Já imaginou viver em um mundo onde você não precisa conhecer ninguém, quero dizer, você não precisa chegar nas pessoas e perguntar o nome, idade, onde mora. Você simplesmente lê tudo isso em cima da cabeça dela, onde aparece o balão com as informações dela conectadas com as redes sociais.

Estamos no ano de 2055, quando nascemos somos conectados a um ship, que cria um perfil para você em várias redes, inclusive uma totalmente particular e conforme você vai crescendo, coisas são adicionadas automaticamente ou por você mesmo. É como se tivesse aqueles antigos smartphones que minha avó usava, dentro de você.

Controlamos isso via o visor que existe em nossos pulsos, só você o enxerga, ninguém mais pode vê-lo. Quando você quer postar uma foto, você aciona a câmera e pisca. E sua foto está tirada e armazenada no seu cérebro. Nosso cérebro pode guardar durante toda nossa vida mais de 4 TB de arquivos.

Essa tecnologia começou quando minha mãe estava grávida de mim e se espalhou pelo mundo todo. Criaram isso no intuito da informação ser ainda mais rápida e que todos consigam ser mais inteligentes e assim evoluir como humano.

Acabou que tudo continuou a mesma coisa, talvez até pior. As pessoas estão cada vez mais viciadas e nem sequer olham aonde estão pisando. Elas esqueceram de si mesmas, esqueceram como se virar sem um “robô” dentro delas.

Mas antes de pensar dessa forma, eu era uma delas, viciada e não olhava para frente e ver o mundo que tinha a minha volta, um mundo que aos poucos está se perdendo na sua essência, tanto natural quanto na espiritual. E não fui eu que notei isso, foi uma pessoa que me mostrou tudo isso. Essa pessoa só pelo fato de existir, mudou toda minha vida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.