Sexy Fire - Klaroline
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Preparei uma mala pequena. Iríamos para Boston e provavelmente só passaríamos duas noites por lá. Era tão irreal pensar que eu iria viajar para um lugar tão incrível. O único lugar para onde eu viajei além de Nova Iorque, foi para uma cidadezinha tão pequena que mal tinha 200 habitantes, e era tão parada que o maior divertimento dos moradores era assistir o capim crescer em frente a casa.
Passei cada segundo do fim de semana pensando na mensagem que ele tinha me mandado. Eu tinha chupado ele no meio do escritório e depois dado o fora. Conhecendo ele como eu conhecia, eu sabia que ele estava planejando me fazer pagar muito caro por isso. E cada vez que essa ideia passava por minha cabeça, sentia meu corpo inteiro esquentar e meu ventre se contraia como se já estivesse pronto para ele.
Para ser bem sincera comigo mesma, todo o tempo que passávamos juntos e todas as grosseiras e piadinhas sem graça que ele fez, não tinha diminuído em nada a atração que eu sentia por ele. Sempre que nossas peles se tocavam mesmo que por acaso, meu corpo virava um fio desencapado, e eu sentia um desejo quase incontrolável de fazer todo tipo de coisa com seu corpo.
Eu não podia deixar de comparar essa atração tão forte a meu relacionamento com Tyler. Ele jogava no time de futebol da escola e namorava com todas as garotas que podia. Eu nunca tinha falado diretamente com ele, sempre que o via baixava minha cabeça e passava quase voando. A maior parte do tempo eu achava que ele nem sabia que eu existia. Até que um dia quando eu estava saindo da aula de química ele veio falar comigo. Na hora eu pensei que meu coração fosse sair pela boca, ele me convidou para ir ao cinema, concordei antes mesmo dele terminar de falar. Depois disso não nos separamos mais.
Só que era estranho no começo, eu ficava com vergonha quando ele me tocava de forma mais intima. A primeira vez que ele tocou meus seios então, eu quase surtei. Eu estava apaixonada por ele, mas ainda ficava retraída.
Quando transamos a primeira vez, eu chorei quase duas horas seguidas depois que ele foi embora. Eu sei que é patético, mas não pude evitar. E durante nossos três anos de namoro, eu nunca senti uma necessidade tão forte de sentir seu corpo contra o meu. Mas com Klaus eu mal conseguia raciocinar, eu tinha transado com ele num carro! Que foi a maior loucura que eu já tinha feito até então.
Pousei a xícara de café na mesa, e passei a mão nos cabelos.
― Bom dia!
Elena entrou radiante na cozinha. Nunca consegui entender pessoas que ficavam com um humor tão bom essa hora.
― Bom dia.
Ouvi o interfone tocar e me levantei enquanto ela enchia uma xícara de café também.
― Srta. Forbes, têm um carro aqui esperando a senhorita. Ele disse que foi enviado pelo Sr. Mikaelson.
― Obrigado George. Já estou descendo.
Peguei e mala e abracei Elena.
― Divirta-se.
― Você também. E que tal convidar nosso sindico bonitão para jantar um dia desses?
Pisquei para ela que tentou conter o riso.
― Caroline! Eu já disse que ele veio me ajudar a trocar uma lâmpada naquele dia.
Fui até a porta e dei um sorrisinho.
― Trocar uma lâmpada? É assim que chamam hoje em dia?
Ela me empurrou porta a fora.
― Tudo bem, já basta! Dê o fora daqui!
Apertei o botão para chamar o elevador e soltei um beijinho para ela. Ela me deu tchau e entrou em casa.
Se tem uma coisa que eu não faria se fosse rica, era andar de limusine. Era elegante e muito confortável, mas era também muito chamativo e bastante brega. Pensei quando cheguei na frente do prédio.
― Bom dia Thomas!
― Srta. Forbes.
Ele acenou para mim e pegou minha mala.
― Acho que vou ter que dizer todos os dias para você me chamar de Caroline não é?
Ele deu um sorriso contido e abriu a porta para mim. Ele entrou e deu partida. Thomas era o motorista do Klaus. Ele parecia ter 30 e muitos ou quarenta e poucos anos. Sua expressão era quase sempre séria. Ele tinha o rosto largo e sobrancelhas tão grossas que o faziam parecer muito severo. Sempre que o via me lembrava do dia em que eu e Klaus nos agarramos no fundo da limusine , e me perguntava se ele percebeu o que estávamos fazendo.
― Vamos passar na Originals?
― Não senhora. O Sr. Mikaelson disse que deveríamos ir direto para o aeroporto.
Concordei com a cabeça e deixei meus pensamentos vagarem até chegarmos ao aeroporto.
Thomas pegou minha mala de novo e levou até o portão de embarque. Olhei em volta tentando ver onde Klaus estava. Por mais que aquele mala sem alça me aborrecesse, eu sentia falta dele. Um dia ainda iria descobrir, porque aquele sotaque soava tão lindo na voz dele.
Peguei a passagem e embarquei. Ele não tinha aparecido ainda, e comecei a ficar nervosa. Batia o pé no chão nervosamente.
