Sexy and Hot
2 De Uma Forma Incontrolável. Parte II
Notas iniciais
Eren acordou no dia seguinte com Mikasa o chamando, novamente avisando que estava atrasado... Já não era mais uma novidade e sim uma rotina. Mas dessa vez, o moreno levantou em um pulo e olhou para o relógio do despertador. 09h:15min. Não estava tão atrasado. Tá, estava sim. Saiu da cama e foi direto para o banheiro, falando um rápido “bom dia” a morena. O garoto fez toda sua higiene matinal e tomou um banho, limpando-se bem mais do que o normal, dando mais atenção as suas partes íntimas. Afinal iria sair com Levi, e este tinha sérios problemas com sujeira.
Depois do banho, correu para cozinha e comeu o mais rápido que podia. E que a irmã permitia. Para logo voltar ao quarto e vestir a roupa que já havia escolhido. Tinha sido separada desde o dia anterior. Por conta da ansiosidade, Eren quase não conseguiu dormir. Aproveitou e separou logo sua roupa, levando em conta que não perderia tempo com isso, caso acordasse atrasado. Vestiu toda a roupa e se olhou no espelho. Vestia uma blusa branca, lisa em gola “v”; uma calça comprida preta, não muito colada, mas também não muito frouxa. Usava também, um casaco verde escuro, esse sua irmã que havia sugerido. Disse-lhe que realçava seus olhos, o que não era mentira. Além disso, teria de usar um casaco de qualquer forma, afinal estava meio frio. Seus sapatos eram os inseparáveis All Star pretos. É, estava até que bonito.
Não demorou muito tempo e ouviu seu celular tocar. Eren sentiu seu coração dar um pulo ao ver que no ecrã estava o número de Levi, o que significava que o moreno havia chegado. Desceu as escadas até chegar à sala, se despediu da irmã e saiu de casa. Olhou pela rua procurando pelo carro do moreno, até que o viu parado perto da esquina. Foi até o carro e abriu, sem muitas cerimônias, a porta do passageiro, sentando-se no banco.
– Dessa vez foi bem pontual pirralho. – Comentou Levi ao ver o garoto ao seu lado.
– Eu quase nunca atraso! – Protestou Eren.
– Não, imagina. – Respondeu irônico. – Deveria descontar de seu salário por todos os minutos atrasados na empresa.
– Ah, mas assim não vale!
Eren fez bico e olhou para Levi, prestando atenção na roupa que usava. Este vestia uma calça preta, que também não era muito justa, nem muito larga. Um coturno preto de cano curto, uma blusa bege que realçava e muito a cor branca de sua pele e para finalizar um sobretudo preto, extremamente elegante. Muito belo... Eren corou ligeiramente ao ter esse pensamento.
Levi percebeu isso e sorriu de canto, chegou mais perto do garoto e passou a mãos em seus cabelos castanhos, o puxando para mais perto e lhe dando um beijo. Um beijo que não durou muito, apenas o suficiente para fazer os dois relembrarem dos toques um do outro. Levi separou seus lábios, e voltou a olhar para Eren, vendo que este corava, mas sorria. Foi nesse ritmo que chegaram até onde o moreno queria levar Eren. Ao aquário da cidade.
– De todos os lugares que pensei, não imaginei que fosse o aquário. – Eren comentou animado, vendo o moreno pagar as entradas. Sim, Levi não deixou que Eren pagasse nada. Sua argumentação foi que ele que o havia convidado, então ele que pagaria.
– Sim. Esse aquário abriu há pouco tempo e ainda não tinha vindo aqui. E você?
– Também não. Na verdade, nem no antigo tinha ido. – Falou a última frase encolhendo os ombros.
Levi sorriu e o pegou pela mão, entrelaçando seus dedos e o levando até a entrada principal. Eren corou com aquela atitude do maior, mas não deixou que suas mãos se soltassem. Assim que entraram, se depararam com uma sala onde as duas paredes laterais, eram dois aquários gigantes, com inúmeros peixes passeando de um lado para o outro. Eren ficou impressionado com o que via, já tinha visto documentários em aquários e até mesmo reportagens, mas nunca imaginou que seria tão interessante estar em um local daqueles. Ficaram naquela sala por um tempo, observando cardumes passarem de lado para outro, fazendo diversos tipos de “dança”.
O moreno puxou levemente Eren para que fossem até o outro cômodo. Suas mãos não desgrudavam uma da outra nem por um segundo, algo que Levi apreciou bastante. A mão de Eren era quentinha e macia, o oposto de sua mão naturalmente fria. Ao passarem para o outro cômodo, viram que não era bem uma sala como a outra, e sim uma praça de alimentação, onde havia um aquário gigante em forma de cilindro, que ia do chão até o teto. A iluminação levemente escura do ambiente, em contraste com a claridade vinda do aquário, dava ao local um aspecto bastante agradável.
– Isso aqui parece cenário de filme de ficção científica. – Comentou Eren com os olhos verdes brilhando.
Levi riu pelo nariz ao ver a expressão de Eren. Ele estava parecendo uma criança ao ir a um parque de diversões pela primeira vez.
– Vamos só terminar de olhar todo o ambiente e depois comemos algo por aqui mesmo.
– Não! Não precisa. Aqui deve ser muito caro. – Falou enquanto balançava a mão livre em frente ao corpo.
– Dinheiro não é o problema garoto.
– Mesmo assim Levi. Podemos ir comer em algum restaurante aqui perto.
– Quem vai pagar sou eu. Então quem decide aonde vamos, sou eu. – Disse com sua típica inexpressão e voz autoritária. É nessas horas que Eren preferia deixá-lo fazer as coisas do jeito que queria. – Vamos.
Puxou novamente o garoto, o levando até o próximo recinto que indicava no mapa que haviam recebido na entrada. Passaram por uma porta meio retangular, mas que tinha algumas partes mais arredondadas. Parecia aquelas portas de naves espaciais, o que lembrou Eren do Enterprise**, o fazendo rir pelo nariz. Ao passarem pela porta, se depararam com uma passarela, onde o aquário era um tubo e passava-se por dentro dele. A imensidão azul tomando conta de todo o ambiente, tubarões e arraias pairavam por suas cabeças, dando a sensação de estarem realmente dentro do mar. Era simplesmente fantástico e deslumbrante! Tanto Eren quanto Levi ficaram estupefatos com tamanha beleza. O passeio valia muito a pena.
Depois de andarem por toda a passarela e visitarem todas as salas restantes, o moreno levou Eren para a praça de alimentação e escolheram um restaurante especializado em frutos do mar. O que mais tinha interessado Levi naquele ambiente tinha sido a boa higiene e por poderem comer algo bem fresco. Afinal, estavam em um aquário, e muitos daqueles frutos eram separados para serem utilizados na culinária do local. E por conta disso, eram pescados e feitos na hora. Sentaram-se em uma mesa e pediram por um Camarão Internacional, um dos pratos mais recomendados da casa e que parecia ser realmente bom. Esperaram por um tempo, conversando banalidades, até que chegara o tão ansiado prato. Comeram enquanto degustavam um vinho tinto, perfeito com o clima mais ameno.
Já começava a anoitecer quando saíram do aquário. O passeio tinha sido maravilhoso, e seria com muito prazer que voltariam até lá. Os dois foram até o carro do moreno e se preparavam para retornar as suas casas, bom pelo menos Eren pensava assim.
– Obrigada pelo passeio Levi. Realmente gostei muito, nunca pensei que peixes fossem tão interessantes. – Colocou a mão no queixo, como se afirmasse mais para si mesmo a última frase.
Levi sorriu de canto, apoiou o braço no volante e colocou o queixo pousado em sua mão. Levou a outra mão até o rosto do garoto, alisando sua bochecha com os dedos, traçando uma linha imaginária desta até chegar aos lábios, onde contornou com o dedo indicador.
– Há mais um lugar que quero te levar... Gostaria de ir comigo? – Perguntou jogando seu olhar mais sedutor para cima de Eren.
