Notas iniciais
Musicas do capitulo: I Promise I Will - Stacie Orrico (cena que o Howie e a Julia conversam no restaurante) Talking To The Moon - Bruno Mars (cena que o AJ pede a Luna em namoro para a Rosângela) Dying Young - Kenny G - 1° refrão (cena que a Isabella conta para o Kevin que não vai mais para a fazenda.) Obrigada *-*

Kevin – Dá pra me soltar?

Nick solta Kevin.

Kevin – Agora você quer saber? Depois de ter humilhado a garota?

Nick – Chega de conversa mole e me diz logo o que eu quero saber. O que você sabe daquela noite?

Kevin – (respira fundo) – Tudo bem. Eu só vou deixar você colocar os seus pés na minha casa porque eu tô vendo que você tá nervoso. Apesar de que depois do que você fez com a minha amiga eu deveria nem ser mais seu amigo. Pior: você merecia ficar sozinho.

Nick – Fala logo, Kevin. Eu não tenho o dia todo.

Kevin vai até a porta e a fecha.

Kevin – Tá mais manso... não tá mais com aquele ar de arrogância. O que aconteceu? Recebeu alguma visita inesperada? Ou a sua ex vagabunda recebeu assumir a sujeirada?

No momento em que Nick vai responder, Zilda chega com o telefone sem fio na mão.

Zilda – Kevin, telefone. É a Danielly.

Kevin – Diga que não estou.

Zilda – Mas, Kevin...

Kevin – Zilda, eu não quero falar com ela! Agora você pode me dar licença? Eu tenho um assunto sério pra tratar com o Nickolas.

Zilda – Tudo bem, Kevin. Como você quiser.

Zilda sai com o telefone.

Nick – Que história é essa de mensagens anônimas?

Kevin – Mensagens anônimas?

Nick – É. O estuprador dela foi na minha casa e me contou toda a verdade. Contou que perseguia a Isabella, que mandava mensagens anônimas, que a atraiu pro salão de festas e a violentou. Eu não vim brigar, Kevin. Eu só quero saber tudo o que aconteceu. Apesar de tudo eu tenho o direito.

Kevin – É verdade. Tudo o que aquele desgraçado disse é verdade. A Isabella era constantemente ameaçada, recebia mensagens estranhas, presentes... eu acompanhei tudo de perto, fui testemunha.

Nick – Presentes? Que presentes?

Kevin – Buquês de flores, camisinhas....

Nick – Camisinhas? (cai uma lágrima dos olhos dele)

Kevin – Sim, Nickolas. Eu estava lá quando ela recebeu uma caixa de presente. Eu não queria que ela abrisse e tentei evitar, mas ela insistiu. Quando abrimos era uma camisinha na caixa de presente.

Nick – Sério? (chorando)

Kevin – Sério, Nickolas.

Nick – E por que ela não me contou? Por que nunca me disse nada?

Kevin – Porque ela não queria que ninguém soubesse! Nem a Laura sabia. Eu pedi muito... pedi muitas vezes pra ela contar, pra prestar queixa na polícia, mas ela tinha medo. Ela tinha medo que acontecesse algo com você ou com a Laura. Eu cheguei a contar a história pra Danielly e pra minha mãe e quando contei ela até brigou comigo.

Nick – Ela não podia ter feito isso comigo, não podia.

Kevin – Eu sei. Talvez ela tenha errado escondendo algo tão grave. Mas você sabe como ela é. Se preocupa mais com os outros do que com si mesma. Tente entendê-la, Nickolas. Eu sei que é difícil, mas tente se colocar no lugar dela. Ela acabou de perder os pais num assassinato. E como se não bastasse presenciou toda a cena. Pode imaginar como deve ser pra ela viver com essa lembrança horrível, com esse trauma? Ela só tem a Laura aqui. Só a Laura.

Nick – Então... ela fez tudo isso por mim?

Kevin faz um sinal de “sim” com a cabeça.

Nick – Se eu soubesse... eu teria a ajudado, teria ficado do lado dela. Eu jamais teria feito as burradas que eu fiz.

Kevin – Eu sei, Nickolas. Eu tô vendo que você tá arrependido. Mas a burrada já foi feita. Não dá mais pra voltar atrás.

Nick – E aquela noite? Aquela noite que ela sumiu? Foi por causa das mensagens, não foi?

