Shards Of Fool Killer: O ataque a Nova Metropolis
13 Capítulo III - Parte 1
Capítulo III
Sexta-Feira, 2 de Agosto de 2030 – 2:33
Não demorou muito para que os civis restantes na cratera se reunissem. A equipe de resgate levava, cerca de 5 em 5 pessoas em cabines que eram suspensas por um imã poderoso e facilmente regulado através de um painel que ficava na parte de cima da cidade de Nova Metropolis, que estava em caos. O garoto e seu A.T ajudavam nas manobras de resgate da LightTech juntamente com Artha Lamys, o dono da empresa mais poderosa do mundo. Após terminarem de resgatar as poucas pessoas que ficaram presas ali, logo foi a vez de Jack e Artha saírem dali.
- Terminamos. Você foi de grande ajuda, Jack. A LightTech agradece. – Artha dizia, cumprimentando o garoto.
- Obrigado, senhor Artha. – Jack esboçava um sorriso, prosseguindo. – Fico feliz em ter ajudado numa operação tão importante.
- Não se preocupe. Ainda há trabalho, mas por hora...
- Senhor Artha! Preciso falar com você! É... urgente... — dizia um dos homens da equipe de resgate, recém chegado e exausto.
Artha se afastou de Jack junto com o homem. Jack apenas via de longe o diálogo, mas não ouvia nada. O homem parecia muito descontrolado para dar aquela notícia. Artha ouvia com atenção. De repente, seus olhos demonstraram espanto e desespero. Ele continuava a dar instruções ao homem, que acenava com a cabeça e correu até um dos carros de íon, preparando um outro pessoal para algo.
O homem foi até Jack, sem mudar a expressão. Continuava muito inquieto e desperado. Foi se organizando devagar até conseguir falar.
- Jack. Preciso de sua ajuda mais uma vez.
- O que aconteceu, senhor Artha? Algum problema com o atentado?
- Por favor Jack... — respondeu o homem de cabelos alvos- Você precisa salvar minha filha.
O garoto se assustou com a reação de Artha. "Como um homem tão poderoso, tão genial como ele pediria a ajuda para um garoto com eu? Oras, do que isso importa? A Fleur foi sequestrada... Eles querem o dinheiro do senhor Artha?"
- Não, foi só... — Jack deixou seus pensamentos escaparem em alto e bom som.
- Uma distração. — Artha Lamys completou. — Você agora entendeu porque a cratera. Eles querem minha filha. E se demorarmos muito, Lissie irá morrer. E pior, antes disso muitas pessoas irão morrer.
- Eu entendo a gravidade do problema, senhor Artha mas porque confiaria numa criança de 13 anos comum que conheceu horas atrás? — Jack questionou o homem de cabelos alvos.
- Vou dar uma breve explicação. Você não é uma criança de 13 anos comum. É por isso que confio em você. — Artha respondeu rapidamente. — Vou te passar as instruções. Posso contar com você?
- Sim... Ainda tem algo que preciso ouvir da Lissie...
Artha franziu a testa ao ouvir aquilo. Os dois foram caminhando para uma unidade tática móvel da equipe de defesa LightTech. Semelhantes a engenharia dos carros de íons, os "Besourões" eram equipados com uma base interna móvel, como trailers antigos e um painel interno de controle que é capaz de pilotar o veículo e disparar raios de efeito paralisante de efeito poderoso, mas sem causar dor em quem é atingido, assim como as pistolas fabricadas pela LightTech, para o uso policial.
Lá dentro, enquanto analisavam de que melhor maneira poderiam resgatar a filha de Artha, Jack então, perdido em pensamentos se assusta repentinamente.
- Não é nada disso que o senhor pensou! Eu e ela nos conhecemos naquela hora, ela disse que iria me contar algo sobre a verdade e só isso, nada além disso!---
- Hmmm, Lissie iria te contar tudo...? Sobre o braço dela também? — Artha Lamys perguntou, calmamente.
- É, algo sobre o fragmento do braço dela, coisa assim! Eu juro, eu e ela não estávamos pensando em ficar ou algo assim...
Artha ria e bagunçava o cabelo do garoto com uma das mãos. Eles então se assentaram e começaram ver as informações que Artha Lamys baixava no painel. " Que estranho. Depois de eu falar algo assim para ele, não ficou nervoso? É a filha dele, afinal! Como ele estava tão certo que não era isso? Fleur também agia da mesma forma, como se tivesse certeza das coisas que eu dizia. É modestia, idiotice ou alguma coisa que não inventaram o nome ainda?"
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