She Said, sHe Said

1 Dirigindo com os peixes


Era uma vez, um garoto e uma garota, eles eram vizinhos desde pequenos viviam juntos, já que seus pais são amigos de longa data, Alice, uma garota acima da média com um grande futuro pela frente, e uma mente brilhante amava os grandes escritores e rock antigo, e Harry um jogador de futebol americano clichê do Ensino Médio, tem todas as garotas aos seus pés, o mais popular, o mais bonito... E o mais estúpido, digamos que seu Q.I. não é muito favorecido... Essas duas pessoas diferentes compartilham uma coisa em comum... O ódio mutuo... Espera o ódio?

-HARRY!-Um grito se espalhou por toda a vizinhança.

-Seu... Seu... SEU!- Alice olhava chocada para seu carro, bem... O que restava dele, uma coisa que eles faziam desde criança era pregar pegadinhas um no outro, a fim de humilhar, e prejudicar um ao outro... Que amizade adorável! O que aconteceu de fato com o carro da garota foi que Harry colocou a mangueira dentro do carro dela, e agora se ela quisesse dirigir Alice teria que definitivamente saber respirar debaixo d’agua.

E onde estava Harry? Bem ele estava do outro lado da cerca, encostado em seu conversível preto rindo. Os pais de Alice e do garoto ao ouvirem o grito de raiva da menina suspiraram exaustos antes de sair para ver o que houve, 17 anos aturando esses dois brigarem não é fácil.

-O que houve Alice? –Anna, mãe de Alice perguntou.

-O bastardo do Harold... COLOCOU... A MANGUEIRA NO MEU CARRO! –Ela falou alterada e quase chorando... Eu acho, no papel de simples narrador, que era porque ela tinha ganhado o carro semana passada de presente de aniversário adiantado de aniversario de 18 anos.

-Primeiro, só minha mãe me chama de Harold! –Harry, ou Harold, falou pulando a cerca e se metendo na conversa. – Segundo, eu juro que não foi minha intensão... Eu estava lavando meu carro, e pensei que a Allie iria ficar feliz se eu jogasse uma água nele, porém a janela estava aberta e entrou um pouco de água... Eu juro sra. Moore.

-É claro... Porque você gastou toda a água do oceano atlântico para SÓ jogar uma água, né? Por favor, né Harry? -Alice rolou os olhos, é claro que ele iria dar um jeito de fazer com que esse fato pareça um acidente... Agora ela provavelmente estava encrencada por deixar a janela aberta. ÓTIMO! Nunca mais veria o carro.

-Alice! Não seja tão rígida com o menino. As intenções dele foram boas... Agora vamos, eu te levo para a escola- Anna falou. – Ah! Harry, você poderia trazer Alice? Eu terei uma reunião importante no escritório hoje, não poderei busca-la.

-Claro Sra. Moore... Será um prazer.- Ele sorriu maldoso, e a garota engoliu em seco com medo, provavelmente ele vai mata-la e vender seus órgãos para a máfia Indiana.

Como Alice previu sua mãe a puniu por “deixar o carro com a janela aberta para ladrões”, Anna falou que iria pagar o concerto do carro e a troca do estofado, porém em troca Alice teria que trabalhar em casa e ficar sem mesada por 6 meses, resumindo... Trabalho escravo.

Ao chegar à escola, ela foi recepcionada por sua melhor (e única) amiga Taylor, as duas se conheceram no jardim de infância e são amigas desde então. Duas “losers”, Taylor é a rockeirinha que todos acham estranha, e Alice é a nerd odiada por todos, a dupla perfeita. Ela também reparou que Harry também estava no colégio... Espera? Como ele chegou tão rápido? Ela se perguntou. De fato Harry não é muito fã das leis de transito.

-Alice! Nossa, cara você parece uma louca.- Taylor foi cumprimentar a amiga.

-Por quê? –A garota perguntou, e começou a perceber que todos estavam olhando a com uma cara do tipo “Quem a deixou fugir do hospício?”.

Taylor puxou a amiga para o banheiro e mostrou o desastre... Ela estava descabelada e de pantufas...

-Mano, porque você está de pantufas? –Tay perguntou devagar, como se Allie fosse idiota.

-Longa história... Resumindo o estúpido do Walker encheu meu carro de água, eu tinha terminado de me ajeitar fui pegar o jornal e iria colocar os sapatos, na hora do desespero eu devo ter me descabelado, e como minha mãe me apressou eu me esqueci de tirar as pantufas. –Ela falou olhando para os pés e mexendo as pantufas de ursinho. –Vai ser um longo dia...

-Não é todo dia que vemos a grande Alice Moore com os pés enfiados dentro de um urso. –Taylor ironizou.

