Shadow Line

2 We Don't Talk About The Past


Notas iniciais
Enjoy *u*

Música do capítulo: Future — Paramore

muitos anos antes...

POV Off

Era de tarde, o sol se pondo e num alto de um morro com vista para toda a Vila da Areia, encontrava-se a Rainha do Hueco Mundo, Neliel tu Oderschwank. Estava dando a luz a uma linda garotinha sorridente heterocrômica e a um garotinho ruivo. Mas ela estava prestes a morrer por ter passado todo o seu poder aos seus filhos.

Uma flor de cerejeira soltou da árvore com um vento e veio cair na testa da gêmea mais velha, dando inspiração ao nome “Sakura”, enquanto o garotinho continuava sério, sem dar nenhum sorriso.

–Você vai se chamar Sakura – disse apontando para a heterocrômica – e você vai se chamar Gaara.

Foram suas últimas palavras. Neliel escreveu o nome de seus filhos em suas mãos para quem encontra-los, saberem quais são seus nomes. Depois disso, ela deu um jeito de chamar a atenção dos habitantes da vila para encontrarem seus filhos. Se levantou. Um vento muito forte bateu e, como já esperava por sua morte, seu corpo começou a se esfarelar e virar poeira sendo levada pelo vento.

– Vamos logo, seu imprestável – disse uma mulher brigando com seu marido – eu escutei um barulho vindo daqui.

– Já estou indo, querida.

– Eu não acredito – a mulher disse espantada – a Rainha Neliel abandonou seus filhos aqui!

– Já estava previsto que ela daria a luz a uma garota que seria considerada uma aberração, filha da Rainha do Hueco Mundo com o Deus dos Demônios, Satan, que seria chamada de Dragooniëder – ele disse olhando para as duas crianças – mas não esperava que ela fosse ter um gêmeo...

– Rápido, me ajuda – a mulher disse pegando a garota – vamos adotá-la e usá-la a nosso favor.

– E vamos deixar o garoto aqui? – ele disse ajudando a mulher.

– Tanto faz, deixe ele aí, eu vi outras pessoas vindo, elas provavelmente vão adotá-lo, eu só me importo com a garota. Agora, vamos!

Dito e feito! O Kazegake da Vila o adotou e os dois irmãos levaram destinos diferentes, sem nunca saber que são irmãos e nem sua verdadeira identidade.

Muitos anos se passaram. Aquela garotinha sorridente já tinha seus 5 anos, mas havia perdido seu lindo sorriso. Seus pais adotivos e gananciosos, os Amano, abusavam do poder da garota para obter dinheiro e temor.

Ela já não sentia mais dor, não importa o quanto seus pais a chicoteavam ou obrigavam ela a perseguir e matar pessoas que iam contra eles, ela não sentia. Suas feridas logo saravam, em uma velocidade sob-humana. Era uma garota vazia, sem nenhum sentimento, além de ódio.

Um dia, ela puxava uma carroça muito pesada (ela não fazia esforço, pois tinha uma força bruta extremamente grande), quando um ladrão roubou um saquinho de joias que estava junto aos Amano na carroça e saiu correndo.

– SAKURA – disse a senhora Amano, enfurecida – MATE-O E TRAGA DE VOLTA MINHAS JOIAS!!!

No mesmo instante do berro de sua mãe, a garota largou a carroça e pegou um machado que sempre levava com ela e saiu arrastando-a atrás do ladrão. Ele entrou em um beco, seu pior erro. Ela entrou no beco também, de onde só se via respingos de sangue voando para fora. Logo depois, a garota sai do beco com o saquinho de joias e o machado todo ensanguentada. Ela vai ao encontro de sua mãe e entrega o saquinho.

– Por que demorou tanto?! – sua mãe disse enfurecida, dando-lhe uma bela surra – Não temos tempo a perder.

A garota continua puxando a carroça e pensando:

– Se um dia eu descobrir que vocês não são meus pais... eu os mato! — ela já suspeitava de não ser a real filha deles, porque, afinal, ela não tem nada a ver com eles. — Eu nunca vou amar um humano na vida, isso é uma prome... – ela estava prestes a fazer uma promessa para si mesma, que se for quebrada, ela simplesmente morrerá, quando foi interrompida por uma outra garota um pouco mais velha que ela, de cabelos castanhos e olhos vermelhos, (que vocês já devem ter uma ideia de quem seja) lutando contra um Menos Grande (Gillian).

–Aff, eu mataria um desse só de chegar perto, nem preciso de uma Zanpakutou para isso – ela disse em seus pensamentos.

