She is The Reason
6 Eu sou um bacon?
Notas iniciais
Megan Walker Narrando:
A primeira semana no acampamento não foi tão ruim para mim quanto foi para Jenny, a definição de ruim pra ela, era garotos querendo “ficar” com ela por assim dizer, Jenny era meio maluca mas como ela mesmo dizia: “Sou louca, mas não sou vadia”. A verdade era que ela assim como eu era virgem, então “ficar” com qualquer garoto estava fora de cogitação. Eu ainda não fui reclamada, seja quem for meu pai como diz Hylla é um irresponsável, mas eu tento não me mostrar magoada, principalmente porque não sou do tipo que demonstra fraqueza.
Ao contrário de mim, Hillary foi reclamada como filha de Ares quando estávamos no captura a bandeira, e ela lutou como um demônio sendo que nunca havia manuseado uma espada, depois da nossa vitória ela foi reclamada, fiquei muito feliz por ela, mas não pude deixar de me sentir triste por saber que meu pai, ou não sabia da minha existência (o que era bem menos provável, sendo que todos os deuses sabiam da existência dos filhos) ou não queria me assumir (aposto mais na segunda opção). Percy me disse que também foi assim com ele até ele ser assumido como filho de Poseidon no jogo de captura a bandeira.
Tinha acabado de sair do treino de arco e flecha, não era tão ruim, mas não era melhor que os filhos de Apolo. Fui para o lago que estava vazio, e me sentei perto da margem. Tirei meus sapatos e coloquei meus pés dentro da água, bom eu sabia nadar, mas nunca mais me arrisquei á tentar de novo, pois aos 12 anos quase morri afogada quando eu e minha estávamos na praia.
Eu ainda tinha sonhos com minha mãe, na maioria eles eram bons, mas sempre tinha um que acabaça comigo: o dia do acidente. Ainda não entendia muito bem o que havia acontecido com minha mãe, o nome dela era Alyson, e ela era muito linda, com olhos castanhos e cabelos louros, não a achava muito parecida comigo, tia Emma dizia que ela era parecida comigo na personalidade, ela nem parecia uma adulta responsável, quanto mais minha mãe, quem a visse comigo pensaria que era minha irmã mais velha.
Sem perceber eu já estava chorando, não que eu não gostasse de lembrar dela, mas a dor era de mais. Lembrar do seu rosto e então cair a ficha de que nunca mais iria vê-la.
Limpei minhas lágrimas e me lembrei de uma música que eu e ela cantávamos, ela me acordava cantando e eu apesar do sono cantava junto, me peguei cantando November Rain do Guns N' Roses. Um fato sobre a família Walker é que a maioria das pessoas é atriz ou cantor, famoso ou não. Minha mãe era atriz assim como tia Emma, porque vovó Jessica queria, ela tinha feito de tudo para minha tia desistir de ser advogada e conseguiu. Por isso minha mãe não queria que eu entrasse nesse mundo da fama, queria que eu me formasse em outra faculdade que não fosse Julliard, e eu recebi um convite para estudar lá, minha mãe e minha tia, assim como a maioria da família fez faculdade lá, e como era de se imaginar, eu tinha “os dons” da família Walker. Muito cedo aprendi a tocar instrumentos (principalmente piano, violão e guitarra), fiz peças escolares e tive apresentações de música enfim, me ofereceram quando eu tinha 12 anos para ser uma estrela, quando fizesse 18 anos estudar em Julliard, cantar, atuar e etc. Mas eu sabia que minha mãe não queria isso para mim, ela queria que eu fosse diferente do resto da família, por isso me dediquei mais a o estudo comum do que a música e o teatro.
Fiquei pensando por muito tempo até que vejo alguém se aproximando, então eu vi um garoto de cabelos castanhos cacheados e olhos marrons, ele pareceu meio constrangido ao me ver quando se aproximou.
Ele sorriu sem graça.
_Desculpe, não sabia que tinha alguém aqui, se quiser eu vou embora e...
_Não tudo bem_ Eu o interrompi sorrindo, ato retribuído por ele.
_ Tudo bem, eu sou Leo Valdez. _ Ele estendeu a mão e eu apertei.
_Megan Walker, pode me chamar de Meg e é um prazer.
_ O prazer é meu. Então, gosta de ficar sozinha? _ Ele perguntou sentando-se ao meu lado.
_Ás vezes para pensar. _ Eu respondi olhando o lago.
_ Eu nunca havia te visto aqui, é sua primeira semana no acampamento?
_Sim, mas eu também não te vi o que me leva a chegar á conclusão que está atrasado. _ Eu disse sorrindo.
_Culpado. _ Ele levantou as mãos, como se estivesse se entregando.
Começamos á conversar e Leo era muito divertido, a toda hora eu estava rindo e ele me acompanhava.
_ E ele não tentou te matar? _ Perguntei depois que ele tinha me contado sobre o filho de Íris que ele estava irritando.
_Ainda estou aqui, então se ele ficou com vontade preferiu não fazer, além disso, quem mataria um garoto tão lindo quanto eu? E tenho muitas outras qualidades também.
_A modéstia não é uma delas. _ Eu deduzi rindo.
_Eu sou um posso de modéstia. _ Ele se fingiu ofendido.
_Sei.
