Shards Of Fool Killer: O ataque a Nova Metropolis
16 Capitulo III - Parte 4
Sexta-Feira, 2 de Agosto de 2030 – 2:55
Os gritos e barulhos de disparos, por mais fracos que estivessem poderiam ser ouvidos daquele quarto trancado. Sangue, corpos empilhados e uma fumaça envolta de Lissie a denunciava. Ela não se aceitava. Como nunca fez." Assassina." ecoava a voz de Fool em seus ouvidos. " Assassina... Assassina... Tão poderosa... Tão fria... Tão habilidosa... É perfeita..."– Eu... Matei... Todos eles... Um tremor então chamou então a atenção da garota. Logo após, os gritos pareciam um pouco mais próximos, parecendo ser dos terroristas mais próximos da sala onde estava presa. Disparos eram ouvidos, junto aos gritos. Então, tudo se tornou silêncio novamente. Passos rápidos então se aproximavam, cada vez mais. Silêncio. Portas se abrindo e fechando, aproximando também. Lissie olhava fixamente para a porta, esperando algo acontecer. A porta foi se abrindo lentamente. Na frente da garota que olhava surpresa, estava aquele mesmo garoto que o destino os fizeram tantas vezes cuidarem um do outro.– Fleur. — O garoto sorriu e então se aproximou. — Eu vim para te salvar.– Você... Mas como? O garoto pausou e olhou novamente. Notou que a menina de cabelos alvos estava com sangue pelo corpo e que estava com uma blusa e uma calcinha. Ele então se virou, envergonhado, e então tirou uma calça de um dos terroristas. Logo após, sem se virar, entregou-a para a menina.– O que tá fazendo? — Lissie perguntou curiosa.– Você não está ferida, está? Vista-se... A menina riu. Ela rapidamente se esqueceu da depressão que estava em alguns instantes atrás. Ela então vestiu a calça que o garoto havia lhe conseguido. – Já pode olhar...– Ahh... — O menino então se virou novamente para Lissie.- Deve ter me achado um idiota. – De jeito nenhum, só foi engraçado...– Tudo bem. Pegue um desses sapatos. Um helicóptero está nos esperando em alguns minutos. – Tudo bem... Err... – Jack. — Respondeu o garoto, enquanto seguia para a porta da sala.- Jack Reyford. – Tudo bem, Jack... Mas, como foi que conseguiu me encontrar aqui? Como conseguiu passar tanta segurança? Assim que Lissie havia terminado de se calçar, Jack pegou em sua mão e foi caminhando pelo local de forma sorrateira e cautelosa. Ele dizia baixinho sobre o resgate e que todos estavam esperando o retorno dos dois, ao lado do depósito e que quem tinha planejado tudo sozinho foi o pai da garota. Lissie estava surpresa. Não pela maneira astuta que o plano foi organizado e excecutado, mas com quem estava lhe salvando. Aquele garoto que havia salvado no dia anterior, o mesmo que conseguiu libertá-la do controle de Fool, aquele mesmo que também ousou afrontar o homem mais poderoso do mundo, seu pai. Agora, ele estava aqui novamente, lhe salvando. "Não é possível não querer saber quem é ele.", pensava ela. " Eu preciso saber quem é ele. Ele... Me faz querer ter interesse. O que isso, afinal?" Lissie então não conseguiu se conter nos silêncios. Chegou próximo a ele e perguntou:– Porque está fazendo isso tudo por mim?– Você mesma conseguiu responder a sua pergunta, Fleur. — Disse Jack, continuando a seguir a rota, sorrindo.– Eu sei que é por mim. — Retrucou a menina, insistindo. — Mas porquê? Porque meu pai é rico? Ele prometeu dinheiro a você? O Garoto pausou subitamente e a olhou nos olhos. Eles já estavam no lado de fora do depósito, nos fundos. Com todos os terroristas ocupados na entrada, era o local perfeito para serem resgatados, tal como Artha Lamys previu. Jack corou por alguns instantes e desviou o olhar. Ousou novamente olhar nos olhos de Lissie, mas antes olhou para o braço metálico da garota de cabelos alvos. Então logo desistiu e abaixou o rosto outra vez. Lissie queria saber. Ela já estava totalmente presa ao momento, todo seu interesse chamava por um garoto que mal conhecia, por um nome que há pouco descobriu. Ela se aproximou e ergueu o queixo do garoto, olhando em seus olhos. Em um tom terno e baixo, perguntou: – Porquê...?