Shape Of My Heart
46 Capitulo 46
Notas iniciais
Ao ver o ataque de fúria de Vanessa, Regina começa a chorar. Isabella coloca o buquê num canto vazio da mesa e vai até ela.
Isabella – Calma, Re. Não liga não. Eu já estou acostumada.
Regina – Tá vendo por que eu queria ir embora aquela vez? Não vai dar certo vocês duas convivendo debaixo do mesmo teto, Bella.
Isabella – Tá. Tá, Regina, eu já estou ciente disso, mas olha só: não vai adiantar nada você sair daqui. Você vai ficar sem emprego e emprego tá dificil. Não sai não. Pensa bem.
Regina – Eu me lembro da Vanessa quando era criança... ela sempre teve um gênio difícil, desobedecia os professores, fazia bullying com os colegas... mas eu nunca pensei que ela seria esse monstro quando crescesse.
Isabella – Regina... faz o seguinte: joga esse buquê no lixo. Eu não quero.
Regina – Bella, você vai fazer isso por causa da Vanessa?
Isabella – Não. Não é por causa dela. É por causa do que ele fez.
Regina – Mas você disse que gosta de rosas vermelhas, que as achou lindas.
Isabella – Gosto. Gosto muito. Mas eu gosto quando elas vêm de pessoas dignas da minha confiança. De pessoas desleais, pessoas como o Nickolas eu não quero nada. Nada.
Regina – Tem certeza, Bella? Olha, eu sinto que ele está arrependido das coisas que fez de verdade. E sei também que você ainda gosta dele apesar de tudo.
Isabella – Mas eu quero esquecer. Eu quero esquecer que ele existe e eu vou conseguir. Eu vou pro meu colégio. Quando eu voltar eu não quero mais ver esse buquê aqui, entendeu? (ela dá um beijo no rosto de Regina) – Agora pára. Pára de chorar. E pensa que um dia a Vanessa vai mudar o jeito dela de ser.
Regina – Tudo bem.
Isabella – Tchau, Re. E não esquece de jogar o buquê no lixo.
Ela dá um beijo no rosto de Regina e depois no rosto de Laura. Isabella pega a sua mochila de rodinhas e sai.
No jardim, Isabella está andando tranquilamente empurrando a mochila quando Nick aparece de surpresa bloqueando a passagem dela. Isabella tenta sair do outro lado, mas ele fecha a passagem do lado contrário.
Isabella – Qual é a sua?
Nick – Você está bem?
Isabella – (dá um sorriso) – Eu tô ótima. Muito melhor sem você.
Nick – Não é verdade.
Isabella – Por quê? O quê... você achou que eu ia ficar chorando por você pra sempre? Eu tô em outra, Nickolas. Me esquece. E por favor, me dá licença, que eu quero passar.
Nick dá espaço pra ela passar e ela sai andando, mas logo em seguida ele puxa o braço dela, fazendo ela se virar pra ele.
Isabella – Me solta!
Nick – Espera. Agora eu quero saber. Que “outra?” O Kevin?
Isabella – Do que você tá falando? Você ficou maluco?
Nick – Eu vi vocês dois saindo ontem a noite. O que que tá acontecendo entre vocês? Vocês estão namorando?
Isabella – Não. Nós fomos a uma exposição como amigos. E escuta aqui, se eu tivesse namorando com ele ou com qualquer outra pessoa o que você teria a ver com isso?
Nick – Eu teria a ver porque eu te amo, porque eu sempre te amei.
Isabella – Você não é meu dono. E eu conheço bem a sua maneira torta de amar.
Nick – Você não acredita mesmo em mim? Não acredita nem um pouquinho?
Isabella – E por que eu teria que acreditar em você? Você por acaso acreditou em mim? Não. Foi direto chorar as mágoas nos braços da Vanessinha.
Nick – E você? Você também afoga suas mágoas com o Kevin.
Isabella – Eu não afogo as minhas mágoas com ele. O Kevin é meu amigo de verdade, ele confia em mim. Mas por que eu tô te explicando essas coisas? Você é incapaz de entender um amor, quem dirá uma amizade.
Isabella empurra Nick e ele cai no chão. Ela sai correndo com a mochila.
Nick – (no chão) – Bella, espera!
Ele se levanta e sai correndo atrás dela. Isabella corre na frente e ele atrás. Isabella, que está se desdobrando entre o equilibrio de si mesma e da mochila, cai no chão.
