She Doesnt.

4 Capítulo Quatro.



– Posso conversar com você, sério? – Niall perguntou para Effy, rompendo o clima estranho que se formava no carro. Na verdade, em um dos dois. Ela iria com Niall (já que não estava suportando olhar na cara de Harry ou até mesmo Zayn).

– Claro que pode, bobão.

– O Harry gosta de você. – Disse, despreocupado, tentando arrancar alguma expressão de surpresa da garota. A mesma simplesmente suspirou e disse:

– Eu sei.

– Ah, entendi então... você não gosta dele, é isso?

– Não, Niall, pelo contrário. Eu gosto dele.

– E qual é o problema para vocês dois ficarem juntos?!

– Vem cá, irlandês, você é Cupido agora? Que eu saiba não. Foi ele que te pediu para vir perguntar isso para mim, não foi? Se você abrir a boca para falar qualquer palavra do que eu te disse ou vou te dizer, garanto que vai ser a ultima vez que você respira.

– Nossa, Effy, desculpa! – Ele realmente parecia arrependido, e parou o carro, olhando para os lados. Harry realmente tinha pedido para ele dar uma de "Cupido Horan". – Como assim... que você vai me dizer?

– Eu queria desabafar com alguém... e já que você sabe de alguns problemas meus.. – disse, se referindo a automutilação, bebidas, drogas, cigarros etc. – acho que seria mais convenienete eu falar disso contigo.

– Então fale! Eu sei que você conhece o Zayn desde pequena, e estou admirado por você estar querendo falar disso comigo...

– Zayn não me entende.

Ele suspirou e a olhou, pedindo para ela falar logo do assunto "x".

– Porquê você se corta, Effy?

– Às vezes penso que nasci ao contrário. Sabe, saí da minha mãe de maneira errada. Eu ouço palavras passarem por mim ao contrário. As pessoas que eu deveria amar, eu odeio. E as pessoas que eu deveria odiar...

– Harry é uma delas?

– É, é sim..

– E você ainda não me falou porquê você se corta.

– Eu faço isso desde o quê? Uns treze anos de idade. É, treze. Com treze a minha mãe morreu.

– Ah sim, eu sinto muito, Effy, deve ter sido um acidente de carro terrível.

– Não foi um acidente de carro, Niall. – Ela falou, olhando para as unhas e tentando arrancar o esmalte preto. Ele a olhou perplexo. Effy sempre tinha dito para todo mundo que a mãe tinha morrido em um acidente de carro. Nunca tinha se aberto com ninguém e falar a realidade sobre a vida interrompida da senhora Stonem. – Ela se suicidou. Roubou uns comprimidos meus e tomou tudo. Ela tinha depressão, sabe? Meu pai batia nela, se aproveitava do meu irmão e me tocava. E... e ela não aguentou. Em vez de ter tomado uma atitude se matou. Depois que.. depois que isso aconteceu, uns anos depois; eu, meu irmão e meu pai nos mudamos para Londres. E logo depois meu irmão fugiu de casa, me deixando sozinha com o meu pai. Ele me xingava, tocava, e me batia, entre outras coisas. Aí eu não aguentei e explodi, mandando-o ir para o inferno. E no outro dia ele morreu. Ele pegou câncer de tanto que fumava e nunca soube. Teve uma crise e simplesmente morreu. Aí o Zayn apareceu no enterro dele. Foi estranho, eu não o via a anos. Ele passou seis meses em Bristol quando a mãe dele ficou doente, e ficou na casa da tia dele, nós devíamos ter uns nove anos.. e ele veio me perguntar se eu estava bem. Eu disse que estava ótima, radiante. Então saímos do cemitério e fomos para um bar. Bebemos, fumamos e até acabamos ficando. É, já fiquei com Zayn e com Harry. E depois ele me apresentou a vocês. Eu gostei daquele imbecil de cara, ele me fazia lembrar do Freddie. Um galinha que sai pegando todas e ignorando no dia seguinte. Eu gosto desse tipo de cara, tenho que admitir. Então gostei dele.

– Ainda não me falou a razão. – Ele estava realmente atento a conversa.

