Notas iniciais
PEÇO QUE LEIAM A SINOPSE, SÉRIO. AÍ VOCÊS VÃO ENTENDER MELHOR. Boa leitura, anjos ♥

Passaram-se oito anos desde a vez que eu vi a Alice embarcando no avião.Depois disso, fui poucas pra Inglaterra.Bom, eu fui pra Vancouver e, desde então moro lá. Me formei em administração e sei que ela se formou em Direito. Obviamente eu sabia qual o curso que ela faria.

Eu abri uma empresa mais ou menos um ano depois que me formei. Digamos que eu superei minhas expectativas e to muito bem financeiramente.

Eu tenho falado com o Peter. Ele é como se fosse meu irmão. Impossível eu ter perdido o contato com ele. Bom, ele e a April namoraram durante quatro anos. Só que ela se cansou e deu um pé na bunda dele. Depois disso, Peter veio morar comigo. E, hoje estamos indo morar em Toronto porque a matriz irá pra lá.Deixa eu explicar melhor: ele pediu demissão pra continuar morando comigo lá.

Eu não fiquei sozinho durante todo esse tempo. Claro que não. Arrumei uma namorada no segundo ano da faculdade, mas não deu certo. Nem sei mais dela. Arrumei outra namorada no meu primeiro ano depois da faculdade. Digamos que não foi a melhor coisa a se fazer, já que a menina era tão ciumenta que achava que eu e o Peter tínhamos alguma coisa. Aí eu ria da cara dela. Um dia ela ficou puta, me xingou de várias coisas e saiu do meu apartamento dizendo que não queria mais me ver. Eu que não vou reclamar.

Ultimamente eu tenho um grande (GIGANTE) problema na minha vida. Bia tá com 14 anos. Isso quer dizer que ela já entrou na fase de "namoradinhos". O que me incomoda bastante. Ainda mais porque ela mora longe. Emma ainda tem 11. Então, não preciso me preocupar muito.

Tenho outro problema também e esse eu realmente tenho que me preocupar. Sei lá que burrada que meu pai cometeu. Só sei que ele se juntou com um outro cara que também tá com a empresa falindo e tá praticamente implorando pra eu casar com a filha do cara pra juntar os lucros e formar uma empresa só. Isso é um absurdo! Pra começo de conversa eu só casaria com alguém que eu realmente gostasse. E eu sei que a filha do cara não é a Alice e muito menos uma pessoa suportável.

- E a mobília? — Peter me perguntou. Estávamos quase saindo de casa pra ir pro aeroporto.

- O que tem?

- Alguém vai levar?

- Peter, para de ser burro. O apartamento de lá já tá mobiliado. — Ele fez uma careta.

- Tantas recordações nesse apartamento.

- Começando pelo fato de você e sua ultima namorada terem batizado cada canto. Com a glória de Deus, com exceção da minha cama.

- Pelo menos sou um amigo legal. — Tive que rir.

- Sei... — Fomos em direção ao aeroporto. Tínhamos acabado de entrar na área de embarque e meu celular começou a tocar. — Alo.

- Andrew! Você já tá vindo pra Toronto?

- Já, pai. Qual foi o problema dessa vez?

- Eu to sendo processado! Eu paguei todos os direitos pra aquele filho da puta me processar!

- Já falou com o advogado?

- Vou contratar um novo. Aquele merda não resolvia nada. — Revirei os olhos.

- Eu to indo pra Toronto já. Vou entrar no avião daqui a pouco.

- Tá. Vou entrar numa reunião agora. Tem como você contratar um novo advogado? Conhece algum?

-Olha... Conhecer até que eu conheço, só não sei se lembra de mim. Me manda todos os documentos que tem na empresa sobre isso. Eu vou pra casa e amanhã te dou a resposta.- Desliguei. — Tenho que contratar um advogado pro meu pai.

- Ele grudou e não desgruda mais. Eu hein...

- Tá comendo outro cachorro quente?

- Já viu o meu tamanho? Um pão não me sustenta. — Revirei os olhos.

(...)

- Eu não to pedindo pra você fazer um milagre. Só to te pedindo o número da Alice. — Falei pra April no telefone. Soube faz alguns meses que ela tinha voltado pra Toronto. — Eu sei que vocês ainda se falam.

- De vez em quando. E eu só tenho o número pessoal dela.

- Liga lá e pede o número do escritório. Por favor?!

- Tá, eu ligo. Tá desesperado por que motivo?

- Meu pai tá no meu pé. Ele já me ligou três vezes e não faz nem duas horas que eu saí do escritório dele.

- Fala pra April que ela tá me devendo um vídeo game ainda!

- Cala a boca, Peter! — Berrei pra ele.

- Ah, então a desgraça veio junto? — Ela perguntou. — Diz pra ele voltar a comer a vadia dele!

- Eu não comi ninguém! Quer dizer, entre aspas. Digamos que eu e você fizemos alguma coisa.

- Dá pra vocês pararem de berrar no meu ouvido?! — Perguntei. — Bom... Você me liga depois?

- Tá, Andrew. Depois te ligo. — Desliguei.

- Cara, você tem parar de tentar falar com a April quando eu estiver falando!

- Ela deu um tapa na minha cara!

- Isso foi há quatro anos.

- Continua sendo um tapa na cara. E sabe o pior? Eu não fiz nada!

- Você já me contou essa história milhões de vezes.

- Eu nem estava falando com a amiga dela!

- Eu diria ex-amiga.

- Ela achou que eu estava dando em cima da gostosa da Tracy.

- Eu tiraria o "gostosa" se fosse falar com a April.

- Acho mais provável que ela tenha se cansado e ter usado a primeira oportunidade pra me expulsar da vida dela.

- Fazer o que... — Ele se sentou no sofá, do meu lado.

- E o pior é que sinto a falta dela.

- Bem-vindo ao clube.

- Andrew, por que você não pediu pra um dos advogados da sua empresa defender seu pai?

- Porque eu sei que ele tá fodido. E que vai precisar de mais de um advogado. Só que não tem dinheiro pra pagar, já que tá quase falindo. A única pessoa que eu sei que seria boa o suficiente pra suprir a ausência do segundo advogado é a Alice.

- Como você tem tanta certeza?

- Sei que conheço ela como ninguém. — Peter deu de ombros.

Notas finais
Eu to meio insegura... Espero que vocês tenham gostado! Beijos!