Shards Of Fool Killer: O ataque a Nova Metropolis
18 Capitulo IV - Parte 2
O garoto se mantinha naquela postura, olhando fixamente para o homem das correntes. Eles se olharam por mais um tempo, até que o homem arriscou o primeiro movimento. Arremessou a corrente contra Jack, frontalmente. O garoto esquivou-se para o lado e enrolou a corrente em um de seus braços, tentando puxar o homem para si.
Porém, o homem misterioso foi mais rápido e o puxou com toda força, fazendo Jack ficar na sua frente, caído outra vez. " Perfeito" pensaram ambos. " Dessa forma eu.."Outra vez pensaram da mesma forma. Então o homem agitou a corrente para cima, descendo-a nas costas de Jack. Dessa vez, Jack havia sido mais rápido: Com um golpe de palma aberta acertou a barriga do homem, violentamente. O homem cospiu para fora o pouco ar que lhe tinha nos pulmões. E então Jack continuou. Eram golpes rápidos, desferidos com precisão, sempre no mesmo local. Repentinamente, o homem segurou um dos braços de Jack e sem apertar com muita força, o fez ficar imóvel. Espantado, Jack tentou recuar. Porém foi uma tentativa falha: O homem fez o mesmo com seu outro braço. E enfim, lhe chutou para cima e rapidamente enrolou as correntes em seus braços, o prendendo pendurado, na sua frente. – Jack!! — Gritou Lissie desesperada. — Não vai conseguir vencer essa luta! Saia daí!– Hehehehe! Parece que é um pouco tarde para isso, menina. — O homem disse enquanto olhava para o garoto com os braços totalmente imóveis, presos em sua corrente. — Seus punhos são inúteis agora. Você está morto, só esqueceu de cair. – Caramba, tio! Você é muito bom! Como fez isso? O homem se espantou e se enfureceu logo em seguida. "Quem esse garoto pensa que é? Blefando numa hora dessas...", pensou ele. Então, o homem tirou de um dos bolsos uma adaga, olhando nos olhos do garoto. Rapidamente Jack o golpeou com um chute ligeiro no antebraço e outro no queixo. O homem então caiu e soltou as correntes que prendiam sues braços e arremessou a adaga pra longe de sua mão.– Me ensina, tio? — Perguntou Jack. — Não tem graça te espancar se não souber como faço isso! – Seu... seu... !! O manipulador de correntes então vai em direção da adaga que havia caído para pegá-la. Mas algo parecia não funcionar. Sim, não funcionava de forma alguma, o movimento do seu braço. O braço que Jack havia chutado não tinha mais sentidos. O homem então soltou Jack e caiu de joelhos. Espantando, segurando seu braço com a sua outra mão, lamentava-se incrédulo pela técnica poderosa e de efeito invisível de Jack. " Como pode ser? Como esse garoto fez isso? Não tem como uma criança fazer isso comigo, eu... Eu..."– Ei, me ensina vai! — Jack respondia se aproximando do homem e falando bem próximo de seu ouvido, em tom temeroso. — Eu prefiro usar os punhos, mas sou bem melhor com os pés...– P-por favor... Não me mate... — dizia o homem implorando por misericórdia. — Por favor... Lissie assistia tudo isso incrédula. A técnica de Jack era assustadora. Normalmente pessoas passam por treinamento de anos e mais anos para alcançar resultados como estes. Mas toda essa demonstração de talento era espetacular. A garota ocasionalmente acreditava que era impossível, outrora acreditava que tudo era verdade. Então o garoto foi aos poucos erguendo os braços e espreguiçando, depois de um longo suspiro. Ele olhava o homem de cima, como um predador brincando com sua presa, aproveitando cada segundo até acabar com sua presa.– Olha só o que eu sei também. Não é dificil fazer o movimento dos braços voltarem! Hahahaha!– O.. O que é você...? Como consegue fazer tudo isso em técnica manual...?– Técnica manual? — Lissie pensou consigo mesma. — Quer dizer que ele aprendeu tudo sozinho...?