E assim foi. Era como se tudo fosse cena de um daqueles filmes antigos, do século passado que as crianças lutavam contra os bandidos. Mas era diferente. Era a vida real. Jack se esquivava escorregando por baixo dos terroristas e usando um deles como escudo para recuar e se aproximar deles e os golpear, enquanto Lissie se aproximava numa velocidade incrível, derrubando os homens com apenas um golpe com a potência do seu braço metálico. Os dois Faziam tudo sem o menor trabalho e com um sorriso em seus rostos, como se tudo fosse brincadeira. Assim, não demorou muito para que os terroristas estivessem todos caídos, vencidos. Lissie e Jack então aproximaram-se um do outro, sorrindo.

– Papai pagou pra você aulas de ginástica? — Falou o garoto com certo tom de sarcasmo. — Caramba, você é muito rápida!

– Não.. Eu aprendi a lutar com minha irmã. Ela me ensinou muita coisa.

– Pensei que tinha sido seu pai... Ele deve ser muito poderoso nessas " coisas ".

– Como disse? — Lissie perguntou sem entender.

– Ah, você sabe. Magia... Auras... Reencarnações... Não sei o nome disso.

– Não acredita em mim? Quando digo que nossas auras estão agindo agora mesmo, nos dando força e mudando nosso mundo?

– Não, é que eu ainda não vi tanta coisa.. Pra poder ter idéia firme...

Lissie segurou a mão de Jack e então sorriu. O garoto, sem entender, apenas ia deixando ser guiado pelas ações de Lissie. Ela então levou a mão dele até o braço dela. Ele ficou sem entender durante alguns instantes , então algo aconteceu. Os olhos da garota mudavam de tom devagar. Seus olhos, verdes, agora ficavam azuis. Jack tentou se soltar, mas não conseguia. Seu corpo estava paralisado e o olhar penetrante de Lissie continuava a lhe manter daquela forma. Então, aos poucos ele ouvia sussurros de ma voz estranha. A voz era medonha e Jack tinha uma vontade de se esconder de tanto medo que tinha, coisa que nunca sentiu antes.

– Você encheu a vida desse garoto de sentimentos ruins, sua criatura profana. — uma voz em alto e esplendoroso tom dizia.

Lissie soltou Jack e eles se viraram para direção da voz. E o que viram, era inacreditável.

Descia dos céus, radiante como o sol, mas não queimava seus olhos. Eram como agulhas negras cruzadas e enroladas, mas na verdade era um par de asas. Em sua mão direita, um arco vermelho em chamas que não o queimava.Suas vestes eram como seda virgem, nunca usado. Era como uma pessoa. Mas tinha asas. Era um anjo.

– Olá, criança do julgamento. — Dizia a figura angelical. — Enfim, você está vivo.

– Q-qual é o seu escalão, anjo? — Lissie dizia assustada. — Diga o seu nome!

– Réus não falam, garota-assassina. — Dizia o anjo em alto tom autoritário. — Sua vida é um crime. Seu braço é a prova concreta disso. E por isso, será julgada.

– Não.. Não... — dizia a garota do braço metálico, em estado de choque.

– Você não irá tomar a minha Fleur-de-Liz!! — A voz de Artha surgia num megafone.

O helicóptero chegava silenciosamente no local, para o resgate. Dan, Nya e Liah, Haruka e Artha estavam dentro do helicóptero. Aos poucos, o helicóptero ia descendo. De repente, ele era impedido de continuar descendo por uma espécie de barreira que cercava o local.

– Fico feliz de conhecer o homem mais poderoso do mundo tão de perto assim. — dizia o anjo, olhando para o helicóptero. — Mas Sinto em dizer que minh flecha não costuma errar.

– Isso é mentira... — Jack dizia, de cabeça baixa.

– O que disse, criança do julgamento?

– Aquelas flechas... Todas elas... ERAM PARA MIM!!

Era como se naquela área não houvesse nada, além de vácuo com o grito do garoto. Lissie olhava espantada parao garoto, que até então não tinha nenhuma aura manifestada. Era como se a energia que saísse dele fosse como chicotes que dançavam entre si, destruindo tudo em volta dali. Seu corpo quase não aguentava a quantidade de energia que seu corpo liberada, vibrando como se fosse explodir.

– Esse garoto... O que.. Quem é esse garoto?! — Haruka dizia no helicóptero. — Ele vai destruir a cidade toda assim!

– Nya! Liah! Abram um portal e tirem os dois de lá! — Artha dizia as gêmeas.

– Tio, se fizermos isso, vamos todos morrer! Olha bem para o garoto! — Dan questionava a ordem de Artha. — Vamos ter que tirar só a Lissie de lá!

