Sexy Fire - Klaroline
18 Capítulo 18
Notas iniciais
O domingo passou bem mais rápido do que eu gostaria. Depois do Almoço eu e Klaus deitamos no sofá, eu estava sob seu peito e acompanhava o ritmo lento e relaxante da sua respiração. Ele passava lentamente os dedos por meus cabelos, eu desejei tanto que nossa vida pudesse ser sempre assim. Só eu e ele curtindo um ao outro sem nos preocuparmos com nada.
― O que você está pensando?
Levantei a cabeça e olhei seus olhos. Ele parecia calmo e satisfeito como eu tinha certeza que eu também estava.
― Pensando em nós... Em como eu adoraria ficar aqui mais um tempão com você.
Ele colocou as mãos dos lados do meu rosto e me beijou.
― Vamos ter que ir, mas podemos vir para cá sempre que quisermos.
― Eu vou cobrar essa promessa viu?
― Pode cobrar, eu pago com todo prazer.
Ficamos namorando no sofá por mais algum tempo até que chegou a hora de irmos embora. Peguei a mochila e entramos no carro, eu já estava com muitas saudades daquele lugar.
Eu peguei no sono quase no mesmo segundo que pegamos a estrada. Acordei quando Klaus me pegou no colo, e me levou em direção a um elevador estranho. Olhoi em volta meio confusa.
― Onde estamos?
― Indo para o meu apartamento.
Quando chegamos a seu andar ele me pôs no chão e abriu a porta. Estava surpresa e feliz por estar aqui, afinal ele nunca tinha me trazido aqui antes.
O lugar tinha uma decoração moderna, porém fria e asséptica. Parecia um hotel, decorada de forma elegante, mas impessoal demais, como se ninguém de fato morasse aqui.
Ele fez um tour comigo pela casa, depois me mostrou seu quarto, que era igualmente frio e impessoal.
― Já são quase sete horas, melhor nos prepararmos para jantar.
― Vamos jantar fora?
― Vamos.
― E o que eu vou vestir? Não trouxe nada!
― Não se preocupe, eu providencio.
Ele deu aquele sorriso de lado que eu amava e saiu do quarto. Fui para o banho. O banheiro dele era enorme, e decorado em cores escuras. Entrei no chuveiro e levei cerca de vinte minutos para terminar. Quando voltei para o quarto um lindo vestido preto estava estendido sobre a cama, junto com um par de sapatos de salto fino.
Ele entrou no quarto quando eu me vestia, e ficou parado na porta observando.
― Esse vestido ficou ainda mais bonito em você do que eu tinha pensado.
― Até que para um cara extremamente rabugento você tem um ótimo gosto para roupas.
Ele caminhou a passos largos até mim e me pegou pela cintura e me girou algumas vezes.
― Tenho ótimo gosto para mulher também, veja só minha garota, a coisa mais sexy que eu já vi na vida.
― Então é isso, é só por sexo? Seu tarado!
Rimos juntos e ele me colocou no chão. Fui terminar de me aprontar enquanto ele tomava banho.
Ele vestiu uma camisa social preta e calça jeans. Ele ficava tão gostoso quando misturava o despojado com elegante que fiquei alguns minutos só admirando.
Ele deu um sorriso presunçoso quando me viu babando, depois pegou minha mão e saímos.
O restaurante, não era muito longe do apartamento. Fiquei um pouco desconfortável quando cheguei, o lugar transbordava elegância e notei que várias pessoas o conheciam, pois muitos o cumprimentaram. Mas para minha sorte nenhum deles me olhou com estranheza ou surpresa.
Chegamos à mesa ele pediu algumas bebidas para nós.
― Porque ninguém achou estranho eu estar aqui com você?
Perguntei a ele quando o garçom saiu.
― E porque deveriam?
― Porque até alguns dias atrás você era noivo de outra mulher!
― Eu prezo muito minha privacidade Caroline, e, além disso, ela morava em outro país.
Ficamos em silencio enquanto o garçom trazia os drinks.
― Ninguém sabia que você era noivo?
― Poucas pessoas.
― E você também nunca fez questão de contar não é?
Eu não sei de onde tinha vindo isso. Parecia sádico, mas esse assunto ficou meio inacabado entre nós. Ele respirou fundo e tomou um gole da bebida, seu maxilar estava contraído, e ele parecia bem aborrecido.
― Eu não tenho exatamente uma coluna sobre minha vida no jornal, e porque exatamente estamos falando sobre minha isso?
― E porque não sobre isso?