Nick – Bella!
Ele vai até ela.
Nick – Bella...
Isabella – (olhando para o joelho, que está sangrando) – Ai... droga... Droga, garoto, olha o que você fez!
Nick – Calma. Deixa eu ver, meu amor. Desculpa. Você quer que eu te leve até a enfermaria? Ou que eu faça um curativo em você na minha casa?
Isabella – Não. (se levantando) — Não quero nenhuma das duas coisas. Eu posso me virar sozinha, não preciso de você.
Nick – Espera. E o buquê? Você recebeu?
Isabella – Recebi. Recebi sim. Mas não se preocupe, Nickolas. Eu já mandei a Regina colocar no mesmo lugar onde você me deixou quando eu precisei de você. No lixo.
Isabella sai. Cai uma lágrima dos olhos de Nick.
Na casa de Isabella, no quarto de Vanessa, ela joga uma jarra vazia no vidro do espelho.
Vanessa – (sobre Nick e Isabella) — Malditos! Malditos os dois! (ela pega uma foto de Isabella) – Ele não desiste. Tá sempre na sua cola, não é, vagabunda? Mas eu sei... eu sei de quem é a culpa do meu fracasso. A culpa é daquele fofoqueiro do primo do Guilherme. Do Mauricio. Mas tudo bem. Hoje mesmo eu vou dar um susto naquele desgraçado. Ele que me aguarde.
Na casa de Kevin, no quarto dele, ele está sentado na frente do seu piano, tocando o instrumental de “I’ll Never Break Your Heart”, concentrado, quando Ann aparece na porta e começa a ouvir a musica escondida. Kevin continua tocando a musica, quando percebe que está sendo observado e pára de tocar.
Kevin – Ah, mãe... você está aí. Desculpe, eu não tinha percebido.
Ann – (entra no quarto) – Não pare. Continue. Essa musica é muito linda.
Kevin – Eu sei. E me traz muitas lembranças. O papai adorava quando eu tocava ela no piano, lembra?
Ann – Claro. É claro que eu me lembro. Você tinha dezoito anos.
Kevin – Eu sempre a tocava em casamentos e formaturas. As meninas adoravam.
Ann – É essa que você vai tocar na serenata do seu primo?
Kevin faz um sinal de “sim” com a cabeça.
Ann – E você ta ensaiando pra não fazer feio essa noite...
Kevin – (se levanta, caminhando) – Na verdade, mãe... acho que não. Eu pensei bem e... acho que não vai ter serenata essa noite. Pelo menos não da minha parte.
Ann – (em tom curioso) – Como assim? Você não vai tocar?
Kevin – Acho que não.
Ann – Mas, Kevin, se você não tocar o Brian vai ficar muito chateado com você.
Kevin – Mas é por uma causa nobre, mãe. O Brian pode e vai ficar chateado na hora e talvez por alguns dias. Mas depois ele vai me agradecer pelo boicote.
Ann – E eu posso saber qual é o motivo dessa decisão tão inesperada?
Kevin – Laura.
Ann – Laura? Quem é “Laura”?
Kevin – A Laura é irmã da Isabella.
Ann – Sei. Aquela sua amiga, que você idolatra.
Kevin – Eu gosto muito dela, mãe. Ela é muito legal, muito especial. E a Laura, que é irmã dela, gosta dele. A Isabella me pediu para ajudá-la a juntar os dois. E a Laura sabe da serenata. Essa foi uma maneira que eu encontrei de tentar ajudá-la com isso.
Ann – Então não é exatamente pela Laura e sim pela Isabella.
Kevin – Pela Laura também. Mas principalmente pela Isabella.
Ann – Sei. Mas eu ainda acho que você vai magoar o Brian.
Kevin – Pode ser que eu magoe. Mas mãe, se você visse o quanto ela gosta dessa irmã, o quanto se preocupa com ela, saberia que eu tenho bons motivos pra ter tomado essa atitude. Ela se preocupa com a Laura, mãe. Se preocupa muito, quer vê-la feliz. Me pediu quase implorando que eu a ajudasse. Ela disse assim: “Se eu não posso ser feliz no amor, que pelo menos a Laura possa ser”. Você entende?
Ann – Entendo. Entendo sim. Ela se preocupa com a Laura... e você se preocupa com ela, não é mesmo?