“E tem como dizer não?!” – Pensou o garoto, vendo aqueles olhos cinza tão belos e tão... Convidativos...
– S-sim... – Foi a única coisa que conseguiu pronunciar, sentindo as maçãs do rosto ficarem coradas.
Sorrindo vitorioso, o moreno retirou a mão do rosto do garoto e partiu com o carro. Não demorou muito para que Eren começasse a reconhecer o local, o bairro silencioso e calmo. Estava indo para a casa de Levi. Ao perceber isso, Eren corou furiosamente. Se estavam indo para a casa do moreno... E ele tenha lhe chamado de uma forma tão convidativa... Não significava que iriam passar a noite juntos?! O garoto sentiu seu coração bater mais forte ao pensar isso. Há tempos que queria avançar na relação, sair das preliminares e irem para os finalmente. Mas não tinha coragem de pedir e muito menos Levi se mostrava querer, pois sempre parava no momento antes. Era até frustrante saber disso, mas ao ver que nenhum dos dois conseguiam se separar, Eren retirava esses tipos de pensamento da cabeça e aproveitava ao máximo o tempo que tinha com o mais velho.
Eren foi retirado de seus pensamentos ao perceber que já estavam no estacionamento do condomínio de Levi. Desceram do carro e andaram em silencio até chegarem ao apartamento do moreno. Assim que entraram, Levi virou-se para Eren e viu este ruborizar, tentou imaginar o que o garoto poderia estar pensando para ficar daquela forma, até que um pensamento o fez sorrir maliciosamente.
– Só para cortar qualquer tipo de pensamento indecente que estiver tendo, nós só viemos aqui para tomar um banho e trocar de roupa.
– Hã?! – Não conseguiu evitar o desapontamento na voz. Quase se socando no instante seguinte por perceber que foi pego no flagra. – “Como posso ser tão idiota?!” – Se martirizava em pensamentos, vendo o moreno rir de sua cara e subir até seu quarto.
– Eren, venha aqui. – Chamou-o do quarto.
O garoto subiu contra sua vontade. Não queria olhar para a cara de sarcasmo de Levi. Entrou no quarto e foi surpreendido com uma caixa “voando” para cima de si. Pegou-a no ar e olhou para o moreno, que estava com uma outra do mesmo tamanho.
– O que é isso? – Perguntou curioso.
– Abra e verá.
Dito isso, andou em direção ao banheiro e fechou a porta, deixando Eren com o semblante em dúvida. Deu de ombros e sentou-se na poltrona do quarto do moreno, começando a abrir a caixa. Assim que conseguiu retirar a montanha de papéis que havia em volta, viu que era um roupa, uma roupa com o tecido muito bem trabalhado. Retirou-a da caixa e reconheceu aquelas vestes no mesmo instante. Era um kimono. A blusa tinha um tom de azul marinho muito bonito, combinando com a parte de baixo preta e a faixa igualmente dessa cor. Era muito belo, mas... Porque iria usar aquilo? Para seu alívio, Levi saiu do banheiro poucos minutos depois, trajando um Kimono bem parecido com o seu. A diferente era que a parte de cima era cinza chumbo, que combinava bastante com seus olhos. Eren, por um momento, se perdeu naquela visão. Uma visão tão tentadora e tão... Sexy.
– Ainda está ai? – Perguntou o moreno com uma das sobrancelhas arqueadas. – Tinha outro banheiro no corredor.
– D-desculpe, mas... Para onde vamos?
– Para um Matsuri que está acontecendo aqui perto.
– Com Matsuri você quer dizer aqueles festivais com barraquinhas e comidas típicas? – Indagou com os olhos já brilhando.
– Sim, esse mesmo. Já foi?
– Não, mas sempre quis ir a um!
Levi sorriu ao ver a empolgação do garoto. Tinha de admitir que Hanji estivera certa, ele nunca havia ido a um e tinha sido uma ótima ideia por parte da morena. Teve até vontade de agradecê-la, mas conhecendo a morena do jeito que conhecia, era melhor não. O garoto rapidamente entrou no banheiro, tomou banho e se vestiu. Estava mais ansioso que antes. Nunca havia ido a um festival daqueles, e ir com Levi, era algo que realmente apreciara. Saiu do banheiro e foi surpreendido com uma risada vinda de Levi. Uma risada vinda dele... Era no mínimo diferente e incomum. Mas gostou de ouvi-la...
– Eren, está errado. Sabe nem se vestir? – Falou com o ar zombeteiro. É, só não gostou do motivo do riso.
– Nunca coloquei um. – Olhou para o lado e fez bico.
O moreno revirou os olhos e aproximou-se de Eren, ajeitando sua camisa e faixa. Eren ruborizou com aquela aproximação, sentindo os dedos do moreno tocar sua pele de vez em quando, atiçando pensamentos que não deveria ter no momento.
– Pronto. Agora vamos, o festival já deve ter começado.
– Si-sim...
Levi estranhou a resposta de Eren, mas achou melhor não comentar nada. Saíram do apartamento e foram pegar novamente o carro, o templo ficava um pouco distante, então não tinham como ir a pé. Pouco mais de vinte minutos depois, Eren começou a ver as luzes que vinham do templo, das famosas luminárias japonesas. O que o animou novamente. O moreno parou o carro e logo saíram, andando em direção ao festival.
Assim que passaram pela entrada do templo, se depararam com aquela típica cena de festivais. Um “corredor” cheio de barracas com as mais variadas comidas típicas e brincadeiras. Eren ficou deslumbrado com a quantidade de diversidades que havia, era extremamente belo. As luzes brincavam umas com as outras, trazendo mais brilho do que o normal. O garoto agarrou Levi pela mão e saiu em direção a algumas barracas de comida, vendo os mais variados pratos.
– Já está com fome? – O moreno perguntou com sua típica inexpressão.
– Mas é lógico! Comemos há horas atrás.
– Mas você comeu o suficiente para aguentar horas sem comer. – Protestou.
– Não posso fazer nada. – Reclamou emburrado.
O moreno apenas suspirou e o levou até uma das barraquinhas.
– Tch. Escolha alguma coisa para comer. Mas não pegue muito, senão pode passar mal.
– Hai, hai. Não comerei. – Sorriu um pouco, agradecendo ao moreno.
Eren passou a vista em todos os pratos que tinham, variavam entre yakitori, takoyaki e dango. Mas nenhum desses havia sido de seu agrado. Deu uma rápida olhada em todo o ambiente, até que uma das barracas chamou sua atenção. Era uma barraca só de taiyaki, um bolo em forma de peixe, algo que Eren só tinha visto em animes ou filmes.
– Levi, isso aqui é bom? – Apontou para o doce.
– Sim, é muito bom. Apesar de eu não gostar muito de doce.
– Hum... Então vou querer o tradicional mesmo, o de pasta de feijão vermelho.
O senhor que cuidava da barraca pegou dois peixinhos e entregou um a cada. Os dois agradeceram e voltaram a andar enquanto comiam.
Passaram em várias outras barracas, brincando nas principais atrações do festival, Eren bem mais que Levi obviamente. E até conseguiram aquelas máscaras de obake*** em um dos jogos. Ficaram nessa até chegarem a uma barraca onde tinha a caça aos peixinhos dourados. Um jogo onde você deve conseguir pegar um dos peixes com uma rede plana.
– Eren, se disser que quer jogar isso daí... – Disse o moreno com a voz em tom de aviso.
– Estamos em um festival, qual o problema? – Replicou cruzando os braços.
– É brincadeira para retardados.
– Levi! – Eren olhou para os lados procurando alguém que os tivesse ouvido.
– Humpf. Vamos embora. – Ia andando para longe da barraca quando percebeu que Eren não o acompanhava. Olhou para trás e viu Eren conversando com uma garotinha enquanto... Enquanto tentava jogar. – Tch.
Voltou para onde eles estavam e deu uma joelhada nas costas de Eren, quase o fazendo cair dentro da pequena piscina com os peixes.
– Oe, Levi! – Protestou quando olhou para trás.
– Vai mesmo ficar nisso aqui?
