She Will Be Loved

5 Invitation, Party, Next Day.


Notas iniciais
Leiam as notas finais.
Enjoy(:

Lucy e eu estávamos no refeitório, almoçando. Estava tudo bem, até Justin e Sophie chegarem e sentarem a poucas mesas da nossa.

– Não acredito que o seu namorado está namorando a sua irmã. – Lucy falou enquanto enchia a boca com macarrão.

– Ele não é meu namorado. – Falei brava enquanto espetava minha salada com força.

Já fazia uma semana que eu não falava com Justin e nem com Sophie. O castigo da biblioteca já tinha terminado, eu mal esbarrava em qualquer um dos dois. Eu ainda me incomodava de ver os dois juntos, mas eu não podia fazer nada.

– Ele está olhando pra cá. – Lucy avisou enquanto tentava disfarçar.

O olhei pelo canto dos olhos e logo encontrei o par de olhos castanhos claros de Justin. Voltei a encarar minha comida, que de repente não parecia mais tão apetitosa.

– Lucy, acho que... – Comecei, mas fui interrompida.

– Ele está vindo pra cá. – Lucy falou e tomou um grande gole do suco dela. – Vou deixar vocês dois conversarem.

– Não se atreva a sair dessa... – Comecei, mas fui interrompida de novo.

– Oi Charlotte. – Justin falou e sentou do meu lado. – Eu queria conversar com você.

– Nossa, que vontade de ir ao banheiro. – Lucy falou e levantou. – Já volto.

Vou matar minha melhor amiga.

– Pode falar. – Falei.

– Olha, eu sou um idiota. – Justin falou. – Eu devia ter te contado sobre Sophie. Char, não quero que se afaste de mim por causa da sua irmã.

– Não estou me afastando de ninguém. – Falei.

Justin virou os olhos e se afundou na cadeira.

– Já que não está se afastando de ninguém, quer ir a uma festa hoje? – Justin perguntou.

– Não, obrigada. – Falei.

– Ok, você pediu. – Justin falou e se levantou rápido da cadeira, me colocando nos ombros logo em seguida.

– Me coloca no chão! – Gritei.

– Nem pensar. – Justin falou.

Comecei a me debater e Justin começou a rir, como sempre.

– Você vai sair daí quando voltar a agir normalmente comigo e dizer que vai na festa de hoje. – Justin falou.

– ME COLOCA NO CHÃO! – Continuei gritando.

A essa altura todo o refeitório já devia estar olhando para gente. Senti minhas bochechas ficarem quentes. Quando achei que não podia ficar pior, Justin começou a fazer cócegas em mim. Comecei a gritar e rir ao mesmo tempo, fazendo sons estranhos. Ótimo.

– Vamos lá Charlotte, eu tenho o dia inteiro. – Justin falou.

Eu não conseguia falar de tanto rir por causa das cócegas de Justin.

– Quanta... Infantilidade. – Falei entre risos.

– Infantilidade? Não sou eu que estou rindo feito um idiota nos ombros de outra pessoa. – Justin rebateu.

– Amor, coloca ela no chão. – Ouvi Sophie falar do nosso lado.

Eu já estava começando a chorar de rir.

– Vamos lá Charlotte. – Justin provocou.

Percebi que estávamos andando para longe de Sophie.

E o placar, quanto está?

Charlotte 1 X 0 Sophie

– Tudo bem! – Gritei numa brecha entre risos. – Eu vou! Me coloca no chão!

– Diga a palavra mágica. – Justin falou enquanto parava de me fazer cócegas.

– Por favor! – Gritei.

Justin me colocou no chão devagar e depois me soltou, sorrindo.

– A festa começa às dez, lá no alojamento do quarto ano. – Justin falou. – Pode chamar a sua amiga.

– Tá. – Falei, sorrindo também.

Justin me abraçou.

– É bom te ter de volta, pirralha. – Justin falou e depois me soltou.

Justin sorriu e voltou para mesa que ele estava antes e eu voltei para minha. Lucy me olhava com os olhos brilhando e um sorriso idiota.

– O que foi? – Perguntei assim que sentei na mesa.

– Como assim o que foi? – Lucy falou. – Você percebeu o que acabou de acontecer? Um garoto do quarto ano veio falar com você! Você sabe o quanto isso vai influenciar na nossa popularidade?