Artha então se paralisou em seus pensamentos. Isso era verdade, a situação precisava de se resolver com todo cuidado. Antes mesmo que desse a ordem, um pequeno portal roxo era aberto dentro do helicóptero, idêntico a outro, ao lado de Lissie, que estava em estado de choque. As Gêmeas então a puxaram para dentro do helicóptero e fecharam os dois portais. Mas ainda faltava Jack, contra o anjo.

– Você viveu e assim foi a Vontade Suprema. Ter pessoas que se sacrificariam por você e agora, vou permitir que viva. Essa Flecha é para a garota do braço metálico.

– Vai permitir? Você quer que eu assista você levar mais uma pessoa importante para mim assim? — Dizia o garoto para o anjo, em olhar fixo e furioso.

– É esse o meu dever aqui. Não interfira ou será julgado também.

– Você disse isso para eles há 3 anos atrás?

– ...

Lissie ia voltando aos poucos a sua consciência. Via do helicóptero, Jack ainda no local onde estavam. Na sua frente, o anjo olhando para ele.

– Pai! — Lissie dizia. — O que eles estão conversando? Porque ele não veio?!

– Não dá pra saber! — Artha respondeu. — O Som de lá de dentro não está se propagando! Ele criou uma espécie de zona de vácuo ali dentro!

Jack apontou o dedo para a direççao do anjo. Então, olhou na direção do helicóptero, vendo LIssie bater no vidro, gritando algo. Mas não podia ouví-la devivo ao efeito vácuo do local. Sorriu e então olhou para o anjo, com uma expressão séria.

– "Não poderei voltar para casa com essas flechas. Voltar com elas significa cometer traição a minha ordem." — Dizia Jack. — Foi isso que me disse naquele dia. E nela não permitirei que toque.

– Eu preciso. Me deixe continuar meu trabalho, criança do Julgamento. você pode até ser aclamado pelos anjos assim.

– Um anjo de verdade sabe que os louvores só pertencem a Deus, seu urubu imundo! E agora, eu te desafio a atirar essa merda de flecha aqui no meu peito agora! Continue o trabalho que sua mira de parkinson não deixou concluir! Senão, eu vou pular na sua garganta e quebrar o seu pescoço!

– Você... Provocou a ira angelical... — o anjo sacava a flecha única no seu aljave e a invergava no arco em chamas. — Agora pague o preço!

– Você não é um anjo! Você é um assassino! Pecador e sujo pelo sangue de inocentes!

Os dois se enfureciam, quase instigando um ao outro. Enquanto o anjo mirava e preparava o disparo, Jack corria, pegando impulso para um soco.

No helicóptero, Lissie entrava em desespero. Pedia para as gêmeas abrirem mais um portal mas os pedidos eram negados. Ela chegou até a abrir a janela do helicóptero, para saltar, mas Dan a impediu. Então, os olhos de Dan, Nya e Liah, Haruka e Lissie ficavam azuis.

– É ele... — Uma voz dizia. — Peguem-no.

– Nós.. Nós iremos. — Dan dizia em baixo tom.

– E-ei! Não vão descer lá embaixo, vão? — Artha retrucava ao grupo.

Os jovens simplesmente ignoraram Artha Lamys. Porém, o homem via que enquanto outro portal para lá era aberto, algo acontecia lá embaixo, perto daquele local abandonado. Ambos, anjo e garoto se confrontavam. O Garoto corria, pronto para dar seu melhor soco que nocautearia o anjo, o suficiente para tomar dianteira naquele combate. O anjo então mirou, meio trêmulo, e apesar dos movimentos confusos que o garoto fazia, mesmo amedrontado, disparou.

Lissie havia sido a primeira a entrar. E diante de cada milímetro de distância que um tinha do outro, foi o suficiente para que pegasse o resultado de tudo. Quando Lissie viu a luz do sol ser vista em uma fenda enorme no peito do garoto que havia salvo e também a salvou. O garoto que não precisou de muito, para que se tornasse alguém que Lissie havia se apegado. Alguém que Lissie queria viver ao lado.

Mas aquela flecha havia decidido tudo.

– Jack!!!! — o grito de Lissie ecoou por toda Nova Metropolis, após o campo antisonoro ser quebrado.

E o anjo na mesma hora fugiu. Deixando somente uma pluma cair lentamente ao corpo de Jack. Na batalha entre aqueles dois, dia erguia-se em melancolia, exigindo a vida de Jack Reyford, o garoto que desafiou o homem mais poderoso do mundo, que despertou o interesse de sua filha. Que salvou a garota. Que lutou por ela. Que defendeu-a da morte e tomou esse destino, para si.

A menina do braço de metal corria até o corpo de Jack, que já estava quase morto.Se sentindo encurralada como uma presa prestes a ser devorada, Lissie novamente solta um urro. Dessa vez, não chamava um nome. Não o de Jack.

– FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!!

Notas finais
Ontem foi aniversário de 2 anos de Shards of Fool Killer, queria postar na data certinha maaaas... Não deu D: Enfim, parabéééns a Jack, Lissie, Artha e todos os outros o///