Sexo e Outras Drogas

5 Sobre Ciúme e Vinte Dólares


Notas iniciais
Yaay! Demorei, né? Eu sei que sim e eu pensei seriamente em excluir essa fanfic, porque simplesmente perdi o tesão de escrevê-la. É que eu ajo muito por impulso e um dos meus impulsos foi postar essa fic sem ter muitos capítulos escritos :( Enfim, juntou com as votações para o KCA, a volta dos trabalhos voluntários, livros que eu tinha para ler e, ok, chega de desculpas. Boa leitura! ;)

– Ah, não, não e não! – Disse Sam assim que pegou as roupas que Carly havia comprado – Eu não vou... Sem chances de eu mostrar minha barriga por aí!

– Qual é, Sam? – Carly disse enquanto secava seu cabelo na frente do espelho – Se você tivesse umas gordurinhas caindo pra fora igual a Jennifer ou a Hannah, ok. Mas, você tem tá toda em cima! – Disse ela, fazendo Sam rir do comentário sobre as outras moradoras do prédio.

– Que maldade, Shay – Disse Sam – E não, eu não vou ficar exibindo minha cicatriz horrível por aí.

– Ninguém vai reparar! – Bufou a morena – E se repararem, qual o problema?

– Vão sim! E vão me perguntar sobre ela e... Urgh!

– Como se você não tivesse uma resposta na ponta da língua pros enxeridos que ficam te perguntando essas coisas... – Revirando os olhos, Carly desligou o secador e penteou os fios negros, olhando Sam pelo reflexo do espelho – Por favor, Sam! Por mim...

Sam odiou ver que, mesmo de costas para ela, Carly tinha o dom de persuadi-la a fazer alguma coisa só por usar aquela voz pidona e a carinha de cachorro abandonado. Ela sempre fazia isso.

E sempre funcionava.

– Ok, Shay, mas eu vou com a minha jaqueta por cima! – Disse Sam pegando as roupas e entrando no banheiro.

___

– Carly, vamos logo! – Sam disse enquanto jogava alguma coisa no seu pearbook – Griffin disse que era pra estarmos lá umas dez, já são quase onze!

– Os meninos estão vindo já – Carly disse ficando de pé, depois de colocar o salto – Como estou?

Sam deu pausa no jogo e olhou a amiga de cima a baixo.

– Wow! – Disse e Carly sorriu – Você quer mesmo o Griffin, né?

Carly diminuiu um pouco o sorriso e suas bochechas ficaram cor de rosa, arrancando risadas da Sam.

– Não fica com vergonha, gata, ele te quer e isso é óbvio! – Sam disse e deixou seu computador de lado, deitando-se na cama e fitando o teto do quarto.

– Como você pode ter tanta certeza? – Tentando mascarar a imensa curiosidade, Carly começou a responder a ultima mensagem que havia chego no seu celular.

– Eu sei porque... – Sam começou a dizer que tinha ouvido ele falar no quarto do Freddie. Mas, aí, se lembrou de que teria que explicar o motivo de estar no banheiro do mesmo – Eu sei porque meu sexto sentido nunca falha.

Carly sorriu de lado, um pouco mais confiante.

– Mas, ele é afim de todas as garotas. Fora que, ele é badboy! – Ela disse – Badboys são para você, não pra mim.

– É, tem razão... – Sam disse e riu ao se lembrar de que, na festa do Gibby, não tinha ficado interessado no badboy e sim no amigo nerd dele – Badboys são definitivamente meu tipo de carne favorito – ela lambeu os lábios lembrando-se de Jonah e Chad, que conheceu em Los Angeles – Mas, acho que existem outros que podem me chamar ainda mais atenção – Sua mente foi tomada pela imagem do Freddie com o torso nu, em cima dela enquanto investia nas estocadas e gemia coisas desconexas, domado pelo prazer – Enfim... – Sam suspirou abandonando os pensamentos – Você e o Griffin até que ficam bonitinhos juntos.

As duas entraram no assunto de homens e depois tiraram algumas fotos pra Carly atualizar sua rede social. Carly era realmente uma garota da qual todos queriam ser amigos – bonita, inteligente, simpática, estudante de medicina, com uma situação financeira ótima, uma rede de amigos exclusiva e atenciosa com todos.