Kevin – Foi, Nickolas. Foi sim.

Nick chora ainda mais e se senta numa cadeira chorando de cabeça baixa.

Kevin – Calma, Nickolas. Você tem que se acalmar.

Nick – (grita) — Eu não quero me acalmar, droga! Eu sou um idiota, eu sou um desgraçado, sou tudo aquilo que você falou e muito mais. Eu abandonei a minha namorada no momento em que ela mais precisava de mim. Em meio à um estupro. Eu nunca vou me perdoar por isso.

Kevin fica calado sem reação.

Nick – Conta mais.

Kevin – Não, Nickolas. Chega, você tá muito nervoso.

Nick – Continua, Kevin. Eu quero saber tudo. Tudo.

Kevin – Eu não tenho mais nada a dizer, Nickolas. É só isso. Só o que eu posso falar é que ela te ama, Nickolas. Te ama muito. E você é um cara de sorte.

Nick – Você acha que ela vai me perdoar?

Kevin – Eu não sei, Nickolas. Ela tá muito magoada. Diz que não quer mais te ver, que você não interessa mais pra ela... Mas eu sei que no fundo ela ainda te ama. É isso o que importa.

Nick – E essa história de ela ir embora pra fazenda? Ela vai mesmo?

Kevin – Eu acho que vai, Nickolas. A Laura está irredutível.

Nick – Então eu vou perder a Bella? Vou perdê-la pra sempre?

Kevin – Fica calmo, Nickolas. Talvez ela pense melhor e desista dessa loucura.

Nick – Fala com ela, Kevin. Fala com a Isabella. Vê se ela pode falar comigo. Ela confia em você, me ajuda, por favor.

Kevin – Tá, Nickolas. Eu vou ver o que eu posso fazer. Ela também tá sofrendo muito. Mas você também vacilou demais. Agrediu a Isabella, humilhou, foi pra cama com a Vanessa...

Nick – (de cabeça baixa) — Eu sei... eu sei de tudo isso e você pode me criticar o quanto quiser, porque eu mereço. Mas eu tô arrependido.

Kevin – E você? O que vai fazer agora?

Nick – Eu vou falar com a Vanessa. Vou acertar as contas com aquela desgraçada. E depois vou falar com a Isabella. Vou pedir perdão a ela por tudo o que fiz.

Kevin – Eu te desejo sorte. Você vai precisar.

Nick se levanta e ele e Kevin se abraçam.

Nick – Só o que eu quero agora é me entender com ela, Kevin. Eu só quero recuperar o amor e a confiança da Isabella. E eu vou mover céus e terras pra conseguir.

Kevin – Vai sim, Nick. Eu tô torcendo por vocês.

Na casa de Danielly, no jardim, Monique chega. Brian corre até ela e lhe dá um abraço forte de surpresa.

Monique – Pronto, Brian. Já estou aqui.

Brian – Que bom. Eu fiquei com medo que você desistisse de sair comigo.

Monique – E eu sou mulher de desistir de alguma coisa?

Brian – Te amo.

Brian dá um beijo na boca de Monique e ela acaba correspondendo. Danielly chega e vê os dois se beijando, quando imagina ela e Kevin em Brian e Monique. Cai uma lágrima dos olhos dela. Danielly sai. Monique se solta dos braços de Brian.

Monique – Vamos?

Brian – Monique, você...

Monique – Foi só um beijo, Brian. Vamos?

Brian – (demora um pouco para responder) – Vamos.

Brian segura a mão de Monique e a leva até seu carro. Na porta do carro, Brian a abre do lado de Monique. Ela entra e coloca o cinto de segurança. Ele sorri pra ela e fecha a porta. Brian dá a volta e abre a porta do lado do volante. Ele entra no carro, fecha a porta e dá um beijo no rosto dela. Eles saem.

Na casa de Isabella, no quarto dela, ela está virada de costas para a janela chorando sem fazer barulho, quando Laura abre a porta por trás. Isabella, que está com o rosto virado não a vê.

Laura – Bella?

Isabella continua com o rosto virado.

Laura – (entra no quarto) – Bella, você está me ouvindo?

Isabella – (passa o pulso no rosto) – Laura... entra.

Laura vai até a cama dela.

Laura – Você não está bem, não é?

