She Will Be Loved
7 News, Fights and Forgiviness
Notas iniciais
Observação: Viram que com recomendação o capítulo sai maior e mais rápido, né? ~le indireta
Observação2: Quem lê minha outra fic World Of Chances (se vocês não lêem, vocês deviam -não.) sabe que eu ando meio confusa, então desculpa se o capítulo saiu uma grande merda. Eu dei meu melhor para escrever ele grande e especial :B
Enjoy
– Eu não tenho o que vestir, Lucy. – Reclamei pela milésima vez.
Lucy se remexeu na cama, resmungando. Eram quatro da manhã e eu estava de pé, pensando em que vestir amanhã no jantar com o pai de Justin. Eu realmente não sabia o que vestir.
– Charlotte, eu entendo que você está tendo uma crise, mas EU QUERO DORMIR, PORRA! – Lucy gritou. – Você tem o dia inteiro amanhã para decidir.
Lucy afundou o rosto no travesseiro e resmungou mais algumas coisas.
– Lucy... – Comecei e sentei na cama. – Sabe o que eu não tinha percebido semana passada? Você e Ryan.
– O que tem a gente? – Lucy falou com a voz abafada pelo travesseiro.
– Quando vocês saíram semana passada você não dormiu aqui e nem no quarto dos garotos. Onde estavam? – Perguntei.
– Nós fomos para o prédio do terceiro ano. Tem um quarto vazio lá e Ryan conseguiu pizza com a cozinheira. Ficamos lá e no fim acabamos dormindo. – Lucy falou e bocejou.
– Vocês se beijaram? – Perguntei.
– Não. – Lucy falou com a voz fraca.
Deitei na cama e fiquei encarando o teto durante muito tempo. Começou a amanhecer e eu ainda não tinha pregado os olhos. Respirei fundo e virei de lado na cama ignorando toda a bagunça das roupas que eu coloquei para fora do guarda-roupa.
– Charlotte. – Ouvi uma voz próxima. – Ei, Charlotte.
Abri os olhos, apesar de não lembrar de ter os fechado. Sophie estava parada entre a minha cama e a cama da Lucy junto com Anne. Lucy estava sentada na cama, com os cabelos bagunçados e com cara de sono.
– Como entrou aqui? – Perguntei.
– Pela porta. – Sophie fez graça e Anne riu.
Merda de porta destrancada.
– O que quer? – Perguntei.
– Não posso vir visitar minha irmãzinha? – Sophie perguntou.
Sentei na cama e olhei para Sophie e Anne.
– Não. – Falei e Sophie virou os olhos.
– Na verdade eu só vim aqui te dar um aviso. – Sophie falou. – Eu sei que você e Justin estão saindo juntos ultimamente, mas ele ainda é meu. É o último avisomaninha.
– Estou morrendo de medo de você. – Falei cinicamente.
Sophie me encarou durante alguns segundos e depois foi embora. Respirei fundo.
– Cara, eu odeio a sua irmã. – Lucy falou e levantou da cama.
Passei a mão pelo cabelo e bocejei. Lucy entrou no banheiro e fechou a porta. Alcancei meu celular no criado-mudo e vi duas novas mensagens. Uma do meu pai e outra do Justin.
“Já assinei sua liberação para sair da escola hoje. Anthony”
É, essa é a mensagem do meu pai cheia de carinho.
“Char, bom dia. Espero que não tenha esquecido que o jantar é hoje. Eu passo ai às sete horas, esteja pronta. Juro que depois de passar pela tortura eu te levo para algum lugar legal. Justin.”
Sorri com a mensagem de Justin e me senti meio idiota. Não posso me apaixonar por ele, Justin não acredita nessas coisas. Respirei fundo. Minha vida é tão complicada de vez em quando.
Levantei e fui me olhar no espelho. Eu estava lastimável e iria ser uma merda ficar aceitável para sair. Graças a ontem à noite eu tinha olheiras e meu cabelo parecia um ninho de gato.
Depois de vinte minutos, Lucy saiu do banheiro e eu entrei. Tomei banho e tentei desfazer os nós do meu cabelo. Coloquei uma roupa soltinha e voltei ao meu antigo drama: Que roupa usar?
– Sério Lucy. – Falei. – Simplesmente não tenho nada para usar.
Lucy estava assistindo alguma coisa na televisão e virou os olhos.