___

Freddie estava encostado no seu Opala, esperando na frente do prédio da Sam, onde ela e Carly estavam. Gibby estava ao seu lado, falando no seu celular com a sua mãe a respeito do seu irmão mais novo. Brad e Wendy estavam dentro do carro, praticamente se devorando no banco de trás.

Missy não havia ido, se recusava a pisar na casa do Griffin, mesmo que ele tivesse dito que não teria problema se Freddie levasse ela. E era exatamente isso que Freddie detestava: Griffin era o que mais era ofendido e, mesmo assim, não se importava com a presença dela. Já Missy, chamar ela para ir a algum lugar com Griffin era a mesma coisa que pedir para ela cortar aqueles fios ruivos dos quais ela tanto se gabava.

A porta se abriu e Freddie sorriu para Carly que vinha rindo e dizendo alguma coisa. Ele tinha que admitir: Griffin com certeza estava certo em ser afim da morena. Ela estava ainda mais bonita do que de costume e parecia andar nas nuvens em cima daquele salto.

Ela estava linda.

Mas, atrás dela, vinha a pessoa que Freddie evitara a semana inteira.

Sam estava maravilhosa.

Ela não usava uma sandália como Carly e nem uma saia justa. Ela estava completamente no estilo dela e ele arfou quando viu que ela estava com aquele top, exibindo todo seu abdômen para quem quisesse ver. A cicatriz dela que lhe causava tanta curiosidade estava ali, porém, ele não conseguia pensar em qualquer outra coisa a não ser em como ela estava perfeita. Do jeito dela. Com uma jaqueta de couro e o cabelo cacheado.

– Quer um babador, Benson? – Ele ouviu ela dizendo em um tom de deboche e isso o tirou dos seus pensamentos, onde ele arrancava aquele top e a jogava no banco do carro.

– Eu? Pff – Ele tentou usar um tom de deboche e riu, revirando os olhos.

Sam mordiscou o próprio lábio quando ele riu de lado e revirou os olhos, tão absurdamente sexy. Ele usava uma calça jeans escura e tênis preto. Sua camisa xadrez estava dobrada até os cotovelos e ele tinha o seu topete arrumado milimetricamente, como sempre. Sam não entendia como conseguia se atrair tanto por ele. Freddie era realmente um homem atraente, mas era tão diferente do estilo que ela gostava.

Claro que tudo era ofuscado pelos braços grandes que ele tinha. Pelo sorriso de lado que ele lançava a ela e, céus, como ela amava quando os olhos dele demonstravam diversão ou quando ele erguia as sobrancelhas para ela, como agora.

– Tem certeza de que sou eu que preciso de um babador? – Perguntou ele e Sam riu.

Carly e Gibby permaneciam parados, lançando olhares sugestivos a eles. Carly não entendia absolutamente nada do tratamento entre eles, já Gibby, tinha uma cara de... “Gibby”.

– Fazer o quê? – Sam deu de ombros enquanto cumprimentava Gibby. Se virou para Freddie e sorriu sarcasticamente – Mamma gosta de imaginar quanto tempo você perdeu fazendo esse topete ridículo.

– Ele não é ridículo! É... Bonito! – Disse Freddie passando a mão pelo topete, como se ele estivesse fora de lugar.

Sam gargalhou.

– Claro que é – Sam disse com sarcasmo e deu a volta, abrindo a porta do passageiro.

– Ei, Sam, eu que vou na frente! – Disse Gibby.

– Calado, sereia – A loura deu de ombros, entrando no carro e fechando a porta. Gibby postou-se ao lado do carro e cruzou os braços – Ou você entra no banco de trás, ou vai conhecer a minha meia de manteiga.

Ele ia rir, até notar o olhar assassino que ela lançava a ele. No mesmo instante, Gibby se apertou no banco de trás com Carly. Wendy sentou em uma das pernas de Brad e o abraçou pelo pescoço, cumprimentando os amigos que tinham chegado. O resto do caminho foi realmente silencioso, a não ser por Carly que trocava mensagens com alguém. Gibby cantarolava uma música da Beyoncé que tocava na rádio. Brad e Wendy se beijavam e ás vezes cochichavam alguma coisa um para o outro.

