She Will Be Loved
10 Partidas e Chegadas
Notas iniciais
Fico muito feliz pelos meus 9 leitores, minhas 29 reviews e munha primeira recomendação. Dedico este capítulo ao meu amigo Felipe que me fez essa capa e me atura por muito tempo :3
Muito obrigada, Lipe!
Bem, vamos ao capítulo.
Espero que gostem :)
As três semanas que faltavam para Ino viajar passaram num piscar de olhos. Parece que quando você não quer, ele passa muito mais rápido do que o necessário. Ino estava triste, mas decidida com sua escolha. Não foi atrás de Gaara, continuou se preparando para a viajem da sua vida.
Estava mais do que na hora de pensar um pouco nela, só nela. Gaara havia sido um babaca ao supor que ele não era importante para ela, novamente. E por sua babaquice, pagaria o preço de ficar sem ela, por tempo indeterminado.
Quanto a Sakura, ela não contou a irmã o que lhe afligia. Não queria aprofundar a irmã em seus problemas, queria resolvê-los sozinha. Ajudou a loira a terminar suas tarefas e foi a responsável a levar Ino ao aeroporto.
- você vai ficar bem, né? — Perguntou Ino, preocupada com a irmã, cada vez mais calada e diferente da outra Sakura, que ela bem conhecia.
- Vou sim, não se preocupe. Preocupe-se com seu futuro. Tem certeza que não quer conversar com Gaara?
- Tenho. Sabe, não posso deixar minha felicidade nas mãos dos outros, tenho que procura-la eu mesmo.
- Mas… sua felicidade tem que estar a quilômetros de distância de casa? — Perguntou Sakura, divertida, mas com lágrimas nos olhos.
- Olha… sempre terá um lugar do meu lado para você, irmãzinha… mas acho que devemos ter um tempo de separação realmente. Você entende, né?
- Claro que entendo… só… não se esqueça de mim, ok? E… Eu te amo. Muito.
- Eu sei, testuda. Eu sei. E eu também te amo muito. Maaaaaas, vamos parar por aqui senõa vou chorar demais nesse voo, e tenho que estar bem apresentável quando chegar lá.
- Uh, assim que fala, primeira-bailarina do Kirov(1)
E as duas caíram na gargalhada. Ino havia aceitado substituir a primeira bailarina desta companhia enquanto ela estivesse em licença maternidade. Seria perfeito para sua carreira esse tipo de trabalho. Ela só estaria mais radiante se seu namorado (agora ex) compreendesse seu lado e curtisse com ela essa estadia.
Terminou as despedidas e seguiu para seu avião. Estava cansada.
x-x-x-x-x
Sakura havia se tornado amiga de seu “cunhado”, desde o dia em que se conheceram. Ela havia aprendido a ter paciência com seus lapsos de infantilidade, causados pelo tumor, que em breve seria retirado. Passou na clínica em que ele vivia depois de levar a irmã ao aeroporto, para conversar um pouco com ele.
- Sakura! como está, querida cunhadinha? — Brincou Itachi, sorrindo. Nem parecia que em dois dias estaria realizando mais uma grande cirurgia.
- Há, corta essa, Itachi. Não sou sua cunhada…
- Mas bem que poderia ser. Me diga, quando irá contar a ele?
- Não sei do que você está falando — Desconversou ela, olhando para a janela.
- Tsc tsc, depois o psicótico sou eu.
Sakura teve que rir do moreno. Realmente, ele era uma figura.
- Ele gosta de você, sabia? — Sakura não moveu sua cabeça. Ficou calada com algumas lágrimas nos olhos. — Está mais tristonho quando você decidiu se afastar dele.
- É melhor… — Balbuciou ela.
- Me diga… é melhor para quem? Pro meu irmão que mais parece um zumbi ou para você, fantasminha? — Brincou ele, ao relatar a aparência dos dois jovens médicos. — Só me prometa uma coisa… fique do lado dele depois de amanhã. Ele vai precisar do seu apoio… e de quem mais vier.
- Porquê você fala isso, Itachi?
- Sinto que algo acontecerá. Só me prometa, por favor.
- Está prometido, meu amigo. Mas agora, tenho que ir. — disse ela, pegando sua bolsa e indo em direção a porta.
- Só porquê ele vem daqui a pouco, né? Para de tentar fugir dele, Sakurinha. Uma hora ou outra ele vai descobrir…
Sakura arregalou os olhos.
- descobrir o quê? — Perguntou ela, com medo.
- Oras… você sabe. — Disse ele, olhando-a sugestivamente. — Que você o ama assim como ele te ama, cabeçuda.
- Tchau, Itachi. Volto amanhã.
- Tchau, cunhadinha!