– Aham. Nunca brinquei em um desses, você deveria aproveitar também. Não é todo dia que tem festival no Japão.
– Não obrigado. Vou ficar por aqui.
Eren revirou os olhos diante da teimosia de Levi e voltou a tentar pegar os peixes. Tentar mesmo, porque não estava conseguindo de maneira nenhuma. Como aquela porcaria podia ser tão difícil?! Aqueles bichos não paravam de pular!
– Eren, vai ficar por quanto tempo a mais? Daqui a pouco começam os fogos.
– Até conseguir pegar um! – Falou determinado.
– Tch. Ainda não sei como não consegue fazer algo tão simples.
– Simples? Quero ver tentar então. – Desafiou Eren.
– Está me desafiando, pirralho?
– Se quiser ver dessa forma... – Falou apontando a rede para Levi.
O moreno sentiu uma veia pulsar em sua testa, pegou (lê-se: quase arrancou) a rede da mão de Eren e sentou-se no lugar que este estava. Respirou fundo e olhou para as centenas de peixes nadando na piscina, colocou a rede na água e esperou um pouco. Pegou um pequeno pote com água que davam para colocar os peixes, e de uma só vez, retirou três e jogou-os dentro do pote. Todas as pessoas que estavam em volta, inclusive Eren, exclamaram surpresas com a tamanha precisão. Parecia algo fácil, mas requeria muito atenção.
– Wow! Não sabia que era tão bom nisso. – Exclamou Eren ao chegar perto de Levi, enquanto este entregava o pote com os peixes para o dono da barraca. – Será que não queria jogar para não mostrar o quanto gosta? – Zombou.
Levi sentiu mais duas daquelas veiazinhas pulsarem em sua testa e lançou um olhar fulminante para Eren. Este só sorriu convencido.
– Eren, só não te bato aqui e agora, porque tem muitas testemunhas. E não quero ser preso por homicídio.
O garoto riu da carranca do mais velho e voltou-se para o vendedor. Dizendo-lhe que podia dar os peixes para outra pessoa, pois não iriam levar. Quando Eren virou-se de volta para o mais velho, o viu andando bem lá na frente com os braços cruzados em frente ao peito. O garoto correu até ele e puxou seu braço, chamando sua atenção.
– Desculpa Levi, só não resisti. – Coçou um pouco a nuca sem jeito.
– Tch. Garoto irritante.
Eren sorriu e pegou na mão de Levi, entrelaçando novamente seus dedos enquanto andavam.
– Para onde vamos? – Perguntou Eren.
– Ver os fogos de artifício. São os últimos atrativos, depois vamos embora.
O garoto assentiu com a cabeça, concordando com roteiro. Os dois chegaram até uma parte mais afastada da multidão e ficaram ali, esperando o show começar. Pouco mais de dez minutos de espera, os fogos começaram a surgir no céu límpido e estrelado. Eram das mais variadas cores: vermelho, amarelo, azul, branco... Variando entre os desenhos também. A vista era belíssima, algo que se guardaria na memória para sempre. Pelo menos Eren estava prestando atenção nos fogos. Levi estava aguardando outra coisa. Olhava para o relógio de vez em quando, esperando a meia-noite. Quando deu exatamente 00h:00min, o moreno puxou Eren pela mão e segurou seu rosto, aproximou seus lábios e lhe deu um caloroso beijo. Seus lábios se encontravam em movimentos sutis e calmos, aproveitando o momento, aproveitando a sensação que aquela textura tão macia dava um no outro. Para o desapontamento de Eren, o moreno separou seus lábios e os levou até o ouvido do garoto. Falando em um sussurro, mas alto o suficiente para que fosse ouvido.
– Feliz aniversário Eren.
O garoto arregalou os olhos verdes ao ouvir aquela frase. Ele... Ele sabia que era seu aniversário?
– Co-como você sabia? – Perguntou pasmo.
Levi voltou-se para o garoto, ficando de frente a ele.
– Estou com você a mais de um mês. Como eu poderia não saber? – Arqueou uma sobrancelha e encarou o garoto. Vendo ruborizar mais do que nunca.
– É... É que... Obrigado. Obrigado por tudo Levi. – Abriu um largo sorriso, surpreendendo o mais velho. Levi sorriu um pouco, adorava vê-lo sorrindo daquela maneira.
– Não há de que. Ah, mas... Ainda não lhe dei seu presente.
– Não foi esse dia? – Perguntou em dúvida.
– Não. – O moreno sorriu de canto e novamente se aproximou de Eren. Colando sua boca no ouvido do pirralho. – Te deixarei na escolha livre. Escolha o que quiser, que lhe darei. – Usou sua voz mais sedutora para proferir aquelas palavras, fazendo Eren estremecer da ponta dos pés até o último fio de cabelo.
Havia algo que o garoto queria... Queria há tempos, mas não tinha a coragem de falar. Talvez aquela fosse sua chance. Aproveitando a posição que estavam, Eren colocou sua boca no ouvido de Levi e sussurrou no mesmo tom usado pelo moreno.
– Então eu quero você Levi.
O moreno voltou-se para o garoto e sorriu maliciosamente, antes de atacar os lábios tão convidativos de Eren. O beijo já começara feroz, suas línguas se encontraram de primeira, debatendo-se uma contra a outra. Era um beijo libidinoso e cheio de segundas intenções. Porém, mais uma vez foi interrompido pelo mais velho, que mordeu o lábio inferior de Eren antes de acabar de vez.
– Pensei que nunca pediria garoto.
– Hã? – Eren perguntou ainda absorto devido ao beijo. – Como assim?
– Estava só esperando que você pedisse.
– Me esperando? Por quê?
Levi suspirou e passou a mão levemente no rosto de Eren.
– Eu nunca faria nada que você não quisesse Eren.
– Des-desculpe... – Não conseguiu proferir nenhuma outra palavra a não ser aquela. Levi... Estava esperando por si? Esse tempo todo? Acabou corando ao constatar aquilo.
– Bem, não é nada. Aliás, é sim. Você me deixou tanto tempo na espera, que sinceramente espero que você tenha muita estamina. Irá precisar. – Sorriu de canto ao ver Eren corar ainda mais. Poderia ser confundido facilmente com um tomate. – Então vamos embora? – Perguntou oferecendo sua mão ao garoto.
– V-vamos. – Segurou a mão de Levi e virou o resto. Levi realmente conseguia mexer com sua cabeça...
~¨~
Levi~
Depois que acabaram os fogos de artifícios, saímos do templo e fomos pegar meu carro. Logicamente, depois daquele “pedido”, levei Eren para minha casa. Ficamos a maior parte do tempo sem falar nada, o que foi até melhor. Ouvir sua voz embargada na vergonha e na ansiedade me fariam atacá-lo no carro mesmo. Chegamos ao condomínio onde eu morava e estacionei no lugar de sempre. Subimos no elevador completamente em silêncio. Não era algo que me incomodava, mas não vê-lo tão quieto daquela forma estava me deixando preocupado. Abri a porta do apartamento e acompanhei discretamente Eren entrar, parecia bastante nervoso e angustiado com algo.
– Eren, está tudo bem? – Perguntei enquanto trancava a porta.
– S-sim!
Estranhei seu tom de voz. Estava bem mais nervoso que o normal.
– Eren, não minta para mim. Diga o que houve. – Não era um pedido nem uma pergunta. E sim uma ordem.
O pirralho abaixou um pouco a cabeça, tentando esconder o rosto vermelho.
– Não é nada demais, é só que... Estive o tempo inteiro me segurando para não te atacar. E agora está mais difícil... – Admitiu
Por um momento fiquei surpreso. Ele estava na mesma situação que a minha, se segurando até agora. Esperando o momento certo. Sorri de canto com aquilo.
– Então não se segure. Também não irei.
Eren arregalou os olhos verdes ao ouvir as minhas palavras. Aproveitei aquele momento de distração e o empurrei contra a parede, o deixando completamente vulnerável a mim. Ataquei seus lábios pela segunda vez naquela noite, mas diferente da primeira, comecei calmo. Queria que o garoto relaxe e perdesse a agitação, queria que ele aproveitasse bem o momento. Nossos lábios se tocavam de maneira graciosa e calma, apenas para aquecer os corpos.