– Ok. Minha mãe, meu pai, Anthony, eu, meus vícios, meus demônios.

– Você sente falta da sua mãe?

– Não. Mas a morte dela me chocou. Depois disso eu tentei me suicidar também. Nos ultimos dez anos acho que já tentei me suicidar umas cinco vezes. Mas nunca consigo. É frustrante. Acordar em um quarto de hospital com pessoas que você não conhece te olhando. Claro que são pessoas que eu não conheço, eu não tenho ninguém. E ninguém se importa também. Foda-se. A vida é muito curta.

– Seu pai morreu de câncer porquê fumava, né? E aí? Porquê você fuma, então, quando viu o final dele?

– Eu já disse isso milhões de vezes. Eu fumo para morrer. Niall, é errado você nunca ter se apaixonado?

– Clarro que não, Effy. Porquê a pergunta repentina?

– Eu.. eu quero sentir alguma coisa. Quero sentir o que os outros sentem. Assim eu me acho normal. Algumas vezes eu me corto sem motivo, e não paro até ver o sangue escorrendo. Se eu não me cortar e não ver o sangue, é capaz de eu achar que estou morta. Eu estou morta, Niall? Aquela é a única maneira que me faz me sentir viva. Niall, eu estou viva?

– É claro que você está, Beth. – Disse, a abraçando. Effy não ficou muito irritada. Talvez aquele apelido bobo só ficava ridículo quando saia da boca de Harry. Os dois ouviram barulhos vindo de fora enquanto ainda estavam abraçados. Eram Zayn e Harry abrindo as portas, indignados, rompendo o clima que se formava entre Effy e Niall, que se separaram mas não passaram por despercebidos. – O que foi, pessoal? – Niall perguntou, visivelmente irritado.

– O que estavam fazendo aqui? O que ia acontecer? – Zayn perguntou com um tom debochado. Ele também com ciúmes de Effy? Harry ficou calado, apenas analisando a situação. O mesmo estava realmente com raiva. – Esqueceram que nós estávamos atrás de vocês? – Bufou. Então os dois voltaram para o carro e seguiram adiante para Londres, sem dizer absolutamente nada o caminho de volta todinho. Eles chegaram e Niall deixou Effy na casa dela, que o puxou para fora do carro.

– Você vai ficar aqui comigo, não quero estar sozinha.

– Não está, Stonem! – Ele disse e deu uma risadinha. Claro que Effy não o acompanhou. Algumas vezes sua seriedade dava nos nervos.

Eles subiram para o apartamento dela, que abriu a porta e os dois jogaram as mochilas no chão. Niall se jogou no sofá, ligando a televisão, enquanto Effy tomava banho. E, claro, descontava as mágoas do passado em seu corpo.

– Effy? – Niall chamou a mesma, abrindo a porta do quarto dela, que não respondeu por motivos óbvios: Não escutou.

Ela cantava "Beautiful" da Christina Aguilera, enquanto chorava e passava a mão pelo pulso direito ensanguentado, tirando os vestígios vermelhos. Aquela música era tocante. Effy nunca podia escutar ela sem chorar. Niall apertou os ouvidos contra a porta do banheiro para ouvir melhor a voz harmoniosa da garota, que não percebeu quando a porta se abriu, já que ela não havia trancado nem nada.

Ele então resolveu entrar no banheiro para ouvir mais a voz da garota, que percebeu ele lá.

– Niall?

– Ahn.. oi?

– Sai daqui, por favor. – Pediu. – O que está esperando, então?

– Você me convidar para entrar. – Ele disse, rindo e saindo do banheiro. Para o garoto era tentador a ideia que Effy, uma de suas melhores amigas, estava a poucos metros de distância, nua.

– Molhada... – ele completou, com a cabeça nas alturas. Ele a balançou negativamente, tentando afastar os pensamentos maliciosos. Ele não podia pensar assim de Effy, já que Harry, um de seus melhores amigos, gostava dela. Isso não parecia o certo a se fazer. Isso não era o certo a fazer.

Ela saiu do banheiro já vestida. Na verdade, meio vestida, pois usava um mini short branco e uma camiseta preta. Ela queria deixar Niall louco e no desejo, talvez?