Sakura saiu do quarto respirando pausadamente, tentando se acalmar. Meu Deus, o que viria a diante?
x-x-x-x-x
Ino tentou em vão não chorar parte do caminho. Estava magoada sim com Gaara. Mas era a última vez que ela choraria por ele. Oras, tudo que fazia era chorar, desde que o conheceu.
Suspirou, cansada, ao relembrar o passado.
Eles haviam se conhecido quando ela, desastrosamente, tentou atravessar uma rua e quase havia sido atropelada. Havia sido salva por um ruivo maravilhoso. Daí em diante, nõa conseguiu mais parar de chorar por culpa dele. Bem, não era bem culpa dele, mas geralmente ele tinha sempre algo a ver com isso.
Balançou a cabeça a fim de espalhar as lembranças e nõa se fixar em nenhuma. Estava querendo uma vida nova, nem que fosse por alguns meses.
Tá certo que ela estava abandonando seu grande amor para ir atrás de outro grande amor, o ballet. Era esse outro grande amor, o ballet, que a impediu de enlouquecer durante todos aqueles anos. Logo, ele era mais importante que o próprio Gaara.
Então, essa era a hora. Encararia seu futuro — mesmo que momentâneo — com passos firmes e seguros. E tentaria ser feliz.
Com ou sem seu ruivo maravilha.
x-x-x-x-x
Gaara batia feito louco na porta da casa da loira. Não podia ter deixado isso acontecer. Não podia!
Sakura estacionou o carro e correu para perto do ruivo que socava a porta da sua casa.
- Hey! Será que dá para deixar a porta no lugar? Pelo que eu saiba, o cretino aqui é você, não o carvalho.
- Sakura… aonde está a Ino? — Disse Gaara, cansado e tristonho. — Ela…
- Deixei ela lá a uma hora atrás. — Ao perceber as intenções do ex namorado, completou — Nem adianta tentar ir atrás dela. Nessa hora, ela já deve estar a poucas horas de São Petersburgo.
Gaara sentou na escadinha da entrada, escondendo o rosto com as mãos. E se entregou a emoção de ser um tremendo babaca.
Sakura não aguentou ver aquela cena e acabou abraçando seu ex, tentando consola-lo.
- Ein… que tal você visitar ela? Tipo… daqui a um mês, ela fará sua apresentação de estréia como primeira bailarina do Kirov.
- Como assim?
- Oh, Deus. Você é do tipo bate primeiro, pergunta depois? Não lembrava dessa sua forma de ser, Gaara. — Ele olhou feio para ela — Ela foi convidada a ocupar esse cargo por causa que a primeira bailarina, a original, ficou grávida. A substituta dela também, acredita? Aí veio a vez dela. O que me diz de fazer com que ela desocupe esse cargo também? — Brincou Sakura.
Bem que Gaara adoraria fazer com que sua loira desistisse de tudo e voltasse para ele, com um bebê deles. Mas não poderia fazer isso…
- É o sonho dela, Sakura. Não posso fazer isso com ela. — Disse ele.
- É, eu sei disso. E sei que você a ama tanto a ponto de vê-la de longe, só para a felicidade dela. Mas ainda insisto: vamos a estreia dela.
- Vamos.
- Beleza. Agora, me deixa ir que eu tenho muita coisa pra resolver agora. E pelo que me consta, você tem trabalho, não é? Então… mova-se.
- Saquei que você quer ficar sozinha. Até mais então e… obrigada.
- Não tem de quer. Agora, xô. Preciso tomar um banho para trabalhar.
- Até, Sakura. — Disse Gaara, indo em direção ao seu carro.
Sakura suspirou e abriu a porta de casa, indo diretamente à cozinha, para engolir algumas pílulas que já passavam da hora. Ouviu a porta se abrindo novamente e pensando se tratar de Gaara, disse, sem se virar na direção do barulho:
- Olha, eu nõa estou escondendo ela aqui. Nem tenho tempo pra sua choradeira… nem sabia que você chorava, Gaara. Se quer ficar vagando por aí, que fique. Ino deixou algumas coisas no quarto dela, pode ir lá. Eu vou pro banheiro. — E saiu em direção ao quarto. Como não viu ninguém, deu de ombros, achando que provavelmente Gaara havia ido ao quarto da irmã, se lamentar ser tão otário.
Tomou um banho gostoso em sua suíte, mas não muito demorado. Logo teria que voar para o trabalho, antes de Sasuke chegar e fazer de tudo para ficar longe dele. Saiu do banheiro enrolada numa toalha, displicente e distraída.
- Por que está me evitando? E por que está tomando ácido fólico? (2) Sakura… você tem algo para me falar? — Perguntou Sasuke, sentado na cama dela, com uma expressão intrigada, formando mil hipóteses para aquelas perguntas.
Sakura ficara pálida com a súbita presença do moreno em seu recinto. Sua visão ficou turva e a última coisa que sentiu foi ser amparada antes de desabar no chão.
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