Alguns dias se passaram e Sakura, a garota com heterocromia, só aumentava as suspeitas de que o senhor e a senhora Amano não eram seus verdadeiros pais. Ela fuçava os documentos de seus pais, prestes a admitir que eles não eram adotivos, quando uma coisa fez mudar totalmente o destino de sua vida.

No momento em que ela encontrou a “coisa”, seus pais entraram no quarto. Tinham acabado de chegar de uma casa de jogos. Virou seu rosto para eles bem devagar, com um olhar tenebroso. Seus pais logo perceberam o que ela havia encontrado.

– S-sakura, “q-querida”, o-o que é isso? – sua mãe falou desesperada, tremendo e apavorada.

Sem dizer nada, a garota pegou seu machado e foi se aproximando deles.

– S-sakura, minha filha, o-o que você vai fazer? – a mulher disse gaguejando enquanto ela se aproximava deles – SAKURA, NÃO, SAKURAAAA.

Agora eles estavam mortos, mortos por sua filha, filha falsa e ela soube a verdade através de um documento que continha um teste de DNA e a identidade de seus verdadeiros pais: Neliel Tu Oderschwank e Satan.

Algumas semanas depois, a garota heterocrômica estava sozinha. Bem, ela já era, mas agora estava sozinha de verdade. Sem nada, nem comida. Isso não importa, já que ela não necessita de alimento.

Agora ela estava sentada no fundo de um beco onde umas crianças de mesma idade jogavam bola. Elas pareciam nem perceber que ela estava ali. As crianças estavam se divertindo e sorrindo até que uma delas chuta a bola para cima e ela vai parar em cima de um telhado. Elas ficaram ali dando um jeito de pegar a bola do alto do telhado, mas era inútil. Até que um garoto ruivo de olhos claros aparece.

Aqui está — ele disse, controlando a areia e pegando a bola de cima do telhado e oferecendo ela de volta.

– AAAAAH!! É ELE! CORRAM! – todos saíram correndo, o que o deixou triste e chamou a atenção da Sakura, que se levantou e foi até ele.

– Não se preocupe. – ela disse, pegando a bola das mãos do garoto – você não precisa deles.

– C-como assim? – ele levantou a cabeça para ela, triste.

– Você não precisa de outras pessoas, elas só magoam a gente. Uma prova disso sou eu mesma: eu morava com meus pais, mas eles nem era meus pais de verdade, eram maus comigo, aí eu fui e matei eles. Me sinto bem melhor agora.

– V-você matou seus pais? – ele disse, meio assustado.

– Sim, eu não precisava deles, assim como você não precisa daquelas pessoas. Elas só vão te fazer mal.

O garoto olhou com olhos profundos para os dela.

– E-eu posso ser seu amigo?... – o garotinho ruivo disse, meio tímido.

A garota heterocrômica ficou surpresa com o pedido, afinal, nunca teve um amigo ou conheceu uma pessoa que não tem medo de ficar perto dela.

– A-amigo? Eu nunca tive um amigo... – ela disse espantada.

– Nem eu, você foi a única pessoa que chegou perto de mim por conta própria e sem medo...

– Então vamos ser amigos! – ela disse decidida.

– Sim! – ele disse mostrando um sorriso muito kawaii.

– Então... qual o seu nome?

– Gaara e o seu?

– Sakura.

Esses dois viraram amigos e sempre estavam juntos. Até que um dia, ninjas da vila e Shinigamis da Seireitei apareceram com o intuito de banir a Dragooniëder para o Inferno. Foi isso o que aconteceu. Eles apareceram e fizeram um Bakudou de Selamento criado especificamente para selar sua força. Parecia uma camisa de força, mas tinha um monte de agulhas que fincavam seu corpo. Logo depois, o Portal do Inferno se abriu atrás dela.

De lá saiu um braço de um esqueleto e a puxou para dentro do Portal. Ela jurou sair de lá e se vingar daqueles que a baniram.

Três meses se passaram, chegando o dia de sua sentença de morte. Seria condenada por terem receio de que ela seria a causa da salvação ou da destruição da humanidade.

Estava acorrentada e presa a umas algemas inquebráveis e quando os encarregados de sua sentença chegaram, ela quebrou as correntes que ligavam uma algema à outra e depois os matou. Foi andando até um morro, lá no inferno, com sua Zanpakutou forjada por suas próprias mãos e, com um movimento rápido, fez um corte no ar e o portal se abriu a partir daí.

No Mundo Real, à noite, Sakura atravessa o portal e cai no mar. Seu corpo fica pesado e não consegue se mover. E a última coisa que ela vê antes de desmaiar é uma grande lua cheia e brilhante.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.