― Quer parar com isso? Parece que quer abrir um buraco no chão!
Ele se sentou na minha frente sua voz parecia levemente irritada, mas seus olhos estavam um pouco alegres.
― Bom dia para você também!
― Bom dia Srta. Forbes.
Ele respondeu com tanta ironia na voz que nem parecia um cumprimento. Tentei sorrir para aliviar a tensão.
― E então, como foi seu fim de semana?
Ele me olhou intrigado por um tempo, como se tentasse entender o que eu tinha perguntado.
― E porque você acha que eu vou te dizer o que fiz no final de semana?
Wow! Aquela acertou na boca do estomago. Senti minha língua coçar para mandar ele se foder. Mas nossas brigas pareciam uma espécie de preliminar, e a última coisa que eu queria para o começo da nossa viagem, era uma rapidinha no banheiro no avião. Tive vontade de me bater por ter ficado excitada com essa ideia. Cruzei os braços na frente do peito e fui para perto da janela sem olhar para ele.
― Deveria ficar feliz depois da gracinha que você fez na sexta feira?
Ele chegou para o lado ficando bem na minha frente. Olhei para ele arqueando as sobrancelhas.
― Sabe, em nenhum momento eu ouvi você reclamar.
Me inclinei para frente para só ele me ouvir.
― Na verdade ouvi você gemendo bastante quando estava na minha boca.
Seus olhos arderam nos meus, e seus olhos percorreram meu corpo devagar como se estivessem me saboreando. Senti minhas pernas bambas com a intensidade do seu olhar.
― Você está brincando com fogo Caroline.
Ele parecia querer me agarrar e rasgar minhas roupas ali mesmo. Mas tive vontade de provoca-lo ainda mais. Deu um sorrisinho quase safado para ele.
― Sabe, desde sexta feira você só faz prometer.
Ele entreabriu os lábios e num segundo senti suas mãos dos lados do meu rosto e me puxarem violentamente para frente. Senti sua língua invadir minha boca e me beijar com ferocidade e desejo.
Ouvimos um pigarro alto e nos separamos abruptamente. A aeromoça parecia desconcertada e olhava direto para frente.
― O avião já vai sair. Vocês precisam colocar o sinto.
Ele parecia bastante irritado e fechou o cinto com muito mais força que o necessário.
Passamos o resto do voo sem trocar mais uma palavra. Ele olhava para qualquer direção menos para mim. E esse distanciamento me irritou muito. Assim que pousamos em Boston desci do avião e entrei no táxi sem esperar por ele. Já sabia qual era o hotel que ficaríamos, e se ele não queria minha companhia eu o ajudaria bastante nesse quesito.
Fiz o Cheque in, no hotel e subi para o quarto. Tirei os sapatos e me joguei na cama. Fechei os olhos um pouco, em alguns minutos ouvi alguém bater na porta várias vezes, pude sentir a impaciência e nem precisava abrir a porta para saber quem era. Levantei e arrumei os cabelos, depois coloquei um sorriso falso no rosto e abri a porta.
Ele entrou no quarto feito um furacão. Podia sentir sua respiração acelerada, os punhos cerrados do lado do corpo.
Fechei a porta e olhei para ele.
― Precisa de algo Sr. Mikaelson?
Aquilo fez ele praticamente espumar.
― Porque droga você saiu do aeroporto sem me esperar?
Sorri com desdém.
― Porque eu imaginei que você conseguiria achar o hotel sem minha ajuda.
Ele se lançou contra mim e me prensou contra a porta.
― Pare com isso!
Ele gritou para mim, seu corpo inteiro estava colado no meu. Eu queria muito ficar com raiva, mas tudo que eu podia pensar era na quantidade de roupas que ainda estavam entre nós.
― Parar com o quê?
Minha voz saiu num sussurro e notei seus olhos descerem por meu rosto até a boca.
― Pare de me provocar.
Podia sentir sua respiração se acalmar, seu corpo estava quente e tão próximo que não pude conter de levantar as mãos e tocar seu peito. Ele suspirou pesadamente e encostou a testa na minha.
― Não estou provocando você.
Segurei a barra da camisa e puxei para cima de uma vez só, ele levantou os braços para facilitar a tarefa, depois pousou as mãos na minha cintura.
Olhei para seu peito. Seu tórax era esguio e bem definido, sem muitos músculos, mas isso só fazia ficar ainda mais bonito. Uma tatuagem começava em seu braço direito e vinha até a base do pescoço. Tinha o formato de uma pena, daquelas que se usavam para escrever, mas elas iam se desfazendo em pequenos pássaros na ponta. Passei meu dedo por ela ele deu um beijo na minha testa.
― O que significa?
Ele continuou pressionado a mim, e ficou calado por tanto tempo que pensei que não fosse responder.
― Liberdade.
Olhei em seus olhos verdes e cariciei seus cabelos. Ele pareceu meio obscuros e até tristes.
― Liberdade?
Ele me puxou pela cintura até que meus pés quase saíram do chão.
― Não quero falar sobre isso.
― E o que você quer falar?