– Vai tomar banho, você vai dormir aqui. – Ela o alertou. Ele se levantou e foi ao banheiro, antes dando uma última olhada na garota, que agora passava álcool nos pulsos para aumentar a dor.

Por um momento Niall hesitou em sair do banheiro totalmente nu apenas para amparar Effy. Mas é claro que ele não faria isso.

Ele tomou banho pacientemente, enquanto Effy se deitava na cama e se enrolava nas cobertas em posição fetal, encolhida.

Niall saiu do banheiro depois de se vestir. Na verdade, meio que vestido, ou seminu, já que ele só estava de boxers. Ele deitou do lado dela e passou a mão por debaixo da garota, repousando em sua cintura e puxando-a para mais perto.

– Não, Niall, eu quero fumar. – Disse, sentando na cama e acendendo um Pall Mall.

– Por hoje não, Effy, por favor. – Ele sentou do lado dela, tomando o cigarro da boca dela, amassando-o com a própria mão (claro, ignorando a dorzinha que se formou) e o jogando no chão do quarto.

– Niall, não finja que se importa, por favor. – Ela suplicou. Não ia acreditar e se decepcionar novamente. Aquela Effy morreu, é passado.

– Mas eu me importo, Effy! Você é minha.. hum.. você é minha amiga! – Ele disse, hesitando em falar a palavra "amiga". Bem que ele queria chamar ela de outra coisa. Não amiga. Mas é claro que Harry sempre serviria de barreira entre os dois.

– Se importa, é? Então prova. – Ela o disse, brava. Ela não acreditava em Niall. Só queria ficar sozinha, admirando seus pulsos enquanto fumava, bebendo uma garrafa de vodka.

– Provar, é? Eu acho que posso fazer isso. – Disse, tocando de leve o queixo dela e se aproximando. Ele uniu os lábios dos dois quando menos Effy esperava. Sua língua pediu passagem e, é claro, foi concecida. Foi um beijo lento, e Niall a olhou profundamente nos olhos quando os dois se separaram para respirar. Até que ele lembrou de Harry: Seu melhor amigo que estava perdidamente apaixonado por Effy, assim como ele.

Niall era um bom amigo, e, mesmo sentindo por Elizabeth o mesmo que Harry sentia (até possivelmente uma afeição mais forte) ele não faria isso com o garoto. Ele já chegou a chorar quando Effy uma vez tinha ido embora. Não literalmente, mas ela passou dois meses sem dar notícias, depois que Louis tinha compartilhado com os outros uma foto de Effy com ele em que as marcas dos pulsos dela eram visíveis. Harry achava que só podia falar isso com Niall, então, chorando e balbuciando, disse que estava realmente gostando de Effy.

Então a garota passou mais e mais tempo fora, e Harry decidiu procurar ela. Estranho, não? Muito, mas ele a encontrou em Bristol, na casa de Cassie. A mesma estava sozinha, os pais tinham viajado. Effy tinha passado super mal depois de tentar pela terceira vez um suicídio. A loira não sabia o que fazer, então ligou para o numero que mais aparecia nas chamadas dela: Harry Styles.

Flasback.

Harry Styles.

– Eu não estou nem aí que eu não faça ideia daonde ela pode ter ido, Louis! Eu vou procurá-la e PONTO FINAL! – Eu disse pela milésima vez enquanto pegava o celular e a carteira, indo para o carro.

Perambulei por Londres, sem achar ela, que não estava em sua casa. Fui em hospitais e delegacias para ver a ficha de internados e desaparecidos. Sem vestígios de..

– EFFY! – Gritei, quando vi a foto da mesma no visor do celular, que começou a tocar "A Day In The Life" dos Beatles. Eu, é claro, atendi. – Onde você está, Effy?!

– Ahn, desculpe... mas aqui não é a Effy.. você é o Harry, certo? Ela.. meio que passou mal. Não, ela está muito mal. Eu não sei o que fazer, então eu meio que preciso de ajuda!

– O quê? O que aconteceu? Quem é você? Aonde você está?