Levei minhas mãos até sua cintura e a apertei, tirando o primeiro gemido do garoto. Fui levantando-as, passando por toda sua lateral até chegar ao seu peito, apertando de leve seus mamilos ainda por cima da roupa.
– Ah... Levi... – Gemeu entre meus lábios.
– Hum?
– Va-vamos mesmo... hum... Ficar por aqui?
Descolei meus lábios dos dele e o fitei, vendo sua boca entreaberta e avermelhada me convidando a atacá-la novamente. Sorri maliciosamente antes de responder.
– Deveria ser menos apressado Eren.
– Como se a culpa fosse minha...
– Humpf.
Tirei a mão de seus mamilos e peguei em seu braço, o puxando escada a cima para o meu quarto. Assim que entramos fechei a porta, levei Eren até minha cama e o deixei sentado lá, enquanto ia ligar o abajur do criado-mundo. Deixando o ambiente com a pouca iluminação amarelada mais agradável e até mais sensual. Voltei-me para Eren, que ainda estava sentado, e pus a mão em seu rosto, acariciando a pele branca, porém um pouco mais bronzeada. Tomei seus lábios novamente para mim, continuando com o beijo calmo. Senti os braços de Eren rodearem minha cintura, trazendo-me para mais perto de si. Deixei que minha mão livre acariciasse um de seus braços, passando do cotovelo até seu ombro, indo lentamente para o pescoço até chegar à nuca, onde fiquei fazendo um pequeno carinho. Não desgrudei meus lábios nem por um segundo dos do pirralho, ainda continuando naquele beijo lento, mas que já não estava mais me satisfazendo. Precisava de mais.
Puxei os pequenos fios de cabelos da parte de trás de Eren, onde minha mão estava e separei nossas bocas, indo em direção a seu pescoço, dando leves selos onde passava, ouvindo o garoto suspirar baixinho próximo a meu ouvido. Comecei então a chupar seu ombro, fazendo uma trilha de marcas de vermelhas até chegar ao lóbulo de sua orelha, onde dei uma leve mordida.
– Ah... – O garoto gemeu mais alto com aquele ato.
De sua orelha, fui para a mandíbula, roçando meus dentes por toda a extensão até chegar ao queixo, onde depositei um singelo beijo. Desci com a língua, passando por seu pescoço até a clavícula, chupando e mordendo todo e qualquer pedaço de pele exposta. Eren gemia baixinho, me excitando cada vez que ouvia aquele timbre. Soltei os cabelos que ainda estava segurando, movi aquela mão até a roupa do garoto, começando a retirar seu kimono. Abaixei o tecido até ter todo o peitoral de Eren exposto, deixando a blusa presa no meio de seus braços. Uma visão... Tão tentadora. Passei as mãos por todo seu tronco definido, mas nada muito exagerado. Quando voltei a segurar seus ombros, o empurrei para que deitasse na cama, subi na mesma e sentei em cima de si, deixando que nossos membros se encontrassem ainda dentro do tecido, nos fazendo gemer.
– H-hum!... Ah!
Eren gemeu mais alto ao sentir a movimentação do meu quadril em seu baixo ventre, roçando e atiçando os membros já despertos. Esse garoto... Realmente conseguia me tirar do sério. Abaixei meu corpo até ficar cara a cara com o pirralho. Seus olhos verdes estavam em uma cor mais escura, já carregados de prazer e luxúria. Resolvi tomar aquele par de lábios para mim novamente, mas dessa vez, o beijo estava bem mais ardente e feroz. Nossos lábios tocavam-se de maneira apressada, como se ansiassem por aquele momento. Adentrei minha língua em sua boca, explorando cada canto que alcançava. Eren levantou um dos braços e abraçou meu pescoço, aumentando o contato de nossos corpos. Enquanto o outro ia até minhas costas, passando a mão para cima e para baixo, movendo o tecido escuro de minha roupa.
Nossas bocas ainda se moviam uma contra a outra de uma maneira violenta, mas ao mesmo tempo gostosa e excitante. Na verdade, detesto aquelas pessoas que fazem tudo calmo e lento demais. Chega a ser “brochante”. Movi minhas mãos até a lateral de seu corpo, puxei a faixa que prendia o cós da calça e a retirei do corpo do pirralho, jogando-a para longe. Aproveitei que não tinha mais aquele empecilho e movi minhas mãos para as costas do garoto, adentrando o tecido de sua calça. Apertei com força suas nádegas, sentindo a textura macia por minhas mãos. Ouvi Eren gemer bem mais alto com aquele ato, separando nossos lábios que ainda se conectavam pelo filete de saliva que ia de minha língua até a dele. Eren estava ofegante devido ao beijo que acabara de forma abrupta, suas bochechas coravam ligeiramente, enquanto seus olhos não desviavam dos meus... É nessas horas que acredito que se não perdi a cabeça por causa desse garoto até agora... Foi por muita força de vontade. Sempre que chegávamos a fazer algo mais libidinoso, eu parava antes que chegássemos ao ponto de quase transar. Nem eu consigo entender o porquê exatamente disso, nunca respeitei ninguém com quem dormir como respeito Eren. É até estranho me ver dessa forma, a própria quatro-olhos estranhou. Porém, como ela mesma disse, não acho ruim.
– Eren... Se continuar fazendo essa carinha para mim... Não vou conseguir me segurar.
– Você mesmo disse que não iria. – Disse Eren esticando o pescoço para que eu o beijasse. Puta que pariu.
– Pirralho... Estou avisando. – Falei em tom de aviso.
Eren simplesmente puxou minha cabeça para baixo e me deu um beijo rápido, mas com direito a mordida no lábio inferior, sugando enquanto o puxava entre os dentes.
– Não ligo se for bruto... Acho que vou até preferir. – Deu um sorriso sacana ao final da frase. Tch. Aquilo foi a gota d’água. Foda-se o mundo, foda-se o respeito, foda-se tudo. Não me importo mais.
– Foi você quem pediu pirralho. Agora aguenta.
Levantei o corpo, saindo de seus braços e tirei as mãos de trás do garoto, aproveitando para puxar sua calça, arrancando-a de seu corpo. Olhei para Eren, me deleitando com a bela visão. O garoto usava uma boxer branca colocada ao corpo, que deixava bastante visível a elevação que se formava no meio de suas pernas. Ainda usava a parte de cima do Kimono, caída até o meio dos braços. Como podia ser tão irresistível? Abri suas pernas e me posicionei no meio delas. Coloquei minhas mãos nas coxas de Eren, fazendo movimentos de vai e vem com as mãos, passeando pela pele desnuda e coxas roliças. Aproximei meu corpo do de Eren e dei um rápido selo em seus lábios, descendo com os beijos pelo queixo, passando pelo pescoço até chegar aos seus mamilos, que já estavam rijos de prazer. Chupei com vontade seu mamilo esquerdo, ouvi um gemido bem mais alto vindo do pirralho. Realmente gosta de brutalidade, hein garoto? Masoquista, humpf. Mordi com força o bico, roçando-o entre os dentes. Eren levou a mão até minha nuca e ficou arranhando-a com as unhas, me fazendo sentir uma leve dor. Soltei seu mamilo e fui dar atenção ao mamilo direito, passando a língua entre o bico, sentindo a maciez daquela parte tão sensível de seu corpo.
