She Is Different
19 19º Capitulo - Promete
Notas iniciais
- Mr. Weasley porque é que não lhes disse? – perguntei curiosa.
- Sobre? – disse ele.
- Sobre aquilo que aconteceu no ministério? Porque é que não lhes disse que tinha sido eu?
- Porque a lembrei-me da ultima coisa que me disses-te. E tu não irias arriscar-te a dizer aquilo sem saberes quem eu era e que ele iria saber.
- Continuo sem perceber.
- O que o meu pai está a dizer é que eu lhe contei tudo e implorei para ele não dizer a ninguém sobre teres sido tu.
- E porque é que fizeste isso?
- Pela mesma razão que fiquei na sala dos trofeus no dia em que Hogwarts foi atacado. Porque eu te amo, e sei que me queres proteger mas eu não preciso de proteção.
- Por acaso precisas. – disse a mãe dele – Eu não quero perder o meu filho porque ele está apaixonado por uma Comensal da Morte e que atacou o seu pai. Desculpa Alanis mas eu tinha que ser sincera.
- Eu sei não se preocupe. E sim eu quero proteger o seu filho e foi por isso que eu fiz o que fiz, para que ele me passasse a odiar e assim estaria mais protegido. Mas ele é um bocado difícil de convencer.
- Isso sei eu. – disse a Ms. Weasley com um olhar divertido.
Ela meteu um penso na ferida pois por mais que ela estivesse curada eu iria ficar com uma cicatriz e ainda estava um pouco recente aquilo doía, ao fim de algum tempo tive que me vir embora pois o meu pai tinha-me chamado, e agora continuava a parte dois do plano, mentir ao meu pai. Despedi-me de todos na Toca e pedi para que ninguém dissesse que me tinha visto ali, aparatei nos portões da mansão e fiz cara de zangada para que quando chegasse perto do meu pai ele acreditasse que alguém me tinha tirado a varinha. Entrei na sala onde estavam todos os Comensais reunidos e assim que entrei com a minha cara de má todos ficaram com medo, adoro poder.
- O que foi? – perguntei irritada.
- Passasse alguma coisa Alanis? – perguntou a minha mãe.
- Passasse! Aquelas coisas a que vocês chamam de crianças!
- O que elas fizeram? – perguntou o meu pai desconfiado.
- Alguem me tirou a varinha! Andei a procura dela por todo o lado e não a encontrei! Mas quando encontrar a criancinha que ma tirou vai dizer olá a uma as Imperdoaveis!
- Alanis! – disse o meu pai- A tua varinha foi usada para entrar no cofre da tua mãe.
- O que? Tiraram alguma coisa? – perguntei a fingir interesse e receio.
- Sim, a taça de Helga Hufflepuff. Não sentiste algo diferente hoje?
- Nem por isso. E a minha varinha? Onde está?
- Estamos a espera que um dos comensais a traga, e tenha mais cuidado para a próxima.
Sai da sala e fui esperar pelo Comensal que iria trazer a minha querida varinha. Assim que ele veio e viu a minha cara de má deu-me a varinha e saiu assim que pode e aparatei para o castelo onde encontrei a Libby e o Draco a irem para as masmorras e contei-lhe tudo, mas a parte de eu não fazer a menor ideia do que se tinha passado. Fui para o meu quarto e fiquei lá o resto do dia. Pois em menos de uma semana eu teria que morrer para ajudar o mundo a livrar-se do meu pai. Eu tinha mentido ao Fred, não existe nenhum antidoto para o veneno do basilisco mas ele não sabia, afinal ele é o Fred Weasley que só sabe fazer asneiras. Se ele soubesse que eu tinha mesmo que morrer ele nunca mais me deixava sair do seu lado, eu tenho que admitir que tenho medo de morrer mas será por uma boa causa.
Foi até a biblioteca, sentia saudade das alturas em que era aluna e não professora. Sentia saudades de ser eu a receber os castigos e não dá-los. Senti uma presença atras de mim.
- O que foi Weasley?
- Nada, estava simplesmente a olhar. Como está a ferida?
- Melhor, obrigada.
- Adorei ver a tua cara quando a minha mãe te tentava examinar. Era mesmo divertida.
- Era normal que estava daquela maneira, eu tentei matar o teu pai de depois a tua mãe vem-me curar uma ferida. Demasiado sinistro para ser verdade.
- Metade da ordem perguntou-me o que se passou entre nos, e eu tive que explicar tudo.
- E eles?
- Continuaram a pensar que me tinhas usado, mas ao fim de algum tempo com a ajuda dos meus irmãos e do Harry consegui convence-los de que tu realmente me amas e que eu realmente te amo.
- Adoraria de ver a cara da minha prima nessa altura, deve ter sido hilariante.
- Por acaso até foi. E o que vamos fazer?
- Sobre?
- Sobre tu morreres? Como vamos fazer isso?
- Depende, o Harry pode acabar morto por isso temos que arranjar alguém que me mate.
- Sabes que existe uma lista enorme de pessoas que te querem ver morta, não sabes? – ele riu-se com isso – E que tal o Neville? Ele odeia a tua mãe e ele irá adorar matar-te só para ver a cara da tua mãe.
- Pode ser, temos é que lhe perguntar.
- Eu irei adorar matar-te.- disse uma voz atras de mim, era o Neville.
- Ainda bem. – disse o Fred – Tenho que ir avisar então o George, encontramo-nos na nossa sala.
- Adeus Fred. – deu-me um beijo antes de sair, queria falar com o Neville – Neville eu preciso que me faças um favor.
- Diz.
- Tu tens que me matar, mas mesmo matar. Seja com o que for. Se tiveres o dente do basilisco ou a espada ou uma coisa qualquer tu tens mesmo que me matar.
- Mas isso quer dizer que podes morrer mesmo e não ficar só ferida.
- Eu sei, mas a única solução de destruir uma Horcrux humana é mata-la. Promete que me matas.
- Prometo.
- E promete-me que iras certificar-te que o Fred fica bem?
- Prometo.
E assim sai e agora era só esperar pela guerra.
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