– Lucy. – A repreendi, apesar de estar sorrindo igual a uma idiota.

– Tá, o que vocês conversaram? – Lucy perguntou.

– Ele chamou a gente para ir em uma festa hoje a noite. – Falei.

Lucy levantou os braços para o céu, como se agradecesse a Deus.

– Finalmente temos alguma coisa para fazer sexta a noite! – Falou.

(...)

Quando era mais ou menos oito horas, fui tomar banho. Lucy já estava pronta há horas e tudo o que ela sabia fazer enquanto eu não me arrumava era me aporrinhar para me arrumar logo.

Quando terminei de me arrumar, saímos as pressas do dormitório. Para variar, estávamos atrasadas. Andamos rapidamente até o alojamento do quarto ano e, assim que chegamos no gramado, já era possível ouvir a batida de Poker Face no último volume.

Eu e Lucy entramos e procuramos pela festa que estava em algum lugar, mas Josh nos achou primeiro e, pelo cheiro, já estava quase em coma alcoólico.

– Garotas! – Josh falou e deu um beijo estalado na bochecha de Lucy. – O que estão fazendo aqui fora? Vamos entrar!

Josh nos arrastou até a porta de um dos salões do alojamento enquanto o volume da música só ficava maior. Assim que Josh abriu a porta, tive a visão do inferno, ou quase isso.

No salão devia ter todos os alunos que estavam cursando o quarto ano, dançando conforme a música – e gritando a letra da música – enquanto se entupiam de bebida. As luzes estavam apagadas, só estavam com umas pulseiras que brilham no escuro para não esbarrar em ninguém e uma luz negra acesa.

– A monitora do alojamento não vai ficar brava?! – Gritei para Josh me ouvir.

– Não! Ela foi viajar! – Josh gritou.

– Querem beber alguma coisa?! – Uma garota perguntou com uma porção de copos na mão.

Lucy pegou um copo e Josh fez o mesmo. Puxei Lucy dali e fomos até um sofá totalmente manchado com a tinta que vazava das pulseiras neon.

– O que foi?! – Lucy perguntou, gritando para eu poder escutar.

– Acho que é furada a gente ficar aqui! – Falei. – Vamos embora enquanto dá tempo!

Lucy bufou alto e pegou um pulseira neon que estava no chão.

– Pode ir! Eu vou ficar! Essa festa está ótima! O que pode acontecer?! – Lucy falou e levantou do sofá me deixando sozinha.

Lucy tinha razão, um pouco, eu acho. O que pode acontecer? A monitora está viajando e a diretora não dorme na escola, as monitoras dos outros alojamentos não podem interferir porque não sabem se a monitora desse alojamento deixou darem uma festa. O que pode acontecer?

Peguei um copo de bebida pela metade numa mesinha próxima ao sofá e bebi. Levantei do sofá e comecei a dançar como todos que estavam ali, me misturando. Depois de alguns copos com alguma coisa alcoólica que eu não conseguia identificar, as coisas começaram a ficar um pouco embaçadas.

– Andou bebendo? – Ouvi uma voz conhecida perguntar atrás de mim. Me virei e lá estava ele, Justin.

– Um pouco. – Confessei e comecei a rir.

– Quanto? – Justin perguntou.

– Um pouco muito.

Justin virou os olhos e me puxou para longe dos corpos dançantes, me sentando em algum lugar.

– Eu queria conversar um pouco com você, mas com você bêbada é um pouco impossível. – Justin falou e eu ri.

– Jus... – Sophie apareceu e grudou no pescoço dele.

Senti toda aquela bebida voltar para minha garganta.

– Oi Sophie. – Justin falou e olhou para ela. – O que houve?

Enquanto Sophie e Justin conversavam sobre algo que eu não queria escutar, peguei alguns copos e entornei o conteúdo de uma vez só. Minha garganta já tinha costumado com os arranhões do álcool.

Depois de muito tempo de conversa mole entre os dois pombinhos, resolvi deitar um pouco no sofá para esperar. Antes que eu desse conta, estava dormindo.

(...)

Eu estava deitada em algo quente, macio. Apertei os olhos, tentando bloquear a claridade que entrava nos meus olhos mesmo com eles fechados. Abri os olhos e senti minha cabeça girar. Merda.