O garoto suspirava cada vez que eu tocava em certos pontos de seu corpo, como a parte de baixo de suas coxas e nádegas, as contraindo quase todas as vezes que a tocava. Saí de seus mamilos e desci com minha língua até chegar ao baixo ventre do garoto, vendo seu corpo reagir em ansiedade para ser tocado naquela parte. Tch. Até parece que vai ser tão simples. Cheguei até a boxer e mordi o cós, puxando-a para baixo juntamente com as mãos, jogando-a para longe. Eren suspirou aliviado quando sua boxer foi completamente retirada. Deveria estar tão incomoda quanto a minha. Para minha surpresa, Eren sentou-se na cama e começou a desenfaixar meu kimono, subiu com as mãos até a barra de minha blusa, começando a puxá-la, até que esta saísse por completo. Passou a mão quente e macia pela minha pele agora desnuda, fazendo-me estremecer. Pousou as duas mãos no cós de minha calça e a retirou, me deixando somente com a boxer preta. O garoto, nem por um segundo desviou seus olhos dois meus, prestando atenção em cada movimento do meu corpo. Quando Eren ia tirar a minha boxer, eu o impedi. Nesse momento eu queria outra coisa.
Empurrei-o novamente para que deitasse, abrindo suas pernas e o deixando completamente exposto a mim. Tão atrativo... Abaixei meu corpo para que ficasse na altura de membro, mas não dei atenção a ele. Segurei na parte de baixo de suas coxas e peguei uma para atiçar o pirralho. Comecei dando mordidas e leves beijos, traçando uma linha imaginária do joelho até perto da virilha, onde Eren mais pedia atenção, porém, simplesmente ignorava. Quando estava voltando na trilha, parei na metade para dar uma bela mordida na pele branca e macia. Eren deu um baixo grito de dor e prazer, colocando a mão ligeiramente na boca. Sorri de canto com aquela reação, sua voz gemendo me excitava cada vez mais. Continue brincando com sua perna por um tempo, chupando algumas vezes, mordendo outras, sempre chegando perto de seu baixo ventre, mas voltando logo em seguida. Em uma dessas idas e vindas o garoto bufou irritando, me fazendo rir um pouco.
– Levi... O que estás esperando? – Perguntou chamando minha atenção. Mas não retirei a boca de sua perna.
– Eren, já lhe disse que não farei nada que você não queira... – Ok, era golpe baixo falar daquela forma. Mas aquilo era algo que eu queria que saísse da boca do pirralho.
– Ma-mas, eu já não... Ah... Já não p-pedi? – Gemeu quando depositei um chupão mais perto de sua virilha.
– Você só disse que me queria... Mas não disse como.
– ...
– Então tá. – Soltei sua perna e comecei a me afastar. Mas parei quando Eren agarrou meu pulso e me fez ficar.
– M-me...
– Me...? – O incentivei.
– Me chupa. – Falou por fim com o rosto completamente ruborizado.
Sorri maliciosamente ao ouvir aquele pedido. Pediu de uma forma tão... Agradável.
– Já que pediu...
Me aproximou de sua virilha e passei a língua por toda a extensão de seu membro, de baixo para cima, beijando a glande no final.
– Le-Levi... – Protestou em desgosto.
– Humpf. Tão apressado.
Abocanhei a glande, brincando com ela entre meus dentes, ouvindo os pequenos, mas audíveis gemidos saírem da garganta do garoto. Parei de brincar e resolvi abocanhá-lo por completo, colocando todo o seu membro dentro de minha boca. Eren contraiu seu corpo e gemeu bem mais alto, um som delicioso que saía incontrolável. Movi minha cabeça para baixo e para cima, fazendo movimentos de sucção por toda a extensão, aproveitando para rodeá-lo com minha língua. O garoto pôs uma das mãos em meu cabelo, segurando-o fortemente. Rocei seu membro levemente com os dentes, para depois movimentar minha língua desde a base até a glande, voltando a fazer os movimentos de vai e vem. Aumentei a velocidade que me movimentava, ao ver que o corpo do pirralho começava a ter espasmos pelo orgasmo que viria. Voltei a contrair minha boca, fazendo movimentos de sucção, até que o garoto não aguentou mais e acabou se desfazendo na minha boca. Soltando um gemido que saiu quase que um grito. Retirei o membro da boca e engoli todo o sêmen despejado pelo garoto, pegando com o dedo o filete que havia escorrido pela minha boca, lambendo-o logo em seguida.
O corpo de Eren começava a se recompor, a respiração estava mais calma também, mas o brilho em seus olhos havia escurecido bem mais. Seu verde estava embaçado de desejo. Sorri de canto e me aproximei de seu rosto, olhando diretamente em seus olhos, para depois tomar sua boca com voracidade. Adentrei minha língua de primeira em sua boca, fazendo-o provar de seu próprio gosto. Passei minhas mãos por suas pernas, arranhando-as com as unhas curtas, porém elevadas. Seu corpo arrepiava-se contra o meu, enquanto uma de suas mãos ia até minha nuca e a outra até minhas nádegas, apertando-as com força. Estremeci com aquele contato, um calor e uma ansiedade tomavam conta de mim. Descolei nossos lábios, o pirralho respirava com dificuldade, enquanto um filete de saliva escorrer pelo canto de sua boca.
Separei meu corpo do de Eren e sentei na cama, ficando entre as pernas meio levantadas do garoto. Segurei uma de suas pernas e a levantei até que ficasse na altura de meu rosto, pousando a parte inferior da coxa do pirralho em meu ombro. Enquanto que com a mão livre, peguei sua outra perna, passando a braço por debaixo desta e a segurando com firmeza, apertando a pele desnuda. Eren tinha seu corpo arqueado, seu baixo ventre estava de frente para mim, proporcionando uma visão única.
– L-L-Levi...
– O que? – Perguntei olhando para ele.
– E-essa posição... É...
– Vergonhosa? – Completei.
Eren maneou um sim com a cabeça, tentando esconder o rosto completamente ruborizado.
– Humpf. Que pena... Não era você o masoquista? – Falei com sarcasmo.
O garoto não me respondeu, apenas me olhou como se esperasse o próximo movimento. Ele quem tinha vindo para cima de mim com todo aquele charminho de “sou seu”, e ainda sente vergonha somente por ficar nessa posição? Tch. Só esse pirralho mesmo. Pus uma mão em suas costas, para lhe dar apoio e me aproximei de sua entrada, passando a língua ao redor da mesma, lubrificando-a bem antes de finalmente adentrá-la. Eren gemia baixinho por ser tocado em uma parte tão íntima e sensível, mas acabou soltando um grunhido de dor ao sentir a língua molhada forçar a passagem, adentrando pouco a pouco, alargando sua entrada. Continuei a forçar, lubrificando sua parede interna para ajudar na penetração. O garoto continuava a gemer de dor, enquanto suas pernas se contraíam como se estivessem incomodadas com algo. Admito que isso me deixou um pouco receoso, não sabia quantas vezes Eren teria feito sexo com homens, muito menos se era o passivo ou o ativo. Mas pelo que o garoto me contou, ele teve poucas relações sexuais, fazendo com que sua entrada inexperiente fosse mais difícil de ser penetrada. Me pergunto se deveria ir mais devagar... Para meu alívio o garoto ia substituindo os grunhidos de dor, aos poucos por gemidos de prazer enquanto agarrava os lençóis da cama. Suspirei e retirei minha boca de sua entrada. Coloquei sua perna, que estava apoiada em meu braço, em meu ombro, deixando minha cabeça, literalmente, no meio de suas pernas.
Pus meus próprios dedos em minha boca, lubrificando três deles. Levei um dos dedos até sua entrada, este que entrou com facilidade devido ao ato anterior. O garoto não reclamou de dor, continuava soltando alguns gemidos baixinhos, enquanto não desviava seus olhos dos meus. Inseri um segundo dedo, este que entrou com um pouco de dificuldade.
– Uh!... Dói... – Reclamou contraindo o rosto em desgosto.
– Eu sei garoto... Vai passar, tente relaxar mais. – Falei suave, dando leves beijos na parte interna de sua coxa.
