She Will Be Loved

8 Capítulo 8 Vinho Especial Sasuke/Sakura


Notas iniciais
Oioioi :3
Tentei postar hj cedo, mas o site deu piti...
Bem, resolvi não postar um hentai pesado. Esse tá bem leve. Percebi que não combinava com o estilo da fic...
Espero que gostem e pra quem odeia a Sakura, ela sofre um pouco, rs.
Beijos!
Sasuke olhava atentamente a menina-mulher a frente dele, sentada no sofá com uma xícara de chá de camomila na mão. Sakura havia chegaddo tão transtornada na casa dele, meia hora antes, que ele logo pensou em lhe aplicar um sedativo, caso o chá não fizesse efeito rápido.

Agora ela somente chorava e soluçava baixinho e ele sentado na mesinha de centro da sala esperava que ela dissesse o porquê de estar lá.

— Ino se lembrou de tudo — disse ela, de uma só vez, largando o chá no chão e apoiando a cabeça baixa nas mãos, e os cotovelos apoiados nos joelhos.

Então era isso.

Sasuke passou a mão nos cabelos revoltos, tentado recobrar a paciencia.

— Já falou com ela? Tiveram uma conversa tranquila e normal? — perguntou, e se percebeu fazendo uma força enorme para nõa pega-la no colo e fazer um carinho na cabeça dela. Quando viu ela assim, tão frágil, sentiu algo diferente.

— Ela nõa quer falar com ninguém. — Levantou a cabeça e ele pôde ver o mesmo vazio nos olhos dela que percebeu no dia em que brigaram no pátio do hospital, a fim de fazer com que ela tivesse um pouco mais de juízo e ajudasse a irmã. Mas isso já havia acontecido a muito tempo atrás e ele próprio se surpreendeu com o quanto a moça havia evoluído.

Sasuke se sentiu comovido com o olhar perdido dela. Mas por que diabos? Sakura era simplesmente sua subordinada no hospital. Era sua interna, sua escrava particular. Era irritante e a vontade que ele tinha em vê-la muitas vezes era de estrangular aquele pescocinho de aparência macia e cheirosa. Ela era uma problemática exatamente como ele era, anos atrás.

— Desculpa te atrapalhar — disse ela, por fim, ao perceber o olhar vazio dele, percorrendo a sala e olhando para a porta. Parecia um convite silencioso para que ela partisse dali o mais rápido possível. Ao se levantar, se surpreendeu com a mõa dele a impedindo de sair da sala.

-Fique — disse ele, se auto-surpreendendo com o gesto e com a fala. Não queria ela fora de sua casa e de sua vida? Precisava de uma desculpa rápida — está um tempo terrível lá fora. Vai acabar provocando um acidente e ocupando médicos e provavelmente o estrago vai ser tão grande que irão me chamar e você me perturbará novamente a minha tão aclamada folga. Irritante.

Sakura sorriu de lado. Ele não perdia uma chance em subjuga-la. Mas ela não ligava mais. Ele havia salvo a vida da irmã dela e se fosse preciso, ela aguentaria algumas coisas.

— Por que veio até aqui?

— Porque você é o mais próximo de um amigo que eu tenho. — respondeu ela — Sem querer abusar, mas tem algo mais forte que chá de camomila por aí?

Sasuke ainda estava perplexo com as palavras dela. Indicou a cozinha e foram caminhando para lá. Estava preparando o jantar quando ela apareceu na sua porta.

— Iria receber convidados? — Perguntou ela, observando a cozinha do moreno.

— Não. Só estava preparando um jantar para mim mesmo. Fetuttine ao molho branco com brocules e peito de peru. Se me ajudar, te deixo comer comigo e ainda divido meu vinho. — comentou ele.

Sakura assentiu e tirou o sobretudo, revelando uma blusinha delicada com renda por baixo de um casaquinho de lã e uma calça skinny escura.

Sasuke bebeu todo o conteúdo de sua taça, observando o corpo da sua interna, enquanto ela cortava as cebolas.

Era falta de sexo, só podia ser, pensava ele.

Dois pratos e três garrafas de vinho depois, já se tratavam como amigos. Amigos que sentiam uma atração. E foi assim que pararam em cima do sofá, aos beijos. Beijos afoitos. Que deixavam marcas. Que queimavam por onde passavam.

Foram para cama aos tropegos e largando as roupas pelo chão. Não pensavam em nada, deixavam tudo fluir. Com as mãos, Sakura tateou todo o dorso do moreno, reparando em cicatrizes específicas. Mas nõa interromperia o ato para falar disso.

E foi perfeito. Nem Sakura, nem Sasuke haviam sentido algo do tipo. Mas seria tratado apenas como duas pessoas que se encaixavam perfeitamente.

— Não acredito que transei com minha interna — reclamou Sasuke. Sakura sorriu, ainda nos braços dele. — Não pense que isso irá se repetir.