– Eu meio que.. deixei ela sozinha por uma hora e ela.. é melhor você vir logo. Eu sou Cassie, eu moro em Bristol mas estou em Londres, no condomínio que fica na frente do London Eye, cite meu sobrenome. Ainsworth. É a casa bege, 50. – E desligou o telefonte na minha cara.

Eu fui até lá, ultrapassando o limite de velocidade permitido e levando muitas multas. Mas isso não importava para mim. Effy estava mal e precisava de mim.

Cheguei até o condomínio e fiquei uns minutos com o porteiro que se recusava a me deixar entrar. Depois que eu me lembrei do sobrenome, Ainsworth, eu entrei.

Cassie, que eu julgava ser a loira, estava na sala chorando. A porta estava aberta e eu entrei correndo.

– Cadê ela? O que aconteceu?

– Ela... – Cassie balbuciava. – Ela tomou uns comprimidos. Muitos comprimidos. Tipo, muitos mesmo, do tipo que estava tentando... se matar.

– Cadê ela? Chama uma ambulância! – Gritei, enquanto ela ligava para o 190. Sério que a garota idiota até agora não pensou nisso? – Cadê ela?! – Berrei mais alto ainda.

– Lá! – Ela choramingou, erguendo o queixo para uma porta escancarada.

Eu corri até lá e meus olhos se encheram d'água.

Effy estava no chão do banheiro, desacordada. No colo dela, vários frascos de comprimidos. E seus pulsos cortados. Mas não como os cortezinhos meros que ela fazia. Estavam cortados muito fundo, e muito sangue jorrava de lá. Ela realmente havia tentado se suicidar.

Eu me joguei no chão e a abracei fortemente, chorando em seu ombro. Depois de alguns minutos a ambulância chegou, entrando na casa.

– ALGUÉM ME AJUDA! – Eu gritei, com a garganta doendo de tanto gritar e chorar. – AJUDA! ALGUÉM ME AJUDA! – Berrei com toda a força de vontade que eu tinha; um grito de rasgar a garganta, com a mão em seu pulso esquerdo tentando parar o jorramento de sangue. Dois homens entraram no banheiro, e eu a peguei no colo, correndo para a ambulância e ignorando os dois uniformizados dizendo que eles mesmos podiam levar ela.

Colocaram-na na maca e, óbvio, eu fiz questão de ficar lá com ela o caminho todo. E só me separaram de Effy quando chegamos ao hospital, ela devia fazer uma lavagem estomacal e vários pontos nos pulsos. Eu lavei as mãos ensanguentadas e o rosto, bebi um pouco de água que uma enfermeira havia me dado pois eu estava realmente aflito e impaciente, e fiquei na sala de espera, tremendo.

Eu não suportaria perder ela.

Fiquei lá por horas, e sequer liguei para os meninos no intuito de alertar do ocorrido. Então um médico em torno de seus vinte e cinco anos chegou na sala de espera com uma prancheta.

– Harry Styles? – Chamou, olhando para a sala de espera. Eu me levantei e fui até ele, com as pernas trêmulas e vacilantes.

Foi aí que eu percebi: Estava apaixonado por Elizabeth Stonem.

Fim Harry Styles.

Flaskback ends.

– Não posso fazer isso, Effy, me desculpa. – Niall disse, depois de passar longos minutos olhando-a nos olhos. Aqueles olhos profundos e hipnotizadores.

Ele pegou sua mão e beijou seu pulso, podendo sentir as cicatrizes, e o irlandês levantou.

– Não posso fazer isso com Harry. – Completou. Talvez ele fosse melhor para ela do que eu, pensava ele, Harry com certeza é melhor. Era ele quem esteve do lado dela durante muito tempo.

Não que Niall não esteve do lado de Effy a apoiando e tudo mais, mas.. ele parecia sentir algo a mais tempo. Então, o que quer que Niall sentisse por Effy, teria que parar ali e agora. Não podia passar dos limites com ela.

– Como assim, Niall? – Ela perguntou, confusa, quando eu já estava na porta de seu quarto.

– Só.. dê uma chance do Harry te dizer tudo que ele sente. Talvez ele seja melhor para você do que eu. – Niall falou, saindo e deixando-a totalmente atordoada, indo para a casa de seu amigo.

