Notas iniciais
CHEGUEI! *joga purpurina* Bem, primeira história, primeiras emoções, primeiras cagadas ASKAOSKAOS - sqn Aproveitem :3

Um choro de recém nascido foi ouvido. Nasceu a princesa. O tempo lá fora estava sombrio e nuvens negras cobriam o céu.

– Ela vai se chamar Primrose — disse o rei Rawyer, enquanto carregava o bebê em seus braços e olhava para sua mulher, Mein.

– Cuide bem de nossa meninin... — antes de completar a frase, a rainha já tinha dado seu último suspiro.

– Não! Mein! MEIN! Chamem os médicos!

Minutos depois, a enfermeira olhava tristemente para aquele doce bebê que iria crescer sem uma mãe.

†

– Prim, pare de correr! Você acabar caindo.

– N-Nora... Se eu não chegar rápido, p-papai vai me matar! — falou Prim enquanto recuparava o fôlego.

– Vida de princesa deve ser uma maravilha, não é? — disse Daniel, fazendo todos rirem, inclusive Prim, que era da realeza.

– Não é tudo de bom como você pensa. É um saco você ter mais compromissos do que anos de vida.

– Mas e os vestidos, as refeições e todo o tratamento especial?

– Norinha, Norinha, preferia andar despida a usar um vestido desses — desabafou Prim, erguendo o vestido com os dedos e suspirando em seguida.

– Os banquetes que você tem todo dia, eu só posso ter duas vezes por ano... — falou Sony com um tom choroso.

– Se você quiser, pode ir todo dia lá no castelo almoçar com a gente. Porque ,se depender de mim, eu deixo um prato inteiro sem comer -disse com a maior cara de nojo e colocando um dos dedos dentro da boca. — Estão todos convidados!

"Tan-tan-tan-taaam!"

Logo, todos escutaram o barulho das cornetas. Prim, com a maior cara de desespero, acelerou o passo e foi sumindo na multidão.

– Droga! Até mais, pessoal!

– Feliz aniversário, Prim! — disseram todos em único som.

†

Prim, escapando da multidão, entrou num dos acessos ao bosque e já foi tateando as árvores.

Passagem Secreta, passagem secreta... onde você está?

Prim encostou em uma das árvores e deu uma leve pressão no tronco; este foi para trás e ela avistou um buraco se abrindo na sua frente. Ela colocou o pé dentro do buraco e arrastou-o até encontrar um degrau da escada. Enfiou-se dentro da passagem e foi descendo as escadas cuidadosamente. Acendeu seu no mrio da escuridão celular e foi cantarolando dentro do túnel umas das músicas que estava ensaiando na escola. Minutos depois já se encontrava no seu quarto.

De todas as invenções do meu pai, esse túnel definitivamente é o mais útil, pensou ela.

†

Olhou para o seu quarto. Ele era muito bonito. Tinha uma luminária muito bonita no teto. O chão era felpudo por causa do tapete que seu pai havia colocado e a cortina de seda era a beleza daquele quarto, com uma cor azul clarinha e sua costura formava longas cruzes pelo tecido inteiro. Prim gostava de cruzes. Sua falecida mãe sempre usava uma no pescoço — a mesma cruz que agora balançava em seu pescoço.

Entrou no seu banheiro e se assustou com Dóris, parada na sua frente, olhando-a constrangida e segurando uma cesta com os óleos de banho.

– Aaah! Dóris! Que susto! Por que não me avisou que estava aqui?! -quando viu que estava caída no chão, levantou-se e tirou umas mechas de cabelo do rosto — Tudo bem que somos meninas, é que você parece um fantasma nesse uniforme branco e nessa falta de claridade.

– D-desculpe-me v-vossa alteza, eu vim entregar o que você me pediu.
Jogou um olhar de desprezo para a cesta e deu um riso nervoso na frente de Dóris.

– Corrigindo, você veio entregar o que meu pai pediu.

– I-isso! Você está sempre certa, alteza.

– Não, nem sempre. Pode voltar para suas tarefas, esses óleos têm um cheiro forte e eu sempre fico enjoada quando passo. Mesmo assim, muito obrigada, Dodó.

– Ahn, alteza. Não é m-muito bom você demonstrar intimidade com os empregados, sabe?

– Bobagem, conheço você há 7 anos, Dodó.

– Com licença. — disse Dóris abaixando a cabeça e saindo timidamente do quarto.

Sentou-se na cama do quarto e começou a pentear seu cabelo, olhou para baixo e admirou o seu vestido vermelho. Vermelho, era sua cor preferida. Em toda a sua vida nunca deixou de colocar algo vermelho em suas roupas, um acessório, um sapato, até uma cor de batom. De todas as cores, era a que mais a seduzia.

†

Desceu as escadas e já escutou o "doce" som das cornetas rasgando seus ouvidos.

Ah, um dia eu faria esses causadores de surdez descerem pro estômago desses músicos.

– Saudamos a princesa Primrose Oregon Saphiro de Mouier...

Lalalalalalalala, meu incrível sobrenome de dez palavras, tão surpreendente.

