She Will Be Loved 2
15 Finally, together
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS!
Quando eu vi a Alice parada na minha frente, parecia que não tinha mais ninguém na igreja. Eu só consegui vê-la. Tudo ao redor era um verdadeiro borrão. Foi uma das coisas mais perfeitas que eu já vi. Eu só conseguia sorrir.
– Sortudo do caralho. — Ouvi Mike dizer pra mim e soltei um riso baixo. Quando, finalmente, ela chegou no altar, o pai dela me olhou sério.
– Eu entregar minha filha pra você no altar é a maior prova de confiança que eu poderia fazer. — Ele falou e eu continuei sorrindo, mas assenti. — Sei que não preciso falar pra você cuidar bem dela porque fez isso quando era pirralho. Imagina agora... — Alice e eu rimos. O senhor Mendler deu um beijo na testa dela, me deu um aperto de mão e foi pro lugar dele.
– Oi, meu amor. — Falei e dei um beijo na bochecha dela. — Você tá perfeita.
– Obrigada. — O padre começou a falar algo sobre casamentos. — Você sabe que fica perfeito de social. Ainda mais hoje.
– Eu te amo. — Ela alargou o sorriso.
– Eu também te amo. Muito. — Eu não fazia ideia do que o padre falava, só sei que ele ouviu e sorriu.
(…)
Não preciso falar como são casamentos. O padre fala mais do que a boca, os noivos trocam os votos, a criancinha entra com as alianças… E devo dizer que a Emma fez direitinho o papel dela. Ela só quis ficar agarrada na minha perna depois. Não que isso seja um problema.
– Pode beijar a noiva. — O padre falou e eu e a Alice demos um selinho. E saí da igreja assim: com a Alice de um lado e a Emma do outro.
Como ela era a daminha, fomos os três tirar as fotos pro álbum de casamento. Emma já estava com um pouco de sono e foi o caminho inteiro dormindo no meu colo.
– Então… Casamos. — Falei e a Alice encostou a cabeça no meu ombro. Olhei pra ela de canto de olho e vi que ela olhava pra aliança sorrindo. Assim que chegamos no local pra tirar as fotos, saímos do carro. Essa era a única parte chata. Nem a Alice e muito menos eu fomos algum dia fãs de ficar em frente as câmeras.
– To morrendo de fome. — Emma disse meia hora depois, quando já íamos pra festa. Rimos.
– Todos nós estamos, meu amor. — Alice respondeu. Paramos na frente do buffet e saímos do carro novamente. Tive que ajudar a Alice com a calda do vestido.
– Por que tão grande? — Perguntei.
– Porque eu sou a noiva. — Ela falou e fez bico.
– Se não tivesse linda, eu reclamaria.
– Já reclamou, idiota. — Beijei a bochecha dela. Entramos no local da festa. Fizemos um discurso em agradecimento as pessoas que estavam ali. Começaram a servir o jantar logo depois disso, quando nos sentamos à mesa. Emma ficou sentada no meu colo durante todo o tempo.
– Tá carente, pequena? — Perguntei pra ela, enquanto fazia carinho no seu cabelo.
– Fazia muito tempo que eu não te via. E eu quase não te vejo mais. — Emma fez bico.
– Eu tava ocupado com algumas coisas, meu amor.
– Promete que vai me ver mais?
– Prometo.
– A gente vai fazer a noite do chocolate de novo? — Ri baixo.
– Vamos. — Continuamos jantando. Pouco tempo depois, meu pai apareceu.
– Emma, que tal deixar os dois sozinhos agora?
– Pode deixá-la aqui, senhor Davis. Sem problemas. — Alice falou. Emma saiu do meu colo.
– Vou encher o saco da Bia. Que nem o Andy me pediu outro dia. — Ri.
– Boa garota. — Fiz um toque com ela.
– Parabéns pra vocês. — Meu pai falou sorrindo.
– Obrigado. — Agradeci e Alice sorriu.
(…)
– April tecnicamente não é casada. Ela pode sim pegar o buquê. — Alice falou e puxou a coitada pro meio do salão, naquele monte de mulher.
– Será que agora vai? — Perguntei pro Peter. Ele me olhou sério.
– Olha, morar junto, tudo bem. Agora me enfiar num terno e entrar na igreja acho que já é demais. — Gargalhei.
– Digamos que você fez isso hoje.
– Ah, então eu que casei com a Alice? — Revirei os olhos.
– Quando isso acontecer, vai ser o melhor dia da sua vida. Sério.
– No meu caso, nem morar junto rola. — Mike falou e olhou pro outro lado. — Quem é a loirinha?
– Colega de quarto de quando a Alice fez faculdade.
– Comprometida?
– Sei lá. Acho que não. Ela veio sozinha.
– Então, já sei como a minha noite vai terminar.
– Até que ela é boa. — Peter falou e eu olhei pro teto.
– Não sei nem de quem vocês estão falando. — Murmurei e eles riram da minha cara. Ouvi um gritinho de mulher e depois risadas. Olhei pro meio do salão e a colega de quarto pegou o buquê.
– É, Peter… Se livrou hein. — Ri.
– Não foi dessa vez, amor. — April falou e fez cara de cachorro que caiu da mudança.
– Eu falei pra você ficar na minha esquerda, menina. — Alice falou pra ela.
– Eu fiquei. Só que eu não tenho culpa se a sua amiguinha é uma cavala.
– Empurrava a bendita pro lado.
– Tudo isso por um buquê? — Perguntei.
– Claro. Eu queria ser a próxima a casar. — April disse e todos olhamos pro Peter.
