Notas iniciais
Hoje é dia de att fics! o/ =P Capítulo um pouco maior e não betado. =S Pedro sumiu, então tive que contar com lendas que aprendi com a família mesmo. Alguém lembra da capa que a Amélia estava usando? :D

Pedro e Amélia caminharam pela praça da cidade. Pedro, novamente carregando sua amada nas costas, andava vagarosamente, cheirando o ar. Eles queriam uma criança, mas não era assim tão fácil quanto parecia. Crianças geralmente são bem protegidas. Os humanos instintivamente sabiam como defendê-las de criaturas assim.

E então o lobisomem parou subitamente. Controlou-se para não uivar de satisfação. Isso os entregaria. Finalmente encontrou uma criança nas condições perfeitas: Ela não era batizada!

Ela não tinha a proteção do batismo, logo, era deles.

Pedro, ainda com Amélia nas costas, saltou e parou na varanda da casa, em frente da janela de onde vinha o precioso cheiro. A dupla teve uma grata surpresa: A janela do corredor estava aberta. Dali vinha o cheiro. O corredor do segundo andar dava para dois quartos, o do casal e o do pequeno infante. Era a vantagem de se morar em um país tropical, pensou ela, enquanto descia das contas de seu homem-lobo. Mas não era só isso e ela sabia. A sorte mesmo era praticamente não existir assaltos naquela região.

Aproveitando-se do descuido humano, Pedro entrou tão silenciosamente quanto pode e com isso, desconsagrou a casa, dando permissão para que a vampira entrasse. Ela o fez.

Enquanto o lobo devorava a criança, Amélia entrou no quarto do casal, que ficava em frente do quartinho da menininha, e com um gesto de mão, fez com que entrassem num estado de estupor. Assim não ouviriam os berros da filha, não acordariam e não lhes dariam trabalho.

Depois disso, com bastante calma, aproximou-se deles e bebeu-lhes o sangue.

Alguns minutos mais tarde o casal encontrou-se novamente no corredor.

Deviam andar depressa, o sol não tardaria a nascer. Ela subiu mais uma vez na garupa dele e a dupla foi em direção á floresta do parque da cidade.

Lá, Pedro saltou sete vezes o pequeno rio que cruzava o parque, para poder desencantar-se. Assim que terminou esse processo, voltou a sentir dores insuportáveis. Dessa vez a transformação acontecia ao contrário: Ele sentia seus ossos retornarem ao tamanho normal, bem como seu rosto. Os dentes recolheram-se novamente. Os pelos foram sumindo e as sobrancelhas retornando ao tamanho normal. Quando deu por si, estava nu e arquejando, deitado no chão. Amélia retirou a capa azul que trouxera para não sentir frio e o com ela cobriu Pedro.

Vampiros não sentem frio, mas seu amado sentiria quando voltasse à forma humana. Para Amélia, ele a completava então o frio que Pedro sentisse era dela também.

A capa protegia-o do frio e isso era bom. Era como se a protegesse também. Amélia pegou as roupas rasgadas que ele usara anteriormente e levou para incinerá-las depois. Não poderiam deixar pistas.

Pedro olhou-a com um sorriso confuso, como sempre ocorria depois que retornava à sua suposta humanidade. Ela devolveu o sorriso e passando o braço em torno do braço dele, eles voltaram juntos para casa.

Fim!

Notas finais
Bom, isso de lobisomem desconsagrar a casa aprendi com meu pai. Isso sobre a criança batizada, se não me engano, ouvi de minha avó paterna, quando era bem criança. Mais tarde outro primo me contou isso novamente e não saiu da minha cabeça.Já isso de ter que saltar o rio sete vezes, bem eu não lembro. Não sei se me contaram, ou se li isso em algum livro, mas sim, é ritual lendário. =) Desculpem qualquer idéia confusa: O sono está pegando. T.T'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!