Isabella – Eu tenho algum motivo para estar? Laura, tá dando tudo errado. Eu tenho que conviver com o trauma de ter visto meus pais morrerem, ter sido estuprada... você acha que é fácil pra mim?

Laura – Não, Bella. Eu sei que não é fácil. E foi por isso que eu pensei em te tirar daqui. Pra você poder ter a chance de esquecer tudo isso, se recuperar, superar essas coisas. Mas eu sei que não é só isso que te dói. Também tem a questão “Nickolas”, não é?

Isabella – Eu amo esse garoto, Laura. Eu me odeio por gostar tanto dele e queria odiá-lo, mas eu não consigo. Quanto mais eu tento não gostar dele e não pensar nele, mais eu o amo. Mais eu quero ele de volta. (chorando)

Laura – Bella... esquece o Nickolas. Relembrar esse amor que vocês viveram só te faz mal. Ele não te merece. O Nickolas na verdade é o que menos importa agora. O que importa é que você está viva e bem depois de tudo o que aconteceu. Você podia ter morrido.

Isabella – E que droga de vida é essa, Laura? Uma vida de traumas, medos e desilusões? De que que adianta? De que adianta estar viva por fora se eu estou morta por dentro? Me diz, de que adianta?

Laura – Bella, não fala assim. Eu não suporto mais te ver nesse estado depressivo. Isso não é bom, isso faz mal. Você precisa sair, ficar mais com os amigos, tem que esquecer o que aconteceu.

Isabella – É esse o problema, Laura. Eu não tenho mais vontade de nada. Não tenho mais vontade de sair, nem de conversar, nem de desenhar, de nada.

Laura – (dá um suspiro) – Ai, Bella... vendo você usar essas palavras você só consegue me convencer de que o Kevin tem razão.

Isabella – Razão? Razão no quê?

Laura – Ai, Bella... eu estive conversando com ele e... ele acha que você precisa de um psicólogo.

Isabella – O quê?

Enquanto isso, num bar, Nick chega. Ele se senta de cabeça baixa numa mesa e se lembra.

Briga de Nick e Kevin – Cap. 31

Kevin – Covarde. Pra brigar com homem você não quer, não é? Agora, quando é pra maltratar, pra humilhar, pra agredir uma pessoa inocente você nem pensa duas vezes, não é mesmo? Agride e ainda vai pra cama com a Vanessa!

Nick – Olha aqui, se você está se referindo à Isabella, fique sabendo que ela me traiu. E eu tô solteiro agora, sou um homem livre, eu saio com a mulher que eu quiser e você não tem nada a ver com isso.

Kevin – (levanta a voz) — Traiu o escambal!

Outra recordação:

(Voz de Kevin) — Isso que você tá fazendo com ela é uma grande injustiça e você ainda vai se arrepender e muito...

Nick dá um sinal pra um garçom. O garçom chega.

Garçom – O que deseja?

Nick – Vai ter sua gorjeta hoje. Me traz aqui duas garrafas de vodka.

Garçom – Como quiser.

O garçom sai.

Na lanchonete Divina Estação, Howie está sentado numa mesa esperando por Júlia. Ele olha no relógio pra ver as horas, quando Júlia chega. Os dois sorriem um pro outro. Howie se levanta, vai até Júlia e os dois se abraçam num abraço caloroso. Todos que estão na lanchonete observam os dois.

Howie – (olha pra ela) — Julia... que bom que você veio.

Júlia – (sorrindo) — Tá bom, Howie. Agora me solta. Tá todo mundo olhando, eu tô morrendo de vergonha.

Howie – (solta Julia) – Desculpa. É que eu gosto muito de você.

Julia – Eu também, Howie.

Eles ficam se olhando calados.

Howie – Vem?

Ele segura a mão dela e a leva até a mesa onde ele estava sentado.

Howie puxa a cadeira para Julia se sentar. Ela se senta.

Julia – Obrigada, Howie. Você é muito cavalheiro.

Howie – Só você pode me fazer feliz em meio a tantos problemas.

Julia – A sua mãe, não é?

Howie – É. A “dona Paula” é fogo.

Julia sorri.

Julia – E quando eu vou conhecê-la?

Howie – Não sei... na verdade eu tenho medo que você não goste dela.

Julia – Por quê?