Eren maneou que sim com a cabeça e aos poucos foi relaxando mais os músculos, me dando abertura para começar a fazer movimentos de vai e vem. Ao ver que já estava mais acostumado com a invasão, inseri um terceiro dedo. Dessa vez o garoto quase não reclamou da invasão. Fiz alguns movimentos de abre e fecha com os dedos, alargando o máximo que podia, enquanto beijava suavemente sua coxa, ajudando-o a relaxar. Fiquei algum tempo o estocando com os dedos, ouvindo seus gemidos saírem mais altos e arrastados. Eram mais gostosos de ouvir, além de serem bem mais... Eróticos e excitantes. Meu membro, ainda dentro da boxer, doía e pedia por liberdade. Eu precisava daquele corpo, meus ouvidos e minha mente clamavam por ouvir mais gemidos e gritos saindo daquela garganta, eu precisava daquele garoto ao todo, de Eren.
Tirei meus dedos de sua entrada já bem alargada, e retirei suas pernas de meus ombros, colocando-os ao lado do meu corpo. Eren estava ofegante por conta do ato anterior, sua boca estava entreaberta e seus olhos semicerrados lacrimejavam um pouco. Tão entregues a completa luxúria e sensações de prazer. Sorri de canto com aquela visão, não iria esperar mais. Levantei-me ligeiramente da cama e retirei a boxer, sentindo um grande alívio por ter meu membro pulsante liberto. O garoto me acompanhou com os olhos o tempo inteiro, olhando meu corpo de cima para baixo. Era bom saber que Eren também gostava do que via. Corou um pouco ao perceber que também estava sendo observado, virando o rosto ligeiramente para o lado. Revirei os olhos diante da cena. Ele ainda tinha toda essa vergonha comigo mesmo depois de já termos feito atos nada castos. Voltei-me a sentar na cama, ficando ao lado do pirralho que estava deitado. Segurei seu rosto e o virei para mim.
– Olhe para mim garoto. Olhe somente para mim. – Ordenei.
Não deixei que Eren respondesse. Levei meu rosto até o seu e tomei sua boca para mim, beijando-o de forma lasciva e libidinosa. Sua língua foi de encontro a minha de forma violenta, porém erótica. Separei nossos lábios pouco tempo depois, não eram eles que eu queria no momento. Sem tirar os olhos dos de Eren, levantei e me posicionei entre suas pernas. Segurei-as e as coloquei envolta de minha cintura, para que pudesse me dar mais precisão. Peguei meu membro já pulsante de ansiedade e o coloquei em frente a sua entrada, forçando-o a entrar. O garoto fez uma expressão de dor e desconforto, me fazendo ir mais devagar, mesmo eu querendo enfiar logo tudo de uma vez. Levantei um pouco meu corpo, ficando de quatro sobre Eren, sem desgrudar nossos corpos. Me aproximei de seu pescoço, dando leves beijos na região enquanto sussurrava.
– Relaxe Eren. Não contraia o corpo, vai ser pior.
O garoto assentiu e respirou fundo, deixando que seu corpo relaxasse. Continuei adentrando-o devagar, passando as mãos só com a ponta dos dedos suavemente por suas pernas e beijando toda a extensão de seu pescoço. Aos poucos consegui me colocar todo dentro de Eren. Suas paredes quentes esmagavam meu membro, mas não era algo tão desconfortável. Na verdade, a sensação que tive ao estar dentro do pirralho era única e extremamente prazerosa. Olhei para o garoto vendo que seu corpo ainda tremia um pouco, tentando se acostumar comigo dentro de si. Eren abraçou meu pescoço, roçando os dedos em minha nuca.
– Quando estiver pronto me avise. – Falei me segurando para não começar a estocá-lo.
– Já pode ir. – Falou baixinho, quase em um sussurro.
– Eren, vai doer. É melhor que espere mais um pouco. – Avisei, mesmo querendo que acatar suas palavras com toda minha vontade.
– Levi, vai doer agora ou depois, querendo ou não. Então prefiro que seja logo... Preciso de você Levi.
Ao falar a última frase o garoto moveu o quadril contra meu membro, dando uma pequena estocada, mas o suficiente para me fazer suspirar. Tch. Esse pirralho ainda vai me enlouquecer. Saí de perto de si e voltei para a posição em que estava anteriormente, sentado no meio de suas pernas. Olhei diretamente em seus olhos, vendo que estes estavam tão ansiosos quanto os meus. Pus uma mão em sua cintura e outra em sua perna, para que me desse apoio. Movi o quadril para frente, dando a primeira estocada. O garoto contraiu um pouco o rosto, mas não reclamou. Continuei estocando-o devagar, pois mesmo se quisesse aumentar o ritmo, esperaria Eren se acostumar. Adentrei-o mais algumas vezes, saindo até a metade e voltando para dentro. O pirralho aos poucos foi mudando suas expressões de desconforto para uma de prazer, soltando os primeiros gemidos melodiosos.
– Hum...
Aquilo foi a minha deixa. Aumentei a velocidade, saindo quase que por completo e voltando, batendo meu membro em suas paredes internas. Eren gemia com mais vontade, apertando os travesseiros a sua volta. Continuei a estocá-lo com força, mas não toda a que pretendia, precisava antes achar um certo ponto... O lugar em que faria Eren gritar a plenos pulmões. Queria ouvir aquela voz grave, porém suave gritar meu nome. Segurei mais firme sua cintura e comecei a procurar aquele lugar, indo cada vez mais fundo.
– Ah!... Aí! – Falou mais alto.
Sorri maliciosamente. Finalmente havia achado aquele ponto.
– Então... Gosta de ser estocado aqui...?
O estoquei com mais força, acertando em cheio sua próstata.
– Ah...! Leviii!
O garoto puxou mais a última letra do meu nome, gemendo de uma maneira tão erótica... É, não dava mais para me segurar.
Levantei uma de suas pernas e a coloquei em meu ombro, com a outra mão segurei em uma de suas nádegas e o puxei com força para mim, estocando-o naquele ponto. O garoto soltou o gemido mais alto, até agora dado, daquela noite, quase gritando. Sorri de canto com aquela reação, queria mais dele. Continuei a estocá-lo naquela velocidade, saindo por completo e voltando com violência, acertando direto sua próstata. A força que utilizava em minhas mãos para segurá-lo, com certeza deixariam marcas. Eu suspirava e gemia contido a cada vez que o penetrava, indo cada vez mais fundo e sendo mais certeiro. Eren gemia sem se conter, gritando algumas vezes e chamando por meu nome.
– Ah... Le... Levi... Mais... Mais rápido. – Pediu entre os gemidos.
Sorri de canto e aumentei a velocidade das estocadas, ouvindo o pirralho gritar a plenos pulmões. Seu rosto estava corado e sua boca entreaberta, respirando com dificuldade enquanto seu corpo tremia de prazer e seus pés se contraíam. Nossos corpos se chocavam um contra o outro fazendo barulhos audíveis, enquanto a cama rangia e batia com a cabeceira na parede. Adentrava-o com força, sempre deixando que minha glande batesse em sua próstata. Minha mente estava em branco, só conseguia pensar no ato que estava fazendo, no garoto gritando para mim, sem me importar com mais nada. Senti o corpo de Eren começar a dar seus primeiros sinais de que o orgasmo estava próximo. Suas pernas se contraíam contra meu corpo e seu começava a ter espasmos. O adentrei mais algumas vezes naquele mesmo ritmo até sentir que o garoto iria chegar a seu ápice. Segurei com mais força sua cintura e o estoquei com toda minha força, vendo o garoto juntar as sobrancelhas, fechar os olhos e se desfazer em um orgasmo violento. Gritando com toda sua força.
– Hum...! Ah! Levi!
Seu corpo se contraiu por completo e suas paredes internas apertaram meu membro. Olhei diretamente em seus olhos semiabertos e o estoquei uma última vez, me desfazendo dentro do garoto.
– Ah...
Acabei gemendo ao chegar em meu ápice. Abaixei a perna do garoto que estava em meu ombro e saí de dentro de si, vendo aquele líquido branco sair por sua entrada. Me joguei ao lado dele e respirei fundo, tentando voltar a normalidade. O garoto ainda tinha alguns espasmos pelo corpo, respirava igualmente com dificuldade, mas sorria. Tinha um belo sorriso estampado em sua face de satisfação e felicidade. Sorri junto ao ver seus olhinhos verdes brilharem, sem desviarem dos meus. Me aproximei do pirralho e dei um leve selo em seus lábios, acariciando a face corada.