Freddie se concentrava na direção e se perguntava como Sam conseguia ser tão atraente para ele. Ele já ficou com algumas garotas e todas elas eram praticamente iguais: cabelos lisos, não muito longos e nem muito cumpridos, olhares doces e palavras educadas. Normalmente elas tinham um jeito tímido e encantador, nunca falavam palavrão e nem nada. Claro que ele já ficou com as vagabundas, que eram completamente atiradas e tudo, mas foram poucas, porque não fazia bem o estilo dele.

E Sam... Era realmente diferente de todas essas. Ela não tinha o cabelo todo liso, não pensava muito antes de falar e conseguia deixar qualquer um com medo com simples ameaças e olhares. Ela não era bem educada e ele não sabia quase nada sobre ela, mas, mesmo assim, quando ela sorria para ele, era como se não existisse defeito ou como se todos os defeitos o atraíssem em sua direção.

Ele lançou mais um olhar ao lado e permitiu-se sorrir de lado com a beleza da garota.

Sam parecia pensativa. Ela segurava a ID entre as mãos e tinha o olhar perdido. Suas sobrancelhas estavam franzidas e ela suspirava vez ou outra. Até que ela fez algo que ninguém, em sã consciência, deve fazer.

Ow! – Freddie gritou e todos tomaram o susto quando ele freou o carro bruscamente – Tira o pé daí!

– Que foi, nerd? – Sam se virou para ele um pouco confusa.

– Tira o pé do banco, por favor? – Repetiu ele.

Sam olhou para o próprio pé e quando ergueu a cabeça novamente, ela tinha um olhar divertido.

– Você tá se incomodando com o meu pé no banco? – Ela perguntou.

– Tira logo! – Ele insistiu com a voz um pouco mais alta e os olhos um pouco mais escurecidos.

Sam se divertia com a irritação dele e mesmo que tivesse sido somente uma brincadeira, ela gostou de vê-lo irritado.

– Então, o bebê vai ficar chorando se eu fizer isso?... – disse ela, colocando o outro pé me cima do couro e esfregando o sapato.

– Ah, garota, qual seu problema? – Freddie bufou olhando para os pés dela.

– Vamos logo, Frednerd – Sam bufou.

– Do que você me chamou? – Ele perguntou semicerrando os olhos para ela.

Um sorriso malicioso brotou nos lábios da loura.

– Eu? Eu não te chamei de nada, Fredbag.

– Sua imbecil! – Freddie disse.

– Do que você me chamou? – Com tamanha rapidez, o olhar de Sam saiu da diversão e foi tomado por uma raiva enorme. Xingar e não ser xingada.

– Freddie, será que podemos continuar indo? – Carly interveio em um tom urgente – Griffin mandou uma mensagem perguntando o motivo da demora... E Sam, pode tirar os pés do banco, por favor?

Os dois ficaram por alguns segundos se olhando furiosamente, até que Freddie verificou se o carro estava no ponto morto e voltou a ligá-lo. Sam abaixou os pés e bufou, olhando para a janela.

Cinco minutos se passaram em um silêncio incomodo, até que Sam se ajoelhou no banco e virou para trás, com um sorriso sacana.

– Então, Shay, quer dizer que você tá trocando mensagens com o Griffin? – Ela perguntou, movendo as sobrancelhas sugestivamente.

Todos no carro assoviaram, até Freddie se acalmou um pouco com aquilo.

– Ah, gente, para com isso, ele só me mandou uma mensagem e eu...

– Como ele tem seu número? – Wendy perguntou.

– Você passou seu número pra ele? – Dessa vez, Gibby questionou.

– Eu não passei meu número pra ele – Respondeu Carly – Ele só me mandou uma mensagem dizendo que alguém fez isso.

– Ahhhh, então temos um cúpido entre nós! – Brad disse sorrindo.

– Não fui eu! – Sam levantou as mãos como se estivesse se rendendo e todos fizeram o mesmo.