Calcei meus sapatos e continuamos conversando e rindo, até que um “ser” pigarreou alto nos forçando á olhar, adivinha quem era? Quem disse Nico ganhou um prêmio.
_Atrapalho? _ Ele perguntou cruzando os braços.
_ Não. _ Eu disse.
_Sim._ Disse Leo ao mesmo tempo que eu.
_Bom, se atrapalho é melhor eu ir embora e deixar você conversando com seu amigo Megan. _ Nico disse.
Leo se levantou e elevou as sobrancelhas.
_Falando desse jeito parece até que tá com ciúmes.
_ Ciúmes de quem? _ Perguntou Nico e eu percebi a fúria em seu olhar.
_ Espero que não seja de mim, sabe eu não jogo nesse time. _ Ele retrucou e Nico ia avançar pra cima dele se eu não tivesse entrado no meio.
_Nada de brigas. _ Eu disse olhando para os dois.
_Quem queria brigar não era eu. _ Disse Leo provocando.
_Já chega, para os dois. Que infantil da parte de vocês, sinceramente. _ Eu disse saindo de lá.
Logo eu estava no chalé de Hermes vazio, alias quase vazio. Connor Stoll estava lá.
_ Oi Connor. _ Eu disse e ele elevou o olhar para me ver.
_ Oi Meg. Posso perguntar uma coisa?
_ Já perguntou. _ Eu disse.
Ele riu.
_É serio.
_Tudo bem, pergunte.
_ Eu... Eu sou... Eu sou um bacon? _ Ele perguntou gaguejando e eu pus as mãos na cintura.
_Um bacon? _ Eu repeti sem acreditar nessa pergunta.
_ Sabe que eu e Katie estamos namorando certo?
_Sim. _ Eu respondi.
Ele suspirou.
_Quando eu e o Travis tínhamos 12 anos, tinha uma garota que gostava do Travis, e ela dizia para todos que eles eram namorados, o Travis não dizia nada, porque ela dava um bacon importado caro pra ele todo mês. Ele não gostava dela, ele só queria o bacon. Um dia quando estávamos em uma missão aqui do acampamento eu salvei Katie. _ Ele disse tudo de uma vez.
_ E agora você pensa bacon e que ela só está com você porque você a salvou. _ Eu deduzi.
_É. _ Ele confirmou cabisbaixo.
_Por que não pergunta se ela gosta mesmo de você, se ela responder olhando nos seus olhos, então é porque ela ta apaixonada, se abaixar o olhar é porque não quer te machucar. _ Eu disse. _ Vai lá, e eu sei que você gosta dela, não desisti por causa de uma besteira envolvendo bacon importado. _ O incentive.
_Tem razão, obrigado Meg. _ Ele se levantou e correu, me deixando sozinha.
_É, posso ser terapeuta.
_Falando sozinha maluca. _ Disse a voz de Jenny, olhei para a porta e vi que ela estava com Hylla.
_Sim. _ Eu respondi rindo.
_ O Que estava conversando com o Connor ou o Travis? _ Perguntou Hylla.
_ Era o Connor, ele estava perguntando se era um bacon. _ Eu disse e Hillary e Jenny se entreolharam e começaram a rir.
_Não, você não vai ser terapeuta, vai ser psiquiatra, e seu primeiro paciente acabou de sair correndo. _ Disse Jenny rindo.
_Que graça. E não vou falar mais nada, porque é um assunto pessoal. _ Eu disse cruzando os braços.
Jenny deu de ombros e parou de rir.
_Então, soube que estava conversando com o gatinho filho Hefesto. _ Disse Jenny sentando ao meu lado.
_Conta tudo. _ Disse Hylla sentado do meu outro lado.
_Só conversamos e rimos até o Nico chegar e...
_Opa, opa, opa. O Filho de Hades? _ Jenny me interrompeu.
_Tem outro Nico no acampamento? _ Eu perguntei com certa irritação por ela estar me interrompendo á toda hora.
_Está bem estressadinha. Continua._ Ela levantou as mãos “se rendendo”.
_Ai eles começaram á discutir e Leo chamou Nico de gay e...
_O Nico matou ele? _ Dessa vez Hylla que me interrompeu.
_Não, mas teria matado se eu não tivesse impedido.
Jenny suspirou e olhou pro teto, sonhadora.
_Dois garotos disputando pelo seu amor Meggy, que lindo, agora é a parte que eles duelam até a morte e vencedor fica com o coração da linda donzela e...
_Para, você está parecendo uma filha de Afrodite. _ Interrompeu Hylla.
_ Cala boca filhote da guerra. _ Ela retrucou._ Meg, eu soube que antes de você vir pra cá, foi no Olimpo, conheceu meu papis?
_ Bom, ele não falou nada, mas eu pude perceber que era ele porque tinha uma placa com a frase “Fabuloso e maravilhoso Apolo deus do sol, da poesia, da música e da profecia”. Pelo que percebi Apolo, é o deus mais modesto do Olimpo._ Disse ironicamente.
_ Mas ele é mesmo fabuloso. _ Disse Jenny com cara de orgulho._ Ele é bonito.
_ Devo dizer que Apolo é quente. _ Eu disse e nós rimos.
Elas eram malucas e não tínhamos nada á ver uma com a outra, mas eu gostava quando estávamos juntas, amava conversar com elas, amava quando riamos por horas, bom eu amava aquelas doidas.
Continua...
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