– Olha tio. Não vai falar, então fim de papo... — Jack ergeu um dos braços, girando seu punho seguidas vezes, como se pegasse um impulso, cada vez mais rápido. — Ippon! Jack então socou forte o queixo do homem, que caiu inconsciente ali mesmo. Assim que notou que o manipulador de correntes havia perdido forças para lutar, Jack o saudou, inclinando o pouco o corpo e voltando a ficar com sua postura normal pouco tempo depois. – Está tudo bem, Lissie? — Perguntou Jack.– Sim, está tudo bem... — A menina se levantava, um pouco inquieta. – Algo de errado? – Como fez aquilo? Suas técnicas são incríveis, Jack...– Hahaha! Obrigado! — Respondeu Jack, sorrindo. — Eu treino artes marciais desde os 5 anos. Meus pais me levavam em um Dojo em São Paulo. – Não levam mais?– Não... Eles... Eles são pessoas muito ocupadas.. Sempre andam viajando..– Entendo... É como o meu pai... Ele só liga de vez enquando, quase não consigo falar com ele..– Você não parece gostar muito dele... Porque? Lissie olhou pra cima. Então ergueu seu braço metálico, de punho fechado, olhando-o. A garota sorriu e começou a falar, sem parar de olhar pro seu braço.– Você já deve ter ouvido falar em manifestação de energia nas artes marciais. O fluxo de energia da vida. Nossas auras. Pode parecer um pouco mentira pra você, mas pelo menos 18% da população mundial consegue manipular suas auras em alguma função. – Depois do seu pai fazendo aquele monte de coisas, duvido muito não conseguir acreditar...
– Meu pai é de uma raça conhecida como artesão. Ele usa a aura dele pra criar avanços tecnológicos em uma velocidade que humanos não entenderiam. Ele poderia criar uma ogiva atômica ou um acelerador de prótons com um clipse. – Agora eu entendi porque tenho tanto medo dele... – Existem quatro famílias de Artesões no mundo. A Família do Leste, Artha. A Família do Oeste, Vesper. A Família do Norte, Maelstrom e a Família do Sul, Viboera.– Maelstrom?! — Jack perguntou um pouco incrédulo. — Quer dizer que a diretora...– Sim, a tia Ada é uma artesã também. Ada Maelstrom. – Caramba, só eu sou normal aqui?! Lissie olhou pra o garoto e se aproximou, irritada. Então foi se aproximando, cada vez mais. O menino então ia se afastando, assustado, até ficar totalmente encostado na parede.– Ei! Tá falando que meu braço é quem me faz uma pessoa anormal, é?! – O que?! Claro que não! A gritaria dos dois então parece chamar um pouco a atenção de alguns dos terroristas. Logo, eles estavam cercados sem perceber. Enquanto isso, todos aqueles homens armados assistiam a discussão.– "Ahh, ela é filha do cara rico! Tem braço de ferro, num pode nadar e nem sair na chuva, aaah"!!– Ei, eu não falei isso! Milhares de pessoas no mundo possuem próteses e talvez piores que a sua! Não se sinta ofendida por ter um braço de metal. Você tem um braço, eles um encosto no lugar!– Se quer saber, eu consigo nadar com esse braço e ele não enferruja! – Menina, deixa de viagem! Eu lá falei do teu braço? É um braço normal e pronto!– Não, não é!– Calem a boca vocês dois! E fiquem quietos onde eu possa ver suas malandragens, suas pestes! — gritou um dos terroristas.Os dois então finalmente perceberam o quão cercados estavam. Olhavam com calma todos envolta, calmamente. Lissie se aproximou do ouvido de Jack, falando baixo. Jack sorria. Então os dois se separam rapidamente, ficando de costas um pro outro, no centro de todos os guardas.– Lissie, eu quero ver o que esse braço é capaz de fazer, além de amassar carros de Íon! — Jack ria enquanto falava.– Por favor. Eu não sou nenhuma garotinha indefesa. — Respondeu a garota, entrando em postura de combate. Jack fazia o mesmo. Colocando uma perna na frente da outra, como apoio, com o braço esquerdo na frente do direito. Lissie mantinha seu braço esquerdo estendido, apontando, enquanto o braço direito parecia mais recuado. – Escolha errada, moleque.– Escolha certa, tio. — Respondia o garoto com um tom de sarcasmo.– Atirar! — gritou um dos terroristas.
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