– Acho que vou pegar algo pra comer. April mirim deve estar com fome. — Ele falou, fazendo todos nós rirmos. Claro que com exceção da April.
– To de olho em você, Peter! — Ela falou.
– Bom… Eu vou ver se a loirinha larga o buquê por uma noite. — Mike falou e foi atrás da mulher.
– E eu sobrei. Isso sempre acontece quando to com vocês dois.
– Seu namorado foi atrás de comida, April. — Alice falou e deu de ombros. — A culpa é dele. — O DJ aumentou o som e fomos dançar. Claro que não antes de a Alice encher meu pescoço com aqueles trocinhos de festa.
(…)
Só iriamos pra Bangkok no dia seguinte. Nosso voo estava marcado pra uma da tarde. Porém, eu e a Alice não estávamos nem um pouco afim de ir pra casa. Então, fomos pra um hotel.
– É sério isso de me pegar no colo? — Ela perguntou no corredor. Nossas malas já estavam no quarto. Então, não havia ninguém no corredor.
– Achei que fosse algo tradicional.
– Desde quando somos tradicionais, Andy? — Alice perguntou rindo. Dei de ombros e ela soltou um grito de surpresa assim que peguei-a no colo. — Cuidado com a minha cabeça! — Ela não parava de rir. Comecei a rir também. Deixei-a deitada na cama e fiquei por cima dela, dando-lhe um selinho em seguida. Alice sorriu.
– Agora é a hora que eu vejo a lingerie nova? — Ela fez que sim com a cabeça ainda sorrindo, mas agora maliciosa. Passei a mão pelo corpo dela procurando o zíper.
– Tá fazendo o que?
– Procurando o zíper. — Falei como se fosse óbvio. Ela sentou na cama.
– Parte de trás, Andrew. E acha que não percebi sua mão boba? — Dei de ombros. Fui até atrás dela e abaixei o zíper. Com um pouco de dificuldade. Não era qualquer vestido. E era delicado demais. Alice se levantou e tirou o resto. Beijei seu ombro. Ela deu meia volta na cama, ficando de frente pra mim e tirou aquela gravata que colocaram na minha pessoa. Eu já estava sem o paletó faz muito tempo.
Agarrei ainda mais sua cintura e a puxei rente a meu corpo, logo depois, beijando-a. Quando eu e a Alice nos beijávamos assim, sempre foram meus beijos preferidos. Não vou falar aquelas coisas clichês de “ah, é porque tem amor”, “nos amamos, então, já que vamos ‘renovar’ o amor, fica melhor” porque não é nada disso. Sempre foram meus beijos favoritos porque tem mais carinho. Isso é uma coisa que eu não posso negar. E os carinhos da Alice são os melhores. Fora que conseguimos juntar isso com o desejo carnal. É uma das melhores coisas!
O beijo foi “evoluindo” e ela me abraçou com suas pernas. Eu já estava excitado. Em seguida deitei-a na cama e comecei a beija-lá no pescoço. Eu adorava fazer isso. Fui tirando minha camisa social e, logo depois, minhas mãos foram pro sutiã dela.
Comecei a beijar seus seios e já sentia a sua respiração ofegante perto do meu ouvido. Alice prensava os dedos nas minhas costas, começando a me arranhar bastante. Ela me virou na cama e começou a beijar meu peito já me excitando ainda mais. Em seguida, tirou minha calça, me deu uma mordida na minha pélvis e foi tirando minha cueca bem devagar.
– Tá me provocando, Alice? — Ela somente colocou o dedo indicador na boca, me mandando ficar quieto e começou a chupar meu pênis bem forte na cabeça me fazendo delirar de prazer. O pior era que ela queria demorar ali.
– Qual foi? Tá com muita pressa? Tá me atrapalhando!
– Te atrapalhando?! Eu vou morrer! — Ela riu e começou a acelerar me fazendo gemer. Até que parei, a puxei pra cima e deitei-a na cama. Já que ela queria demorar, então vamos demorar.
– O que é isso? Revanche? — Sorri e comecei a fazer uma trilha pelo corpo dela até chegar na sua virilha. — Sério, Andrew? — Não seria surpresa se eu começasse um sexo oral nela. — Alice começou a se contorcer e a puxar meu cabelo levemente. Parei e chupei seu seio.
Voltei lá pra baixo de novo, mas dessa vez não demorei muito e penetrei nela tudo de uma vez. — Porra! — Ri malicioso. Não demorou muito e escutei ela gemer bem alto meu nome. Em seguida, fiz o que ela pediu. Entrei e saí bem rápido fazendo ela se contorcer de prazer na cama.
– Eu devia te torturar mais.
– Não ouse fazer isso! — Ela berrou e não demorou muito mais até que eu e ela gozamos juntos. — Eu iria te matar se você parasse. — Ela disse com a respiração descompassada. — Meu sonho tá realizado!
– Sonho?
– Ter um orgasmo na primeira noite de lua de mel. — Gargalhei. — Tem começar com o pé direito. Todo mundo diz isso.
– Não nesse sentido, né? — Dei um selinho nela. — Foi rápido dessa vez.
– Minha imaginação faz milagres.
– Como é?! — Ela riu.
– Brincadeira, meu amor.
– Hm… — Virei a cara segurando o riso. Ela pegou no meu rosto e virou de frente pra ela, fazendo carinho em seguida.
– Sério. É brincadeira. — Sorri.
– Eu sei. Eu te amo.
– Eu também te amo. — E o silêncio reinou no quarto. Deitei a cabeça no seu peito e ela fazia carinho no meu cabelo. — Posso falar um "enfim, sós"? — Olhei pra cima e vi que ela sorria.
– Não. Enfim, juntos.
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