She Will Be Loved
13 Capítulo 13 - Ordens
Notas iniciais
Bem, algumas musiquinhas:
Para Hinata e Naruto, Cupid's Chokehold - Gym Class Hero
Para Sasuke e Sakura, Plundered my Soul - Rolling Stones (acho essa música foda!) There's a Light Who Never Goes Out - The Smiths
Para Ino, Please, Please, Please, Let me Get What I want - The Smiths e Hero - Regina Spektor
Para Gaara, Cars Hiss By My Window - The Doors
Espero que gostem e que curtam as músicas.
Beijos!
Naruto, com a testa encostada na porta do quarto, ouvia os suspiros triste de sua amada. O que o levou a falar aquilo para ela? Não sabia. A amava sob qualquer hipótese e era muito desgastante vê-la assim.
Bateu novamente na porta. Sabia que ela estava acordada, sentia isso. Mesmo sem obter resposta, começou a falar após um longo suspiro.
- Meu amor... me perdoe pela forma que eu falei com você. Eu sou um idiota, você sabe muito bem disso. Eu não presto muitas vezes e confesso que adoro te deixar com ciúmes só para te ver mais independente, que ousasse mais. Sabe, eu te amo de qualquer maneira. Irritada, carinhosa, chorosa... mas principalmente sorrindo. Seu sorriso ilumina minha vida, meu caminho... ele é capaz de fazer até mesmo o velho mais irritante e nojento ver que a vida é bonita...
Hinata ouvia tudo calada, com os olhos repletos de lágrimas que rolavam silenciosamente pelo seu rosto. Esperou ele concluir.
-... sabe, seu olhar é muito mais belo que qualquer nascer da lua cheia, e eu morro de medo de algum dia você perceber que eu não sou bom o suficiente para você e simplesmente vá embora. Tenho medo pois sei quanto é ruim ter uma prova do paraíso e ele for arrancado de você, sem a mínima piedade...
Hinata suspirou fundo. Sabia do que ele estava falando. Falava de seus pais, Minato e Kushina, que haviam morrido quando ele era pequeno, mas não o suficiente para não se lembrar deles. Naruto amava muito os pais, mas sentia muita falta deles, por isso acabou se mudando para a casa dos avós, fora da Rússia.
Sabia que, se eles nunca tivessem sofrido esse acidente, a probabilidade dele conhecer Hinata seria quase nula. Então... era errado gostar disso pelo menos um pouquinho? Continuou falando.
- ... sua pele de porcelana, tão delicada... morro de medo de que você venha a se quebrar nas minhas mãos! Sua risada meiga, seus gestos... tudo em você é perfeito e eu me sinto um ogro perto de você. Você é um 10 e eu sou apenas 1/3, comparado a você...
Naruto se calou quando sentiu seus lábios sendo esmagados pelos dela. Ele estava de cabeça baixa e com os olhos fechados, e nem havia percebido que ela havia aberto a porta e escutava todo aquele discurso no corredor, admirando seu amor.
- Eu te peço desculpas, minha linda, minha princesa, meu amor. Não queria ter dito aquilo para você... eu só não queria que você se sentisse pressionada a fazer nada.
- Cala a boca, Naruto. — Disse ela, divertida. — Eu te amo. Eu que não sou o bastante para você.
- Não... você é muito mais do que eu posso poder... mas, ainda sim, todos os planos que eu faço para o futuro, você é a componente principal. Tudo em minha vida roda em torno de você. Você é o sol do meu sistema solar.
- Você é o meu sol particular, você que me dá vida. E eu quero ser sua, hoje, aqui, agora, e para todo o sempre, pois não vejo minha vida sem você. — Disse Hinata, sorrindo entre as lágrimas insistentes.
- Eu te amo.
E os beijos foram cada vez mais quentes, as carícias mais ousadas. Naruto pegou Hinata no colo, e ela prendeu as pernas na cintura dele, sentindo a excitação do loiro, sorrindo. Mesmo com aquela confusão toda, Naruto não havia parado de desejar sua amada. Suas costas encontraram com a parede e a mão dele passeou pela barra de sua camisola.
- Você sabe o quanto está linda? E o quando foi difícil par mim me controlar a hora em que você saiu daquele banheiro? — Arfou Naruto, entre um beijo e outro.