― Não somos muito bons em falar não acha?
Ele me levou até a cama e me deitou tão gentilmente que eu desconfiei imediatamente.
― Porque está sendo tão gentil?
Ele se ajoelhou no meio das minhas pernas e sorriu de lado, senti uma contração na minha barriga quase imediatamente.
― Porque o que eu quero fazer com você agora não têm nada de gentil.
Depois desabotoou minha calça e tirou sem nenhuma cerimônia, fazendo o mesmo com a calcinha em seguida.
Senti minha intima se contrair e umedecer de antecipação.
― Você já parou para pensar que eu talvez não queira?
Ele me olhou cético.
― Vamos ver se você não quer então.
Ele se inclinou sobre mim e senti seus dedos me penetrarem lentamente. Fechei meus olhos e pressionei mais contra ele querendo seu contanto mais fundo.
― Parece que você quer...
Comentou ele sentindo a umidade do meu corpo. Olheis seus olhos e vi que suas pupilas estavam dilatadas, sua ereção pressionava minha perna e a empurrei contra ele.
― Você também quer.
― Quero e muito.
Ele mexeu o dedo dentro de mim e vários gemidos escaparam por meus lábios.
― Mas advinha só?
Ele deixou a pergunta no ar como se esperasse uma resposta. É sério que ele esperava que mais alguma coisa saísse da minha boca enquanto ele provocava todos os pontos sensíveis do meu corpo com o dedo?
― O que?!
Consegui perguntar, respirando fundo.
― Alguém está me devendo um sexo oral.
Ele retirou o dedo de uma só vez, já ia protestar quando senti sua língua me tocando. Arqueei as costas e fechei as mãos em punho. Ele me acariciava devagar, afastou minhas pernas o máximo possível me deixando totalmente exposta a ele. Meu corpo parecia prestes a entrar em combustão, sua língua percorria cada centímetro de mim, me deixando úmida e pronta.
Enterrei as mãos em seus cabelos e puxei com força, pude ouvir ele gemer contra mim e aquilo me excitou ainda mais. Ele começou a distribuir mordidas por meus pequenos lábios e senti que estava muito perto de me perder.
― Klaus... eu vou gozar.
Assim que disse as palavras e chupou meu clitóris com força e eu gozei com tudo. Meu corpo amoleceu e senti seu peso sobre mim. O cós da sua calça roçava minha intimidade super sensível eu me pressionei contra ele. Ele beijou meus pescoço e ouvido.
― Você me quer dentro de você?
Meu corpo implorava por ele, tanto que eu mal conseguia falar.
― Me quer tão fundo que você vai passar dias sentindo onde eu estava?
Suas palavras eram pontuadas por beijos, aos mesmo tempo em que esfregava sua ereção contra mim.
― Quero.
Minha voz saiu rouca e baixa.
Ele mordeu o lóbulo da minha orelha.
― Tem que pedir por favor...
O quê? Ele achava que eu implorar?
Ele abaixou minha blusa e mordeu meu mamilo com força, depois lambeu em volta devagar. Eu precisava sentir ele dentro de mim, o mais rápido possível.
― Por favor.
As palavras passaram por meus lábios antes que eu pudesse conte-las. E no mesmo instante ele parou e se apoio nos cotovelos olhando nos meus olhos.
― Acho que tenho que ir agora, mas foi ótimo passar um tempo com você.
Ele se levantou abruptamente e pegou a camisa do chão. Qualquer vestígio que tenha sobrado do meu orgasmo sumiu na mesma hora. Olhei chocada para aquele filho da puta sem acreditar que ele ia mesmo fazer isso.
― Até mais tarde.
Ele deu uma piscadinha para mim e saiu. Senti meu sangue ferver, agarrei o abajur da cabeceira da cama e atirei contra a porta desejando com todas as forças que ele estivesse ali para que tivesse atingido aquele rosto arrogante.
Deitei na cama e rangi os dentes de frustração.
***
POV’S Klaus
Quando ouvi alguma coisa se chocando contra a porta um sorriso involuntário se espalhou no meu rosto, e precisei de cada grama de autocontrole para não voltar lá, e transar com ela por horas.
Fui até meu quarto sentindo meu pau apertar dolorosamente contra a calça. Entrei no chuveiro e liguei a ducha no mais frio possível. Parecia quase loucura ter deixado o corpo de Caroline quente e pronto para mim e agora mal conseguir pensar em outra coisa. Mas eu precisava mostrar que estava no controle, que não ia me deixar levar por ela.
Mas a quem eu estava tentando enganar? Eu estava tão obsecado que deixei ela me chupar no meu escritório, uma coisa extremamente arriscada, porque ela era minha funcionária, e eu podia ser acusado de abuso sexual.
Mas eu queria estar com ela com tanta força que mal raciocinava.
Eu não podia querer ela. Minha vida era tão complicada que arrastar alguém como ela para o meio disso era quase suicídio. Seria ruim para mim, e muito pior para ela. Mas eu era um filho da puta egoísta, e não conseguia me conter.
Passei a mão nos cabelos e fechei os olhos. Que merda eu estava fazendo?
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