uma missão, não preciso me maquiar! Contestei.
Piper parecia se sentir culpada por eu estar ali, mas apenas deu de ombros.
– Tem razão, vamos fazer algo simples. Vai destacar a cor dos olhos dela.
Depois disso eu fui proibida de falar, piscar ou respirar durante uns trinta minutos. E elas ainda dizem que é "algo simples"!
***
Você pode dizer o que quiser das filhas de Afrodite, que são exibidas, e atiradas, e outras coisas — Piper à parte, ela nem age como uma filha de Afrodite! -. Mas elas sabem fazer uma maquiagem. E ficou mesmo simples.
Além de me maquiar, elas também me deram uma necessaire cheia de produtos de beleza. E quando eu fui agradecer e dizer que realmente não era preciso, elas disseram:
– Não porque você vai salvar o mundo que você precisa estar feia.
Tentei não levar isso para o lado ruim.
Guardei a necessaire na mochila e elas todas me acompanharam para a área comum. Onde nos encontramos com Annabeth, Percy, Leo, Quíron, Rachel, Grover e mais o resto do acampamento.
Leo arregalou os olhos quando me viu e deixou um sorrisinho estranho aparecer.
Olhando para Annabeth, eu percebi que ela também havia passado pelas mãos das meninas de Afrodite. Percy estava quase babando.
– Como nós vamos? Perguntei assim que pude.
– Percy conseguiu uma carona para nós. Annabeth avisou.
Meu irmão tirou os olhos dela só para arregala-los quando me viu.
– Precisava disso tudo? Ele perguntou para as meninas e eu não pude deixar de trocar um sorriso com Annabeth pelo ciúminho dele.
– Podemos ir? Quíron perguntou.
Ele estava certo, o sol já estava sumindo no horizonte e nó precisaríamos de todo o tempo possível.
Nós seguimos em direção à praia. E lá achamos Tyson, dentro da água, brincando com uma harpia vermelha — que deveria ser a famosa Ella — e com o que eu achei serem cavalos normais, até que eles pularam e eu vi a calda de peixe deles.
Eu lembrei do que Tyson tinha dito na primeira vez que nos falamos, no meu sonho: "Tyson prefere os verdadeiros Peixes-Pôneis.". Agora eu entendia o que ele quis dizer.
– Eles vão levar vocês até Nova Jersey. Percy avisou.
– NÃO! As filhas de Afrodite protestaram. Vai acabar com a maquiagem delas!
– Eles não têm escolha. É a maneira mais rápida. Percy explicou.
Sem enrolar, nós nos despedimos e entramos na água. Tyson ajudou os outros dois a montarem enquanto eu montava no meu Hipocampo.
Descobri que podia entende-los:
Olá, senhorita! Os três disseram animados.
– Oi... Vocês sabem para onde têm que ir? Perguntei, meio receosa.
Sim, senhorita! Seu irmão nos explicou! Podemos ir?
– Podem ir, sim. Concordei.
Eles desataram a nadar. Muito rápido. A água não podia me molhar. Mas o vento era forte e eu agradeci Piper mentalmente por ter me separado um casaco. Eu não podia imaginar como os outros deviam estar congelando, molhados como eles estavam.
De repente, me lembrei que esta poderia ser a última vez que eu via o Acampamento. Ninguém sabia o que realmente iria acontecer durante a missão.
Olhei para traz, esperando ver o Acampamento e os campistas que lá estavam.
Tudo o que consegui enxergar foram pequenos borrões laranjas, da camiseta do Acampamento que meus colegas usavam. E um pedacinho da floresta, de onde algumas Ninfas acenavam.
Notas finais
A Shell estava meio sentimental nesse capitulo, mas vocês entenderam o porque, né?
Espero que vocês tenham gostado, mandem MUITOS REVIEWS e CURTAM A PAGINA NO FACE!!!!!!!!!!!
Lembrando que quem FAVORITAR e/ou RECOMENDAR a história ganha um capitulo e um desenho la na page...
Beijos deliciosos para vocês (*-*)
EU
P.S.:
Essa é a roupa que a Shell usa na missão:
http://www.polyvore.com/shell_hudson_miss%C3%A3o/set?id=90571702
E essa é a roupa que a Annabeth usa:
http://www.polyvore.com/annabeth_miss%C3%A3o/set?id=96024443
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