- Não quero que se controle mais. — Disse ela, retirando sua camisola, mostrando seus seios.
Naruto se deliciou, após tirar a própria blusa de frio e foi andando com ela em direção a cama. Queria fazer algo memorável ao seu -quem diria!- primeiro amor. Com carinho, estimulou-a até sentir tremer em seus braços e saber que ela estaria pronta. Foi cuidadoso e só relaxou quando ela lhe mandou ir mais rápido.
Gozaram juntos e foi como se estivesse no paraíso.
- Ino estava certa — suspirou Hinata, antes de pegar no sono, nos braços de seu amado — fazer com quem se ama é a melhor coisa do mundo.
.
.
x
.
.
Ino olhou no relógio. Estava tarde. Daqui a poucas horas, teria que estar novamente na companhia para ensaiar mais, até suas pernas fraquejarem e ela se sentir "perfeita" o suficiente para encarar o público e fazer uma boa apresentação. Seria sua primeira vez num palco grande após seus anos em coma e ela estava mais do que ansiosa com aquilo, mas não podia deixar isso transparecer tanto assim.
Algo dizia também que ela deveria tomar mais cuidado com as pessoas a sua volta. Sabia o quanto bailarinas ressentidas poderiam ser cruéis e maléficas. Se alguma delas suspeitasse de seu machucado, saberia que aquilo seria um problema mais sério que poderia imaginar.
Virou rápido a cabeça e viu um vulto ruivo. Ah, como sentia falta de seu amado! Estava tão exausta de não querer aparentar seu cansaço -tanto físico, quanto emocional- que já estava vendo em cada ruivo o rosto de seu amado. Seguiu seu caminho, passando por um pequeno café.
A noite estava tão fria quanto ela poderia imaginar e nem aqueles pesados casacos podiam aquecê-la. O frio não era somente proveniente do clima, ele vinha de sua alma.
Mas, se ela estava seguindo atrás de um sonho, ela deveria estar ao menos um pouco feliz, não é?
Aproveitou o ambiente quente do café e o tempo que esperou que seu chá de hortelã ficar pronto para colocar seu pé machucado no alto da cadeira em sua frente. Mentalmente fez alguns cálculos calóricos para ver o que poderia ingerir sem afetar tanto no seu rítmo.
Seu organismo ficou mal acostumado com o tempo em que permaneceu internada e seu estômago não mais aceitava qualquer coisa, fora que seu metabolismo era mais lento e sua musculatura, assim como seus ossos, um tanto mais frágil que os outros. Sua vida agora se resumia àqueles infinitos comprimidos de suplementação alimentar que sempre carregava na bolsa. Engoliu alguns e voltou para seus pensamentos.
Olhou para o relógio e notou que já poderia voltar para a companhia. Terminou seu chá sem tocar nos biscoitos de gengibre que o acompanhavam, pagou a conta e saiu calmamente até o grande prédio.
.
.
x
.
.
- Então, Sasori. Sei que você fica perto dela o tempo todo. Preciso saber se a franguinha tem algum problema... — perguntou a loira ao ruivo na sua frente.
- Para quê isso, Shion? — Perguntou ele, cansado. No fundo, sabia o que isso resultaria, mas não iria interferir. Aquele mundo era bem menos cor de rosa do que as menininhas apaixonadas por ballet poderiam imaginar.
Era uma zona de guerra. Aquele tipo de coisa -chamar uma bailarina de fora para suprir uma vaga que era almejada por tantas outras bailarinas da própria companhia- era mais do que um motivo justo para se iniciar uma guerra. Todas desejavam que Ino fracassasse e que todas as outras após ela fizessem o mesmo até elas próprias terem sua chance de ouro.
Entendia o lado da loira a sua frente. Ela havia lutado muito para conseguir estar a onde estava e era um tanto quanto injusto a oportunidade de se torna primeira bailarina escapar de suas pontas por causa de uma estrangeira.
Para ele, não faria grande diferença assim. Homens bailarinos eram poucos e não havia tanto clima de guerra assim entre eles. Mas com as meninas, era outra coisa. Haviam muitas, muitas excelentes, e as que apresentavam o mínimo problema eram rapidamente eliminadas da pequena competição.