Kevin – Eu gosto dela. Ela é minha amiga e eu quero ajudá-la. Por quê, não posso?
Ann – Pode, claro que pode. Mas eu não entendo o porquê dessa adoração toda com uma pessoa que você mal conhece.
Kevin – Eu também não entendo. Ou talvez eu não esteja preparado pra entender a razão de tudo isso. Eu não sei... não sei se é pelo jeito dela, pelo modo como nos conhecemos... ela naquela lanchonete deprimida pela morte dos pais e eu querendo ajudá-la. Não sei. Mas ela é especial. Ela me emociona.
Na casa de Howie, no quarto dele, Howie está vendo fotos antigas. Ele vê uma foto de John. Na foto, ele está com a aparencia mais nova e segurando o irmão no colo ainda recém nascido, quando Pollyanna chega.
Howie olha pra ela e ela sorri pra ele.
Howie – Oi.
Pollyanna – (sorrindo) – Oi, maninho. (ela vai até a cama dele e se senta) – O que você tá fazendo?
Howie – Tô vendo essas fotos.
Pollyanna – Hum...
Howie – Olha... (ele pega a foto de John) – Olha como ele era uma graça.
Pollyanna – É verdade. Eu me lembro desse dia até hoje. Hoje ele estaria com cinco anos se não tivesse acontecido o que aconteceu.
Howie – Eu me sinto tão culpado... A culpa foi minha.
Pollyanna – Não, Howie.
Howie – É verdade. A mãe vive jogando essa culpa na minha cara. Se eu não tivesse esquecido ele no banco do carro por mais de quatro horas...
Pollyanna – Howie, essas coisas acontecem. Quantos casos iguais a esse a gente vê nos jornais e na TV?
Howie – Vários.
Pollyanna – E é sempre por causa da correria do dia a dia. Você tinha o hábito de deixá-lo na creche, mas naquele dia não tinha expediente na creche e você esqueceu. Você foi pela força do hábito, pela rotina. Não foi sua culpa.
Howie – Foi sim. A mamãe confiava em mim, naquele momento a vida do John era a minha responsabilidade. Eu tinha a obrigação; mais do que isso, eu tinha o dever de zelar pela vida do meu irmão. Aliás, não é só disso que eu tenho culpa. Eu tenho culpa do alcoolismo dela tambem.
Pollyanna abraça Howie.
Pollyanna – Te adoro.
Howie – (abraçado com ela) – Eu também.
Pollyanna solta Howie.
Pollyanna – Mas me conta, Latin Lover... como foi o jantar?
Howie – Foi ótimo. Tinha uma lasanha lá maravilhosa.
Pollyanna – Hum... não senti muita firmeza nesse seu “foi ótimo”.
Howie – Mas foi sim.
Pollyanna – Tem certeza?
Howie – É... na verdade teve um lance lá meio chato.
Pollyanna – Chato?
Howie – A palavra não é “chato”. Mas me fez refletir muito.
Pollyanna – O que aconteceu?
Howie — A mãe da Julia é toda preocupada com ela. Eu fiquei reparando nela pedindo pra Julia colocar agasalho, pedindo pra levar o celular e ligar quando chegasse aqui e quando estivesse a caminho de casa... essas coisas de mãe. Bem diferente da nossa comigo. Aí de repente me bateu uma tristeza, sei lá.
Pollyanna – Colo de família?
Howie – Colo de mãe.
Pollyanna abraça Howie novamente.
Pollyanna – (solta Howie) – Você é uma pessoa incrível, Howie. Eu tenho certeza... tenho certeza que um dia a mamãe vai buscar tratamento, vai pedir perdão pelo modo como te trata e tudo vai voltar ao normal.
Howie – Te adoro.
Pollyanna – Eu também.
Na casa de Kevin, na sala, a campainha toca. Ann atende. É Brian.
Ann – Brian... oi, Brian? Tudo bem?
Brian – Tudo ótimo. Eu mal posso esperar a chegada dessa noite.
Ann – Ah... Eu posso imaginar.
Brian – O Kevin tá aí?
Ann – Tá. Tá sim. Eu vou chamá-lo.
Nesse momento, Kevin chega, descendo as escadas.
Kevin – Não precisa, mãe. Já estou aqui.
Ann – Bom, se é assim... eu vou deixar vocês conversarem. Com licença.