– Charlotte, você tem. – Lucy falou. – Todas as suas roupas são boas. Escolhe qualquer uma.
– Lucy. – Falei e entrei na frente da televisão. Lucy resmungou. – Vou. Jantar. Com. O. Pai. Do. Justin. Não posso usar qualquer coisa.
– Pelo amor de Deus, parece que precisa que ele aprove o casamento de vocês dois. É só um jantar. – Lucy falou e afundou na cama.
Respirei fundo. Lucy desligou a televisão e levantou a bunda da cama, revirando meu guarda-roupa logo em seguida.
(...)
– Você tá linda. – Lucy falou e me entregou os brincos que ela ia me emprestar.
– Obrigada. – Falei.
Coloquei os brincos e olhei no relógio. Já eram sete horas, Justin podia chegar a qualquer momento. Alisei meuvestido, completamente nervosa. Graças a maquiagem poderosa da Lucy, minhas olheiras tinham sumido e eu estava mais parecida com um ser humano agora.
Alguém bateu na porta e eu senti meu coração pular uma batida.
– Posso entrar ou tem alguém nu ai dentro? – Ouvi a voz de Justin.
Lucy deu um risinho abafado, mas eu estava nervosa demais para expressar qualquer reação.
– Entra logo. – Lucy falou.
A porta abriu e Justin e Ryan entraram no quarto. Ryan tinha duas lanternas e uma sacola enorme na mão.
– O que está acontecendo? – Perguntei enquanto encarava a sacola. Depois olhei para Justin.
Sabe quando olhamos para alguém e pensamos “Caraca, essa pessoa deve ter saído de um filme ou um livro porque sem chance de alguém ser desse jeito na vida real”? Era exatamente isso que estava acontecendo agora.Justinestava mais do que lindo do que eu poderia realmente acreditar. Mais lindo do que eu imaginei que um dia ele podia chegar a ser.
Justin ficou me olhando de cima a baixo, me analisando. Senti o todo o sangue do meu corpo se concentrar nas minhas bochechas.
– Eu e Ryan vamos fazer uma trilha noturna. – Lucy falou enquanto Ryan tirava duas galochas de dentro da sacola. Lucy começou a calçá-las.
Justin continuava me encarando e eu o encarando, os dois sem dizer nada. Só voltei a realidade depois que escutei a porta bater e perceber que era apenas eu e Justin no quarto.
– Er... – Comecei enquanto me virava fingindo procurar por alguma coisa. – Vamos então?
Ouvi Justin tossir algumas vezes.
– Vamos. É. – Justin falou.
Me virei de novo, encontrando um Justin olhando meio confuso para o chão.
– O que foi? – Perguntei.
– Nada. – Justin respondeu rapidamente e voltou ao normal. – Vamos logo.
Saímos do quarto e começamos a andar pelo pátio até chegar no estacionamento, sem falar absolutamente nada. O silêncio era um pouco desconfortável. Na verdade, bem desconfortável.
Justin abriu a porta do carro dele para mim e eu entrei. Justin deu a volta no carro e entrou no lado do motorista, ligando o carro. O silêncio estava me matando.
– Posso ligar o rádio? – Falei para quebrar o silêncio.
– Pode. – Justin falou e deu um sorrisinho de lado. –Mi carro es tu carro.
Sorri.
– Écoche. – Corrigi.
– Ahn? – Justin me olhou confuso pelo retrovisor.
– Carro em espanhol écoche, seu idiota. – Falei. Justin sorriu e voltou a encarar a pequena rua que levava até a portaria da escola.
– Tanto faz. – Justin falou.
Paramos na portaria e o porteiro levou dois minutos para conferir que hoje eu tinha passe livre mesmo. Depois ele nos deixou ir. O céu já estava escuro e parecia que ia chover a qualquer instante. Liguei o rádio e, logo que uma música qualquer da Rihanna começou a tocar, Justin mudou de estação.
– Por que fez isso? Aquela era boa. – Falei.
– O carro é meu, minhas músicas. – Justin falou.
Começou a mesma música que estava tocando na estação anterior. Ri um pouco da cara dele. Justin desligou o rádio.
– Vamos conversar já que não tem nada de útil na rádio. – Justin falou.
– Qual é o seu problema com a Rihanna? – Perguntei ainda rindo um pouco.