Sentei no que eu percebi ser uma cama e passei a mão nos cabelos. Olhei em volta e quase entrei em pânico. Não era o meu quarto, nem o salão de ontem a noite, era um quarto claramente de algum menino e tinha um garoto e uma garota jogados na cama ao lado.

– Porra. – Resmunguei e levantei da cama, tendo uma surpresa não muito agradável.

Eu estava usando um moletom da Universidade de Oxford com cheiro de garoto e a calcinha totalmente vergonhosa que eu coloquei ontem à noite. Fui até a janela e percebi que estava dentro de algum quarto do alojamento do quarto ano.

– Dormiu bem? – Ouvi a voz de Justin e me virei para vê-lo.

Ele estava saindo do banheiro com apenas uma toalha enrolada na cintura, cabelos molhados e despenteados, e com algumas gotas escorrendo por seu corpo. Perdi a fala por alguns segundos.

– Er... Eu... – Comecei e desviei os olhos de seu tórax. – O que houve ontem?

Justin sorriu malicioso.

– Não lembra? – Justin perguntou e eu neguei com a cabeça. – Você estava bêbada, eu te trouxe para cá e fizemos sexo selvagem.

Acho que até meus cabelos ficaram vermelhos de vergonha.

– Eu... Eu... – Comecei. – Sério?

– Sério. – Justin responde, pegou alguma coisa em cima da televisão do quarto e jogou em mim. Com a lerdeza por causa da ressaca, demorei a reconhecer que era meu sutiã.

Ok, algum buraco pode abrir agora e eu cair dentro.

– Justin, eu sinto muito. – Falei. – Não era para ter acontecido.

Justin começou a rir, não apenas rir, mas gargalhar.

– Era mentira Charlotte. – Justin falou. – Você apagou no sofá do salão e eu te trouxe para cá e te ajudei a ficar menos bêbada.

– Então... – Comecei.

– Não, nós não transamos, pode ficar tranquila. – Justin falou e apontou para minhas roupas no canto do quarto. – Suas roupas estão ali. Ontem eu te joguei dentro da água gelada então ainda devem estar molhadas. A propósito, bela calcinha. Quase fiquei excitado quando vi.

Tenho certeza de que todo sangue do meu corpo estava no meu rosto. Minha calcinha era roxa e tinha um escrito que dizia “Purple Ninja” na parte de trás.

Justin pegou algumas coisas dentro da gaveta e voltou para dentro do banheiro, me deixando ali, sem reação e totalmente vermelha de vergonha.

Sentei na cama e comecei a massagear as têmporas, tentando aliviar a dor de cabeça vinda do inferno que estava começando a piorar.

– Onde eu to? – Ouvi a voz de Lucy.

Olhei para a segunda cama do quarto e pude perceber uma Lucy confusa sentada na cama.

– Lucy? – Falei.

– Charlotte? – Lucy falou.

– Que bom que acordaram. – O garoto que estava deitado falou e levantou, usando apenas um short e sem camisa.

O garoto de cabelos loiros curtos andou até a cômoda e tomou algum remédio.

– Quem é você? – Perguntei.

Lucy levantou da cama que estava e correu para o meu lado. Pelo menos ela estava vestida.

– Seu pior pesadelo. – O garoto respondeu e olhou para eu e Lucy de um jeito assustador. – Brincadeira, sou só o colega de quarto do Justin.

O garoto bateu com força na porta do banheiro.

– Sai daí Cinderella. – O garoto falou e se jogou de novo na cama.

– Qual seu nome? – Perguntei. Nunca tinha visto aquele garoto na escola.

– Ryan. – Ele respondeu.

– Você é novo aqui? – Perguntei.

Justin saiu do banheiro já vestido.

– Está dando em cima de mim? – Ryan perguntou.

– Está dando em cima dele? – Justin me perguntou meio confuso.

– Não! – Respondi apressadamente. – Eu só nunca te vi na escola.

Ryan sorriu.

– Acabei de chegar da Inglaterra. – Ryan falou e levantou da cama.

– Ele é meu amigo há muito tempo e resolveu vir me irritar aqui nos Estados Unidos também. – Justin falou.

Ryan entrou no banheiro e fechou a porta.

– Bom-Dia Lucy. – Justin falou e sorriu para Lucy.