Howie – Você sabe, Júlia. Você tem uma vida bem diferente da minha, toda certinha. Sua vida é perfeita, você parece se dar bem com a sua mãe e eu... você sabe, minha mãe me odeia.

Julia – Howie, não fale assim. É claro que ela não te odeia. Ela apenas sofre por ter perdido um filho tão cedo.

Howie – Mas age como se não gostasse de mim.

Julia – (segura a mão dele) — Eu entendo, Howie. Não deve ser fácil conviver com o desprezo de uma mãe.

Howie – Ela nunca pede uma oportunidade de me culpar pelo que aconteceu.

Julia – Mas você sabe que não tem culpa, não é?

Howie – Confesso que às vezes é difícil não me convencer de que a culpa não é minha. Eu só queria que ela entendesse que é difícil pra mim também. Eu queria que ela compreendesse o meu lado.

Julia – Ela pode não compreender. Mas eu compreendo. E muito.

Howie – Julia... eu te adoro.

Julia – Eu também.

No bar, o garçom chega com as garrafas e um copo.

Garçom – Tá aqui, senhor.

Nick – Obrigado.

Nick pega a sua carteira e tira de dentro uma quantia em dinheiro. Nick começa a contar o valor e vê que tirou mil reais.

Nick – Tá aqui.

O garçom abre a mão e Nick coloca o dinheiro na mão dele. O garçom sai. Nick abre uma garrafa e começa a chorar, se lembrando.

Cap. 31

Nick – Você é burro, Kevin. Conta aí, qual foi a conversa pra boi dormir que essa garota te contou? Você pensa o quê, que essa garota gosta de você? No mínimo ela deve estar te usando, assim como fez comigo. E você idiota acredita em tudo o que ela diz.

Isabella – Cala a boca, Nickolas. (chorando)

Nick coloca um pouco da garrafa no copo e o vira em sua boca. Ele tem outra recordação.

Nick e Vanessa na lanchonete do Mônaco – Cap. 24

Vanessa – (segura a mão dele) – Calma, Nick. Relaxa.

Nick solta a mão da mão dela.

Vanessa – O que aconteceu?

Nick – A Isabella me traiu.

Vanessa – (se fazendo de desentendida) – Traiu? Mas como assim? Ela parecia gostar tanto de você. Eu confesso que tava até achando bom você ficar com ela.

Nick coloca mais um pouco da bebida no copo. Ele a bebe novamente.

Outra recordação:

(Voz de Maurício) — Infelizmente eu não tive a sorte de fisgar aquela gostosinha. Eu tive que pegar a menina na base da força. Mas sabe que valeu a pena? A garota é quente.

Nick bebe novamente.

(Voz de Maurício) — Tá nervosinho... foi tudo uma armação. Foi tudo coisa da Vanessa, a sua ex namorada, que inclusive você foi pra cama recentemente. Ela me contratou pra ficar de olho na Isabella. Pagou grana e tudo.

Mais um gole.

(Voz de Maurício) – Por que você não mata a Vanessa? Foi ela que armou tudo. Você é tão idiota que foi pra cama com a mentora. Foi pra cama com a cabeça, a mandante, a chefe.

Nick coloca o cabelo pra trás.

(Voz de Maurício) — Eu mandei pra ela um buquê de flores me passando por você convidando ela pra um pequenique romântico. Ela foi... ela foi pensando que ia se encontrar com você. Quando ela chegou lá quem tava esperando por ela era eu.

Mais um gole.

Maurício – Eu empurrei a garota pro banheiro feminino e a gente transou ali mesmo. Tá certo que ela não queria. Mas mesmo assim foi maravilhoso. A Isabella é um belo pedaço de carne.

Na casa de Isabella, no quarto dela, ela continua a conversa com Laura.

Isabella – Que papo é esse de psicólogo, Laura?

Laura – É isso, Bella. No começo eu achei essa história absurda, mas ele só está preocupado. Ele acha que você não está bem. Acha que só um acompanhamento psicológico pode te ajudar.

Isabella – Então você pode dizer pra ele ir tirando o cavalinho da chuva. Eu não estou precisando de psicólogo nenhum. Eu não estou louca, Laura. Eu não estou louca.

