Notas iniciais
Novo cap. Deixem as suas opniões. Bjinhos.

Depois de um longo, mais muito longo dia de trabalho, eu e Elena estávamos preparando o jantar.

― Quer dizer então que o gostosão do bar é seu chefe?

Perguntou ela com a sobrancelha erguida para mim.

― Quer parar de chamar meu chefe de gostosão?

― Foi você quem me disse que ele era.

― Isso foi antes de saber o cretino egocêntrico que ele é, então...

― Ok. Outro assunto então. Falei com o Jeremy hoje de manhã.

Jeremy era o irmão mais novo da Elena, ele morava com a tia deles, desde que os pais morreram em um acidente de carro a dois anos.

― E então como ele está?

― Ótimo, quer vir para cá, nas férias. Estamos tentando convencer Tia Jenna a deixar.

Dei um sorriso solidário para ela. Jenna não concordava com Elena ter vindo morar em Nova York, por isso as duas andavam brigando e o relacionamento dela com o irmão ficava invariavelmente no caminho.

― Vamos dar um jeito.

As coisas estavam melhorando aos poucos. Meu dia apesar de cansativo foi bastante produtivo. Aprendi algumas coisas sobre a empresa, e também aprendi como preparar 25 cafés em menos de três horas. E o pior era que ele não bebia, deixava na mesa, e quando esfriava pedia outro, e nas raras vezes que ele bebia, franzia a testa e olhava com nojo. Eu via cada vez menos semelhanças entre o cara que me levou a loucura no domingo a noite, e o idiota que ficava a uma porta de distância. Ele não fez mais nenhum comentário constrangedor e isso foi um alívio, eu não queria de jeito nenhum ficar lembrando dele.

Sentei a mesa com Elena, e começamos a comer. Nossa cozinha era bem pequena, e se limitava a um pequeno fogão geladeira e pia. Era até exagero chamar de cozinha, mas era nosso espaço e já estávamos acostumadas com isso.

Depois do jantar, tomei banho e me joguei na cama, com um pequeno sorriso no rosto. Abracei meu travesseiro e pensei na minha vida e em como tudo parecia diferente agora.

Desde que mamãe morreu, e meu pai nem ao menos apareceu no enterro, eu fui morar com os pais de Elena. Eles me tratavam como uma filha, e eu sentia como se fosse parte da família. Comecei a namorar com Tyler no primeiro ano do colegial, eu o amava mais que tudo, e imaginei que ele também. Mas o pai dele era o prefeito da cidade, e depois de três anos juntos, eles começaram a se preocupar com nosso namoro. Afinal eu era só uma garotinha órfã, que morava de favor na casa da amiga, eles queriam coisa melhor para o filho. Só que ele me fez sentir que não ligava, e que estaríamos juntos sempre. Até que ele terminou comigo antes da formatura e levou uma patricinha para o baile.

Aquilo quase acabou comigo, me fez sentir tão inútil e dispensável, porque quando seu próprio pai não se importa com você, porque os outros iriam?

Fiquei em choque no começo, e quando me recuperei os pais de Elena morreram. Foi uma época terrível, sofríamos muito. Elena e Jeremy iriam morar com a tia, e eu ia ser só um peso a mais para ela. Foi quando decidi cair fora daquela cidade, iria trabalhar e me virar sozinha. Elena decidiu vir comigo, e seguir sua vida também, era muito difícil para ela continuar a viver lá. E agora depois de quase um ano, andando na corda bamba, tudo ficaria bem.

Peguei no sono com esse pensamento, e tive o sono mais relaxante em semanas.

***

Depois de uma semana na Originals Inc. Eu não agüentava mais sentir cheiro de café. E pior ainda, não agüentava nem mais ouvir a voz dele. Niklaus Mikaelson era o maior cretino do mundo, e parecia arranjar os modos mais estranhos de me atormentar.

Estava digitando um relatório no computador, contado cada minuto até a saída, para poder aproveitar dois dias inteiros longe dele. Ouvi a porta se abrir, e um monte de papeis na minha mesa.

― Que coisa Srta. Forbes! Você devia estar digitando, não torturando o teclado!

Tive que morder a língua para não dizer o que ele deveria fazer com o teclado.

― Dê uma folga aos botões e tire cem cópias de cada página desse relatório, mande encadernar, preciso disso em meia hora.

E entrou na sala dele batendo a porta. Filho da puta!

Peguei os papeis e fui até a sala da copiadora, que era o pior lugar do prédio, abafado e pequeno. Dava a sensação de estar dentro de uma caixa de sapatos. Comecei a tirar a Xerox e me encostei na parede fechando os olhos. Ouvi a porta se abrir, e abri meus olhos.