Ninguém reparou que Freddie tinha ficado em silêncio, apenas rindo. A não ser Sam, que percebeu que ele fora o único a não se mencionar em relação a isso.

Nem tiveram tempo de dizer algo, porque já havia chego à casa de Griffin, em uma parte do subúrbio de Seattle.

Havia uma grande quantidade de pessoas na garagem aberta. Muitas pessoas e algumas motocicletas – o que fez Sam sorrir – e o que parecia, a festa seria ali. Tinha um aparelho de som realmente bom e um menino que aparentava ter uns dezesseis anos cuidava da música.

Wendy puxou Carly e Sam para adentrar no meio daquelas pessoas da enorme garagem. Freddie e Brad estavam atrás trocando algumas palavras e Gibby... Bom, ele já estava começando a dançar e lançar olhares furtivos para uma garota ali.

Griffin estava próximo às escadas que levavam a uma porta dos fundos, olhando no seu celular e esperando que Carly respondesse sua mensagem que já havia sido enviada há uns três minutos.

– Hum, oi? – Ele percebeu que um par de pernas haviam parado na sua frente. Griffin subiu o olhar enquanto se levantava e suas pernas bambearam um pouco.

Carly Shay estava parada na sua frente com um pequeno sorriso no rosto. Ela usava uma saia e um cropped, com um casaco azul por cima. Suas pernas ficavam realmente maravilhosas quando ela usava salto alto e seus olhos negros estavam delineados, deixando-os ainda mais brilhantes e chamativos.

– Você tá uma gata! – Soltou sem conseguir se segurar e se odiou por isso. Normalmente era elogiado e não elogiava.

– Eu... – Carly sorriu um pouco constrangida com o olhar que ele direcionava a ela – Obrigada. Você também.

Griffin usava uma bota do tipo coturno e um jeans, junto com uma camiseta preta um pouco mais justa. Suas tatuagens de um braço estavam expostas e seu cabelo estava um pouco mais arrumado que o normal.

– Feliz aniversário, viado! – Disse Brad e Freddie assim que chegaram até eles.

Griffin riu e recebeu o abraço dos amigos e seus olhos brilharam como os de uma criança quando ganhou presente dos dois.

Freddie havia dado uma jaqueta de couro, combinando com as botas que ele ganhou de Brad.

Carly deu de ombros e esticou para ele um pequeno embrulho. Nesse momento, Freddie e Brad saíram de perto deles e barraram Sam e Wendy que estavam vindo para presenteá-lo.

– O que foi? – Perguntou Sam.

Freddie apontou discretamente para Carly e Griffin que estavam, agora, abraçados. Sam sorriu maliciosamente para os dois e guardou o embrulho dentro da jaqueta que usava, dando de ombros.

Wendy e Brad já tinham ido se agarrar em algum canto e Sam ignorou o fato de que Freddie estava perigosamente perto.

Ele é noivo e te deu um fora. Ele é noivo e te deu um fora. Ele é noivo e te deu um fora.

Afastou-se dele, indo em direção a um freezer, pegando uma cerveja, abrindo e dando longos goles.

Freddie travou uma batalha interna. O som estava alto e tudo parecia deixar Sam ainda mais chamativa. Era como se o corpo dele tivesse vontade própria e logo ele estava dando passos na sua direção.

Porém, antes de chegar ao seu destino, ele viu um homem um pouco mais velho que a loura se aproximar e cochichar algo no seu ouvido. Os dois riram e começaram a conversar sobre alguma coisa que parecia bem divertida, já que Sam ou ele riam toda hora.

Alguns minutos depois, Freddie permanecia parado, observando. O homem passou o braço na cintura da Sam e os dois saíram para o outro extremo da garagem.

Freddie não sabia como, mas ele havia ido parar no sofá bem de frente com a parede onde Sam e Chaz – o homem com quem estava conversando, meio-irmão do Griffin – ainda conversavam, só que bem próximos.

Gibby estava ao lado de Freddie, conversando com uma japonesa e ela ria furtivamente para ele.