– Como sabe meu nome? – Lucy perguntou e Justin riu um pouco.

– Acredite em mim, você falou muito mais do que seu nome ontem a noite. – Justin falou.

Lucy corou assim que ele terminou a frase.

– Ele está te enganando. – Falei para Lucy.

– Não estou não. – Justin falou. – Por isso que eu falo que garotas não deviam beber a ponto de responderem qualquer coisa que caras como eu e Ryan perguntam.

– É mentira. – Avisei Lucy.

Usar a brincadeira do “aconteceu tal coisa ontem e você não lembra” comigo é uma coisa, com Lucy é outra. Ele me conhece, mas não conhece a Lucy.

– Ok, vou provar para vocês. – Justin falou. – Seu nome é Lucy, está no segundo ano, recentemente ficou com um menino do primeiro ano e escondeu isso da Charlotte porque ficou com vergonha. Você ainda é virgem, queria ser muito popular e odeia Sophie e Anne.

Pisquei algumas vezes para tentar voltar à realidade.

– Eu falei tudo isso? – Lucy perguntou.

– Falou. – Justin respondeu e sentou na cama, do meu lado. – Você também falou algumas coisas Charlotte.

– Tipo o que? – Perguntei um pouco assustada.

– Que me acha muito sexy. – Justin respondeu enquanto ficava perigosamente perto da minha boca. – É verdade?

– O que? – Perguntei tentando não olhar para os lábios rosados de Justin.

– Que me acha sexy. Dã. – Justin falou.

– Claro que não. – Menti rapidamente. – Eu estava bêbada.

Justin se afastou e me olhou com um pouco de raiva.

– Falando nisso, ontem a noite eu te chamei para festa porque gosto de passar o tempo conversando com você e não cuidado da sua embriagues. – Justin falou.

– Foi mal. – Respondi.

Lucy e Ryan começaram a conversar e eu fiquei aliviada por Lucy não ficar ouvindo minha conversa com Justin.

– Foi mal nada, foi péssimo. – Justin falou. – Do jeito que você estava ontem, qualquer garoto podia passar e se aproveitar de você.

– Mas não aconteceu nada. – Retruquei.

– Mas podia ter acontecido. – Justin falou.

– Por que se preocupa com isso? Você estava lá do meu lado, nada ia acontecer.

– Talvez o garoto que quisesse se aproveitar de você fosse eu.

Justin parecia sério e isso me deixou um pouco assustada.

– Ia se aproveitar de mim? – Perguntei.

– Não disse que ia, disse que poderia se eu quisesse. – Justin falou.

Depois disso ficamos em silêncio, um silêncio bem desagradável enquanto Lucy e Ryan conversavam e riam.

– Olha... – Justin quebrou o silêncio entre nós dois. – Me promete, não. Me jure que vai parar de beber desse jeito. Não estou dizendo para cortar o álcool, mas para parar de ficar bêbada.

– Você bebe e fuma e eu não estou reclamando. – Falei.

Essa conversa estava começando a me tirar do sério. Quem ele acha que é para me mandar parar de beber?

– Eu sou homem e tenho dezoito anos. – Justin falou.

– Foda-se. – Falei. – Minha irmã é bem pior do que eu e você namora com ela então...

– É exatamente por isso que quero que você pare com isso. – Justin me interrompeu. – Não quero que fique igual a sua irmã. Você é bem melhor do que isso, Charlotte. Não precisa ficar bêbada para ser legal. É por isso que gosto de você, porque posso conversar com você sem ter que te dar dois litros de vodca.


Notas finais
Primeiro de tudo, me desculpem os erros de português. Acontece que eu voltei para meu computador antigo que estava no conserto e o word ainda está sem as novas regras da gramática.
Lindas gatosas que acompanham How To Love: Uma leitora me pediu para atualizar só depois do ano novo porque ela vai viajar e tal, então dia dois ou três de janeiro eu posto em How To Love SEM FALTA.
Por último, mas não menos importante, feliz ano novo suas tchutchucas do funk -não. Bom ano novo para vocês, que vocês sejam muito felizes em 2012 e que vocês cumpram todas as promessas de ano novo dessa vez. sério, eu nunca cumpro as minhas :B
Enfim, beijos suas lindas ♥