Um cara alto, com cabelos muito pretos, e olhos azuis entrou segurando algumas folhas. Seu rosto era anguloso, as maçãs do rosto proeminentes e levemente avermelhadas. Se encaixava na categoria de bonitão, com um ar jovem e despreocupada. Diferente do Sr. Mikaelson, que era sempre sério e... mas espera aí, desde quando ele virou parâmetro de comparação de beleza?

― Oi.

― Oi ― respondi sorrindo e ele se aproximou.

― Preciso só de 5 folhas, não vou atrapalhar muito.

Coloquei a mão sobre a copiadora quase em pânico.

― Eu preciso de quase 800 cópias, encadernadas e só tenho meia hora, então 5 folhas vão atrapalhar muito.

Ele sorriu divertido e balançou a cabeça.

― Você é a nova secretária do poderoso chefão não é?

― Caroline. E sou a secretária dele sim.

Estendi a mão para ele, e ele me cumprimentou brevemente.

― Max. E meus pêsames.

Ele fez uma expressão séria, sorri com ele.

― Se você trabalha com ele, deve estar precisando urgentemente de uma bebida.

― Bem forte, e acrescente mais três doses.

― Eu e o pessoal do financeiro vamos sair depois do expediente hoje, porque não vêm conosco?

Seria um alívio muito merecido, e uma oportunidade de conhecer o pessoal da empresa, já que ninguém vinha falar comigo, porque a fama do Sr. Mikaelson, corria por todos os corredores.

― Seria ótimo.

Sorrimos um para o outro. Ele estendeu a mão e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Ouvi a porta se abrir, ele baixou a mão e olhou para porta, seu sorriso desapareceu na hora. Olhei também e me encolhi por dentro. Era ele. Parado na porta, com o maxilar travado e os olhos quase pegando fogo.

― Pensei que já tivesse aprendido a manusear a copiadora, ou é muito difícil apertar o botão?

― A máquina está ligada, mas são muitas folhas e...

― Não interessa. Mas vejo que encontrou tempo para bater papo.

― Não estávamos batendo papo.

Ele virou para Max.

― Pelo que me lembro Daniels, pago seu salário para que você trabalhe.

Max não respondeu e saiu de lá. Ele me encarou por mais alguns instantes e saiu também. Suspirei. Oh Deus, que este dia acabe logo!

***

As seis horas em ponto entrei em sua sala. Ele nem olhou para mim.

― Sr. Mikaelson, quero saber se o senhor precisa de algo, porque eu tenho que...

― Têm algum lugar para ir?

Ele me encarava agora, seus olhos verdes não demonstravam nada, mas seu maxilar estava contraído.

― Na verdade eu... Pretendia sair com o pessoal do financeiro.

Sua boca se contraiu um pouco.

― Preciso que você, analise alguns relatórios e transmita para nossas principais filiais.

Me virei e sai da sala sem responder, porque se abrisse a boca, eu não me responsabilizava pelo que iria dizer. Ninguém nas filiais ia precisar desses relatórios até segunda feira, mas o babaca preferia me infernizar um pouco mais.

Sentei no computador, e fiz o máximo de barulho que pude.

Eram oito quinze quanto eu finalmente consegui terminar. Interfonei para ele e saí de lá o mais rápido possível. Respirei fundo quando cheguei do lado de fora. Finalmente livre.

Fui para o ponto de ônibus e sentei. Nem sabia que horário algum ônibus passaria, mas não tinha jeito mesmo.

Vi uma limusine preta parar na minha frente e olhei para frente. A porta se abriu e o Sr. Mikaelson desceu parecendo muito irritado.

― O que você estava fazendo aqui?

Ele praticamente berrou para mim. Tinha tirado o palitó e a gravata, e estava só com a camisa branca.

― O que todo mundo faz no ponto de ônibus!

― São oito Horas da noite, porra! Não é seguro!

Me levantei e encarei seus olhos com a raiva me dominando. Ele não tinha o direito de falar isso comigo.

― E o que você quer que eu faça, se o imbecil do meu chefe me liberou agora?

― Entre no carro, vou te levar para casa.

― Não mesmo! Eu não vou passar nem mais um segundo na sua desagradável companhia!

― Entre na droga do carro agora, antes que eu mesmo te coloque nele!

― Você não pode me dar ordens aqui, você só é meu chefe dentro do escritório!

Ele me olhou com raiva, depois agarrou meus braços e me empurrou para dentro da limusine. Eu esperneei um pouco, mas ele era forte demais, então sentei o mais longe possível dele e encarei a rua.

― Idiota.