~¨~
Eren~
Sem dúvida aquela havia sido a melhor experiência de sexo que já tive. Nunca havia transado com outro homem, sabia como era e já tinha ouvido falar muito sobre isso de um amigo meu, o Armin. Mas nunca pensei que seria tão prazeroso. É meio vergonhoso até pensar, mas... Tenho de admitir havia sido bom e com certeza repetiria a dose. Olhei para o homem deitado a minha frente e sorri. Sorri de felicidade, sorri por saber que eu o tinha e que era correspondido. Levi acabou sorrindo também e se aproximou de mim, dando-me um singelo beijo em meus lábios enquanto acariciava meu rosto.
– Espero que não esteja com sono garoto. Já havia avisado que essa noite não acabaria por aqui. – Avisou me olhando de canto, soltando aquele sorriso sacana.
Ri um pouco pela maneira que falou. Lembro-me que desde o festival já tinha me dito que era para preparar minha estamina para o resto do dia.
– Hai, hai. – Respondi enquanto confirmava com a cabeça.
Deixei que ele me tomasse meus lábios para si em um beijo calmo, porém profundo e terno. Sim, quero repetir a dose, ainda não me dei por vencido, mas... Queria testar algo diferente... Algo que provavelmente Levi vai dizer um “não” bem grande. Mas como hoje é meu aniversário e ele disse que eu poderia pedir qualquer coisa... Não custa nada tentar.
O empurrei para o outro lado e fiquei por cima de si, deixando nossos corpos suados, colado um no outro. Levi levou uma mão até minha nuca e a outra até minhas nádegas, apertando-as com vontade. Suspirei de leve sobre seus lábios, abrindo mais a boca para que a língua de Levi se apossasse da minha. Movi minhas mãos até as laterais de seu corpo e apertei sua cintura, subindo as mãos aos poucos, sentindo todos aqueles músculos definidos. Separei meus lábios dos seus e passei a atacar seu pescoço, lambendo toda a área exposta. Fui até sua orelha e a contornei com a língua, mordendo o lóbulo no final. O moreno gemeu baixinho ao sentir aquela mordida, me dando mais vontade ainda de fazer o que pretendia.
– Levi... – Chamei-o sussurrando em seu ouvido, usando a voz mais sexy que conseguia fazer.
– O que?
– Quero te pedir uma última coisa... – Continuei sussurrando enquanto descia com os beijos, voltando ao pescoço.
– Diga. Já havia dito que lhe daria tudo o que me pedisse hoje... – Sussurrou no mesmo tom que o meu, mas com uma voz bem mais erótica.
Estremeci ao sentir seu hálito quente bater em meu ouvido. Como ele conseguia fazer isso?! Era simplesmente incrível como meu corpo reagia completamente entregue a seus atos.
– Esse tudo... É tudo mesmo não é?
– Sim... – Mordeu a ponta superior de minha orelha, enquanto arranhava minha nuca.
– Então... Se entregaria a mim? – Perguntei com a voz carregada de segundas intenções.
Levi por um momento não respondeu, o que me fez até ficar receoso. Levantei meu rosto para olhar nos olhos do moreno, mas ele não expressava nada. Porque será que não estou surpreso?
– Levi? – O chamei.
– Com “se entregaria”... Você quer dizer que me quer por baixo? – Enfatizou as duas últimas palavras como se não estivesse acreditando no que ele mesmo dizia.
– Sim. – Confirmei.
Levi semicerrou os olhos e me fuzilou com os mesmos. Acho que a ficha ainda estava caindo diante do meu pedido... Era um pedido arriscado. Pelo o que soube Levi só teve uma experiência de “passivo” em sua vida. Em uma das primeiras festas da empresa, ele acabou bebendo demais e se entregando ao Erwin... Admito que não gostei de saber disso, mesmo ele me dizendo que havia sido sem querer e aquilo nunca iria se repetir... Mas isso não vem ao caso no momento. O moreno ainda não havia respondido, olhava para um canto vazio do quarto como se praguejasse algo em sua própria mente. De repente Levi deu um suspiro cansado e voltou a me olhar.
– Olha aqui pirralho, só vou fazer isso porque já havia dito que poderia pedir qualquer coisa. Mas saiba que nunca mais darei essa chance! – Falou firme.
Não consegui me conter e ri da sua cara de desagrado. Levi com certeza tinha todos os contras sobre ser o passivo. Voltei a beijar seu pescoço, passando minha língua em seu ombro e indo até o maxilar, sentindo a textura da pele branca. Mas do nada senti o moreno me empurrar pelo ombro e ir para o outro lado da cama, ficando de quatro em cima de mim.
– Mas se vou fazer isso... Será a minha maneira. – Sorriu de canto maliciosamente.
– Hã? Mas Levi...
Eu ia levar minhas mãos até seu ombro, para que pudesse empurrá-lo novamente. Ia. Mas Levi segurou minhas mãos pelo pulso os prendeu contra o colchão. Fazendo pressão em seus dedos para que eu não conseguisse me soltar. Levou a outra mão até meu queixo e levantou ligeiramente minha cabeça.
– Nada de “mas”. Aceitei fazer isso, mas não disse que seria submisso a ti.
Deu seu famoso sorriso de canto e sentou-se em cima de mim, ficando com seu membro exatamente em cima do meu. Gemi quando seu quadril começou a se movimentar contra meu baixo ventre, despertando meu membro. Aproximou seu rosto do meu e tomou minha boca para si. Um beijo que logo começou libidinoso, atiçando ainda mais meu corpo. Seu quadril não parava de se movimentar contra o meu, me fazendo suspirar e gemer durante o beijo. Sentia filetes de saliva escorrer por minha boca, enquanto sua língua ia de encontro a minha, debatendo-se uma contra a outra de maneira violenta. Levi parou o beijo e mordeu meu lábio inferior, puxando-o entre os dentes.
O moreno matinha os olhos o tempo inteiro nos meus, sem desviar nem um momento. Sua boca avermelhada por causa dos incontáveis beijos era extremamente convidativa. Como alguém consegue ser tão sexy daquela maneira, eu não sei. Mas que Levi conseguia acabar comigo só com um único beijo... Ah, isso eu entendia com certeza. O moreno retirou seu quadril do meu, separando nossos membros. Não consegui esconder o desapontamento em meu rosto, fazendo-o rir um pouco. Levantou-se e se colocou sentado em cima do meu peito, dando-me uma visão privilegiada de todo seu baixo ventre. Corei um pouco por estar naquela posição, diferente dele, eu não estava acostumado com coisas do tipo. Levi levou a mão livre, a que não estava prendendo meu pulso, até minha boca, contornando-a com o dedo indicador, para depois pousar dois dedos em meu lábio inferior.
– Chupa. – Ordenou.
Abri a boca e Levi adentrou com os dois dedos. Chupei seus dedos como me foi ordenado, lambendo toda a extensão para que ficasse bem lubrificado, enquanto olhava para o moreno que tinha os olhos cinza mais escuros que o normal, caindo na própria luxúria. Levi retirou os dedos da minha boca e levantou ligeiramente o quadril, levando os dedos até sua entrada. Merda, não consigo ver direito daqui... Ele bem que poderia me soltar para que eu mesmo fizesse isso... Maldito. Mas ao julgar por sua expressão, o moreno ainda não havia colocado nenhum dedo dentro de si. Ele se aproximou mais de mim e posicionou seu membro exatamente na frente de minha boca.
– Chupa. – Deu a mesma ordem. Porém para outro “instrumento”.
