Notas iniciais
Olá, queridas leitoras! Esse irá para minhas belas novas leitoras, Pammy Chan e Hyuuga Haruno. Espero que gostem!

Gaara se remoía por dentro, socando a parede, já que nõa poderia socar sua própria cara.

Porquê ele não fez nada ao respeito, quando podia? Não. Ele sempre fora assim. Nunca agia quando era preciso. Sempre esperava o outro dar o primeiro passo.

Ele, de alguma forma, sabia que algo de muito errado estava acontecendo com Ino. Aquele buraco que sempre esteve aberto no meio do seu peito fora preenchido e esvaziado de uma forma tão rápida naqueles últimos dias!

ele sempre foi uma pessoa calada. Mas agora era isso o que ele menos gostaria de ter sido.

-.-.-.-.-

Sakura entrou cambaleante em casa. Já era a segunda noite que saía para beber, sozinha. Sempre sozinha.

Ela nunca teve amigas de verdade.

A única amiga que algum dia tivera estava entre a vida e a morte, e ela aparentava pouco se importar.

Na verdade, só aparentava. Por dentro ela estava destruída.

Sem a força da irmã, se sentia vazia, oca.

E para piorar, havia começado mais um temporal.

- Idiota! Por que você tentou se matar? Ein?! Eu te odeio! ODEIO!

Sakura gritava para a porta do quarto da irmã. Estava sozinha naquela casa. Desde que a irmã fora para o hospital, seu pai não saía de lá.

Invadiu o quarto da irmã. Tudo do mesmo jeito que ela havia visto naquela fatídica noite.

Com um acesso de raiva, arrancou todos os porta-retratos e livros que estavam na mesinha do quarto dela. Arrancou as cobertas da cama, pegou as sapatilhas da irmã e jogou contra o grande espelho do quarto, quebrando-o em milhares de pedaços.

Chorou encolhida no chão do quarto, vendo a bagunça tanto física quanto emocional que se encontrava.

- Vai fazer o quê aí?

- Morrer seria legal. — Respondeu Sakura.

- Então tome uma atitude. Você demoraria muito tempo para morrer de inanição — Respondeu o rapaz na porta.

- Por quê você me odeia? — Perguntou Sakura, triste, mas ainda no mesmo lugar.

- Não te odeio. Apenas te desprezo. — Respondeu Sasuke. — E isso que você está sentindo nõa vai melhorar gritando, chorando ou acabando com o quarto de sua irmã.

- Você me disse que já esteve no meu lugar.

- Sim, já estive.

- O que você fez?

- Fiz o que era certo e aquilo mesmo que você está louca para fazer, mas você tem a porcaria de um orgulho ridículo que não ficará de pé por muito tempo. Acredite no que eu digo.

Sakura já nõa se aguentava mais.

- Vamos fazer isso.

- Ótimo. Mas, antes... vamos curar essa sua bebedeira. — Disse ele, pegando a moça pelos braços e jogando contra seu ombro, como se ela fosse um saco de batatas.

-.-.-.-

- Isso é motivo para se embebedar, Sakura? — Disse Inochi, irritado. Com força, deu um tapa no rosto da filha.

Estapeada o rosto da garota, sem se arrepender. Vê se pode, ela saindo para beber enquanto sua própria irmã estava em coma?

O pior daqui tudo era que ela não reagia.

- Perdi minha paciência com você, Sakura. Vê se honre sua idade e tome alguma providência. Se eu pudesse, te obrigaria a fazer essa pequena cirurgia e salvaria a vida da tua irmã. Mas eu nõa posso fazer isso.

Inochi estava desolado. Saiu da enfermaria aonde Sakura estava recebendo soro glicosado por causa de uma bebedeira e foi para o corredor.

Sakura continuava com a cabeça baixa. Chorava em silêncio.

Sasuke estava do outro lado do local, apenas observando.

- Não acha que jé está na hora de crescer, Sakura? — Comentou ele, de braços cruzados.