― Não seja infantil, eu estou ajudando droga.

― Sério? E quando foi que eu pedi sua ajuda?

― Você podia ser assaltada, ou Deus sabe o quê!

Ficamos nos encarando com ferocidade, quase sem piscar. Até que seus olhos desceram para minha boca, ele respirou profundamente, depois me olhou de novo, só que dessa vez, era com desejo. E por mais que eu o detestasse, sentir ele tão perto de mim era demais para minha cabeça. Senti meu sangue correr rápido nas veias e respirei seu cheiro profundamente. Ele se inclinou para frente e esmagou os lábios nos meus, entreabri os lábios e senti sua língua invadir minha boca. Suas mãos foram para meus cabelos me puxando para mais perto e eu só consegui pensar que queria senti-lo por inteiro. Levei a mão a sua camisa e comecei a desabotoar os botões, empurrei a camisa por seus ombros e toquei seu peito nu, o beijo dele era feroz e quase desesperado. Ele me puxou do banco e me deitou no chão da limusine, subiu minha saia até a cintura e acariciou minhas coxas numa tortura lenta e sensual.

Puxei seu rosto e o beijei sem reservas, sua língua era quente e doce e fazia meu corpo implorar por mais.

― O que têm em você que me faz querer arrancar suas roupas e foder sem parar?

Ele murmurou em meu ouvido e espalhou mordidas por meu pescoço, não consegui formular uma única frase.

― Com certeza não é o café...

Ele deu um sorrisinho e mordeu o lóbulo da minha orelha.

― Quer calar a boca? Está acabando com o clima.

Ele sorriu de novo e me beijou, senti ele penetrando dois dedos em mim e gemi contra sua boca.

― Nossa você está deliciosamente molhada...

Sua voz estava rouca e profunda. Ele deslizou a calcinha por minhas pernas e tirou uma camisinha de algum compartimento da limusine.

― Você costuma trepar no fundo da sua limusine?

Ele colocou a camisinha e sorriu de lado para mim.

― Não. Mas acho que não consigo esperar chegar em um lugar mais apropriado.

Ele afastou minhas pernas, me penetrando com força de uma só vez. Mordi o lábio e me movi contra ele. Passei a perna por sua cintura, ele gemeu contra minha boca, depois se afastou e começou a beijar meu pescoço. Abracei-o com força e mordi sem ombro, ele entrou ainda mais fundo e senti me contrair inteira por dentro.

Continuamos nesse ritmo frenético por mais algum tempo, até que senti meu corpo inteiro esquentar. Ele colocou as minhas mãos para cima, e sussurrou no meu ouvido.

― Diga meu nome querida.

Franzi a testa um pouco.

― Mikaelson?

Ele negou com a cabeça e saiu de dentro de mim, gemi em protesto e tentei chegar mais perto.

― Diga querida.

― Niklaus.

― Só Klaus.

― Você têm mesmo que fazer isso agora?

Meu corpo parecia prestes a explodir, e ele finalmente queria que eu dissesse a droga do nome dele?

Ele me penetrou de novo devagar, de forma quase torturante. Gemi de novo e me empurrei contra ele.

― Mais rápido...

― Diga meu nome.

Eu estava prestes a entrar em combustão, não poderia parar agora nem que eu quisesse.

― Klaus, mais rápido!

Ele me penetrou com força, e eu gozei me empurrando contra ele, e gritando seu nome de novo. Ele continuou um pouco mais, e enterrou o rosto em meu cabelo para abafar seus próprios gemidos enquanto gozava também.

Ficamos em silêncio um pouco, e notei que a limusine já tinha parado. Empurrei seus ombros e ele se levantou. Vesti minha calcinha depressa e abaixei a saia. Ele jogou a camisinha na lixeira e arrumou a calça.

― Nunca pensei que transar em veículos em movimento fosse tão excitante.

Peguei minha bolsa.

― Agora que já sabe, aproveite, porque isso nunca mais vai acontecer.

Ele sorriu com ironia para mim e assentiu.

― Do mesmo jeito que aquele dia no carro foi a única?

― Foi... sem querer. E não vai mais acontecer, com certeza.

Engoli em seco, porque nem eu mesmo sabia como iria resistir a ele.

― A decisão é sua Srta. Forbes.

Assim que ouvi ele usar meu sobrenome, quase dei um soco na cara dele. Ele estava dentro de mim a um segundo e eu era “Srta. Forbes”? Sério?

Ergui meu queixo e abri a porta.

― Com certeza, Sr. Mikaelson.

Bati a porta com toda força e saí, mas ao invés de sentir raiva. Tudo que eu sentia era o cheiro dele na minha pele.