— Nãos e preocupe, Dr. Uchiha. — Falou Sakura, algo irritada. — Mas me diga uma coisa que cicatrizes são essas?

— Tsc tsc, Sakura Terei que diminuir sua média. Não sabe distinguir cicatrizes de transplantes?

— Nunca soube que você havia sido transplantado. Pelas cicatrizes, foram um pulmão e um rim, correto?

— Não fui transplantado. Eu doei para meu irmão. E parte do meu fígado e minha medula também, aluna aplicada.

— Então foi por isso que havia me dito que já estivera no meu lugar — comentou Sakura. — Como ele está?

— Bom saber que você se lembra das coisas, cabelo cor de rosa. Agora, cale a boca e durma logo. Daqui a pouco o nosso turno começa e eu pretendo descansar um pouco antes disso.

Sakura rui do comentário e adormeceu nos braços do moreno, nunca se sentindo tão protegida nos braços dele.

No dia seguinte, foram par ao hospital juntos. Mas aquilo que era previsto para durar apenas aquela noite, durou bem mais. Sempre que pudessem passar um tempo juntos e sozinhos, acabavam indo para cama, ou qualquer outro lugar que pudessem transar.

Mas para Sakura, tudo estava diferente. Não conseguia compreender o porquê de seu coração palpitar tanto quando estava com o moreno. Era como se ela finalmente havia encontrado uma parte perdida dela que nem ela mesmo pudesse se dar conta de que havia perdido.

Tudo ficou ainda mais insuportável quando ele resolveu sair com Karin, uma das enfermeiras. Além de danar com o relacionamento que eles estavam tendo, Karin a irritava plenamente. Pra completar, uma irritante dor no lado direito do seu abdomem havia se instalado.

Chorando sem nem saber o motivo real, contou tudo para a irmã, que mesmo sem falar muito com ela, veio lhe dizer no hospital que havia conseguido o papel de Giselle na próxima temporada do ballet.

— Sinto muito em lhe informar, irmanzinha. Mas você está completamente e irrevogavelmente, apaixonada pelo moreno alto, bonito e sensual do Sasuke. Mas agora eu tenho que ir, Gaara me espera.

— Até mais. Minha pausa para o café também já acabou.

Sakura ainda estava no torpor da revelação quando sentiu seu estômago revirar. Foi até o banheiro, tentando se acalmar, coisa que não funcionou. Realmente, tudo se encaixava.

— O que foi, Sakura? Você está pálida — comentou Karin, debochada, olhando para ela pelo espelho.

Sakura, só de ouvir a voz dela e sentir seu perfume enjoativo, vomitou na pia. A dor estava cada vez mais insuportável.

— Uh será que você está grávida? — Comentou a enfermeira. Sakura revirou os olhos, irritava. Mas a dor nõa deixava ela se vingar da ruiva.

Sabia que em menos de meia hora, todos saberiam do ocorrido no banheiro.

Sakura simplesmente se arrumou e tentou seguir para a próxima consulta, que seria ministrada pelo belo moreno Uchiha. Só que, durante a consulta, a dor aumentou num grau insuportável, seguida por calafrios terríveis, que a faziam tremer.

— Está tudo bem, Sakura? — Perguntou ele, preocupado, mas sem deixar transparecer muito. Sakura não respondeu, somente saiu correndo até a lixeira mais próxima.

Depois do ocorrido, fora internada pelo seu superior.

— Você está com apendicite — disse ele — vou te operar agora.

Karin estava com ele. Sakura olhou de lado e mesmo grogue por causa da anestesia, disse para a ruiva:

— Viu? eu disse que não estava grávida, vaca.

Karin ficou bufando de raiva, ainda mais depois de ter visto Sasuke rindo do comentário da rosada.

Sasuke sorriu de lado. Sakura realmente era dura na queda. Chegou os exames e se preparou para a cirurgia. Suspirou fundo. Depois que ela acordasse, iria conversar com ela.

Karin estava grudada nele. Argh, como odiava aquela suplício. Mas ele mesmo havia procurado aquilo. Na vã tentativa de se confirmar que o que sentia pela Sakura era apenas físico e nada emocional, tentou trocar ela pela Karin.

Coisa que não deu muito certo, já que continuava pensando na louca de cabelos rosas o tempo todo, até chegar ao ponto de ficar observando ela nas suas outras rondas diárias pelo hospital. Quando a viu brincar com as crianças da ala infantil, sentiu seu coração aquecer. Quando ela segurou um recém-nascido na uti neo natal, sentiu seu coração praticamente falhar. E naquela noite, sua mente lhe pregou algumas peças ao ve-la em seus sonhos carregando uma criança. A criança deles.

Balançou a cabeça e ocupou-se da assepsia para entrar na sala de cirurgia. Depois, iria conversar com o irmão.

Notas finais
Gostaram? Quero reviews :3 E recomendações, caso alguém goste muito dela, rs.
Sinto em informar que ela logo terminará... Mas tenho outras fics encaminhadas e mais uma nova, inédita! haha
Beijos!