― Porque acabou Caroline, eu estou com você agora e é isso que devia importar para você, então me desculpe se eu quero ter um jantar agradável com minha namorada sem falar sobre assuntos que obviamente aborrecem a nós dois.
Ele estava certo. Eu estava sendo ciumenta e praticamente me torturando com um assunto que nenhum de nós dois poderia mudar. Coloquei a mão sob a dele na mesa e sorri.
― Você tem razão, desculpe. Estou sendo boba.
Ele entrelaçou os dedos nos meus e se inclinou sobre a mesa para me dar um beijo.
― Para sua sorte você fica linda mesmo sendo boba.
Depois me deu uma piscadinha. O resto do jantar transcorreu de forma leve. E eu percebi com surpresa o quão fácil era nossa relação fora do ambiente de trabalho, e parte disso era porque ele podia ser a pessoa mais carismática e encantadora do mundo quando queria.
Enquanto esperávamos a sobremesa eu me levantei para ir ao banheiro. Chequei meu visual e retoquei o batom. Sempre fui vaidosa e gostava de estar bonita, mas hoje era ainda mais importante, porque minha imagem seria associada à vida dele também. Coloquei o batom na bolsa e sai do banheiro.
― Caroline?
Congelei no lugar como se tivesse batido numa parede invisível. Aquele voz era tão conhecida, provavelmente eu a reconheceria em qualquer lugar do mundo, mesmo não querendo isso.
Virei-me em direção a ele.
― Tyler.
Falei seu nome num sussurro baixo, quase como se não quisesse dizer. Tyler era moreno, o rosto anguloso e olhos castanhos. Fazia o estilo atleta, era bem musculoso e sua camisa de manga curta destacava os músculos bem definidos dos bíceps. Sua expressão era séria, mas não de um jeito ruim, era mais como se nos desafiasse a lhe arrancar um sorriso.
Ele vestia uma camiseta azul, calça jeans e tênis. Sua postura era relaxada, suas mãos estavam nos bolsos da calça, mas eu podia ver o quanto estava tenso. E por mais que eu detestasse admitir, seu rosto familiar e todas as lembranças que ele trazia me fizeram ficar um pouco feliz em vê-lo. Eu já tinha tido tempo o suficiente para que a raiva passasse, mas eu não o odiava, talvez nunca tivesse odiado de fato.
Ele me olhou dos pés a cabeça e esboçou um sorriso, que me fez involuntariamente sorrir também. Depois veio até mim e me abraçou, tentei resistir no começo, mas seus braços eram tão familiares que eu simplesmente o abracei de volta.
Depois de alguns segundos ele me soltou e segurou minha mão.
― É tão bom te ver! Tentei te ligar de novo, mas você não atendeu.
― Eu viajei no fim de semana, mas o que você está fazendo aqui?
― Estágio da faculdade, vários amigos estão fazendo aqui também, e nos encontramos hoje para jantar.
Soltei minhas mãos das suas, ele fez um gesto casual como se nem tivesse notado que ainda estava segurando, mas eu o conhecia bem demais para acreditar nisso.
― Quanto tempo você vai ficar aqui?
― Não sei ainda, mas Mystic Falls é pequena demais, não há muito para fazer por lá.
― Eu sei, mas no seu caso, sua namorada mora lá não é?
O clima ficou tenso imediatamente.
― Eu não tenho namorada, nunca tive nada sério com a Aymé, e, além disso, eu amo outra garota.
Seus olhos se fixaram em mim e eu fiquei parada no lugar, tentando desvendar o que ele queria me dizer, mas sem realmente querer.
― Caroline? Tudo bem?
A voz de Klaus me trouxe bruscamente de volta a realidade. Ele olhou desconfiado para Tyler depois veio até mim e me abraçou pela cintura. Num gesto possessivo, como se quiser dizer “Ela é minha!”.
― Tudo, só estava falando com... Um velho amigo.
Tyler franziu a testa como se quisesse que eu dissesse outra coisa e Klaus estendeu a mão para ele.
― Klaus Mikaelson, o namorado.
Caramba! Porque homens são tão territorialistas?
Tyler estendeu a mão para ele, que se cumprimentaram com mais força que o necessário.
― Tyler Lockwood, o ex-namorado.
A expressão de Klaus se transformou numa máscara de frieza, ele apensas assentiu.
Que gracinha, só faltava eles me arrastarem pelos cabelos e baterem no peito para mostrar alguma coisa.
― Vamos amor? Temos que terminar o jantar, e tenho uma coisa para te mostrar em casa.