-.-.-.-.-

Ino estava num local alegre e florido. Estava sozinha e pedia baixinho para que a vz da sua mãe ecoasse novamente perto dela.

- Olá, bonequinha.

Ino se virou e observou uma bela mulher de cabelos loiros e olhos verdes. Era a sua mãe?

- Mãe, é você? — Perguntou e ao ver ela acenar com a cabeça, perguntou — Eu... morri?

A mãe dela sorriu.

- Não, minha pequena. Você está em coma. Sabe... você se tornou uma moça tão linda! E como dança bem... tenho orgulho de você, querida.

- Obrigada, mamãe. Mãe... eu ficarei aqui para sempre?

- Não. Aqui você está livre. Feche seus olhos e se concentre aonde você quer ir... e você irá para lá.

Ino se concentrou e imaginou a academia de dança, e instantaneamente, se viu lá. Estava vendo Hinata e Naruto conversando.

- Fique tranquilo, Naruto... Ino irá sair dessa logo. Ela é forte. — disse Hinata, sorrindo docemente.

- Eu tenho medo, Hina. Sabe... a Ino é como uma irmã para mim. E esse fato da Sakura.. ah, que ódio dessa garota! Não consigo acreditar que eu perdi tanto tempo pensando nela e não observando as pessoas ao meu redor — Disse Naruto, olhando para Hinata, que corava.

- Na.. Na.. Naruto. Eu.. — Tentou falar Hinata, mas foi calada pelo dedo de Naruto.

- Shii. — Disse ele, e a beijou.

Ino ficou eufórica. Bem, pelo menos esse problema dela estava ajudando para alguma coisa. Mas ela ainda não sabia ao certo o que tinha.

- Mãe, o que eu tenho?

- Pequena... eu nõa posso te contar.

- Posso me ver?

- Só quando for a hora. Fique tranquila. Tudo dará certo. Bem, tenho que ir agora.

- Mas.. já?

- Já. Depois eu volto. Eu te amo.

- Eu também.

-.-.-.-.-

Sakura fez a operação, doando a medula para a irmã. Mas os dias haviam passado e nada de Ino acordar.

Sakura ia todo o dia visitar a irmã no hospital, para pedir desculpas e tentar fazê-la acordar.

- Acorda, por favor. Eu.. eu preciso de você. Me perdoa, irmã. Me perdoe, de verdade. Eu... eu já não aguento mais. Olha... eu.. eu te amo.

Mas as semanas passavam e nada dela acordar.

Ino precisou fazer algumas sessões de radioterapia e quimio leve. Sakura fez de tudo para que a irmã não perdesse seus longos e belos cabelos loiros. Ela havia se tornado uma pessoa melhor e tentava a todo custo, participar do programa de estádio do hospital que Ino estava internada, para poder cuidar da irmã.

Gaara não falava mais com ela, mas não tinha mais ódio. Naruto, após muita conversa, e com muita ajuda de Hinata, perdoou Sakura.

Inochi estava mais frio em relação a filha. E Hinata conseguiu o papel de Giselle no ballet.

Sasuke ainda era o responsável pelo estado clínico de Ino e com isso, se tornou amigo de todos.

Eles ficaram mais tristes quando se passou um ano e nada de Ino acordar. E todos os dias, Sakura fazia a mesma coisa.

Sentava perto da irmã, pegava sua mão, pedia perdão, alisava seus longos cabelos e ora trançava-os, e passava alguns minutos conversando com ela. As vezes, cantava algumas músicas que sabia que a irmã gostava, mas nunca recebia sequer um sinal que ela estava escutando.

Sasuke havia dito que ela estava em perfeito estado, só faltava ela acordar.

- Então, acorde, querida. Acorde, irmãzinha. Porquê, no final de tudo, você ainda é o meu muro de contenção... — Sussurrou Sakura, se despedindo da irmã.

Notas finais
Gostaram? Então.. wonderwall significa muro de contenção... que significa aqui apoio.
Espero que gostem e deixem comentários. Beijos!