– Viva a princesa! — todos levantavam as mãos e gritavam seu nome.

Um sentimento prazeroso de raiva estava ocupando seu interior nesse momento.

E então, resumia-se a festa. Ela cumprimentava todos os convidados, recebia presentes bregas e era atormentada pela casamenteira apresentando trocentos pretendentes.

– Você está linda, filha. — sentiu o pai colocar a mão em sua cabeça e bagunçar um pouco seus cabelos.

– Obrigada, pai. E eu já te disse que não preciso daqueles óleos fedidos. — falou abraçando o pai e arrumando seus cabelos com os dedos.

– Você sabe que é para sua alergia.

– Eu estou começando a ter é alergia desses produtos.

Rawyer riu e beijou sua filha no rosto.

– Eu te amo, agora comporte-se.

– Eu também te amo e, acho que vai ser difícil eu me comportar.

Apesar da preocupação desnecessária comigo, esse meu pai é um cara incrível.

†

De toda aquela festa careta, a única salvação era os meus amigos: Nora, Daniel, Sony e Tina, ela não sabia o que faria sem eles.

– Parabéns pra você, nessa data querida! — cantava Sony, com um presente bem grande, carregado por Daniel e Tina.

– Awn, não precisava!

– Ué? Devolve! — disse Nora fazendo um bico do qual deixou a princesa completamente irritada.

– Devolver o melhor presente da festa? — perguntou para Nora enquanto apertava aquele bico pintado de batom laranja.

– Mmfhght...

– Vou entender isso como um não.

– Eu que escolhi, viu? — disse Tina piscando e enrolando um dos fios de cabelo.

– Viiiish, você? Então já vi que é ruim.

–Roooooseeee!

Quando Tina se magoava, ou ela me chamava de "Rose" ou de "Primri". Os dois eram apelidos ruins, mas eu não dava bola.

– Brincadeira, Titi. Você sabe o quanto eu amo os seus presentes. — envolveu um braço nos ombros dela, apesar de ela ser muito maior. — Agora, vamos para o meu quarto.

Subiram as escadas em disparada, escutando Tina e suas frases irônicas: "Sei que ama, aham." Eles foram correndo para o quarto, todavia a princesa ficou paralisada no corredor, vendo dois olhos vermelhos fitando-a.

Vermelho... O que será isso?

Colocou sua cabeça na porta, fez um gesto de "paz e amor" e forçou um sorriso.

– Eu já volto.

†

Tomou coragem e seguiu os olhos. A cada passo que dava em direção a eles, o chão parecia tremer e as paredes se moverem num movimento de abrir e fechar.

Abriu a porta do quarto, era algum tipo de espaço guarda-tralhas do meu pai, o que não entendeu foi que ele deixava trancado e a porta estava totalmente aberta.

A janela escancarada deixava o vento empurrar seus cabelos para o lado, causando uma atmosfera de terror naquele lugar. Os olhos vermelhos se moveram para o alto, era uma pessoa, sentiu uma respiração quente bater em seu rosto e mesmo no escuro via que este abriu um sorriso largo e malicioso.

– Não me disseram que era tão bonita.

– Quem é você e o que faz aqui?

Ele encostou na sua mão, fazendo-a tremer de medo, pegou-a e beijou.

Que milagre, um homem educado.

– Eu sei o seu nome Primrose, mas você não sabe o meu. É Allan, muito prazer.

– Ahn, é... Muito prazer, Allan.

Como ele sabe meu nome?

– Tenho que te dar uma péssima notícia, tsc, mas para mim é a melhor notícia de todas. Você precisa vir comigo.

– Não, Allan. Eu não preciso.

– Olhe ao seu redor e verá.

Estranhou o comentário e logo ela virou para trás, avistou uma comprida mancha de sangue que ocupava o chão e as paredes do corredor.

Nora, Daniel, Sony, Tina!

Correu para o quarto e não viu nenhum deles, apenas uma mancha gigante riscando o quarto inteiro.

Droga.

Desceu as escadas e o salão inteiro: sangue, só sangue e mais sangue, parecia que alguém havia derrubado uma grande lata de tinta vermelha naquele lugar.

É algum tipo de pegadinha de aniversário?

– Eu creio que não. — falou o garoto misterioso.

– Você tem poder de ler mentes, por acaso?

Ele deu de ombros.

Estava tudo ompletamente vazio, sem convidados, pretendentes, sem a casamenteira. Sem seu...

– Pai? Papai? Você está aí?

– Que lástima, chamando um homem que vendeu a esposa de papai.

– O-o quê! O que você quer dizer com iss...

A mão dele fechou os olhos dela e fez com que Prim caísse no sono. Agora o que ela só via era preto Contudo, preto também era uma cor bonita para ela.

†

Notas finais
OMG. Lorde vampiro sedutor detectado. *u* Primrose, sua sortuda. o - o' Vamu ver o que acontecer né? Vou até rezar aqui pro Allan não machucar nossa "Prim" cesa. Beijos e até o próximo. ~ Vich