Ann sai.
Brian – Mas e aí? Você já tá com o piano arrumado?
Kevin – Brian, eu...
Brian – Eu fico pensando: hoje a noite, quando a Monique chegar com a Danielly no Divina Estação... parece que eu tô vendo a cara de boba dela. E aliás, aquela musica é muito linda.
Kevin – É... eu também acho, mas...
Brian – Eu já combinei tudo com a Danielly. E com o restaurante também. Tá tudo organizado pra essa noite.
Kevin – A Danielly vai também, é?
Brian – Claro, né? Ela é irmã da homenageada. E se Deus quiser será minha cunhada.
Kevin – Ah... claro.
Brian – Aliás, o que aconteceu com vocês? Vocês brigaram? Terminaram?
Kevin – Não importa o que aconteceu. Isso é coisa minha e dela. A gente brigou como qualquer casal pode brigar.
Brian – Aposto que brigaram por causa da Isabella.
Kevin – A Danielly é muito ciumenta. Eu não tenho nada com a garota, nunca aconteceu nada entre nós dois.
Brian – Mas vai me dizer que você não tem nenhuma quedinha... eu gosto da Monique, mas eu sou homem e não sou cego. E a Isabella é a maior gata.
Kevin – E da irmã da “gata”, o que você acha?
Brian – A Laura? A Laura é legal. Meio superprotetora da Isabella, mas é compreensível, afinal a garota é muito fragil e ainda por cima foi estuprada e viu os pais morrerem na frente dela. Acho que esse fato pode ter mexido com a Laura e ter feito aflorar nela um sentimento de pai e mãe para com a irmã.
Kevin – Pode ser. Mas a Isabella merece todo esse carinho.
Brian – Você tá se envolvendo demais com essa moça, não acha não?
Kevin – Eu me envolvo com ela como um amigo. Mais do que isso, como um irmão, que é como ela me vê.
Brian – Mas e você? Você a vê como irmazinha?
Kevin – (andando de costas, ao mesmo tempo em que passa a mão no cabelo) — Eu sei lá, viu... eu acho que tô um pouco confuso. Tô precisando ficar um pouco sozinho.
Brian – Ai, Kevin... voltando a serenata, eu tô tão ansioso... eu não vejo a hora de ver a Monique chegar naquele restaurante. Você não acha ela linda?
Kevin – É bonita. Mas tem outras que são mais lindas. Brian, você tem certeza que quer levar essa história de serenata adiante? E se a Monique não gostar e ficar morrendo de vergonha?
Brian – A Laura levantou essa possibilidade também. Mas eu tô disposto a correr esse risco por amor. Kevin, eu amo a Monique, você não tá entendendo. Por ela eu passo por qualquer vexame, por qualquer humilhação, seja ela qual for. Você não faria isso por alguém que você gostasse de verdade?
Kevin – Eu? Eu faria até mais! Você me conhece, se eu percebo que gosto mesmo de alguém eu vou com tudo.
Chega a noite.
No restaurante Divina Estação, está tocando a música “I’ll Be Over You”, de Toto. O ambiente está cheio de pessoas. Isabella chega. O cabelo de Isabella está preso um do lado do outro de tranças e ela está usando um vestido tomara – que – caia prata brilhoso e nos lábios um batom vermelho claro. Enquanto isso, Danielly e Monique estão sentadas numa mesa um pouco afastada deles e Danielly observa Isabella de longe. Nick vê Isabella e vai até ela.
Nick – Bella... eu pensei que você não viesse.
Isabella – Se eu soubesse que você viria eu não teria vindo mesmo.
Ela tenta passar reto, mas ele segura o braço dela.
Isabella – O que você quer? Eu já não mandei você não me tocar?
Nick – Espera, Isabella. Vamo conversar. A gente precisa conversar.
Isabella – Eu já disse que não tenho nada pra conversar com você. Agora me dá licença? Eu quero cumprimentar os meus amigos.
Nick dá licença para Isabella e ela vai até um canto do restaurante onde estão Brian, Kevin e Howie. No canto onde eles estão...
Isabella – Oi, gente.
Kevin – (abre um sorriso) – Oi, Bella. Tudo bem?
Isabella – Tudo.
Eles se cumprimentam com um beijo de lado na direção do rosto. Isabella se afasta dele e cumprimenta Brian.