Minutos depois.

Para Niall, os minutos passaram fantasiados de horas, tentando pregar peças nele. Ele parou na casa de Harry. Ia falar tudo para ele.

– O que você faz aqui, Niall? São onze horas, porquê não está com a Effy? – Ele perguntou, pronunciando o nome da amada dos dois como se fosse uma espécie de inseto desconhecido. Ele, definitivamente, estava com raiva de Niall por causa do abraço do carro.

– Preciso falar com você. Urgente. – O irlandês respondeu, entrando. Harry fechou a porta com força. Os dois sentaram no sofá, e só então Niall percebeu que o amigo estava somente com um lençól de cama enrolado na cintura por improviso, para não atender a porta completamente nu.

– Você gosta dela também, né? Dá pra ver nos seus olhos. – Harry disse, meio magoado.

– É, Harry, eu gosto dela também. Eu só vim esclarecer as coisas. Nós não ficamos e nem nada. Muito menos dormimos ou estamos juntos. Você, está na cara, que a ama mais que eu. Então o melhor que posso fazer é não ser uma pedra no seu caminho. Você tem que ficar com a Effy. Ela pode ser cheia de problemas, mas acredito que quem deve ajudar ela a superar tudo é você. Não eu. Você não fica com ninguém há tempos esperando para ela te notar. Claro que ficou com a Pandora, mas só para fazer ciúmes. Eu fiquei com muita gente enquanto sabia que gostava dela, não fiz nada para evitar. Você está deixando de ser um galinha esnobe por causa dela.

– Você vai desistir dela? Como assim?

– Não, Harry, eu não vou desistir. Apenas estou cedendo. Você a ama mais que eu.

– Harry, volta para a cama! – Uma voz feminina e anhosa o chamou, vinda do quarto. Niall o olhou, incréduo. Ele achava que Harry tinha aberto mão das garotas para ficar com apenas uma, Effy. Estava enganado.

Niall ficava se culpando por ter beijado a garota que era apaixonado porquê acreditava que seu melhor amigo amava ela. Não era que Harry não amasse ela, mas não estava fazendo com o quê ela ficasse com ele. Harry arregalou os olhos.

– Niall... não é nada disso e... não conta para a.. para a Effy. – Ele pediu, ou melhor, suplicou. Niall o olhou com nojo.

– Eu estava me achando a pior pessoa do mundo por ter beijado a Effy, deixo ela lá e venho te dizer que ela é totalmente sua, e é isso que você apronta, Harry?

– Não me venha como se você fosse o santo mais inteligente da Bíblia, Niall.

– Acho que a Effy vai saber disso, Harry. Ela precisa avaliar as opções. – O irlandês o respondeu, voltando-se para a porta.

– Niall, ESPERA! Por favor, não conta para ela. – Harry o segurou pelo braço.

– Tchau, Harry. É melhor você voltar para a cama, tem alguém lá te esperando. – Disse, seco. Niall não ia contar para Effy, mas agora mesmo não iria deixar ela ficar com Harry sem antes lutar. Abriu a porta e foi embora, a fechando tão forte que Harry deu um pulinho de susto.

– Mas que MERDA! – Harry gritou, pegando uma almofada e jogando em cima da mesa de centro da sala. A mesma foi ao chão, quebrando o vidro em milhões de cacos. O acidente não aconteceria se ele não tivesse mandado o carpete para lavar.

Mas, mais importante que a mesa que quebrara: O quadro em cima dela também tinha quebrado totalmente. Harry o pegou, com gotículas de lágrimas se formando em seu rosto.

Era uma moldura fina e roxa-escura, com detalhes que parecia madeira. Tinha letras brancas com contornos pretos, escrito, em cima, "Effy Stonem", e em baixo, "Harry Styles", com uma foto dos dois na piscina da casa de Harry. Os dois usavam casacos grandes e grossos, gorros etc, e estavam com neve na mão, ambos com as línguas de fora, felizes.

Uns dos raros momentos que Effy pôde dizer que se sentiu feliz.

Tudo despedaçado e levado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.