- Me diga, Sasori. Eu só preciso de uma ajudinha sua. Você sabe que eu seria a primeira a substituí-la. Não me faça envolver a família no problema. — Disse a loira, por fim, ao ver sua rival entrar no local. Reparou como ela estava. Exatamente como a horas atrás. — Pelo visto ela anda um pouquinho cansada... Vamos fazê-la acordar. Conto com você, Sasori. Você sabe do que sou capaz para conseguir o que eu quero...
Sasori entendeu o recado. Shion era perigosa naquele recinto. Tinha influências. Bem, não tanto quando gostaria de ter, já que não havia sido promovida.
- Bom dia! — Murmurou Ino, sua parceira e rival de Shion.
Sasori não sabia ao certo o que fazer naquele momento e se decidiu por permanecer neutro. Não que fosse segurar a barra para a estrangeira. Daria tudo de si e que ela não sucumbisse. Se isso viesse acontecer, isso não era problema dele.
- Bom dia. Vamos começar logo, principalmente pelos saltos e levantamentos.
- Certo.
O treino começou exaustivo e quando Ino achou que já não aguentaria mais, viu a coordenadora parar na sua frente, com aquele olhar frio. Sabia que aquilo não daria muito certo e sentia o sangue jorrar para fora do curativo. Agradeceu mentalmente por ter refeito ele quando fora ao banheiro a alguns minutos atrás.
- Senhorita Yamanaka, não está se concentrando o suficiente. Vamos, quero desde o começo. Salte! Salte! Sasori! Mais força, feche seu abdômen. Agora!
Ino sentiu as costelas sendo esmagadas com a força que seu parceiro estava desempenhando. Arfou alto sentindo que logo teria mais hematomas. Mas não poderia se deixar abater, fingiu que nada estava acontecendo, controlou a dor mas não conseguiu segurar a pequena lágrima que correu pelo seu rosto. Agradeceu mentalmente por nem Naruto nem Hinata estarem presentes, eles não fariam parte daquele pedaço da apresentação. Se eles estivessem presentes, saberia que teria que dar muitas explicações das quais ela não tinha a mínima vontade de dar.
Shion viu aquilo extasiada. Ela havia se machucado mais.
- Me aguarde, franguinha. Papel principal, aí vou eu.
.
.
x
.
.
Sasuke ouviu barulhos de pneus cantando pelo asfalto e sentiu algo errado. Correu mais do que pôde. Não poderia ter acontecido nada com ela, não agora!
Sakura conseguiu desviar do carro no último minuto, mas não pôde desviar do pequeno hidrante que estava na calçada. Com a batida, o Hidrante estourou e os air-bags se abriram. Ela ainda estava em choque, mas não havia sido atingida de forma alguma.
Com as mãos tremendo, não conseguia abrir o fecho do sinto de segurança e, consequentemente, sair do carro.
Sasuke chegou ao local da batida esbaforido. Viu o carro de Sakura com a frente amassada, e nenhum sinal da rosada por perto. Recuperou o fôlego e foi em direção do carro, constantemente molhado pelo hidrante estourado.
- Sakura? Sakura, você está aí? — Perguntou ele, enquanto ligava para a emergência.
- Sai de perto, Sasuke. Eu não quero falar com você. Quero sair daqui de dentro, mas parece que o fecho não abre mais.
- Fique tranquila, Sakura. Pare de se mexer tanto, você pode ter se machucado — dizia ele preocupado, ao mesmo tempo que falava ao celular, pedindo ajuda.
- Você acha que eu não saberia se eu tivesse me machucado? Ah, lembrei. Você me acha uma imprestável. Mas eu não sou assim não, senhor Eu-sou-melhor-que-todo-mundo-Uchiha. Estou bem. Pode voltar pra sua casa! Aliás, por que veio até aqui? — Sakura estava com uma descarga de adrenalina, falava sem parar, irritada, tentando brigar tanto com o saco de ar do air-bag quanto com o cinto e ao mesmo tempo, querendo dar na cara do moreno do outro lado do carro.
- Fique calma, tranquila...