Laura – É claro que não, Bella. Ninguém está dizendo isso. Mas é um fato que você passou por situações muito estressantes nos últimos meses. Presenciou a morte dos nossos pais, sofreu ameaças, foi violentada e o seu namorado nem te apoiou.

Isabella – Ex namorado, Laura.

Laura – Tudo bem. Ex namorado. Olha, Isabella, o Kevin não quis dizer que você está louca quando me disse isso. Ele se preocupa com você, quer que você volte a ser a mesma pessoa que era antes.

Isabella – Será que um dia eu vou conseguir?

Laura – Vai, Bella. Vai sim.

Isabella – Às vezes eu tenho as minhas duvidas disso.

Laura dá um beijo no cabelo de Isabella.

Laura – Você vai sim, Isabella. Eu tenho certeza.

Isabella – Me faz um favor?

Laura – O que você quiser.

Isabella – Me deixa sozinha?

Laura – Bella...

Isabella – Por favor...

Laura – (dá um suspiro) — Tudo bem. Mas você sabe que eu tô do seu lado.

Isabella e Laura se abraçam.

Laura – Fica bem.

Laura se levanta e vai até a porta. Ela a abre e sai. Isabella se deita na cama.

Na sala, Laura chega, descendo as escadas. Ela vai até o sofá e se deita, fechando os olhos. Laura se lembra.

Laura e Brian conversam sobre Isabella – Cap. 27

Laura – Eu quero afastar a Isabella daqui um pouco. Tirá-la do alcance da Vanessa. Eu pensei em levá-la pra passar uns dias ou meses na fazenda dos meus pais.

Brian – Na fazenda dos seus pais? Mas como, Laura? Por que chegar a esse extremo?

Laura – Porque eu acho que vai ser bom pra ela. Ela vai poder refletir, ter um tempo pra si mesma pra se refazer. E eu não acho que aqui é o lugar ideal pra ela fazer esse exame de consciência.

Brian – Mas, Laura, pensa bem: você acha mesmo que se ela ficar distante de tudo pode ajudá-la? Não, Laura. Ela passou por uma experiência muito traumática e nesse momento tudo o que ela precisa é ter os amigos ao lado.

Laura – Eu sei, Brian. Eu entendi. Mas no meio desses amigos está o Nicholas e ele está virando as costas pra ela. Ela já teve febre, eu não quero que a presença e o desprezo dele a impeçam de reagir.

Brian – Fica calma, Laura. Eu acho que não precisa chegar a esse ponto. A Isabella parece uma menina fraca, mas eu sei que ela é forte. Veja bem, depois de tudo o que ela passou, ter presenciado a morte dos pais ela está bem. Ela vai superar tudo isso. Vai voltar a ser o que era.

Laura sorri.

Brian – Que foi?

Laura – Você é a única pessoa capaz de me acalmar.

Brian – (segura a mão dela) — Eu gosto muito de você, Laura. Você pode contar comigo sempre.

Outra recordação:

Laura e Brian conversam sobre Monique – Cap. 16

Brian – Eu preciso muito de ajuda. Laura, você que é mulher e entende do gosto feminino, me dá uma dica: como eu posso agradar a Monique?

Laura – Você gosta muito dela, não é?

Brian – Ela é muito especial pra mim. Eu já fiz de tudo: já mandei presentes, mensagens na secretária eletrônica... mas ela é dura na queda.

Laura – Depende, Brian. É difícil te dizer porque eu não a conheço e não sei do que ela gosta. Tente levá-la pra sair, quem sabe um lugar mais romântico...

Brian – É uma idéia válida. Eu gosto tanto dela, Laura... Ela é linda. Meio durona, eu sei, mas é a mulher com quem eu sonhei.

Laura – Eu imagino. (ela abaixa a cabeça)

Brian – Que foi?

Laura – Nada.

Brian – Parece que você ficou triste de repente...

Laura – Impressão sua.

Laura – (deitada, com os olhos fechados) – Brian... meu amor...

Neste momento, Regina chega.

Regina – Laura... (Laura se levanta em disparada) – Você falou alguma coisa?

Laura – (aparentemente desorientada) – Não, Regina. É claro que não.

Regina – Engraçado... eu tive a impressão de te ouvir chamar pelo Brian.

Laura – Você está ouvindo demais, Regina.

Laura sai.

Na casa de Bob, em um dos corredores da casa, Luna e AJ se esbarram.