– Ela canta músicas animadas demais. Estou indo ver o meu pai, músicas animadas nesse momento são um pouco irônicas. – Justin falou e abafou um riso.
Ri baixo também e logo depois disso o silêncio reinou de novo. Justin dirigia em uma velocidade anormal, extremamente rápido.
– Olha, por favor, não nos mate. Não precisa correr. – Falei.
Justin olhou para mim pelo retrovisor e diminuiu imperceptivelmente a velocidade.
– Desculpe. – Justin falou. – Acho que ver o meu pai está me fazendo tão bem assim.
– O que há entre você e seu pai? Além de toda aquela história de ele ter fugido com uma prostituta russa. – Perguntei.
– Ele é um imbecil. – Justin respondeu e respirou fundo. – Acha que vai chover?
Justin queria mudar de assunto. Mordi meu lábio inferior e assenti, respondendo a pergunta nada a ver dele. Começamos a conversar sobre bandas favoritas e coisas do gênero. Não tínhamos muitas bandas favoritas em comum, mas odiávamos praticamente as mesmas coisas.
O carro parou na frente ao Kentucky Tower, um dos hotéis mais caros e chiques do estado que tinha o restaurante Skies na cobertura. O Skies provavelmente deve ser um dos restaurantes mais caros do universo tudo por causa da vista panorâmica que o restaurante tinha. Eu tentei jantar no Skies uma vez, quando meu pai veio me ver pela última vez, mas não deu certo: Estava lotado e a reserva tinha que ser feita três meses antes.
Justin desceu do carro e um dos manobristas veio abrir a porta para mim. Desci do carro e Justin veio até mim, me oferecendo o braço. Segurei e senti uma espécie de formigamento nos dedos que tocavam o braço do garoto.
– Eu juro que quando sairmos daqui, vamos fazer alguma coisa para salvar a noite. – Justin falou enquanto andávamos até a recepção do hotel.
– Não pode ser tão ruim assim. – Falei. – É só uma janta.
Justin riu sem humor pelo nariz. Entramos no elevador e Justin apertou o botão da cobertura. Justin parecia extremamente nervoso do meu lado. Respirei fundo, algo que estou fazendo bastante hoje.
Depois de alguns segundos a porta do elevador abriu e nós dois descemos. Ao contrário do que pensei, o Skies estava vazio. Completamente e anormalmente vazio num sábado a noite.
Uma mulher ruiva e alta apareceu do nada e encarou a mim e a Justin.
– Estão perdidos? – A mulher perguntou.
– Sou filho do Jackson. – Justin falou.
O pai dele fechou o restaurante mais lotado do estado para jantar com o filho? Impossível. Quer dizer, quem iria conseguir fazer isso se não fosse extremamente influente?
A mulher olhou para Justin e depois olhou para mim.
– Sigam-me. – Falou.
Andamos por todo o restaurante até chegarmos na tão cobiçada varanda com vista do lugar. Um homem, uma mulher e uma criança estavam comendo ali como se jantar ali fosse apenas uma janta normal.
Justin tossiu alto e dramaticamente, fazendo o grupo olhar para nós dois. Quando o homem olhou para nós, tive uma sensação de que o conhecia, mas deixei para lá.
– Oi. – Justin falou.
– Olá. – O homem respondeu. – Quem é ela?
O homem apontou para mim com a cabeça.
– É minha namorada. – Justin respondeu.
Meu coração perdeu uma batida.
– Está com fome? – A mulher perguntou e Justin a ignorou.
– Sentem-se. – O homem falou.
Eu podia ver que ia acabar dando em merda. Sentamos no lugar que o homem indicou e a garotinha que estava com o casal me olhou feio.
– Minha Barbie estava sentada ai. – A garotinha falou para mim.
– Melissa, deixe a menina em paz. – A mulher falou. – Qual é seu nome, meu bem?
Ela estava falando comigo, droga. Eu não seria capaz de bolar uma resposta com mais de duas silabas com o perfume de Justin tão próximo de mim.
– Meu nome é... – Comecei.
– Charlotte. – Justin me cortou e colocou o cardápio na frente do rosto. – O que vamos comer?
– Charlotte? – O homem falou. – SouJackson e essa é minha esposa Kira e minha filha Melissa.
– Oi. – Falei e sorri torto.
Melissa ainda me olhava com a mesma expressão do menino da Colheita Maldita
– Vamos pedir logo. – Justin insistiu.