- NÃO ME FALE O QUE EU TENHO QUE FAZER! Você não manda em mim! Você não tem nada a ver comigo! — Gritava ela, irritada por ainda não conseguir se soltar.
- Claro que eu tenho! Sakura, pelo amor de Deus, você está grávida! Fique quieta, pare de agir feito uma destrambelhada! Esse filho é meu também, não quero que nada aconteça nem com você nem com ele... — disse Sasuke, tentando conter a moça.
- Ele é só meu! Você não tem nada a ver com isso. Me deixe em paz. Aliás, o que está fazendo aqui? Você não me mandou ir embora?
- Você que entendeu tudo errado! Larga de ter conclusões precipitadas! Eu queria que você entrasse, não que saísse cantando pneu, sua louca. Em tempo de morrer... não percebe que eu não aguentaria isso, ein? Que eu quero me casar com você? Que eu te amo? Eu não posso me dar ao luxo de te perder ou perder nosso filho. Agora fique quieta e deixe os bombeiros fazerem o trabalho deles, depois a gente conversa.
Sakura estava tão irritada que nem havia percebido que estava atrapalhado o trabalho dos bombeiros, mas aquilo que Sasuke havia falado havia mexido com ela... ele não aguentaria perder ela? Sem perceber, recebeu os primeiros socorros dentro do carro mesmo, colocaram aquele protetor de cervical e analisaram suas pupilas. Procedimento padrão.
Mas o que mais a assustou foi começar a chorar de uma forma inexplicável. A taxa de adrenalina dela havia sumido e todos as emoções vieram a tona, sendo expressados através de lágrimas.
- Está com alguma dor, Sakura? — Perguntou Sasuke, visivelmente preocupado mas ainda com a frieza digna de um excelente médico.
Ela balançou a cabeça, com dificuldade pelo protetor de cervical, ainda chorando.
- Porque ainda choras? — perguntou ele.
- Malditos hormônios! — resmungou ela, arrancando um sorriso do moreno e se desvincilhou dos paramédicos, indo em direção dele, abraçando-o pelo pescoço.
Sasuke roçou o nariz no dela, segurando-a pela cintura. Todos olhavam para os dois, acompanhando tudo desde a gritaria da 'louca de cabelo rosa' no carro.
- Posso considerar isso como um sim? — Perguntou ele, sedutoramente.
- Cala a boca e me beija, gostoso.
E se beijaram naquela chuva falsa causada pela explosão do hidrante. O pedido não era nem um pouco romântico, ele estava suado de tanta correria, com o cabelo grudado na testa por causa da "chuva" e ela estava com um protetor no pescoço, cabelo alvoroçado e as roupas todas molhadas por causa da água.
Em volta deles, todos batiam palmas para aquele casal maluco, mesmo sem entender o motivo de tanto barulho.
.
.
x
.
.
Gaara estava quieto na sua mesa. Via o líquido borbulhar na sua frente e aquilo o acalmava de alguma forma e esvaziava sua mente. Foi tirado dos seus não-pensamentos com Temari jogando algo em sua mesa.
- Que merda é essa, Temari? Quer me matar do coração? — Perguntou ele, algo irritado, para a irmã.
- Deveria me agradecer antes de me irritar com esses comentários bestas. — disse, dando as costas e saindo da sala, mas se escondeu para ver a reação do irmão ao ver o que continha dentro do envelope.
Gaara abriu o envelope e despejou o conteúdo na mesa. O barulho de algo duro caindo na mesa de metal despertou os sentidos dele e uma pequena folha voou para debaixo da mesa, assim como o objeto. Ele abaixou e se deparou com uma passagem de avião e um anel.
Não era qualquer anel. Era o anel de sua mãe.
Tinha um papel preso nele. Dizia: vá buscá-la. É uma ordem, pirralho.
Sorriu. Temari não tinha jeito mesmo.
- Pode sair daí, criatura.
Temari só mostrou o dedo do meio pro irmão, da porta mesmo. Era assim que diziam o quanto se amavam e poderiam contar um com o outro.
Notas finais
O que acontecerá agora? ein, ein?
Palpites? hehe.
Acho que ninguém imaginou o que iria acontecer com a Sakura, rs.
Beijos e até mais.
Reviews são super bem-vindas!
Fale com o autor