E mesmo que Freddie tentasse conversar com os dois, ele não conseguia. Não conseguia desviar o olhar dos dois a sua frente, rindo e conversando. Até que a cerveja da Sam acabou e ela colocou a garrafa no chão; quando se levantou, os dois se aproximaram e no próximo momento estavam se beijando.

Então, de repente, Freddie foi dominado por um sentimento de possessão que era desconhecido para ele. As mãos do Chaz foram para a cintura dela e os aproximou ainda mais, mas Freddie sabia como era a sensação de puxar Sam para mais perto.

Freddie sabia como seu beijo era incrível, como ela sabia levar você a loucura só quando dedilhava a parte de trás da sua nuca ou quando ria entre o beijo. Também sabia como era quando ela arfava e gemia nos seus lábios, implorando por mais prazer.

Ele sabia de tudo isso antes mesmo do Chaz – que continuava beijando-a – pensar em conhecê-la. Ela tinha sido dele primeiro. E só Freddie sabia que ela preferia quando você movia suas mãos ao invés de deixá-las paradas na cintura, como Chaz estava fazendo.

Horas se passaram com Freddie sentado no sofá, bebendo sua quinta ou sexta cerveja, olhando descaradamente para Sam e Chaz que hora riam, hora se beijavam, hora dançavam. Ele só não entendeu porque queria tanto poder fazer o mesmo.

Então, teve uma hora em que o olhar de Sam caiu sobre ele. Freddie estava sentado no sofá, bebericando sua cerveja, com os cotovelos apoiados no joelho e olhando fixamente para ela e Chaz e sua expressão era indecifrável.

O olhar duro e o maxilar travado, os braços destacados pelo apoio nos joelhos e sem qualquer vestígio de sorriso no rosto.

Sam mordiscou o lábio sorrindo quando constatou que ele estava com ciúme. Mesmo que ela odiasse esse sentimento, odiasse quando as pessoas achavam que poderiam ter ciúme dela... Ela gostou de saber que Freddie estava assim por causa dela.

Freddie notou que ela estava observando-o e desviou o olhar, sentindo seu rosto esquentar por ter sido pego no flagra olhando-a. Não que ele se importasse em olhar para ela, todavia, ele se sentia incomodado pela forma como ela poderia interpretar seu olhar.

Então Sam trocou algumas palavras com Chaz e ele deu um selinho nela (isso causou certa inveja em Freddie por nunca ter dado um selinho em Sam como forma de despedida ou tão despreocupadamente). Freddie quase cuspiu sua cerveja quando viu Sam vindo em sua direção e, como se nada estivesse acontecendo, se sentou ao seu lado.

– Cê tá bem, nerd? – Perguntou ela com um riso contido na voz.

– Por que não vai perguntar pro seu Chaz? – Ele murmurou estridente, pouco ligando para o que estava falando e ignorando a sensação horrível que queimava dentro dele só de imaginar a Sam cumprindo o que ele falou.

A garota ao lado dele gargalhou.

– Ah, não, ele é meloso demais pra mim – Disse ela pegando a cerveja da mão dele e tomando um gole, logo depois fazendo uma careta – Isso daqui tá quente, credo.

Freddie tinha parado de ouvir no momento em que ela disse que o Chaz era “meloso demais pra ela”. Um meio sorriso se espalhou por seu rosto e ele se virou pra ela.

– Aposto dez pratas que eles se pegam ainda hoje – Sam apontou animadamente para frente, onde Carly e Griffin estavam.

Carly e Griffin estavam dançando juntos, reduzindo os passos porque uma música mais lenta tinha acabado de começar a tocar.

Ele passou os braços na cintura dela, aproximando os dois o quanto era possível. Carly arregalou um pouco os olhos, mas relaxou ao perceber que gostava de ficar nos braços dele.

Alguns minutos se passaram e ela apenas fitava os olhos verdes dele, fascinada pelo brilho natural que eles tinham. Seus cílios não eram longos, mas eram de certa forma charmosos e harmoniosos com o restante do rosto.

Carly amava olhos verdes.

– Agora você pode me explicar o significado desse presente? – Ele perguntou se referindo a corrente de prata que tinha no seu pescoço, com uma pequena âncora de pingente. Griffin adorou, mas parecia ter sido caro.

