She It Is Not Just A Pretty Face [hiatus]
5 Ta, estranho, muito, argh.
Notas iniciais
Fiquei paralisada, sentada no chão. Ele parecia tão... Triste. Eu mesma fiquei triste, cara, ele sempre era tão auto confiante, e agora, estava prestes a chorar, isso é... estranho, pra caramba.
— Por quê? – ele perguntou.
— É... Como... – eu gaguejei.
— Porque você tinha que fazer isso? Por quê? Eu fiz alguma coisa pra você? Eu sempre tentei chamar sua atenção, eu sempre tentei ser o melhor pra você... E você me retribui fazendo isso? Lola eu... Eu sempre gostei de você. Porque você nunca percebeu isso?
— Will... Eu... – eu realmente não tinha palavras. Nem estava acreditando que Will Solace estava dizendo isso.
— Você sempre gostou do Zac? Foi por isso que você sempre me rejeitou?
— Eu nunca soube que você gostava de mim...
— Como não? EU não deixava tão na cara? Me diz isso.
— Mas... Se você gostava de mim, porque ficou fazendo tudo isso nesses últimos dias?! Posso ser filha de Afrodite mas não sou idiota Will! Eu me meti em encrenca pra passar mais tempo com você e o senhor me retribuiu me humilhando na frente de todos!
— Passar mais tempo comigo ou com o Zac? – ele perguntou levantando a sobrancelha.
Ai, ai, ai. Eu só estou me enrolando mais e mais.
— Com os dois. – eu disse baixinho.
— Hm, bom saber. Depois ainda não se acha filha de Afrodite, iludindo dois garotos ao mesmo tempo.
— Eu não iludi ninguém! – eu gritei levantando e o encarando, bem de perto.
— Não? Ficando de romancinho com o Zac e ainda dizendo que foi me ver na aula de arco e flecha. É, tem razão, você não está iludindo ninguém.
— Porque afinal você veio aqui Will? Pra brigar mais ainda comigo e fazer eu te odiar mais ainda ou pra se desculpar? – por essa ele não esperava, ficou olhando para o chão, chutando as folhas.
— Eu vim aqui pra te dizer que o seu precioso Zac tem namorada. Mas não é daqui, do acampamento. É uma mortal, da escola dele. E também pra te dizer que eu vou pedir uma missão pro meu pai, achei que seria importante você saber disso... ou não.
Ele se virou e foi em direção ao seu chalé. Eu fiz o mesmo, ainda pensando no que ele disse. Zac. Namorada. Missão. Ainda gostaria de saber por que vida de semideus é tão confusa, tanto a vida de treinamento, quanto a vida emocional. Entrei silenciosa no meu chalé e fui dormir. Tive um sonho estranho, estava na beira de um precipício, segurando a mão de alguém que eu não conseguia ver o rosto, na verdade não conseguia ver nada, a pessoa brilhava, como... como... como o Sol.
— Estávamos pensando em formar aliança com o chalé de Apolo para a caça a bandeira, já que eles são como os lideres do time azul, mas depois do espetáculo de ontem, acho que você não vai querer... Ou sim? – Alex perguntou.
— Seria uma boa, eles são bons arqueiros e podem ficar de tocaia nas árvores, forme a aliança.
— Tipo, sem problemas pra você?
— Claro que não, o que caça a bandeira tem a ver com uma briguinha estupida? – eu disse revirando os olhos mais me xingando por dentro.
— Isso que é ser diplomática. Ok, então que tal você ir falar com o Will? – ela disse, com um risinho travesso.
— Alex! Eu te contei tudo que o Will me falou ontem, você realmente acha que eu vou ter cara pra falar com ele de novo? Me de um tempo pelo menos.
— Então vá falar com o Zac ué.
— Alianças são formadas de líderes para líderes. Você tem que ir falar com o Will.
— Eu estou te nomeando como minha co-lider, vá você falar com ele.
— ENTÃO FICAMOS SEM ALIANÇA E NÃO PARTICIPAMOS DESSA BOSTA!
— Calma, eu só estava brincando, credo. – ela disse isso e saiu resmungando alguma coisa em francês.
Passei a tarde inteira fazendo minhas atividades normais, na aula de arco e flecha, soube por um campista de Demeter, que Will conseguiu uma missão e iria partir essa noite. Se eu fiquei preocupada? Nãaao, maginaaaa. Depois das sete horas da tarde, eu fui à Casa Grande, por mais que eu não quisesse, tinha que me despedir do Will, nunca se sabe o que pode acontecer em missões.
Fiquei esperando na varanda, observando o Sr. D. jogando pinocle com espíritos invisíveis. Depois de uns 15 minutos, Will apareceu, com Quíron do seu lado.
— Lola, o que faz aqui? – Quíron perguntou.
— Vim me despedir de você. – eu disse olhando para o Will.
— A, certo, Sr. D. será que você pode vir aqui um instante, tenho que te mostrar umas contas que você deixou de pagar.
— Se isso é uma forma discreta de dar privacidade a esses dois moleques, não funcionou. Mas como estamos prestes a ter uma peste a menos nesse acampamento, sim eu vou. – ele disse e saiu, feliz.
— Cara, ele é tão otimista. – Will disse rindo forçado.
— Sim... Hm, qual é sua missão?
— É meio estranha, mas é legal. – o tom dele dizia que ele não podia falar sobre isso.
— A Rachel disse alguma coisa positiva? Na profecia.
— Sim, é, da pra acreditar que eu vou ter que ir sozinho? Ela disse que sozinho eu vou vencer e... Bom, ela disse isso. – seu rosto ganhou um ar sombrio, o que quer que nossa Oraculo tenha dito, não foi legal.
— Bom, boa sorte. Qual quer coisa... Me mande uma Mensagem de Iris. – eu disse colocando dois dracmas rosas nas mãos dele.
— Eu tenho dracmas suficientes Lola e isso nem parece um dracma.
— Eu sei, mas esse é especialmente para M.I., vai vir direto a mim, você só precisa jogar para cima e bum, já ficamos conectados.
— Como...
— Digamos que um dia eu fiz um favor a Iris, e ela disse que quando eu precisasse de alguma coisa (ao alcance dela), era só pedir, e foi o que eu fiz. A mensagem vai ser descontada dos meus dracmas, pode ficar despreocupado.
— Você usou um favor de uma deusa por mim? – ele perguntou incrédulo.
— Sim e não, ela me deu dez desses dracmas rosas, estou te dando dois para o caso de emergência. Mas foi a sua missão que me deu essa ideia. Enfim, boa sorte Will. – eu fiz que ia abraçar ele, mas pensei melhor e o beijei, na bochecha, ele ficou vermelho.
— Valeu patricinha.
— Adeus idiota. – e então... ele foi embora. Argos o escoltou até o pinheiro de Thalia, e depois até uma van branca. Fiquei observando a silhueta dele sumir colina a baixo, alguma coisa, eu não sei o que exatamente, ia dar errado nessa missão. Com esse pensamento super feliz, eu sai da casa grande em direção ao refeitório.
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