Shambles

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Eu nem deveria estar aqui no computador (por conta de probleminhas sérios envolvendo minha mão), mas precisava postar esse capítulo kkkk

— Para onde ele foi? — Zoro perguntou pela milésima vez enquanto ele e Robin andavam, olhando a todo o redor a procura do capitão.

Eles haviam perdido Luffy de vista quando o moreninho adentrou a floresta que circundava o vilarejo. Aquela ilha era maior do que imaginavam.

— Luffy! Cadê você? — O espadachim gritou, chamando o amigo.

De repente eles sentiram um tremor no chão e o som de algum animal se aproximando rapidamente.

Zoro pegou uma de suas espadas e Robin se colocou em posição de ataque. Agora sem sua akuma no mi, tudo o que lhe restava era um ataque físico direto, caso acontecesse alguma coisa.

Foi quando um enorme animal, semelhante a um Yagyuu, um búfalo, só que bem maior, sua altura chegando a alcançar até mesmo o topo das árvores, surgiu na frente deles. Ele passou pelos dois numa enorme velocidade.

Em cima dele, era possível ver uma pessoa, sua gargalhada sobressaindo aos barulhos do estranho búfalo.

Robin e Zoro ficaram confusos por um segundo até visualizarem um pequeno chapéu de palha voando para longe no céu, e uma mão esticando de maneira anormal, mas bastante familiar, puxando o chapéu de volta ao topo da cabeça de seu dono.

— Luffy! — Zoro exclamou, quase sendo atropelado pelo animal que estava completamente descontrolado, provavelmente com raiva de ter alguém o montando.

— Ora, tenha cuidado, Luffy. — Robin falou, se afastando um pouco da confusão.

O moreninho ria abertamente, claramente se divertindo com toda aquela situação.

— Ei, mais rápido, Yagi!

— Yagi? — A arqueóloga perguntou, estranhando o apelido que Luffy dera ao animal.

— E ele ainda chama isso de bode? Idiota...

— Ei, vocês dois, saiam da frente! — Luffy gritou, despertando a atenção dos dois piratas para o animal enorme que ia diretamente à direção de ambos.

Eles se afastaram bem a tempo, deixando o grande “Yagi” de Luffy passar a toda velocidade com o capitão em cima dele, e desaparecer de vista dentro da floresta.

— Merda! Espera aí Luffy!

Zoro foi correndo atrás dele, com Robin em seu encalço.

— Por que ele simplesmente não fica quieto? — O espadachim resmungou para si mesmo, em seguida voltando a chamar Luffy, na esperança de que ele aparecesse.

Lá estava novamente ele e Robin andando sem parar a procura do capitão.

— Ele pode ter sido devorado pelo búfalo gigante. — Robin disse calmamente, no que Zoro fez questão de ignorar.

Eles logo pararam de andar ao sentir novamente um estranho tremor na terra abaixo deles. O som de algum animal se aproximando tornou a se repetir cada vez mais alto, se aproximando de onde os piratas estavam. Mas diferente de antes, não ouviam a risada estridente de Luffy.

De repente o Yagyuu surgiu por entre as copas das árvores, raivoso e indo diretamente na direção de Zoro e Robin.

E o que eles fizeram? Bem, correram e tentaram ao máximo desviar do búfalo gigante e furioso que estava quase os alcançando.

Mas o que eles não contavam era que ao desviar bruscamente do animal enorme, acabaram parando na beira de um penhasco. Lá em baixo era possível ouvir as ondas batendo fortemente contra algumas enormes pedras.

— Cuidado! — Zoro gritou, empurrando Robin para o lado quando o búfalo passou novamente por eles, furioso.

Porém, ao empurrar a arqueóloga para longe do caminho do animal, o espadachim acabara escorregando. Suas tentativas de se segurar em alguma coisa foi inútil e ele se viu caindo do enorme penhasco direto para o mar logo abaixo.