Eu teria que ter uma conversinha com ele sobre isso, realmente não havia necessidade dele se comportar a sim.
― Foi bom te ver Tyler.
Acenei para ele.
― Eu te ligo depois Care, temos muita coisa para por em dia.
Ele me respondeu depois saiu e nos retornamos a mesa. A sobremesa já estava lá, mas eu definitivamente não queria mais comer.
― Tá legal, o que foi isso?
― Não sei do que você está falando.
― A não? Você agiu feito um namoradinho com ciúmes, só faltou urinar em mim para marcar território!
― Em primeiro lugar eu sou seu namorado, e em segundo eu com certeza sou ciumento e não gostei nada do jeito que ele estava olhando para você.
― Ele é um velho amigo, não tinha nada de errado com o jeito que ele me olhava.
― A sim, ele é realmente um velho amigo que costumava transar com você!
Ele me olhava com raiva, como se eu tivesse feito alguma coisa. Mas eu só o tinha cumprimentado pelo amor de Deus, e se tinha alguém que não tinha o direito de me julgar era ele. Levantei da cadeira bruscamente e joguei o guardanapo na mesa.
― Você é um grande babaca.
Sai do restaurante o mais rápido que eu podia sem correr, quando cheguei do lado de fora, tentei decidir o que ia fazer, mas não tive muito tempo ele me alcançou e me puxou pelo braço.
― O que você está fazendo?
― Indo embora, não percebeu ainda?
― Não seja infantil Caroline, o que você queria que eu fizesse que ficasse lá alegremente esperando ele dar em cima de você?
― Ele não estava dando em cima de mim, nos encontramos sem querer, você queria que eu fingisse que não o conhecesse?
― Queria que você pelo menos fingisse que ele não meche com você!
Ele quase gritou para mim e algumas pessoas já estavam parando na calçada para observar. Ele parecia bem irritado, mas no fundo tinha alguma coisa mais, algo que não pude identificar, mas que parecia o estar magoando muito.
Respirei fundo algumas vezes. O manobrista trouxe o carro e ele abriu a porta para mim, eu entrei e seguimos até em casa sem dizer nada, o que foi bom, pois me deu tempo para pensar.
Eu não podia fingir que Tyler não significava nada para mim, mas diferente do que ele pensava, eu não me sentia mais atraída por ele. Era como ver de novo alguém que você sempre gostou muito, mas que te magoou. Acontece que por mais aborrecida que você fique você acaba perdoando. Quando Tyler terminou comigo, ele acabou com a paixão que eu sentia por ele, mas ele ainda era alguém importante para mim, e sempre o seria, não de forma romântica nem nada, mas ele sempre seria um amigo.
Chegamos ao apartamento e subimos, eu estava com raiva e queria ir embora. Mas eu me lembrava de como me senti sobre a Hayley, e ele me provou que era a mim que ele queria, eu tinha que mostrar o mesmo para ele.
Ele subiu direto para quarto, quando cheguei ele tinha tirado a camisa e estava de costas para mim com as mãos apoiadas na cômoda. Tirei os sapatos e fui até ele, o abraçando e dando alguns beijos em suas costas, ele ficou tenso no começo, mas depois relaxou.
― Ele não mexe comigo, é só uma pessoa que fez parte da minha vida, e eu não posso simplesmente fingir que nunca existiu. Mas é você que eu quero não ele.
Ele se virou para mim e acariciou meus braços.
― Você ainda gosta dele?
― Sim, eu gosto dele. Mas eu não sou mais apaixonado por ele, nem me sinto atraída por ele, acontece que ele foi meu amigo por anos Klaus, uma coisa assim não desaparece do nada, você não precisa se preocupar.
― Ele quer você Caroline, eu vi nos olhos dele, é claro que eu preciso me preocupar.
― Eu não o quero, e é isso que tem que importar para você.
Ele se inclinou para mim e beijou minha testa.
― Eu não posso te perder.
― A única pessoa que pode me afastar de você é você mesmo, ninguém mais pode fazer isso.
Ele me abraçou pela cintura e me beijou de forma terna e amorosa.
― Não deixe que eu estrague tudo está bem?
Ele murmurou para mim.
― Esta bem.
Comecei a acariciar lentamente seu peito, enquanto ele aprofundava mais e mais o beijo. A gentileza foi se esvaindo de seu beijo e ele parecia cada vez mais faminto, quase desesperado. Ele me ergueu pela cintura e me atirou na cama, já descendo o vestido pelos ombros, depois arrancou meu sutiã e calcinha sem a menor cerimonia, eu pensei em protestar, mas quando ele agia assim como se mal pudesse conter o desejo eu o queria com toda força.