– Meu pai trabalha com a aeronáutica, mas tem amigos marinheiros e... Bom, uma âncora é um refúgio numa tempestade, sabe? O conflito entre a terra e o mar, e, bom isso me lembrou de como era quando eu conheci você. Significa também firmeza, tranquilidade, esperan-

As palavras dela foram interrompidas quando Griffin sorriu de lado e a puxou ainda mais para frente, colando tanto os dois que ela conseguia sentir o hálito dele batendo contra seu rosto. Griffin estava encantado com o modo como seus lábios se moviam furtivos e felizes enquanto ela falava, como mesmo sem querer, ela sorria junto com as palavras.

– O que está fazendo? – Perguntou para ele com os olhos arregalados de surpresa.

– Eu acho que eu preciso te beijar agora – Disse ele antes de tomar os lábios dela.

E tudo o que ela tinha imaginado para aquele beijo, nada parecia chegar aos pés do que ela sentiu quando Griffin a beijou tão inesperadamente. Era um beijo intenso e carinhoso. Tão envolvente que segundos depois, Carly já estava abraçada com ele e os dois sentiam como se nada podia ser melhor e que aquele momento nunca poderia terminar.

A música que tocava era uma versão acústica de Clocks, do Coldplay. E quando Griffin aprofundou o beijo, Carly teve certeza de que nunca mais se esqueceria dela.

Gibby e Freddie passaram uma nota de dez dólares, cada um, para a mão de Sam, já que os três observavam a cena ainda sentados no sofá.

– Mamma nunca joga para perder – Sam disse rindo e guardando os vinte dólares dentro do sutiã (movimento que foi acompanhado pelos olhos de Freddie).

Gibby murmurou que iria sair dali para ir atrás da sua japonesa, deixando Freddie e Sam novamente sozinhos.

– Essa música é muito boa – Murmurou Sam encostando-se no sofá e bebendo sua cerveja.

– Coldplay é muito bom, no geral – Freddie concordou e depois de travar uma batalha interna, resolveu olhar para Sam e tentou ignorar o fato de ela estava realmente gostosa com aquela roupa – Então, você achou o Chaz muito meloso? – Murmurou evitando olhar nos olhos dela e deixando seu tom o mais despreocupado possível.

Sam suspirou.

– É, ele ficou meio que me chamando pra sair de novo e dizendo que me adorava. Fora que ele quis me dar um selinho só porque eu ia vir aqui sem ele – Ela deu de ombros e lambeu os lábios, com o olhar perdido a sua frente.

– Então você não vai mais ficar com ele? – Perguntou Freddie com um quase sorriso no rosto.

Sam se virou para ele com um sorriso sacana e se ajeitou no sofá, prestes a se levantar.

– É claro que vou! – Disse ela.

– Mas, eu pensei que-

– Pensou o quê? – Ela ergueu as sobrancelhas, calando-o – Eu tenho que sair por cima, já que tomei um fora de um nerd.

Deixando-o extremamente perplexo, Sam se levantou e foi em direção a Chaz que já estava vindo buscá-la. Os dois saíram da garagem abraçados e Freddie ainda estava no sofá, olhando para tudo como se ele fosse um espectador e não o protagonista.

Ele não entendia de fato o que estava acontecendo. Então, quer dizer que Sam estava curtindo ficar com ele, mas já que tomou um fora, foi buscar outro? Será que ela iria ficar com outro como ficou com ele? Isso causou certa repulsa nele ao pensar que Sam se entregaria a outro como se entregou a ele.

“Mas, quem eu estou querendo enganar? Ela dormiu comigo na primeira noite, sem nem saber o meu nome... Claro que ela vai transar com ele. E, cara, que merda. Não acredito que eu to pensando nisso”

As horas passaram arrastadas até que, por volta das quatro da manhã, Freddie disse que iria embora e chamou Sam e Carly para a carona, já que Gibby tinha ido para a casa da japonesa e Brad e Wendy tinham sumido.

Carly disse que iria se despedir de Griffin, então Freddie seguiu para o carro e Sam foi atrás, com Chaz ao seu lado, os dois rindo enquanto trocavam o número de telefone.