Não pensei em mais nada, apenas acatei a ordem e abocanhei seu membro. Levi soltou um gemido baixinho de prazer, mas que logo foi acompanhado por outro de desconforto. Ele havia começado a penetrar-se. E eu que tanto queria ver... Resolvi ignorar isso e me concentrar no que fazia, afinal não ia adiantar nada tentar contestá-lo. Continuei a abocanhar seu membro, levantando e abaixando a cabeça, enquanto o quadril de Levi se movia contra mim. Fiz movimentos de sucção por toda a extensão, lambendo desde a base até a glande, enquanto via o moreno gemer contido movendo sua mão dentro de si mesmo. Acho incrível sua capacidade de não reclamar de dor e apenas gemer de prazer, aquilo doía bastante... E até que se acostumasse levava um tempo. De repente Levi se levantou, se retirando da minha boca e soltou meus pulsos que até agora estavam presos.
– Senta. – Falou apontando para a cama.
Assenti com a cabeça e levantei meu corpo, sentando-me na cama e encostando minhas costas na cabeceira. Levi veio para cima de mim, colocando cada perna de um lado do meu corpo, ficando de joelhos sobre mim. Segurei em sua cintura entendendo o que ele queria. O moreno pegou em meu próprio membro e o posicionou em direção a sua entrada. Meu corpo estremeceu em ansiedade, queria senti-lo novamente. Levi segurou em meus ombros e começou a descer devagar, deixando que minha glande entrasse. Soltei um gemido ao sentir as suas paredes internas me apertarem, mesmo alargando-se era bem apertado. O moreno respirava com dificuldade, mas diferente de mim ele não estava reclamando da dor, e a penetração estava sendo bem mais rápida. Tinha nem dúvidas de que iria ouvir alguma piadinha vinda disso. Levi continuou a descer enquanto eu o ajudava dando-o apoio nos quadris, quando já estava na metade ele simplesmente se pôs por completo para baixo, adentrando o resto do meu membro. Meu corpo se contraiu e gemi ao sentir seu interior quente e apertado em meu membro. Levi tinha as sobrancelhas franzidas e os olhos semicerrados. Aquilo com certeza teria doído e muito. Não sei como ainda não reclamou.
O moreno levantou as pernas, retirando-se pela metade e adentrando novamente, dando as primeiras estocadas lentas, mas deliciosas. Pus uma de minhas mãos em uma de suas nádegas roliças e a outra continuou na cintura, ajudando-o nas estocadas. Meu corpo clamava por velocidade, por seu interior quente se debatendo contra meu membro, mas o melhor seria ir ao ritmo que Levi impor. Ele que estava no comando no final das contas. O moreno gemia baixinho e tinha o rosto levemente corado, enquanto mantinha os olhos cinzas diretamente nos meus. Após mais algumas estocadas lentas, o moreno contraiu seu corpo e gemeu mais alto.
– Hum!
– A... Achei...? – Perguntei em meio aos movimentos.
– S...im.
Levi segurou mais firme em meus ombros e soltou mais um de seus sorrisos sacanas. Saiu por inteiro e voltou com força, arrancando um gemido bem audível de mim. Começou a cavalgar com rapidez contra mim, acertando sempre em cheio sua própria próstata. Eu não conseguia mais conter meus gemidos, a cada vez que eu sentia seu interior e vir, meu corpo estremecia e pedia por mais. Minha voz saia cada vez mais alta e erótica. O moreno também gemia, mas de uma forma bem mais contida, porém sensual. Seu membro roçava em minha barriga e sua pele fazia estalos altos cada vez que se encontrava com a minha, seus sons estavam cada vez mais sincronizados e rápidos. A cama rangia e seus pés de madeira levantavam e saiam ligeiramente do chão, devido a violência do ato.
Comecei a sentir o corpo de Levi ter espasmos junto ao meu, avisando-me que estaria próximo ao seu ápice. O moreno levou uma das mãos até meu cabelo e o puxou com força para trás, me fazendo grunhir um pouco. Não que tivesse realmente doído, na verdade aquela dor juntamente ao sexo era bem deliciosa. Segurou minha cabeça daquela forma e começou a estocar mais rápido do que antes, me fazendo gemer mais ainda. Levi juntou seu rosto ao meu e me beijou, deixando que os sons saíssem entre o beijo e alguns fossem abafados pelo mesmo. Sua língua ia de encontro a minha no ar, saindo de nossas bocas e logo voltando quando nossos lábios se encontravam em um beijo feroz e lascivo. Levi ainda cavalgou mais algumas vezes, estocando-se sempre naquele ponto, até seu corpo se contrair e chegar a seu ápice, se desfazendo em cima de mim.
– Er...en...!
Gemeu contra minha boca, um gemido que saiu de uma forma tão sensual e sexy, que juntamente com seu corpo se contraindo contra meu membro, me fez chegar a meu ápice e ter um orgasmo violento. Soltando todo aquele jato de sêmen dentro do moreno.
– Ah... Levi...
Nós respirávamos com dificuldade, nossos corpos ainda estavam em estado de êxtase por conta daquele orgasmo. Senti o moreno se levantar e sair de cima de mim, mas continuou sentado em meu colo. Segurei seu corpo e o trouxe para mim, beijando-o de forma apaixonada... Sim, eu estava apaixonado por Levi. Não sabia o que era no começo, só sabia que eu precisava daquele homem, não somente de seu corpo, mas dele como um todo. Meu coração batia forte cada vez que o via e muito mais quando chegava perto, me abraçava, me beijava... Aos poucos descobri que aquele sentimento se chamava amor e que eu não conseguiria fugir mesmo se eu quisesse. Nisso tudo só havia um problema, eu não sei se era correspondido. Levi nunca falou nada do tipo, o máximo que eu ouvia era que ele me desejava, mas não passava disso. Tudo bem que nunca falei também, mas queria muito saber se seus sentimentos eram iguais aos meus. Eu já estava em um estágio onde a mínima distância era uma eternidade. Ok, pareci uma daquelas menininhas idiotas apaixonadas, mas não posso fazer nada se é o que sinto.
Separei meus lábios dos de Levi e o fitei. Seu rosto, como sempre, não demonstrava nada. Suspirei tentando tomar coragem para falar o que estava engasgado em minha garganta há um tempo. Precisava dizer-lhe o que eu sentia, precisava mais ainda saber o que ele sentia.
– Eu te amo Eren. – Ouvi.
Hã? Como é que é? Pera ai, acho que minha cabeça ta tramando legal contra mim. Olhei para Levi tentando confirmar o que ouvi. Ele ainda mantinha aquela inexpressão, mas seus olhos brilhavam em ansiedade. Não, não era possível... Ou será que era?
– L-Levi, pode repetir? – Pedi, minha voz saiu alterada devido ao nervosismo.
O moreno revirou os olhos e se aproximou de mim, colando sua boca em meu ouvido.
– Só irei dizer isso mais uma vez, então espero que ouça bem e guarde essas palavras na memória. Entendeu?
Assenti com a cabeça e esperei.
– Eu te amo Eren. Te amo muito. Te amo de uma forma incontrolável. Te quero junto a mim pirralho.
Arregalei os olhos diante daquelas palavras. Não estava esperando por elas, me pegou completamente desprevenido. Elas saíram de uma forma tão natural e verdadeira, que sorri. Sorri abertamente enquanto enxugava uma lágrima que acabou escorrendo pelo canto do olho. Era uma lágrima de felicidade. Meu coração pulava de emoção. Eu estava feliz por ter ouvido aquilo, extremamente feliz. Eu o amava da mesma maneira, o queria da mesma forma.
– Eu também te amo Levi. Te amo demais. – Falei enquanto sorria olhando para aquele homem.
Levi sorriu um pouco e me abraçou, fazendo um leve carinho em minha cabeça para logo depois me dar um singelo selo nos lábios.
– Entendo. Então aceita ficar comigo? – Perguntou.
– Mesmo você tendo todos os seus defeitos e sendo extremamente possessivo... Sim, aceito. – Falei zombeteiro.
– Tch. Vou ignorar essa primeira parte. – Me olhou de canto em desagrado.
Ri um pouco de sua expressão e voltei a beijá-lo. Com certeza ainda viriam muitos beijos pela frente, mas no momento eu precisava daquele homem. Precisava de Levi, da pessoa que eu amava. Beijei-o fervorosamente, começando um novo ato daquela noite que ainda não havia acabado.
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