Depois ele se livrou da calça e senti seu peso quase me esmagar contra a cama, ele beijava meu pescoço e ombros ao mesmo tempo em que suas mãos apetavam e acariciavam meus seios. Seu toque era selvagem e descontrolado, seus dedos percorriam meu corpo com força, como se quisessem me marcar como dele.
Seus lábios desceram por meu pescoço e chegaram a meus seios que já estavam pesados e sensíveis pela intensidade do desejo que eu sentia, quando sua língua tocou meu mamilo soltei um gemido grave e arquei as costas, me pressionando ainda mais contra ele. Meu corpo estava a uma temperatura quase febril, eu queria sentir ele dentro de mim o mais rápido possível, abri minhas pernas e me esfreguei contra ele para sentir seu corpo ainda mais, ele cravou os dedos em minha cintura quase dolorosamente e mordeu meu mamilo.
― Klaus eu quero você agora, por favor...
Ele se posicionou no meio das minhas pernas e me penetrou numa estocada rápida e profunda. Suspirei em seu ouvido e mordi o lóbulo da sua orelha, ele enterrou a cabeça em meu pescoço e começou a me penetrar num ritmo frenético.
Senti meus músculos se contraírem e ficarem pesados com a iminência do meu orgasmo. A fricção de sua pele contra mim era o estimulo que eu precisava para ficar pronta e molhada para ele em questões de segundos. Eu não conseguia conter e nem queria, ele mordeu meu pescoço e desceu sua mal entra nossas barrigas, para friccionar meu clitóris lentamente, eu senti meu corpo quase convulsionar enquanto gozava em volta dele gritando várias vezes seu nome.
Ele tirou a mão do meu clitóris e abriu mais minhas pernas, chegando tão profundamente dentro de mim, que senti meu coração disparar. Era como se assim ele me completasse, e me marcasse num lugar onde ninguém jamais estaria. Ele aumentou o ritmo das estocadas e mordeu meu ombro enquanto gozava intensamente dentro de mim.
Depois de alguns segundos levantamos e fomos tomar banho. Quando voltamos para a cama ele me puxou para seu peito e beijou minha cabeça.
― Está ficando tarde, melhor eu ir embora.
Ele puxou meu rosto em direção ao dele e me beijou.
― Fique. Durma aqui comigo.
― Seria ótimo, mas eu preciso trabalhar.
― Eu levo você para casa amanhã, fique Caroline...
― Ok.
Foi tudo que eu respondi, mas me senti invadida por um sentimento tão profundo que não conseguia expressar com palavras. Pegamos no sono minutos depois.
***
Acordei sentindo um incomodo no estomago, tentei ignorar, mas ele estava roncando furiosamente, me desvencilhei dos braços de Klaus e vesti a camisa dele que estava no chão ao lado da cama. Ele despertou e se espreguiçou me olhando.
― Saindo de mansinho?
― Estou faminta, vou assaltar sua geladeira e já volto.
― Nem um beijinho de bom dia? Assim eu fico magoado...
Ele fez uma falsa cara de tristeza e fui até ele para dar um selinho, mas ele me puxou para cama e me deu vários beijos.
― Klaus! Estou morrendo de fome!
― Eu também querida...
― Não é disso, preciso comer alguma coisa ou vou desmaiar no segundo que você me fizer gozar.
Ele se levantou e olhou meu pescoço, depois riu e me soltou. Levantei da cama.
― O que é tão engraçado?
― Espero que você não se importe de ter um chupão enorme no pescoço.
Joguei o travesseiro nele.
― Eu só não vou te estrangular porque estou faminta, mas é bom você estar pronto para quando eu voltar.
― Não se preocupe amor, vou estar duro e sem roupas.
Ele deu uma piscadinha e eu desci as escadas com um sorriso pateta no rosto.
Assim que pus os pés no ultimo degrau da escada vi uma mulher parada no meio da sala. Parei bruscamente, mas ela já tinha me visto, e parecia com muita raiva. Ela tinha cabelos castanhos que desciam até os ombros e parecia ter quarenta e poucos anos. Vestia-se de forma elegante mais polida. Corei só de pensar que eu estava vestida só com uma camisa, do Klaus ainda por cima e com os cabelos despenteados como se tivesse acabo de trepar.
― Posso ajudar?
Perguntei a ela, para descobrir quem era e poder sumir logo dali.
― Com certeza você não pode me ajudar em nada, estou a aqui para ver meu filho.
