She is a Rebel

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Agora quem narra é a Thalia
- Onde ele está? Em que região da Austrália? — perguntei aborrecida.

— Ele saiu de barco mais para a costa leste — Connor informou.

— Mas estamos praticamente no extremo oeste — comentei com a cabeça explodindo.

— Temos que atravessar a Austrália a moda antiga — Billie sorri — Vamos alugar um carro.

Depois de meia hora, Billie volta com as chaves de um carro.

— Qual o carro? — perguntei

— Uma van — ele respondeu com um sorriso — Bem espaçosa...

Connor riu.

— Cale a boca — resmunguei.

Billie riu juntamente com Connor. Me olhei no vidro da van. Eu estava ficando um pouco vermelha.

— Vamos?!! — gritei.

Billie sentou no banco do motorista e eu atras. Antes que eu botasse o sinto, Connor me impediu.

— Billie precisa de alguém ao lado dele e... Eu tenho muito sono — ele sorriu.

Eu sai da van e entrei no lado do passageiro.

Liguei o radio. Tocava Basket Case.

Billie sorriu.

— Isso só pode ser uma maldição não é? — olhei para o céu.

Peguei meu iPod e botei uma musica de Guns and Roses.

— Escutar outras musicas não vai te fazer esquecer de mim — Billie falou.

— Que Hera apague minha memória então! — resmunguei.

"Acho que nem isso me faria esquecer de você" acrescentei em pensamento.

Billie ficava lindo a luz do sol. Eu gosto quando o cabelo dele está preto. Sinceramente, acho melhor do que azul ou loiro.

Ele estava serio, acompanhando uma musica do radio. Eu tirei os fones para saber qual era a musica.

"The Reason Is You" de Simple Plan. Ele me olhou e sorriu.

— Uma boa musica não? — ele me perguntou.

— É — respondi.

Olhei para trás. Connor estava dormindo com um saco de batatinhas no colo. Eu sorri.

— Já pediu alguma coisa aos deuses hoje, Thalia?

— Sim — respondi.

— O que?

— Tempo.

Ele ficou mudo e prestou atenção na estrada.

— Tem problema se eu... Encostar minha cabeça...? — perguntei.

— Não — ele sorriu — de jeito nenhum.

Eu deitei a minha cabeça em seu ombro. Ele segurou o volante com uma mão e com a outra acariciou a minha cabeça. Eu ri baixinho.

Meia hora depois paramos em um hotel para descansar. Eu tirei minha bolsa de mão do carro e fiz o check-in. Tive que pedir um pouco de sorte aos deuses para que a mulher da recepção não pedisse documentos.

O meu quarto é o 301 e o de Billie e Connor é o 302. Tem uma porta para que eu possa passar para o quarto deles e eles para o meu.

Eu tirei as botas, escovei os dentes e dormi com a mesma roupa que estava.

Quando deu meia-noite, eu vi um vulto no escuro. Tive que me controlar para não me esconder debaixo do cobertor.

Peguei uma adaga que eu mantinha sempre debaixo do travesseiro e preparei Aegis.

O escudo se desmontou assim que vi Billie. Ele estava com a mesma roupa. Uma blusa preta, calça preta, mas estava sem a gravata vermelha.

— O que você? — perguntei.

— Você muda de humor rápido... — ele sorriu — O que você pediu exatamente no avião?

— Nada que diga ao seu respeito

— Tem certeza?

— Tenho... — minha voz falhou — não.

Ele franziu as sobrancelhas.

— Então me conte.

Contei sobre o tempo e sobre o prazo. Ele escutou tudo com atenção.

— Desistiu?

— Do que? — franzi as sobrancelhas

— De mim — ele se sentou na cama

— Não, eu também não desisti do que faz feliz — eu mexi no cabelo — Eu queria viver para sempre... Caçar para sempre.

— Viver para sempre? Não poder ver seus filhos crescerem e viver.

— Acontece que eu não sou o tipo de garota que tem filhos entende?

— Viver para sempre não é viver. Não para um semideus. Um semideus não é para ser imortal.

Billie abriu a mini-geladeira e pegou uma lata de cerveja e depois um cigarro. Andou até a varanda. Eu revirei os olhos e o segui.

— Primeiro de tudo, pare de beber e fumar — peguei o cigarro e a bebida da mão dele e joguei pela varanda — Segundo, você não gosta de mim. Por que eu deveria te amar?

— Quem disse que eu não godo de você? — ele deu um passo para frente — Você é muito idiota ou cega não? Quer saber por que eu faço aquelas perguntas para você? Porque eu te... — sua voz falhou. Ele olhou para cima e caiu. Eu olhei para frente. A fúria estava de volta. Ela tinha conseguido sair do tártaro e atingira uma faca dm Billie.

Eu o segurei, retirei a faca. Ele fez um gemido estranho.

— CONNOR! — gritei..

Ele estava empunhando uma espada. Eu olhei para ele e ele assentiu. Tinha entendido o que eu queria dizer.

— Billie? — eu me ajoelhei ao seu lado. Tinham lagrimas nos meus olhos. Eu ainda podia ouvir sua respiração fraca — Billie! Fale comigo! Billie!

— Thalia? — ele deu um sorriso fraco — Eu te amo.

— Eu também — eu o abracei. Tinha sangue nas minhas mãos, em meu rosto e nas nossas roupas. Eu o olhei. Ele estava quieto e tentava ficar vivo.

Notas finais
Hey people! Eu to pensando em escrever essa fic com algm. Se estiver interessado, manda uma msg por favor!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.