AJ – Luna...

Luna – Alex...

Luna está saindo, quando AJ puxa o braço dela e a beija de surpresa. Luna corresponde ao beijo. Eles se soltam.

AJ – Você ia sair sem me dar um beijo?

Luna – Vem comigo.

Luna puxa o braço de AJ e eles vão para outra sala.

AJ – Que foi, meu amor? Você parece nervosa... aconteceu alguma coisa?

Luna – Aconteceu. Minha mãe descobriu o nosso namoro.

AJ – E por que você tá com essa cara? Isso é ótimo, meu amor!

AJ beija Luna novamente. Ela se solta dele.

AJ – Finalmente nós vamos poder viver o que sentimos sem precisar esconder nada de ninguém.

Luna – AJ...

AJ – Eu te amo, Luna. Te amo, te amo, te amo.

Luna e AJ se beijam. Ela se solta dele novamente.

Luna – Eu também. Eu também te amo. Mas ao mesmo tempo eu tenho medo de sofrer. Você tá aqui agora, mas e depois? E quando você voltar pra sua casa e contar pra Denise que nós estamos juntos? Como é que vai ser?

AJ – (segura o rosto dela sorrindo) – Como é que vai ser? Vai ser como sempre foi, meu amor. Nós vamos continuar juntos, aconteça o que acontecer. Confia em mim.

Luna – Eu queria ter essa calma que você tem.

AJ – Fica tranquila, Luna. A gente vai ficar junto pra sempre. Eu estou disposto a tudo pra ficar com você.

Luna e AJ se abraçam. Depois de alguns segundos abraçados eles se soltam e Luna olha pra ele sorrindo.

AJ – Vem comigo, meu amor.

AJ segura a mão de Luna e eles vão andando.

Luna – Alex, pra onde você está me levando?

AJ – Você vai ver.

AJ e Luna chegam na sala principal. Rosângela e Bob estão sentados no sofá. Rosângela olha pra eles.

AJ – Rosângela, eu quero pedir oficialmente a Luna em namoro.

Rosângela – O quê?

AJ – É isso mesmo. Rosângela, eu gosto da Luna, estou completamente apaixonado. Ela é uma menina muito especial. Rosângela, você me daria a honra de namorar a sua filha?

Luna – Alexander, eu não sei nem o que dizer, eu...

AJ – Você pode confiar, Ro. Eu estou disposto a fazer dela a menina mais feliz do mundo. Tô a fim de compromisso sério. Você me daria essa honra? E você, pai? Eu posso namorar a Luna?

Bob – Por mim... vocês têm a minha benção. Mas a última palavra é da mãe dela.

Rosângela – (dá um sorriso) – Você é um garoto de ouro, Alex. E apesar dos contratempos e de tudo o que pode acontecer... vocês têm a minha permissão para o namoro.

AJ – Oba!

Ele abraça Luna com força.

AJ – É sério, Rosângela. Você pode confiar a Luna em minhas mãos. O que eu sinto por ela vai ser pra sempre.

Numa lanchonete, Vanessa está tomando uma vitamina com canudo, quando seu celular toca. Ela pega o aparelho no bolso da calça e lê o nome “Nickolas” no visor.

Vanessa — (dá um sorriso) – É o gato.

Vanessa aperta o botão para aceitar chamada e coloca o fone no ouvido.

Vanessa – Amor?

Num quarto de hotel, Nick está deitado numa cama.

Nick – (em tom sério) — Vanessa?

Vanessa – Oi, meu amor... que saudade.

Nick – Eu também tô com saudade. Aliás, muita saudade. Você tá ocupada?

Vanessa – Minha unica ocupação é pensar em você o tempo todo, meu bem.

Nick – Que bom. A minha também. Você não quer me encontrar aqui no hotel Bourbon?

Vanessa – Claro. Mas que horas?

Nick – Qualquer hora é hora, meu amor. Na verdade eu adoraria te ver agora.

Vanessa – Eu também.

Nick – Então vem. Vem aqui, vem. Eu estou no quarto 410. Vem apagar meu fogo.

Vanessa – Eu vou, meu amor. Vou sim.

Nick – Até daqui a pouco, amor. Estou aqui, no 410, à sua espera. Te amo.

Vanessa – Eu também.