Todos colocaram o cardápio na frente do rosto, menos eu e Melissa. Aquela garota estava começando a me dar medo. Depois de cinco minutos e uma quase briga entre Jackson e Justin, resolvemos – ou melhor, Jackson decretou – que íamos comer um pato-não-sei-das-quantas.
– Não vai me perguntar se está tudo bem comigo? – Jackson perguntou para Justin.
– Não. Você sabe que eu não dou a mínima. – Justin falou.
O silêncio se instalou sobre a mesa.
– Então Charlotte. – Kira interrompeu o silêncio. – Nos fale sobre você. Como conheceu o Justin?
– Estamos na mesma sala de astronomia. – Justin mentiu.
Acho que nem tinha aula de astronomia na escola, mas tudo bem.
(...)
A “conversa” rolou por algum tempo. Justin e Jacksoncomeçaram a gritar um com o outro, Melissa tentou me morder, Kira começou a gritar com Jackson por estar gritando e eu fiquei olhando tudo com cara de paisagem.
– Você pode, ao menos uma vez, agir como um filho normal?! – Jackson gritou. – Pelo amor de deus! O que veio fazer aqui nos estados unidos?! A sua maldita vida é na Inglaterra!
– JACKSON! CHEGA DE GRITAR! – Kira gritou.
– Minha vida é na Inglaterra?! – Justin gritou por cima. Encarei meu prato cheio da comida cara que tinham pedido. – Quem é você para falar sobre a minha vida?!
Jackson deu uma risadinha sarcástica.
– Os dois! Chega de briga! – Kira gritou.
– Eu sou seu pai! E se eu disser que você vai para uma faculdade na Inglaterra você vai me obedecer! – Jackson falou.
Justin levantou com brutalidade da mesa.
– Você é só o imbecil que comeu a minha mãe. Nada mais. – Justin disse sério, abaixando o tom de voz. – Eu te odeio e preferiria que eu fosse filho de qualquer outro ser humano no mundo. Eu tenho nojo de você e da sua prostituta de tempo integral ai.
Justin apontou para Kira que começou a chorar. Comecei a mexer no pato fingindo não estar ouvindo, como se fosse possível. Jackson levantou da mesa e jogou o próprio copo na mesa. Logo a toalha de tecido caro do restaurante mais caro que eu conheço começou a ficar roxa por causa da cor do vinho caro que estava no copo caro de Jackson.
– Você quer falar sobre isso?! Ótimo, vamos falar sobre isso. – Jackson falou. – Sua mãe era para ser apenas uma diversão, mas acabou nisso!
Jackson apontou para Justin, que tremia de raiva. Justin deu um risinho sarcástico.
– Pelo menos ela não ficava na zona. – Justin falou.
Jackson ficou vermelho e antes que eu pudesse digerir o que estava acontecendo Jackson voou para cima de Justin. Os dois caíram no chão, se socando.
– Parem com isso! – Kira voltou a gritar.
Levantei da mesa e tentei puxar Justin enquanto Kira tentava puxar Jackson. Justin acertou um soco no olho de Jackson que revidou com um soco forte na boca de Justin. Sangue começou a escorrer da boca perfeita de Justin e Melissa e Kira começaram a gritar.
Deus do céu.
Kira conseguiu tirar Jackson de cima de Justin e eu puxei Justin para longe. Justin levantou, limpando o sangue dos seus lábios naturalmente rosados.
– Você... – Jackson tomou folego. – Você fala da Kira, mas olhe para sua namoradinha...
É o que me falta ainda ter que ouvir merda sobre minha pessoa.
– Acha que ela está com você porque te ama? – Jackson perguntou cinicamente e deu um risinho debochado.
– Cala a boca. – Justin falou e tentou avançar para cima de Jackson.
– Ela quer é ser amiguinha da sua mãe e ser famosa. – Jackson falou.
Ok, agora eu perdi totalmente a linha de raciocínio. Por que diabos eu iria querer seramiguinhada mãe de Justin? Quando percebi, tive uma epifania.
Ah não.
– Cala a sua maldita boca. – Justin falou e segurou meu braço com um pouco de força. – Vamos Charlotte.
Enquanto Justin literalmente me arrastava para o elevador, continuei com a minha epifania.