Isabella – Oi, Brian. Obrigada pela biblia.
Brian – De nada. Que bom que gostou.
Enquanto isso, na mesa onde Danielly e Monique estão, Danielly continua olhando para Isabella. Ela observa Isabella cumprimentando Howie. Isabella sai de perto.
Danielly – (para Monique) — Espera aí, Monique.
Monique – Espera, Dani. Por que você me trouxe aqui? Eu tô morrendo de cansaço.
Danielly – (dá um sorriso) — Você ja vai ver.
Danielly sai. Ela vai até Kevin.
Kevin – Danielly...
Danielly – Oi, amor.
Kevin – Oi.
Danielly – Você tá bem?
Kevin – Tô. E você?
Danielly – Eu acho que um gesto vale mais do que mil palavras.
Antes que Kevin diga algo, ela dá um beijo na boca dele de surpresa. Ele se solta dela.
Kevin – Danielly, você não deveria ter feito isso. Tá todo mundo olhando.
Danielly – “Todo mundo” quem? A Isabella? Kevin, desencana. Ela gosta do Nickolas. O seu lugar é ao meu lado. Sou eu que amo você, que te aceito como você é.
Kevin – Ela não tem nada a ver com isso.
Danielly – (cai uma lágrima dos olhos dela) – Será que não? Kevin, eu não te conheço há um mês, você mudou. Agora mesmo, quando eu te dei o beijo... você nunca se importou de me beijar em publico, de trocar carinhos comigo em publico. Por que agora se incomoda?
Antes que ele responda, Brian se aproxima dele e lhe cochicha algo em seu ouvido. Brian se afasta e sobe no palco.
Danielly – Responde, Kevin.
Kevin – Não dá, Danielly. Tá na minha hora. Depois a gente se fala.
Kevin sai e sobe no palco também. Ele vai até o seu piano, que está com um buquê de flores em cima e se senta na frente dele.
Kevin começa a tocar a introdução da música no piano. Danielly se senta numa mesa afastada e começa a chorar de cabeça baixa. Isabella se vira pro lado de Danielly e a observa de longe. Enquanto Isabella está sentada observando Danielly, Nick chega na mesa dela e se senta ao seu lado.
Nick – O que o maluco do Brian está fazendo?
Isabella – Eu me pergunto o que o Kevin tá fazendo. (em tom seco)
Brian – (cantando a musica) — From the first day/That I saw your smiling face/Honey, I knew that we would be together forever/Ooh, when I asked you out/You said no but I found out/Darling, that you'd been hurt/You felt that you'd never love again...
(música continua)
Isabella olha para Nick, que está sentado ao seu lado, sai da mesa e se senta em outra. Ela olha para Kevin com um olhar sério, enquanto ele a observa no palco. Cai uma lágrima dos olhos dela.
Na casa de Maurício, na sala, ele está folheando uma revista masculina, quando a campainha toca.
Maurício – (se levanta) – Droga, sempre tem alguém pra atrapalhar.
Ele vai andando até a porta e a abre. É Vanessa. Ela está com uma bolsa agarrada ao seu braço.
Mauricio – Vanessa?
Vanessa – Oi, Mauricinho. Lembra de mim? Sou eu, a Vanessa. Quem é vivo sempre aparece.
Enquanto isso, no Divina Estação...
Monique – O Brian é maluco?
Brian – (cantando a música) — I'll never break your heart/I'll never make you cry/I'd rather die than live without you/I'll give you all of me/Honey that's no lie... (saxofone) – Meus amigos... (Danielly levanta o rosto, seca as lágrimas e começa a prestar atenção no que está acontecendo) — Eu já fiz um milhão de coisas... já fiz uma duzia de promessas, mas parece que tudo é inutil. Eu não sei o que vocês e a pessoa a quem eu estou destinando essa serenata estão pensando de tudo isso. Talvez ela e vocês achem ridículo, mas eu faço de coração. (ele pega o buquê de cima do piano e começa a descer do palco lentamente) – De coração, corpo e alma. (ele vai até Monique) – Eu resolvi me sacrificar... me humilhar, mas tudo isso vem com uma recompensa que pra mim é valiosa. Essa recompensa pra mim é você, Monique. É o seu amor. É por isso que... diante dessa gente toda... de todos os meus amigos... eu te pergunto... Monique... quer namorar comigo?
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