She Will Be Loved 2
26 Epílogo
Notas iniciais
– Não acredito! Você tá chorando?! — Alice perguntou pra mim. Olhei pra ela.
– Claro que não.
– Sei… Só porque nosso casal tá se formando na escola. — Ela me abraçou. Olhei pros nossos filhos vestidos com a beca. — Eles estão lindos! Agora uma foto! — Ela falou assim que chegamos perto deles.
– De novo, mãe? — Angelina perguntou. John deu risada e ela olhou feio pro irmão.
– Só mais uma foto. — Ele disse e os dois se posicionaram. Alice parecia minha mãe quando me formei na escola. Querendo tirar foto de tudo. Depois da foto, Angel veio até mim.
– Faz ela parar? — Ri e ela me abraçou.
– Deixa sua mãe. Daqui a algumas semanas vocês vão pra faculdade. E você sabe que a Alice é uma manteiga derretida, apesar de não parecer.
– Não mais que a vovó. Ela não parava de chorar me ajudando a fazer a mala pra viagem.
– Imaginei que isso aconteceria. Foi a mesma coisa comigo. — Minha mãe disse que não era justo isso acontecer de novo.
– Pai… Eu to com medo. — Angel falou ainda abraçada comigo.
– Medo de que?
– Eu não sei o que me espera lá. E se eu não gostar do curso? E se eu não gostar de lá?
– Muda pra outro. E, se não gostar de lá, você sabe que sempre vai ter um lugar pra você e pro seu irmão em casa. — Ela escondeu o rosto no meu peito. — Eu entendo você. Mas não precisa ter medo. Na verdade, vai ser uma das melhores épocas da sua vida. — Ela sorriu.
– To com ciúmes. — Alice falou, nos fazendo rir. John estava com a namorada. E parece que esse é um problema que vai atormentar os homens da família. Cada um ficar de um lado do país.
Ele sorriu e eles se beijaram.
– Eles cresceram rápido, né? — Peter, padrinho dos dois, falou.
– Demais. E a Zoe?
– Volta daqui a duas semanas da faculdade. Lembrei da nossa colação de grau. — Ri.
– E da festa de formatura?
– Não lembro muito bem. Só sei que bebi como nunca. E, claro, fiquei com a April.
– Eu só lembro de mim com a Alice.
– Vocês passaram a festa inteira juntos. — Fiz que sim com a cabeça. John veio até mim com um sorriso no rosto.
– Ela resolveu ficar em Toronto. — Ele falou sobre a namorada. John faria a faculdade ali mesmo. Já Angel não via a hora de ser independente. Ela nunca falou nada. Mas era nítido. Alice quase morria por isso.
Sorri pra ele. Pelo menos eles não iriam se separar. Fora que o John continuaria morando com a gente mesmo fazendo faculdade.
– Amor, os presentes. — Alice sussurrou no meu ouvido e fui até o carro. Peguei duas caixas e voltei até eles. John abriu um sorriso assim que viu a caixa. Tinha certeza de que ele tinha visto o que era na minha tentativa falha de embrulhá-los enquanto eles não estivessem em casa, mas ele chegou de surpresa.
– Sabia! — Uma camisa autografada do nosso time de hóquei.
– Uma recompensa pelo boletim impecável desse ano, apesar do horror do ano passado. — Alice olhou severamente pro dois. Ou tentando. Os gêmeos riram. John abraçou a Alice e depois fez um toque comigo. Enquanto isso, Angel lutava com contra o durex na embalagem.
– Por Deus! Quem embrulhou isso? — Ela bufou irritada.
– Quem você acha? — Alice perguntou irônica. — Seu pai. — Angel riu.
– Seu que você se esforçou, pai. Te perdoo. — Ela fez força de novo e arrancou o papel, quase derrubando o presente.
– Não faz isso de novo, não. Ou eu e sua mãe infartamos. — Depois de ver o que era, quem quase infartou foi ela.
– Como vocês sabiam? — Ela perguntou. Demos uma câmera profissional pra ela.
– Somos seus pais. Claro que sabíamos o que você queria, Angel. — Alice deu um beijo na bochecha dela.
– Como todo bom tio, quase como um segundo pai… — O que não era mentira. Peter até dava bronca nos dois. — Eu pensei em algo e a April concordou. — Ele deu um buque pra Angel e uma caixinha pro John.
– Não dava pra te dar flores, né, garotão. — April falou e John riu baixo, abrindo a caixa e tirando uma pulseira masculina de prata lá de dentro. Os dois agradeceram e deram um abraço neles.
– Agora junta todo mundo porque quero estrear meu presente novo. — Angelina falou toda contente e tirou uma foto da família toda.
(…)
Eu e a Alice tínhamos acabado de nos deitar. John saiu com a namorada e Angel tinha ido dormir na casa de uma amiga. Eu e a Ali não éramos idiota e sabíamos que ela tinha ido pra alguma festa depois do baile de formatura.
– Sinto que to ficando muita velha. Nossos filhos acabaram de se forma na escola! — Alice falou deitada no meu peito. Passei meu braço pelos seus ombros, a abraçando.
– Não tá não.
– To com mais rugas do que a um ano atrás!
– Continua a mulher mais linda pra mim. — Ela pareceu sorrir e fez carinho no meu peito.
– Obrigada, meu amor. — Beijei o topo de sua cabeça. Sempre soube que eu podia ficar assim. Com ela nos meus braços pra sempre.
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