Vanessa e Nick desligam. Ela dá um sorriso.

No hotel Bourbon, no 410...

Nick – Vadia.

Na casa de Isabella, na sala, a campainha toca. Laura vai até a porta e atende. É Kevin.

Laura – Kevin?

Kevin – Oi, Laura. Tudo bem? A Isabella está?

Laura – Tudo bem sim. Ela está no quarto dela.

Kevin – Eu posso falar com ela um instante?

Laura – Claro. A casa é sua.

Kevin – Obrigado.

Laura – De nada.

Kevin sobe as escadas.

No quarto de Isabella, ela está colocando suas blusas de volta no guarda roupa, quando alguém bate na porta.

Isabella – (colocando uma blusa no cabide) – Entra.

Isabella fecha o guarda roupa e vê Kevin pelo reflexo do vidro do guarda roupa. Ela se vira.

Isabella – Kevin... oi.

Kevin – Oi, Isabella? Você tá melhor?

Isabella – Mais ou menos.

Kevin vê que a cama de Isabella está cheia de roupas espalhadas e que uma mala que Isabella levaria para a fazenda está aberta.

Kevin – O que você tava fazendo?

Isabella – Ah, eu... eu tava arrumando essas roupas no meu guarda roupa quando você chegou.

Kevin – E essa mala aberta na sua cama? Você não vai levar para a fazenda?

Isabella – Fazenda? A Laura não te contou? Minha viagem está cancelada.

Kevin – Cancelada? Como assim? Você...

Isabella – Eu não vou mais pra fazenda, Kevin.

Kevin – (dá um sorriso espontâneo) – Tá falando sério, Isabella? Você não vai?

Isabella – (fazendo um sinal de “sim” com a cabeça, sorrindo) – Aham.

Kevin vai até Isabella num impulso e a abraça de surpresa a segurando no colo, ao mesmo tempo que a gira, rindo. Isabella fica sem reação. Ele a coloca no chão.

Isabella – Kevin... não precisa tudo isso.

Kevin – Você não vai? A Laura desistiu?

Isabella – Sim, Kevin. Desistiu.

Kevin – Que bom... que bom...

Isabella abaixa a cabeça.

Kevin – Que foi?

Isabella – Nada. Não é nada.

Kevin – Obrigado por essa notícia. Eu tô feliz. Tô muito feliz.

Isabella – É. Dá pra notar.

Kevin – Você tá ocupada? Tem algo mais pra fazer além de arrumar essas roupas?

Isabella – Não. Por quê?

Kevin – É que eu tenho uma coisa pra falar com você.

Isabella – Mas... tem que ser agora? Eu tenho um monte de coisa pra arrumar, pra colocar em ordem.

Kevin – Por favor. É sério.

Isabella – Tudo bem. Mas antes deixa eu dar um trato no cabelo.

Kevin – Tá bom. Eu tô lá embaixo te esperando.

Kevin dá um abraço em Isabella.

Kevin – Até daqui a pouco.

Ele vai até a porta e sai. Ela vai até a porta e a fecha.

Na sala, Kevin está descendo as escadas. Ele vê Laura e vai até ela.

Kevin – Laura... eu já tô sabendo que a Isabella não vai mais pra fazenda.

Laura – É. Eu desisti. Você me venceu pela insistência.

Kevin – Obrigado.

Na casa de Bob, no jardim, Luna e AJ estão se beijando. Ele se solta dela.

AJ – Me espera. Eu já volto.

AJ sai e deixa o celular numa mesinha ao lado de Luna. Ela pega o celular e o aparelho toca com o nome de Denise no visor.

Luna – Denise... ai, meu Deus...

O celular continua tocando na mão de Luna.

Luna – (enquanto o celular toca) – Será que eu atendo?

O celular continua tocando. Luna atende.

Denise — (enquanto Luna está com o aparelho no ouvido) — Alexander?

Luna não responde.

Denise – Alô? Alexander, você está me ouvindo?

Luna – (demora um pouco para responder) – A-lô?

Denise – Quem é você? Ah, já sei... você deve ser a Luna. A filha da vagabunda e destruidora de lares. É você, Luna? A vagabundinha?

Notas finais
Obrigada! Semana que vem não tem fic, pois estarei no show do Nick em São Paulo. Até o próximo. beijos *-*