É por isso que Justin tem tantos privilégios na escola. É por isso que a diretora estava tão preocupada com ele quando ela perguntou sobre ele para Sophie naquele dia que meu pai ligou. É por isso que todas as meninas da Melbourne queriam ter uma chance com Justin Fletcher. Por isso que eu já tinha visto Jackson em algum lugar, porque eu já vi. A separação de Jackson Jack, o dono da empresa que comandava a Oxford University, e Polly Johnson, a atriz de filmes ingleses antigos, saiu em todos os jornais possíveis durante uma semana inteira.
Eu ainda estava paralisada. Já estávamos no elevador e eu não podia acreditar no que estava acontecendo.
Cara, como eu sou burra por não ter percebido antes. Tudo bem, Justin não tem o sobrenome de nenhum dos dois, mas eu devia ter percebido.
O elevador parou na recepção e Justin saiu de puxando, de novo. Logo quando chegamos perto dos manobristas, um deles saiu correndo para pegar o carro.
Por isso que o Skies estava fechado para um jantar em família desastroso. Porque os pais de Justin são famosos pra caralho.
– Tudo bem? – Perguntei quando vi Justin tentar tirar todo o sangue que escorria de maneira descontrolada da boca dele.
– Não, eu acho que o corte foi fundo. – Justin falou e depois falou alguns palavrões enquanto lambia o lábio inferior sem parar.
Apenas assenti. Informação demais para uma noite só.
O carro chegou e nós entramos, ficando em silêncio novamente. Ficamos assim durante algum tempo enquanto Justin dirigia para algum lugar.
– Devia ter me dito que era filho... Bom, que era filho de Jackson e Polly. – Falei.
– Por que? Muda alguma coisa o fato de eu ser rico? – Justin perguntou grosso. – Vai ser mais minha amiga depois de saber disso?
– Claro que... – Tentei me defender.
– Já sei, vai exibir que eu te chamei para jantar com o meu pai para todo mundo. – Justin completou, totalmente irritado. – Claro que vai.
– Justin... – Tentei me defenderde novo.
– Quem sabe tirar algum tipo de foto para sua história ter credibilidade quando vender a história para o TMZ. – Justin falou.
Neguei com a cabeça, totalmente irritada com Justin.
– Eu só não queria ser a última á saber. – Falei tentando manter a calma e encostei a cabeça no vidro.
O silêncio voltou durante muito tempo, até Justin encostar o carro em uma rua e se virar para mim.
– Char... – Justin começou a falar, mais calmo dessa vez. – Me desculpa. Eu não queria que a noite acabasse como acabou. Meu pai é um idiota e eu também por ter começado aquela cena ridícula na sua frente. E desculpa por ter dito aquelas coisas, eu sei que você não está saindo comigo por causa disso.
Encarei o banco de couro do carro.
– Só me leva de volta. – Falei e comecei a encarar a paisagem do lado de fora do carro.
Justin ligou o carro de novo e continuou a dirigir silenciosamente. Depois de alguns minutos, Justin ligou o rádio do carro. Party Rock Anthem. Se eu não estivesse tão irritada poderia rir agora.
– Party rock is in the house tonight... – Justin cantarolou.
Enrolei a ponta do meu cabelo no dedo e tentei me concentrar em achar pontas duplas. Tomei um susto quando trovejou e uma chuva torrencial começou a cair. Justin encostou a cabeça no volante quando paramos no farol.
Depois de uns bons dez minutos de silêncio total entre nós dois, só com rádio ligado, Justin começou a xingar alguma coisa de todos os palavrões existentes.
– Não. – Justin resmungou. – Não.
Olhei para ele e Justin estava encarando alguma coisa no painel.
– O que houve? – Perguntei.
– Gasolina. – Justin falou.
Virei os olhos. O carro parou totalmente e Justin desceu do carro, na chuva.
– O que está fazendo? – Perguntei enquanto ia até a porta aberta do lado do motorista.
– Vou empurrar o carro para guia! – Justin avisou. – Coloca a volante para frente!
Fiz o que ele pediu. Outro trovão. Justin empurrou o carro para guia e depois entrou no carro, se jogando nos bancos de trás.
– A rua está deserta. – Justin falou. – Vamos ficar aqui até a chuva passar e depois andamos até a escola.
– O que?! – Perguntei. – Claro que não. E se a chuva não parar hoje?
Olhei para o relógio do carro. Onze da noite.
– Uma hora vai ter que parar. – Justin falou e sentou direito no banco de trás. – Como eu disse antes, meu carro é seu carro. Fica à vontade.