A água bateu forte contra suas costas, mas Zoro ainda estava bem, apesar de ter sido uma queda e tanto. Porém, foi quando ao tentar nadar de volta a superfície em busca de oxigênio, que ele se viu incapacitado de se mover. Seus braços e pernas não obedeciam ao seu comando, estavam pesados e iam afundando cada vez mais.

“Akuma no mi!”

Ele nunca havia se preocupado com isso antes e nem pensou no perigo que corria no mar até o momento.

O desespero tomou conta de si, e se sentiu patético por pensar que, dentre tantas mortes possíveis, ele ia logo acabar morrendo afogado no corpo de outra pessoa.

Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, e implorar cada vez mais por oxigênio, Zoro sentiu a escuridão lhe envolvendo de leve. A inconsciência chegando e lhe levando para bem longe dali.

Enquanto isso, no momento em que Robin viu o espadachim caindo dentro da água, ela hesitou.

Seu pensamento era pular imediatamente para salvá-lo, porém o medo pelo mar que sempre carregou dentro de si desde pequena a fez hesitar por alguns segundos. Mas logo depois ela se forçou a deixar aquele pavor de lado. Ela não podia deixa-lo morrer só porque tinha medo de água.

Precisava salvá-lo e foi isso que fez.

Sem parar para pensar mais, saltou do penhasco, sentindo logo o impacto com a água fria do mar lhe atingir por completo. Mas diferente do que de costume, Robin não sentia seu corpo pesado, e ao ver que conseguia se movimentar muito bem dentro da água, tratou de mergulhar o mais fundo que conseguia para resgatar seu companheiro.

Zoro estava inconsciente quando Robin o encontrou e finalmente conseguiu leva-lo a superfície. Ela se dirigiu a algumas enormes rochas que estavam próximas de onde haviam caído. Era o único lugar que poderiam ficar seguros longe da água do mar, visto que a terra propriamente dita estava bem mais acima deles. Além do mais, tentar escalar até lá segurando um corpo inconsciente não estava em seus planos.

Logo o espadachim finalmente despertou, cuspindo uma boa quantidade de água em seguida. Ele se sentou, se sentindo fraco, porém vivo.

— Obrigado. — Zoro não agradecia com facilidade, para falar a verdade ele não era o tipo de pessoa considerada um exemplo de educação, muito pelo contrário. Mas dessa vez se sentiu na necessidade de dizer alguma coisa em agradecimento.

Robin, apesar de um pouco surpresa, esboçou um sorriso com o ato do rapaz.

— Bom, nós ainda estamos presos aqui. — Ela disse, lembrando que estavam cercados pela água do mar ainda, e bem longe da terra.

— Não se preocupe com isso. — Zoro falou em tom despreocupado. — Logo Luffy vai nos encontrar.

— Você parece bem tranquilo com isso.

— Nosso capitão não vai nos deixar para trás, achei que soubesse disso. — O espadachim respondeu, ríspido. Robin não disse mais nada depois daquilo, deixando que o silêncio tomasse conta dos dois.

É claro que ela confiava em Luffy, mas a ideia de ficar ali, simplesmente parado e esperando não lhe agradou muito, embora soubesse que não tinham muitas alternativas a seguir de qualquer forma.

A verdade é que apesar de serem do mesmo bando de piratas, Zoro e Robin nunca foram muito próximos. Sendo que ele desconfiou das intenções dela desde o momento que a arqueóloga entrou para a tripulação, deixando bem claro aquilo às vezes.

A relação deles nunca foi muito firme. Zoro era frio e distante, especialmente com ela. Apesar de ajudá-la em algumas lutas, ele nunca trocara muitas palavras com a mulher. E as poucas vezes que Robin se dirigiu a ele foi em meio a uma luta ou simplesmente em forma de puras provocações para vê-lo constrangido (o que ela adorava).

Porém, depois de dois longos anos afastados um do outro, treinando sem parar em ilhas distantes, após se reencontrarem, a relação ficara ainda mais... estranha.