Filho? Essa era a mãe do Klaus? A meu deus! Onde estava um buraco para eu me enfiar quando eu precisava?
― A sim, o Klaus está lá em cima, eu vou chamar.
Fiz menção de me virar para subir, mas ela me chamou.
― Espere.
Depois caminhou até mim, com passos lentos. Ela tinha os mesmos traços do nariz e da boca dele. Mas fora isso não tinha semelhança alguma. Ela esbanjava animosidade, me encolhi por dentro e ela parou bem perto de mim, seus olhos se fixaram em meu pescoço, depois em meu rosto.
― No começo eu não entendi muito bem, porque o meu filho tinha agido de forma tão estúpida, mas agora já sei por quê.
― Eu não entendi senhora.
― Não precisa entender, basta saber que você não serve para meu filho, e estou aqui para botar isso na cabeça dele.
WOW! Se aquilo não tinha sido uma grosseria gratuita eu não sabia o que era, essa mulher parecia arrogante e elitista, do tipo que acha que todo mundo é inferior.
― Você nem me conhece.
― É claro que eu conheço você é a típica vadia oportunista, que quer dar o golpe em homens ricos.
Dei um passo atrás, por mais que eu detestasse admitir ela era intimidadora, e o fato de eu estar seminua e com um chupão enorme no pescoço não ajudava em nada.
― Eu não quero o dinheiro do seu filho.
― Eu não sei o que você anda fazendo na cama com ele para virar tanto a cabeça dele. Mas saiba que eu não vou deixar uma mulherzinha como você estragar o futuro dele.
― É melhor a senhora...
― Não me diga o que devo fazer ― Ela me interrompeu e me encarava com ódio como se eu fosse algo asqueroso e horrível ― Se você mesma não se afastar dele, eu vou fazer isso, só que vai ser bem pior. E se eu fosse você, eu não iria querer comprar briga comigo.
E com essas palavras ela saiu e bateu a porta com força. Outra mulher apareceu pela entrada da sala de jantar.
― Bom dia, está tudo bem?
Balancei afirmativamente a cabeça, e olhou ao redor. Mesmo com aquela casa enorme eu me sentia encurralada. Não podia sair com aquelas roupas, mas também não podia subir e voltar para Klaus. Eu me sentia humilhada e triste, e não conseguiria fingir para ele que estava bem, mas também não podia contar que a mãe dele tinha aparecido e me chamado de vadia golpista.
Eu o amava, e queria ficar com ele, mas a sua família tinha grande influencia sobre as suas atitudes, e eu não podia ficar entre eles. Respirei fundo e decidi subir.
Klaus estava deitado no lugar que eu deixei com o lençol cobrindo só até a cintura. Ele sorriu quando me viu, mas o sorriso foi murchando quando viu minha expressão. Tirei a camisa dele, e procurei minhas roupas, já começando a vestir.
Ele se sentou na cama e me encarou.
― Caroline? O que houve?
― Nada. Eu só quero ir para casa.
― Como assim para casa? Pensei que você ia me dar uma lição por causa da marca em seu pescoço...
Ele tentou brincar, mas eu mal conseguia olhar para ele.
― Eu realmente preciso ir para casa.
Ele se levantou da cama e veio até mim.
― E que tal se nós...
― Klaus! Eu quero ir para casa agora!
Minha voz soou bem mais alta e agressiva que o necessário, mas eu podia sentir que se ficasse mais um segundo ali eu ia desmoronar, e sabia que não era culpa dele, mas eu não sabia o que fazer, nem o que dizer, só sabia que queria ficar sozinha.
― Ok. Vou me vestir e te levo para casa.
― Não precisa. Eu vou de táxi.
Ele parecia estar cada vez mais ofendido e confuso.
― O que está acontecendo? Você estava bem até agora a pouco? É por causa do chupão? É isso?
Eu o estava magoando e podia sentir isso em seus olhos, mas eu também estava magoada, e tínhamos que ficar um pouco longe antes que eu o machucasse ainda mais.
― Não foi nada. Eu só quero ir para casa. Mais tarde nos falamos...
Ele ficou parado no quarto sem responder e eu praticamente corri até as escadas.
Enquanto esperava um táxi passar para ir embora. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto. Eu nunca pensei que a felicidade passasse tão rápido quanto estava passando agora. Parecia que para cada minuto de alegria, eram dez de magoa e tristeza. Eu queria lutar por ele, queria gritar para aquela vaca que eu ia ficar com ele ela gostando ou não, mas tinha medo de que no fim das contas, ele fosse o único a sair ferido.
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