As duas foram para a sala de aula e quando estavam perto do armário do faxineiro ouviram um barulho estranho. Armaram-se com o que tinham, Tay com os livros e Allie com as pantufas (?), a loira, sim Taylor é loira, olho para a amiga com a maior cara de “Cara o que você tá fazendo?” e foi respondida com um balanço de ombros, elas contaram até 3 e entraram..

Dica para a vida, nunca entrem no armário do faxineiro se ouvirem algo estranho... Nunca. As duas se depararam com Harry e Brittany, uma cheerleader (que clichê), se pegando quero dizer, se pegando é elogio, os dois estavam seminus, mas vamos ocultar esse detalhe por ser muito traumático.

-Er...-Foi só isso que a garota de pantufas conseguiu dizer, claramente envergonhada.

-ECA! Arrumem um quarto! –Taylor falou.

-Saiam daqui suas losers, não pegar ninguém não é desculpa para ficar vendo os outros. Aliás belas pantufas... –Brittany falou, e Harry riu.

-Você vai ver só sua Vad...-Por pouco Allie não ataca a cheerleader, se Taylor não segurasse ela.

-Cara... Vamos sair daqui. –Tay falou puxando a amiga. –Aliás, vão se foder.

Entraram na aula e sentaram na frente. Conversaram um pouco sobre o quão ridículo o Harry era, Taylor passou a odiar Harry depois que a amiga falou o quanto ele fez para ela... Nada pessoal.

Na hora do almoço mais zoação, parece que todos da escola pararam o que estavam fazendo para olhar as pantufas de ursinho de Alice... Se bem que elas eram bem fofas.

-ALGUÉM ESQUECEU OS SAPATOS!-Algum engraçadinho falou no fundo.

-Alunos! Alunos! –A diretora entrou no refeitório sorridente. –Como já sabemos semana que vem começam as campanhas para presidente do grêmio, e os candidatos vão ter três debates, para expor as suas chapas e falar sobre seus planos. Um amanhã, outro quinta e o ultimo sexta antes da votação. Esse ano, temos duas candidatas... A senhorita Alice Moore... –Silêncio no auditório, somente Taylor assobiou. –Erm... e a senhorita Brittany White.

Não é preciso falar que o auditório foi a baixo em aplausos e assobios... Alice abaixou a cabeça, o grêmio era uma das únicas coisas que a abalava, pois ela queria muito ganhar.

-Allie, não fica assim... –Taylor percebeu a tristeza da amiga. –Se o mundo é justo eles vão perceber que você nasceu para isso... Desde que te conheço você já tem o discurso para as palestras na ponta da língua.- A garota deu um sorriso fraco.

Depois de comerem, as duas tiveram mais duas aulas e enfim livres. Estavam andando lado a lado no corredor quando a loira falou.

-Amiga... Se você quiser eu peço a minha mãe para te levar para casa.

-Taylor, por mais tentador que isso me pareça, terei que recusar, minha mãe pediu para o energúmeno do Harold, se eu chegar em casa no seu carro e se ele falar que eu não peguei carona com ele, você sabe que ele vai me ferrar, ela e meu pai vão me matar. –Rolou os olhos. De fato Harry era o filho perdido de Anna e Anderson Moore, que nem ela era filha adotiva dos Walker.

Chegaram na porta do edifício, e avistaram Harry com o seu grupinho e algumas cheerleaders se esfregando nele.

-Vamos logo Moore! Não tenho o dia todo. –Allie ouviu Harry gritar em tom divertido.

-Argh, juro que um dia eu mato esse garoto. – Falou rolando os olhos e se despedindo da amiga, antes de ir (caminhando) para perto do grupo.

-E aí coisinha, o que você tá fazendo aqui? –Brittany perguntou olhando a menina de cima a baixo.

-A amônia está afetando a parte do seu cérebro responsável pela audição? O panaca do Walker me chamou, e se não me engano até as pessoas que estão no Havaí conseguiram ouvindo ele me chamar. –Ela falou dando um sorriso irônico, antes de pedir, mandando, o garoto abrir o carro para ela entrar.

Ficou lá por 15 minutos apenas no Twitter, essas pessoas não tem o que fazer não? Não é parte dos seus planos ficar a tarde toda esperando a boa vontade de Harry Walker para leva-la para casa. 5 minutos depois ele entrou, e deu partida no carro. Ela quase comemorou por dentro.

Notas finais
Oi. Espero que tenham gostado do primeiro capítulo, quero dizer, se tem alguém aí, e se tiver espero que tenha gostado... E se você gostou deixe um comentário, sabe? Para uma autora saber se tem alguém lendo o que ela escreve.