Justin tirou a camisa e o colete molhado e jogou no banco do passageiro que eu estava sentada antes. O tórax de Justin poderia ser a oitava maravilha do mundo, se quisesse. Já tinha o visto sem camisa naquele dia no quarto dele, mas eu podia ficar encarando o corpo de Justin por anos se eu pudesse.
Balancei a cabeça algumas vezes, afastando algumas imagens pervertidas da minha cabeça. Justin continuou lambendo o lábio machucado preguiçosamente enquanto encostava a cabeça no encosto do banco de trás, com um olhar vago.
– No que está pensando? – A pergunta pulou para fora da minha boca e eu me repreendi mentalmente por querer puxar assunto com Justin Fletcher, o garoto que há poucos minutos praticamente me chamou de interesseira.
Justin fez um sinal com a cabeça para eu pular para o banco de trás. Fiz o que ele pediu e Justin respirou fundo.
– Estava pensando no jantar de hoje. – Justin falou. – Foi uma merda. Você não precisava ter visto meu pai dar um dos surtos paternais dele.
– Seu pai quer que você vá estuar em Oxford, hun? – Perguntei e Justin assentiu. – Por que não vai e evita conflitos?
Justin me olhou nos olhos e por um segundo pensei que ele pudesse enxergar minha alma.
– Porque não é o que eu quero. – Justin falou. – Não quero ir para Oxford e seguir os passos idiotas do meu pai. Falando a verdade, ficar um tempo em outro país foi uma das melhores coisas que eu fiz.
– Se eu não te conhecesse bem diria que está gostando da América. – Brinquei. Justin riu.
– É. Da América. E das meninas americanas também. – Justin falou e me encarou daquele jeito mais uma vez.
Senti meu sangue correr para minhas bochechas. Por que, oh Deus, eu coro toda vez que ele faz esse tipo de brincadeira? Encarei minhas mãos no banco do carro.
– Essas suas brincadeiras me deixam realmente sem graça. – Admiti. Justin deu um risinho.
– Quem disse que estou brincando? – Justin perguntou e levantou meu queixo com a mão.
– Você está. – Falei e ri sem graça.
Justin sorriu e colocou a mão que segurava meio queixo na minha nuca, me forçando a encarar seus olhos incrivelmente castanhos claros.
– Não estou não. – Justin falou. – Eu gosto de você, Charlotte. Por que é tão difícil assim de acreditar?
– Porque é idiotice. – Respondi e senti Justin acariciar minha nuca. – E você tem a minha irmã. E preferir a mim ao invés da minha irmã é como escolher a irmã feia da Barbie quando a própria Barbie está na prateleira ao lado*.
Justin riu da minha comparação e se aproximou mais do meu rosto. De repente o carro ficou um pouco pequeno.
– Vou te contar um segredo. – O hálito quente com cheiro de menta de Justin bateu no meu rosto. – Você não é a irmã feia, por mais que você pense que é.
Eu estava consciente demais dos lábios rosados – e inchados – de Justin a poucos centímetros dos meus. Mordi os lábios. Justin foi se aproximando cada vez mais, até nossos lábios encostarem. Nesse momento, perdi totalmente a noção de tempo e espaço. Era apenas eu, ele e nossas bocas juntas.
Sempre desconfiei que aquela história de fogos de artificio estourarem quando beijamos alguém especial era história da carochinha, até porque eu já beijei meninos antes e nunca houve fogos de artificio nenhum, mas agora eles estavam aqui. Os fogos estavam estourando, como toda a descrição clichê de livros.
Justin pediu passagem para língua e eu cedi, desesperada para aprofundar mais o meu momento mágico. Senti um gosto gostoso de menta – e um pouquinho de gosto de machucado – que era simplesmente viciante.
Eu podia ficar anos olhando para o corpo de Justin Fletcher, mas sem duvidas beijá-lo também seria excelente.
Observação importate da autora (Não passem direto!):* = Essa comparação entre irmã feia da Babie e Barbie foi tirada do livro Garota Americana da Meg Cabot. Não estou plagiando ninguém, eu só achei legal e coloquei aqui.
Notas finais
Enfim, mereço reviews??
Justin: http://data.whicdn.com/images/21131847/adorable-amazing-belieber-bieber-hot-Favim.com-266470_large.jpg
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