— Por que você pulou? — Zoro finalmente perguntou sem olhar para ela, se dirigindo ao fato dela ter pulado do penhasco. Ele não sabia por que falara aquilo, as palavras simplesmente saíram sem ao menos se dar conta.

— Pode não acreditar, mas não foi somente por causa do meu corpo que eu queria salvá-lo, eu me importo com você. — Robin respondeu, dessa vez mantendo um tom de voz mais sério. — Você é meu companheiro, Zoro.

O espadachim assentiu, ficando em silêncio por algum tempo.

— Bem, você é estranha. — Ele finalmente disse, se virando para ela, mas não de uma maneira séria como antes.

— Nossa tripulação é repleta de pessoas estranhas, não é nenhuma surpresa que eu também seja. — Robin respondeu, sorrindo.

Zoro retribuiu o sorriso de forma leve.

— Suponho que tenha razão.

E antes que qualquer um deles pudesse dizer (ou quem sabe fazer) mais alguma coisa, uma voz bem familiar foi ouvida.

— Ei, Zoro, Robin, o que estão fazendo aí embaixo? — Era Luffy que gritava lá do topo do penhasco chamando os piratas.

— Seu imbecil, estávamos te procurando! — Zoro berrou em resposta, se levantando.

— Luffy, tem como nos tirar daqui? — Robin perguntou em voz alta.

O moreninho não respondeu de imediato, apenas sorriu e esticou seus braços até alcançar os companheiros bem abaixo deles.

— E-ei, espera Luffy, o que você vai... — Antes que Zoro pudesse concluir sua pergunta, imaginando o que o capitão estava pretendendo fazer para tirá-los de lá, Luffy foi mais rápido, puxando-os para cima de forma brusca.

Os dois voaram e caíram desajeitadamente próximo ao moreninho, que sorria como se nada houvesse acontecido.

— Seu imprestável, nem para ficar de olho no Luffy você consegue! — Era Sanji quem falava. Zoro e Robin não haviam percebido antes, mas o cozinheiro estava ao lado do moreninho, juntamente com Brook que olhava tudo de forma bem calma... apesar dele não ter olhos.

— Tsc, cala a boca cozinheiro pervertido.

Com o grupo todo reunido, eles decidiram que já era hora de voltar para o navio. Os outros estavam à espera deles, os suprimentos já haviam sido comprados e o Sunny devidamente abastecido, pronto para zarpar.

— Finalmente vocês voltaram, que demora! — Nami foi a primeira a falar assim que Luffy e os outros retornaram para junto deles.

— Mugiwara-ya, vamos embora. Estamos com pressa. — Law foi logo dizendo. Ele não via a hora de chegar logo em Dressrosa e dar seguimento com seu plano contra Doflamingo.

— Ei, Franky, vamos sair daqui! — Luffy deu a ordem que faltava para todos se posicionarem para irem embora.

Sanji subiu com a âncora que prendia o navio no fundo do mar, enquanto Chopper, Brook e Usopp amarravam as velas fortemente.

— Suuuuuuper, pode deixar! Coup de Burst!

Franky foi até o leme, acionando o channel 0 e impulsionando o Sunny para bem longe da ilha.

O que os Chapéus de Palha não sabiam era que na ilha de Acalypha também tinha outra tripulação de piratas. Uma que eles pensavam que já havia partido antes mesmo deles chegarem lá.

— Ei Shanks, alguns piratas passaram por aqui mais cedo. — O dono do bar falou, enquanto O Ruivo dava um longo gole em sua bebida.

— É? Quem eles eram?

— Aquele garoto do chapéu de palha, Monkey D. Luffy. — Shanks depositou a caneca vazia em cima do balcão.

— Entendo. Então ele está indo para Dressrosa. — Sorriu. — Tenha cuidado, Luffy.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Muito obrigada pelos comentários, vou respondê-los assim que puder. Ah e o próximo capítulo é o último! :D