Freddie movia sua boca em uma careta cada vez que Chaz falava, sentindo náuseas só em ouvir a voz dele.

Depois de alguns minutos, Sam entrou no carro no lado do passageiro, prometendo a Chaz que iria atender quando ele ligasse e que os dois se veriam depois.

Freddie e Sam ficaram em silencio incômodo dentro do carro e Sam não entendia o porque.

– Pensei que ele fosse meloso demais – Disse Freddie com desprezo, fitando o painel do carro e ignorando o fato de que Sam provavelmente olhava curiosa para ele.

– Eu tenho certeza de que isso não é da sua conta – Respondeu Sam simplesmente, enquanto colocava o cinto de segurança.

Freddie mordeu a parte interna da bochecha e se virou, o castanho dos seus olhos não eram mais tão suaves como de costume e seu maxilar estava travando. Sam o achou mais sexy do que nunca

– Mas, você não pode ficar com ele, logo depois de ter ficado comig-

– Ei, ei, ei – Sam balançou a cabeça, interrompendo-o e se pôs para frente – Vamos esclarecer as coisas, tá bom? Eu não tenho nada com você e você não é ninguém para ficar me cobrando por alguma coisa ou questionando o que eu faço. Não esqueça que você é o noivo. Você é quem me deu o fora. Você é que resolveu ficar emburrado a noite inteira naquele sofá e é você quem deve satisfações a alguém, não eu.

– E você transou comigo, a culpa é tão sua quanto minha! – Respondeu Freddie.

– Ah, eu te seduzi, te amarrei e amordacei? Te obriguei a ter relações sexuais comigo? – Perguntou Sam com a voz um pouco mais alta.

– Não! Mas, a culpa não é só minha! – Grunhiu Freddie.

– NÃO FOI O MEU DEDO QUE FICOU GEMENDO ENQUANTO EU CHUPAVA O PAU DELE! – Gritou Sam bufando e depois ela estralou os próprios dedos, tentando se acalmar para não voar no pescoço de Freddie – Foi realmente uma boa você ter acabado com tudo, nem sei porque me meti com alguém que consegue ficar dez minutos ao lado daquela russa babaca.

Freddie ia responder, mas Carly abriu a porta traseira e se sentou no banco sorridente, enquanto tirava o sapato de salto do pé.

– Eu acho que nunca dancei por tanto tempo sem tirar os sapatos e eu nem bebi, vocês acreditam nisso? – Carly perguntou ainda sorridente enquanto olhava de um amigo para o outro, notando que os dois estavam vermelhos e com a respiração desregulada – Aconteceu alguma coisa?

– Não, Shay – Respondeu Sam – Nós apenas estávamos falando de como nerds são ruins de cama – Alfinetou ela enquanto Freddie dava partida.

– É, e eu contei pra Sam como uma garota uma vez implorou pra um nerd foder ela depois dela ter tido um orgasmo na boca dele – Respondeu Freddie dando de ombros.

– O pior são aqueles comprometidos que gemem mais do que prostituta enquanto tá recebendo um boquete e depois dizem que foi o melhor sexo oral que já recebeu na vida – Sam sorriu ironicamente para Freddie.

– E quando-

– Dá pra parar?! – Pediu Carly com o rosto vermelho ao ouvir o linguajar dos dois amigos – Isso é conversa que se tem? De quem vocês estão falando? E por que chegaram nessa assunto?

Então os dois perceberam que Carly ainda estava lá, ouvindo todas as indiretas que um jogava para o outro e que ela parecia realmente constrangida com aquilo. O silêncio caiu sob o carro como o entendimento caiu em Carly que, com os olhos arregalados, perguntou:

– Por Deus, vocês tão falando um do outro?

Notas finais
O capítulo tá horrível, de verdade, não é insegurança, é que tá horrível mesmo. Mas, o próximo vai estar melhor e vocês vão começar a ter pistas sobre o passado da Sam e como ficará a relação dela com o Freddie. Eu estou começando uma nova fanfic que não é universo alternativo, se se interessarem: http://fanfiction.com.br/historia/492596/Os_Demonios_de_Samantha/ ♥