– Você me fez uma promessa... Eu preciso ouvir de você o que é tudo isso.. — Respondeu o garoto em tom semelhante. — Não posso deixar que se machuque. Ela então procurou em suas memórias rapidamente sobre o que iria falar exatamente com ele. Mas logo, seus pensamentos foram confundidos outra vez. O que a garota mais se assustava era que, Fool não era o responsável por isso. A essência apenas assistia, quieto, sem ao menos interferir ou se manifestar de forma alguma. " E porque não pode deixar que eu me machuque? O que ele quer, afinal?", pensava ela. Mas o silêncio era magnetizante. E como dois imãs resistentes e pesados, ambos foram aproximando-se um do outro. Aos poucos, a filha do poderoso Artha Lamys, a garota solitária, autoritária e calculista se mostrou totalmente vulnerável nos braços de um garoto. Bastou o garoto a puxar um pouco mais para perto e enfim, Lissie se conheceu de um jeito que há tempos imaginara ter sido: Alguém que tudo que sempre pediu foi o carinho. Que não queria mandar e fazer, mas queria ser importante para alguém. Como seu nome diz: A garota é frágil e delicada como uma flor. O silêncio se tornou estilhaços. Em sua cintura, o garoto sentiu algo lhe envolvendo. E isso lhe puxou para os ares, fazendo-o cair um pouco a frente da garota, que também havia caído, por estar abraçada com ele. Jack se levantou e diante de si, viu um homem, cuja a aparência era um mistério. Um sobretudo preto, fechado e aparente volumoso. Assim como os trajes, o homem tinha também um chapéu escuro e que tampava quase toda sua face. Segurava uma espécie de corrente com pinça, que provavelmente deve ter sido o que havia puxado Jack. O homem riu brevemente e foi caminhando em direção a Jack, falando:
– Saia da frente. Não quero você, garoto. – Jack! — Lissie gritou. — Ele está armado! Se afaste!– Não! Eu não vou recuar! — o garoto dizia, se levantando devagar. Lissie se atordoou com o tom que Jack havia dito. Não era uma resposta demorada. E disse firme. Ele queria lutar. E podia vencer. – Essa pinça pode ser utilizada para destroçar membros, sabia? Se tiver sorte, será na primeira tentativa!! O homem misterioso então arremessa novamente a arma, focando o braço de Jack. Em um movimento surpreendente, o garoto move o braço rapidamente com força, para cima. A corrente então desvia seu curso, subindo aos ares e parando aos poucos sem nada agarrar. – Como.. Como fez isso?! Que garoto de 13 anos é você? Lissie ficou de queixo caído. Sua intuição estava certa. Esse garoto não era comum. Por isso seu pai o escolheu. Por isso sua mãe aprovou o interesse nele. Por isso ele chamou sua atenção. Ele é incrível. Mas ainda sim, Lissie não conseguia entender: Porque ela não via a manifestação da aura de Jack? O garoto então abaixou o braço. socou o ar com o braço esquerdo e manteve uma postura ofensiva para o homem. Então, sorriu e disse:– Bem-vindo ao Brasil.– Eu.. Eu vou acabar com você seu fedelho! — o homem dizia furioso.– Ah, pois eu lhe convido a tentar. Pode até conseguir, mas não vai encostar UM DEDO NELA! Lissie se surpreendeu ainda mais. Sorria até sem perceber, olhando para Jack. Enquanto o garoto permanecia sério e pronto para o próximo ataque, alguém observava de longe. E parecia estar interessado no que via. Era alguém conhecido e odiado. E esse alguém havia causado algo irreversível no passado. E estava bem próximo de vir fazer o mesmo outra vez. Sem erro algum.
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